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Abril de 2017: os meus votos

por Pedro Correia, em 02.05.17

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Figura nacional do mês

Completado o primeiro mês integral do segundo ano de mandato, o Presidente da República continua com uma popularidade estratosférica: 60% de opiniões positivas, segundo o barómetro mensal do Expresso. Quase duplicando a do primeiro-ministro, com quem continua a manter um impecável entendimento institucional, muito apreciado pelos portugueses.

 

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Figura internacional do mês

O centrista Emmanuel Macron, que durante dois anos foi ministro da Economia do Executivo socialista tutelado por François Hollande, venceu a 23 de Abril a primeira volta da eleição presidencial francesa, impondo-se ao conservador François Fillon, ao pró-comunista Jean-Luc Mélenchon e ao socialista Benoit Hamon. Com 24% dos votos, este banqueiro de 39 anos é o favorito ao triunfo na segunda volta, que disputará a 7 de Maio com Marine Le Pen (21,3%). 

 

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Facto nacional do mês

Há oito anos que não acontecia: a taxa oficial do desemprego deixou enfim de ter dois dígitos, cifrando-se agora em 9,9%, segundo dados divulgados a 28 de Abril pelo Instituto Nacional de Estatística, com as estimativas provisórias referentes ao mês de Março a situar-se em 9,8%. Esta é a percentagem mais baixa de desempregados em Portugal desde Fevereiro de 2009, quando se cifrou em 9,7%.

 

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Facto internacional do mês

Durante todo o mês de Abril, a crise política e social aprofundou-se na Venezuela. Com dezenas de mortos em protestos de rua reprimidos pela força militar convocada pelo Presidente Nicolás Maduro, saques de lojas, carência absoluta de víveres e medicamentos, perseguição a jornalistas e uma situação de caos económico no país, que apesar de exportar petróleo tem um PIB negativo de 18% e a mais alta taxa de inflação do mundo, avaliada em 1660%.

 

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 Frase nacional do mês 

«A electricidade não é cara. As casas é que estão mal construídas.» Esta frase vem de um suspeito na matéria: o presidente da EDP, António Mexia, em entrevista concedida a 7 de Abril à TSF. Proferida talvez com involuntário sentido de humor no país da União Europeia que continua a praticar os  preços mais elevados de luz e gás destinados ao consumo doméstico.

 

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Frase internacional do mês 

«Pensava que seria mais fácil. Tenho saudades da minha antiga vida.» Desabafo inesperado do novo inquilino da Casa Branca ao cumprirem-se os primeiros cem dias de mandato, a 28 de Abril. A frase surgiu numa entrevista à Reuters destinada a fazer um balanço do curto e já tão polémico trajecto presidencial do magnata que é hoje o homem mais poderoso do planeta mas suspira pela "vida antiga" que levava, afastado dos holofotes globais.

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9 comentários

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De jj.amarante a 02.05.2017 às 23:51

errata: na 1ª linha onde está 2º mandato deveria estar 2º ano
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De Pedro Correia a 03.05.2017 às 08:50

Já corrigido. Com os meus agradecimentos.
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De Barão Marquês a 03.05.2017 às 08:23

O que penso sobre Marcelo:
No rol de excessos entre palpites e aparições, consta a inaceitável declaração sobre cenários de lideranças partidárias a propósito do actual líder do próprio partido, admitindo que até pode continuar.
O que não deveria admitir é que um Costa fanfarrão depois de assaltar o poder se eleve a dono do parlamento, ditando as próprias regras para o que deve ou não deve explicar e impondo o próprio conceito para o que não lhe convém responder. Tudo isto enquanto se vai vergando perante os que lhe amparam o andor, ou iludindo as situações com piruetas mais próprias para banda desenhada de traço infantil.
Sem pudor, é com toda esta amalgama de contrafeitos que o Sr. presidente vai pactuando. Tudo bem, só se for na salvaguarda do seu palácio.
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De Pedro Correia a 03.05.2017 às 08:50

Deduzo, portanto, que não faça parte dos 60% que dão nota positiva ou muito positiva ao Presidente.
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De V. a 03.05.2017 às 10:19

A nossa política está cheia de declarações inaceitáveis e declarações gravíssimas. Tudo nesta República é lamentável, aliás: de uma bandeira de más cores à forma assassina como resolveu começar, sempre esteve tudo errado.
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De Luís Lavoura a 03.05.2017 às 09:33

Sobre a frase de Mexia:
1) Seundo o artigo lincado, Portugal só tem o preço de eletricidade mais elevado da Europa em paridade de poder de compra e após anormalmente elevados impostos. Sendo a eletricidade um produto capital-intensivo e transacionável, não vejo por que motivo o seu preço deva ser avaliado em paridade de poder de compra. O preço da eletricidade deve ser o mesmo em toda a Europa, independentemente do poder de compra de cada povo.
2) É um facto indesmentível que as casas portuguesas têm na sua maioria péssima construção e péssimo isolamento térmico, e que as pessoas gastam balúrdios a aquecê-las com eletricidade porque essa forma de aquecimento é altamente ineficiente. Mexia tem neste ponto toda a razão.
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De V. a 03.05.2017 às 12:01

Seria interessante verificar o quanto dessa redução do número de desempregados de longa duração corresponde a apoios que terminaram agora e que já não são extensíveis ao apoio social da Seg. Social (normalmente por mais dois anos). Tendo por base os picos de desemprego de há 3, 4 e 5 anos atrás aposto que grande fatia dessa redução poderá corresponder a apoios que terminaram agora e cujas inscrições foram canceladas pelos próprios desempregados fartos da humilhação quinzenal, e que portanto não corresponde a uma subida do emprego (isto para não falar de que cursos e entrevistas contam para baixar os números no IEFP). Espertos como ratos e sempre no limite da decência os socialistazinhos dizem que "baixou a taxa de desemprego" e deixam a ideia de que as coisas estão melhores, mas nada disso significa que o emprego tenha aumentado. Apenas que mais gente vive no limbo.
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De Costa a 03.05.2017 às 14:32

Além disso que aponta: a redução do desemprego, oficialmente reconhecido, pela simples caducidade dos apoios públicos aos desempregados (ou pela insuportabilidade, para estes, antes mesmo dessa caducidade, da inqualificável equiparação da situação de desempregado a arguido com termo de identidade e residência e apresentações periódicas perante a "autoridade"), valeria a pena procurar avaliar a qualidade, se obtido, do novo emprego.

O valor do trabalho cai entre nós há anos. Caiu, consta de que forma absolutamente cruel, desumana e intolerável, durante o governo parece que de traição nacional PSD/CDS. Cai, em silêncio para lá de hipócrita, sob a tutela desta gente pouco recomendável que agora nos desgoverna.

Menos, é claro, para quem se sabe.

Costa
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De isa a 03.05.2017 às 16:28

V

É tão óbvio mas, naturalmente, continuam com a manipulação e, futuramente, quando aparecerem as consequências daquilo que, presentemente, estão a fazer, até podem culpar D.Afonso Henriques porque, por muita porcaria que façam e a repitam, há quem continue a "comer" tudo o que lhe dão.
Tal como a ligação de Macron, empregado do Banco dos Rothschild, 3 milhões por dois ou três anos de serviço (passado, com futuro), é incrível que, com tantas provas, alguém ainda acredite naquilo que ele diz e, basta ouvi-lo para tirar qualquer dúvida que não passa de outra marionete... não deve ter tido tempo para umas lições de teatro

O pior é muitos não perceberem as consequências porque o "Deep State" já controla, não só o fabrico do dinheiro "do ar" (por isso acabaram com o padrão ouro), como controlam a soberania dos países (através das Dívidas, aprovam ou não, orçamentos e os euro-deputados não podem propor ou vetar leis), agora só lhes falta controlar os cidadãos individualmente que, só vão "acordar" quando lhes "limparem" as contas bancárias e substituírem o dinheiro por números virtuais.

O fim do jogo é o controlo total e isto de alterarem as regras bancárias globais, de que o nosso dinheiro nos Bancos não passa de um crédito ao Banco, com os "bail in's" têm autorização para, se quiserem, ficar com ele todo, porque a meta é acabar com pensões de reforma, serviço nacional de saúde, simplesmente tudo, qualquer liberdade individual que reste e, quando chegar a esse ponto, bem podem ir com cartazes, berrar que foram enganados porque, aqueles que "tomaram chazinho" com o grupo bilderberg (e não são todos do mesmo Partido político), os "melhores" têm conseguido aumentar a grilheta da dívida porque querem servir, muito bem, os seus verdadeiros "patrões" porque estão a cuidar do futuro... da vida deles e há poucas vagas na secção da "criadagem" do futuro governo global.

Mal do Mundo se, não lhes vão metendo uns grãos de areia na engrenagem, como aqueles que passaram, tão facilmente, de patriotas a populistas.
Francamente, olhando para todos os que morreram em guerras para defender a soberania dos seus países, foi o maior desperdício de vidas porque, por exemplo, se Hitler queria controlar o Mundo, agora acham normal, um Cartel Financeiro ir fazer exatamente a mesma coisa, curiosamente, os que financiaram, simultaneamente, Hitler e o movimento marxista na Rússia e todas as guerras, passadas e presentes (os 2 lados).

Olhando para o panorama global, já só aviso por uma questão de consciência porque, muitos, por tanto colaborar, merecem, mesmo, o futuro que lhes querem dar... alguns, até pensam que se podem vir a dar bem mas, depois, no mínimo, não se queixem ou venham representar o papel de vítimas.
Por mim, para evitar stress e cabelos brancos há muito que arranjei uma cadeirinha, pipocas e vou assistindo, às mesmas cenas, velhas fórmulas, sempre repetidas, próprias de filmes da categoria B (faroeste, gangsters ou horror).

Entre muitos problemas, um Banco Central despejar demasiado dinheiro, na economia Real, há o perigo de uma hiperinflação, os "pequeninos" não notam porque não é para eles mas, o BCE deve estar a despejar uns 81 biliões ao dia...
Parece que ainda ninguém notou que os bens essenciais estão a aumentar de preço e, como Draghi se fartou de repetir que queria inflação, se calhar, ele ainda vai acabar por nos dar um "jackpot", só para a Europa não ter inveja da Venezuela...
Recordando-me daquele 1º de Maio em que um hiper resolveu dar super-descontos... dá para imaginar os portugueses, quando for o último "item" da prateleira... porque isto de estar nas mãos de entidades externas... e de uma elite tão "competente" e tão "preocupada" com os cidadãos europeus, adorando a austeridade depois de fomentar dinheiro "à balda", a limpeza das contas bancárias no Chipre e, na Grécia, podem suicidar-se mas têm que pagar... dá para esperar por, praticamente, tudo.

Mas, No Problemo, castigaram os funcionários do fisco que espreitaram os rendimentos dos políticos, dos outros não há problema, até lhes querem espreitar as contas bancárias quando, são precisamente os políticos que aceitam cargos públicos que deveriam dar o exemplo de transparência mas, o Mundo está a ficar cada vez... mais interessante...

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