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Adivinhe a que país me refiro

por Tiago Mota Saraiva, em 29.08.19

1. País em que um primeiro-ministro não eleito pede a um Chefe de Estado não eleito que suspenda o parlamento eleito, em conformidade com a sua constituição.
Dica: não é a Venezuela.

2. País em que um presidente do parlamento decide autoproclamar-se presidente interino, é apoiado por uma parte significativa da comunidade internacional, e procura destituir o Presidente eleito a partir de um acto inconstitucional.
Dica: não é o Reino Unido.


7 comentários

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De Anónimo a 29.08.2019 às 13:10

Deve ser á Siria ou talvez á Libia ou ao Iraque ou Afeganistão, modelos de democracia convenientemente semeados em tempo certo.
Vocês os "democratas liberais" são parte do problema porque com a vossa retórica e acções de superioridade levam ao desespero de quem ainda não tem voz. Semeiam a maldade e depois ainda insultam quem (mesmo que mal ou menos bem) vos tenta fazer frente ainda que dentro das leis do jogo que criaram.

WW

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De Anónimo a 29.08.2019 às 13:15

Está preocupado com a casa dos outros quando tem problemas na sua!
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De pitos a 29.08.2019 às 13:49

Como escreve Pedro Correia, vivemos tempos difíceis.
Cumprimento afectuosamente, nas sem selfy, pela sua brilhante exposição. Breve como deve ser. Iganara para que seja bem vista.
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De Costa a 29.08.2019 às 14:00

Esse país que refere no primeiro parágrafo é o Reino Unido, suponho. Salvo meu erro, é uma referência histórica da vida democrática. Histórica e actual. O primeiro- ministro desse país está, salvo meu erro, a procurar concretizar uma medida que foi legitimada pelo voto, em referendo que, salvo meu erro, não merece dúvidas quanto à sua conformidade com o que usualmente se toma como acto eleitoral ou referendário acima de suspeitas. Que a decisão então tomada nos pareça muito lamentável e potencialmente desastrosa não invalida o que seja da sua legitimidade. As coisas são assim.

O actual primeiro-ministro desse país não foi eleito (nem na nossa avançadíssima república ele verdadeiramente o é), mas é o rosto actual da maioria resultante de uma eleição sobre a qual, salvo meu erro, se pode também apontar o que acima invoquei. Eu diria que a coisa tem paralelo no caso português. O caso português, aliás, tendo em conta a forma como a maioria vigente foi constituída, será, arrisco, bem mais susceptível de observações, certamente com fundo irónico, e visando a legitimidade eleitoral de um primeiro-ministro.

Mas deixemos o caso português de lado; ele não é verdadeiramente aqui chamado. A suspensão do parlamento nada tem, parece, de extraordinário na prática política do Reino-Unido. Esta agora obtida o que terá de peculiar será, fundamentalmente, o período em que ocorre. Decidido à medida do atingimento de um concreto fim, assim mais fácil de alcançar. Deselegante, desleal, oportunista, penoso até de enquadrar nas tradições democráticas da actuação política do Reino-Unido? Tudo isso, muito provavelmente.

Mas não é um golpe de estado, nem uma actuação de carácter ditatorial, nem o esmagar do conceito de democracia, nem um repetido, rotinado e impune atentado à liberdade de expressão.

Isso até acontece e, parece, muito. Mas nesse outro país que você invoca. A Venezuela.

Quanto à questão da eleição do Chefe de Estado, desse Chefe de Estado, o que está em causa é a velha polémica entre monarquia e república. Eu olho para o que se passa nas monarquias europeias, por exemplo, e perante o horror do que por lá vejo, a massiva repressão política, a fome e o sub-desenvolvimento, fico sem palavras.

Costa
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 29.08.2019 às 14:51

1-Reino Unido
2- Venezuela
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De Anónimo a 29.08.2019 às 18:07

O que prevalece como poder político?.
Quem prevalece como Poder político, legítimo, constitucional, no Reino Unido ?.

-Um Referendo, a escolha de um povo soberano, do eleitor, em referendo absolutamente legal, com uma pergunta inquestionávelmente simples ?.
-Um Parlamento em que os MPs, deputados eleitos, uninominalmente, o são por eleição de esse mesmo povo soberano ?.

Aliás muitos MPs já perceberam a vontade do seu eleitorado e se querem manter o seu assento no Parlamento ....

PS. O Art. 50 da UE só menciona (óbvias) negociações. Não menciona (óbviamente) "acordo".
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De JPT a 29.08.2019 às 19:45

Já que estamos com trocadilhos com presidentes e governos "eleitos", em 1974, um golpe militar derrubou um parlamento "eleito" em 1973 e um presidente "eleito" em 1958, em conformidade com a Constituição. Dica: não foi no Chile.
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De V. a 29.08.2019 às 19:46

Que lindo exercício.

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