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Absurdo, chocante, inaceitável

por Pedro Correia, em 21.04.20

IMG-20200417-WA0014.jpg

 

«A forma como se comemora o 25 de Abril na Assembleia da República está a dar cabo da imagem do 25 de Abril.»

Miguel Sousa Tavares, ontem, na TVI



É absurdo que o Estado festeje a liberdade num momento em que os direitos, liberdades e garantias estão severamente restringidos - o que sucede pela primeira vez desde a instauração do actual regime constitucional - e há pessoas a ser detidas por "crime de desobediência".



É chocante que os deputados fechem os olhos à dor que alastra na sociedade, com um português a morrer de Covid-19 a cada hora que passa, e prefiram celebrar efemérides em flagrante violação das regras de confinamento que eles próprios impuseram aos compatriotas ao aprovarem o estado de emergência.

 

É totalmente inaceitável que alguns políticos e comentadores pretendam passar atestados de lesa-democracia a quem, precisamente em nome da liberdade de discordar, ousa contestar a inadequada e descabida cerimónia celebrativa que teimam em levar avante num momento de luto nacional.


72 comentários

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De Vorph Valknut a 21.04.2020 às 11:26

Recordo aqui que já houve inclusivamente datas em que os dias de Abril não foram comemorados. A última pela singela razão de um boicote de jornalistas, vejam bem!! Neste momento falamos de uma peste fatal.

"A sessão que assinala a Revolução dos Cravos no parlamento não se realizou apenas em três dos últimos 46 anos, em 1983, em 1993 e em 2011.

Em 1983, por haver eleições legislativas no próprio dia 25 de abril; em 2011, por a assembleia se encontrar dissolvida; e em 1993, quando os órgãos de comunicação social decidiram em bloco boicotar todos os trabalhos parlamentares em protesto contra a limitação da circulação dos jornalistas no edifício de S. Bento, em Lisboa. Como não haveria cobertura, decidiu-se cancelar a sessão no parlamento."
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De Pedro Correia a 21.04.2020 às 22:45

A pandemia, motivo de força maior, é motivo mais que suficiente para justificar o adiamento desta celebração.
Até porque com o país em estado de emergência, vários direitos e liberdades suspensos ou fortemente restringidos, a população de quarentena obrigatória, centenas de milhares de portugueses no desemprego ou em 'lay-off' e dezenas de óbitos diários provocados pelo Covid-19, não há nada para celebrar.

Só Ferro Rodrigues, pessoa que integra mais que um grupo de risco segundo as normas sanitárias da DGS, não percebeu isto.
Provavelmente já não irá a tempo de perceber.
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De V. a 21.04.2020 às 11:30

Concordo em absoluto.

De um primeiro momento meu de indiferença —e com mais tempo para reflectir neste assunto (de forma isenta, juro) e com mais tempo para verificar em como esse sinal e outros sinais de outras instituições já se reflectem também num afrouxamento na determinação das pessoas em ultrapassar isto— modifiquei a minha opinião e agora considero que de facto o Parlamento, mais o PR, o PM, o Governo, a Assembleia e os partidos em geral cometeram um erro grosseiro e que a celebração do 25 de Abril não devia ir para a frente, tal como qualquer outra celebração colectiva independentemente da sua natureza.

Acho que nos compete a nós apontar-lhes o dedo mas não ligar mais ao assunto. Os jornalistas nem deviam nesse dia fazer directos e reportagens sobre aquilo. Dessa forma, fazer-lhes chegar a mensagem de que eles perderam a autoridade e de que já não acataremos mais ordens de espécie nenhuma. Daqui para a frente só faremos o que acharmos que está correcto e que isso é melhor do que aquilo que eles acham que está correcto.
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De Pedro Correia a 21.04.2020 às 22:48

A diferença é que se você fizer o que lhe apetecer, nos moldes que indica, é detido e aplicam-lhe coima ou mesmo medida de prisão por "crime de desobediência".
Enquanto os membros da casta - começando pelos que pertencem aos chamados "grupos de risco" - violam impunemente as normas sanitárias da Direcção Geral da Saúde e ainda recebem hossanas dos Salcedes de turno.
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De Anónimo a 24.04.2020 às 10:30

E os 15 milhões devolvem ??
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De Pedro Correia a 24.04.2020 às 11:31

Entretanto a polícia anda a perseguir surfistas, mandando-os para casa. As ondas marítimas devem provocar coronavírus.
https://tribunaexpresso.pt/surf/2020-04-09-O-surf-esta-interdito-mas-houve-quem-fosse-surfar-no-Guincho-e-a-Policia-Maritima-interveio.-No-dia-seguinte-o-filme-repetiu-se

Coisa mais ridícula. Enquanto se amontoam pensões manhosas no centro de Lisboa cheias de gente infectada a que a polícia fecha os olhos e vira a cara para o lado, alegando desconhecimento.
https://www.publico.pt/2020/04/21/local/noticia/ha-pensoes-sobrelotadas-lisboa-faz-temer-explosao-casos-1913255
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De Anonimus a 21.04.2020 às 11:34

Mais um post proto-fachista (faxista).

Os deputados abdicam de um sábado passado em família, arriscam a saúde, tudo para não deixar a democracia morrer às mãos do vírus neo-liberal representativo do grande capital e dos ideias das ditaduras de direita, e tudo o que os saudosistas do Estado Novo sabem fazer é criticar.

Obrigado Parlamento, obrigado Ferro.

Representem-nos condignamente nessa sessão solene, muitos de nós nem esse esforço merece, que nós ficaremos obedientemente à janela de nossas residências, a bem da Nação.
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De João a 21.04.2020 às 14:31

A bem da nação você devia era ir trabalhar, malandro!
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De o cunhado do acutilante a 21.04.2020 às 15:32

O drama! O horror! Oh, tragédia empírica! Oh descalabro de uma nação!
Oh fazedores da felicidade do povoleu que abdicais de um Sábado passado em família e sem temor e de peito feito enfrentais a morte para trazerdes a festança ao povo agradecido.

Dos vossos altos castelos e torreões
Inexpugnáveis fossos e paredões
Imploramos nós, ó nobres barões
Por vossos dejectos, nossas precisões

Rogamos com toda nossa humildade,
vós que conheceis a cidade,
nós que nem vila e só a herdade.
Só temos da terra a horta,
e da vaquinha a bosta.

Rogamos pois por caridade
Adubem-nos em cima à vontade
E molhem-nos por piedade
E todos juntos cantaremos a Liberdade.
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De Vorph Valknut a 21.04.2020 às 15:39

Empaturra-te proto-foca.

https://eco.sapo.pt/2020/04/21/funcionarios-publicos-ja-estao-a-receber-aumentos-e-esta-a-nova-tabela-salarial/

É esta coisa do Abril fluorescente colocado ao lado da nossa senhora e esta, outra, quando a maioria atrofia em vencimentos curtos e em desempregos longos.

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De V. a 21.04.2020 às 16:08

Vocês agora chamam fascistas a toda a gente sem perceber que quem é fascista são vocês.

(Além de que vivem obcecados com isso, quando os outros já se estão a perfeitamente a cagar para essa conversa da treta que só serve para tentar intimidar o interlocutor numa conversa e ganharem apoio das vossas próprias hostes estúpidas.)
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De Anonimus a 21.04.2020 às 17:15

Saltam quais papoilas benfiquistas...
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De V. a 22.04.2020 às 11:48

A única coisa que me faz saltar é desonestidade intelectual e, pior ainda, chamarem-me benfiquista (onde é que já se viu confundirem-me com um benfas??!!)

Essa nunca mais te vou perdoar, meu grande abrolho
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De Anónimo a 22.04.2020 às 11:56

Mas esta gente passou-se?
O Parlamento não encerrou, como não devia, e agora insultam-se os promotores de mais uma sessão?
Esta sim, inadiável, mais do que justificada nos tempos que correm.
É uma efeméride sim, mas lembrem-se os detractores desta celebração que foi pelo que aconteceu nesta data que hoje podem vomitar essas obscenidades.
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De Pedro Correia a 22.04.2020 às 14:32

Exercer o direito à crítica, para ti, é "vomitar obscenidades".
Que linguagem mais salazarenta. Põe máscara antes que contagies outros.
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De A a 22.04.2020 às 13:58

O mais absurdo é que estes anormais irresponsáveis, tipo ferro rodrigues, nunca em toda a sua carreira política elevaram o 25 de abril. Apenas acham que esta birra consegue expiar tudo aquilo que fizeram desde a data e que em nada respeitou os ideais de abril.
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De Isabel Paulos a 21.04.2020 às 11:49

Peço desculpa, mas depois de décadas de tolerância com as patifarias socialistas, do colinho bem alimentado pela comunicação social desvanecida com a superioridade moral dos proprietários da coutada da liberdade, do descabido temor reverencial ao clã Soares e de se elevar o ogre (roubo a feliz expressão a outro comentador do DO) Ferro Rodrigues a presidente da Assembleia da República queriam o quê? Demonstrações de decência? De rectidão? O Pais tem o que pediu. Amanhem-se.
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De Vorph Valknut a 21.04.2020 às 15:46

Isabel está na hora de mobilizar esta malta
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De Isabel Paulos a 21.04.2020 às 17:09

Nestes dias pede-se ao menos que cada um se mobilize a si próprio. Já não é mau. Até porque em Maio esta doméstica paz podre começa a acabar e a vida passará a rolar mais serena para alguns, mas com grandes tropeços senão mesmo trambolhões para muitos.
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De A a 22.04.2020 às 14:14

O país tem mesmo o que merece. Mas com tamanha propaganda, estavamos à espera de quê? Não há escrutínio público e quando há é de imediato omitido pelos media. Logo, quem vê televisão, com o intuito de se instruir e formar opinião, mais não faz que se sujeitar a ser formatado. Por falar em escrutínio, faz-me rir esta história do enorme Rui Rio, aplaudido por toda a gente, pelo grande feito que faz pelo país em manter-se calado. Ora isso quer dizer muita coisa. Para mim, o que faz é uma pobreza de serviço público, porque a sua função era a de fiscalizar o governo, identificar falhas e sugerir melhorias, evitando assim a espécie de ditadura em que vivemos neste momento. Se não veja-se: não existe oposição, a que existe é deliberadamente omitida pelos media, os mesmos media que, a troco de 15 milhões, se comportam como autênticas empresas de marketing, vendendo as genialidades de ministros, sec. de estado e diretores. E para cereja no topo do bolo, temos organismos que apesar de públicos, deveriam comportar-se com isenção, mas como são estatais, deste estado e com direções nomeadas por este governo, chegam ao cúmulo de aceitarem, com justificações miseráveis, decisões como a celebração do 25 de abril. Como diziam os Beatles, back to the ussr.
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De Isabel Paulos a 22.04.2020 às 17:10

(Peço desculpa por resposta tão longa.)

Concordo com tudo o que escreveu, incluindo a crítica a Rui Rio (que aqui várias vezes defendi no passado). Apesar do SNS não ter colapsado, o que deu um certo élan ao Governo, há muito trabalho a fazer.

Nestes tempos RR deveria estar a denunciar todos os erros do governo e a exercitar o juízo crítico sobre outros órgãos de soberania (que não os tribunais, o seu cavalo de batalha em tempos normais) e demais organismos públicos. Sendo um homem de números era bom que se tivesse manifestado quanto aos dados estatísticos apresentados diariamente pela DGS e mostrasse estar ciente das dificuldades dos médicos ou dos organismos regionais, nomeadamente, em actualizar os dados (já não falo da leitura dos ditos que essa é outra história a ser contada por alguma alma de boa vontade daqui a alguns meses). Era bom que percebesse e apontasse as incoerências ocorridas em mais do que um momento. Igual raciocínio para a rocambolesca recomendação das máscaras. Deveria também ter-se manifestado sobre os atrasos injustificados de testes em determinadas regiões do país, denunciados por autarcas. E tomado nota da situação arrepiante nos lares e verificasse se foi (e é) feito tudo quanto era possível para salvar as vidas dos nossos mais velhos. Esta deveria ser a prioridade das prioridades. E que constatasse (como vi feito neste blog) que mais depressa se demonstrou preocupação com os reclusos. Em rigor, a preocupação não foi com eles. Não me parece que o governo tenha consciência - ou queira ter - das condições em que passam a viver os reclusos depois do indulto. Mas é muito bonito a senhora ministra dizer ao Ricardo Araújo Pereira que é uma exigência de um estado decente. A opinião pública fica desvanecida com tanta decência do governo. Tal como ficou quando a senhora ministra (por quem até tinha simpatia) explicou que a razão do afastamento da anterior PGR (para surpresa da própria) foi o entendimento quanto ao limite de número de mandatos; há sempre um grande argumento de substancia ou de forma a desviar-nos da perigosa caminhada no sentido do razoável e do bem comum. E para terminar deveria ter dito o que pensa (bastaria isso) sobre a celebração do 25 de Abril no momento em que milhões de Portugueses estão a ‘atrofiar’ (desculpe o termo mas aqui parece-me adequado) fechados em casa. Estou certa que RR pensa que é um absurdo. Tenho pena que não o diga.

Podia fazer tudo isto sem por em causa a unidade nacional nem o escopo do bem comum. É patético confundir oposição com deslealdade ao desígnio nacional. Mas, claro, a ideia convém muito a quem nos governa e à mentalidade dominante, que faz questão de festejar em tempo de estado de emergência uma peculiar e restrita forma de liberdade e democracia. Ao nível do bailarico, vá.

Mas como Deus escreve certo por linhas tortas, o caminho que RR está a seguir deve ser o que agrada aos portugueses. Quanto mais não seja porque a comunicação social abriu caminho depois de sensibilizada pelo elogio externo, que como se sabe é o mais alto certificado de confiança que qualquer português pode almejar.

De resto, é como o(a) A diz e eu acompanho: nada de novo, nada que não esperássemos. Destes pantomineiros que se acham proprietários do condomínio de acesso reservado que é para si a dupla liberdade/democracia. Pequeninos, medíocres, mas cheios de si. Mais habituados a governar-se do que a governar. E uma comunicação social condicente.
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De Aldo a 22.04.2020 às 19:04

Já alguém reparou que os únicos a fazer oposição são o cds, o il e o chega? E não me venham dizer que são fachistas e anti democráticos e anti patriotas. Pelo que vejo e que sou obrigado a ver pela web, pois as televisões não me dão acesso, estão a fazer oposição responsável e a criticar corretamente aquilo que tem de ser criticado. E não, não tem nada de oposição gratuita, até já os vi a concordarem com algumas coisas, mas colocam o dedo na ferida, quando tem de ser e é isso mesmo que eu, como português, exijo. Será que Rio não estará a namorar costa para no futuro se adiantar como parceiro? É possível. Ele não é burro e já percebeu que com tanta vassalagem da comunicação social, vai ser difícil derrotar Costa. E claro, com tanto pânico de fugir à direita, não vão os jornalistas e opinadores cola-lo ao chega, aproxima-se, pé ante pé, do ps.
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De Anónimo a 21.04.2020 às 12:32

Tu gostavas mesmo era que o 25 de abril fosse dia luto, confessa lá...
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De Anonimus a 21.04.2020 às 13:50

Para alguns será.
Este ano, i-luto.
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De Pedro Correia a 21.04.2020 às 22:55

Dias de luto têm sido todos.

E dias de angústia para centenas de milhares de portugueses, que se encontram sem emprego ou com os salários fortemente reduzidos por se encontrarem em regime de 'lay-off' ou vêem as suas micro e pequenas empresas condenadas ao encerramento.

E dias de direitos e liberdades condicionados e reprimidos como nunca desde 1976. Com o estado de emergência imposto pela primeira vez em democracia. Suspendendo ou suprimindo o direito de manifestação, o direito de reunião, o direito de resistência, o direito à greve, a liberdade de circulação, a liberdade de emigração e a liberdade de culto.

No meio de tudo isto, ainda aparecem palermas a bater palminhas. Palermas como tu.
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De Anonimus a 21.04.2020 às 23:00

Para alguns será
(Porque morrerão pessoas nesse dia)
Este ano, i-luto.
(Porque funerais só se for por Skype)

Sim, sou (mais que) meio palerma, mas neste caso até disse uma coisa inteligente.
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De Anónimo a 22.04.2020 às 09:43

Portanto, quem não concorda contigo é palerma. Boa...
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De Pedro Correia a 22.04.2020 às 10:14

Palerma é pouco para designar aqueles que andam a "festejar" enquanto centenas de milhares de portugueses caem no desemprego, vêem as poupanças a arder, perdem pelo menos dois terços dos rendimentos mensais, são confrontados com a falência em série de largos milhares de empresas, acabam detidos por "crime de desobediência", adoecem com a pandemia, são impedidos de visitar pais e avós nos lares, e perdem entes queridos sem sequer poderem despedir-se deles.

Enquanto tudo isto acontece no país real, alguns no país político festejam.
Chamar-lhes palermas, a eles e aos poucos que vão batendo palminhas, é muito pouco.
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De Luís Lavoura a 21.04.2020 às 12:39

É absurdo que o Estado festeje a liberdade num momento em que os direitos, liberdades e garantias estão severamente restringidos

Muito bem. Exatamente.

a dor que alastra na sociedade, com um português a morrer de Covid-19 a cada hora que passa

Não seja piegas. Em todas as horas do ano morre, em média, um português. As mortes por Covid-19 não são muitas, nem são mais dolorosas que as outras.

É totalmente inaceitável que alguns políticos e comentadores pretendam passar atestados de lesa-democracia

Muito bem.
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De Vorph Valknut a 21.04.2020 às 15:45

"Não seja piegas. Em todas as horas do ano morre, em média, um português"

Existirá a possibilidade real de sabermos com certidão a sua última hora? Prometo, quando tal notícia houver, ofertar um jantar de 500€ à malta do Delito, entre comentadores e autores (desde que escolhidos por mim - O Costa está na lista. E claro o V) . Alguns fins individuais são benéficos ao Fim último da Humanidade.
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De Luís Lavoura a 21.04.2020 às 16:26

Alguns fins individuais são benéficos

Sem dúvida. E os fins justificam os meios.
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De V. a 21.04.2020 às 17:00



Saudades praticamente infinitas de um simples bitoque à moda da cidade :)
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De o cunhado do acutilante a 21.04.2020 às 20:26

Não deixa de ser intrigante
Que todo aquele que nada fez
Seja hoje um bem-falante
Na defesa de um evento.

Sabedor e inteligente
munido de um altifalante
vem acordar e irritar a vizinha
com salvés à democracia.

Quer dizer: com os gravíssimos desafios que se avizinham, desde logo o económico como o mais grave em que todo o tostãozinho aconselha a ser poupado, vem-se para a praça gastar o pouco que resta em festarolas.

Mas enquanto houver uma voz dissonante contra a razão, certinho é que há grande probabilidade de consagração festivaleira.

O trabalho profícuo de cinquenta galinhas num dia a juntarem para o centro, é imediatamente inutilizado por uma só num minuto a esgaravatar para fora.
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De Pedro Correia a 22.04.2020 às 10:28

Recomendo este texto do meu colega Luís Menezes Leitão (ilustre benfiquista):

https://ionline.sapo.pt/artigo/693734/-comemorar-a-liberdade-em-liberdade?seccao=Opiniao_i

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De o cunhado do acutilante a 22.04.2020 às 18:52

Fui, vi e li.
Muito obrigado por mo ter dado a conhecer.
Sábias palavras de alguém que já conhecia por conhecimento geral, mas nunca ouvira.
Daí não estranhar e achar de todo normal, ser um grande Benfiquista.
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De Zé Manel a 21.04.2020 às 14:30

Perguntas que ninguém faz ao Governo nem à DGS:

- Já morreram mais de 700 pessoas em Portugal devido ao Covid. Estas mortes poderiam ter sido evitadas se os 500 ventiladores da China já tivessem chegado a Portugal?

- Temos hoje em Portugal 21 mil casos confirmados, 176 mil casos não confirmados e 5 mil pessoas a aguardar resultado laboratorial. Isto somado dá 202 mil testes. No entanto, a DGS diz que já foram feitos 271 mil testes. O que aconteceu aos restantes 70 mil testes?
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De Anónimo a 21.04.2020 às 17:20

Ontem a DGS explicou sobre os ventiladores encomendados á China.
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De sampy a 22.04.2020 às 12:15

Assim como tinha explicado no dia anterior. E no dia anterior. E no dia anterior. E no dia anterior. E no dia anterior. E no dia anterior...

O Portugal Contemporâneo tem a lista completa das explicações.
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De Manuel Gonçalves Pereira Barros a 21.04.2020 às 14:50

O 25 de Abril existiu !!!
As direitas modernas cansam-se a falar dele!
Falam mais do 25 de Abril que do Salazar...
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De Pedro Correia a 21.04.2020 às 22:40

Boa média, escrever duas vezes a data em apenas três linhas.
Se fossem vinte linhas (não confundir com "vitelinhas"), haveria pelo menos doze referências à efeméride.
E pelo menos 24 pontos de exclamação.
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De jj.amarante a 21.04.2020 às 15:06

Acho este post um bocado exagerado. Atendendo a que a Assembleia continua com reuniões periódicas parece-me razoável que façam a comemoração do 25 de Abril com medidas de segurança idênticas às das sessões que têm realizado. Também poderiam fazer transmissão dos discursos pela TV, numa espécie de teletrabalho, mas acho isto uma tempestade num copo de água.
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De Pedro Correia a 21.04.2020 às 22:36

Nesse caso será também exagerada a ausência de dois dos três ex-PR. Sampaio e Cavaco não vão.
Só Eanes vai, mas a mulher não o acompanha - outro exagero.
E ele próprio diz que se desloca à AR para não fazer desfeita a quem o convidou, mas discorda em absoluto deste modelo de "celebração" da data. Outro exagero.

Exagerado é também o ex-deputado Vital Moreira, que escreveu isto no blogue 'Causa Nossa':
«Tal como a AR, também muitos municípios faziam questão de organizar cerimónias públicas no 25 de Abril. Felizmente, que eu saiba, nenhum deles achou que a democracia ficaria em falta, se este ano não houvesse tais cerimónias e, pelo contrário, terão pensado que seria uma provocação aos seus munícipes, fechados em casa.»
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De Anónimo a 21.04.2020 às 15:13

Do pai de Miguel Sousa Tavares, Francisco Sousa Tavares, guardo a imagem de um homem de megafone em riste, em cima da guarita do quartel do Carmo, no dia 25 de Abril de 1974.

De sua mãe, Sophia de Mello Breyner Andresen, guardo este poema:

25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


Para mim chega.

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De Anónimo a 21.04.2020 às 21:16

Para mim também e subscrevo o que afirmou M.S.T. ,ontem, na Tv.

Com tanto folclore os actuais "donos da verdade" estão a desvirtuar a magia daquele Dia de Abril
Estou muito cansada e apreensiva com tanta semana de clausura.
Valham-me os livros!
Mª Luísa

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