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A votação da eutanásia.

por Luís Menezes Leitão, em 30.05.18

Rui Rio começa a ter um problema semelhante ao que Freitas do Amaral teve no CDS. Este não gostava do eleitorado que tinha e em consequência esse eleitorado deixou de se rever nele. Com excepção dos líricos do costume, os deputados do PSD demonstraram na votação da eutanásia saber perfeitamente quem são os seus eleitores. O PCP, para escândalo geral da esquerda folclórica, também há muito o percebeu.

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16 comentários

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De Rão Arques a 30.05.2018 às 08:13

Democracia de vão de escada.
Nem se lhes pode exigir respeito pelos outros quando não se respeitam a si próprios.
Depois da votação e do resultado soberano, devem obrigar-se a que pelo menos no imediato mantenham a cloaca tapada.
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De Vítor Augusto a 30.05.2018 às 08:28

Quando e se, me perguntarem após as próximas eleições porque é que ao fim de 36 anos de votante assíduo em eleições, deixei de ser eleitor PSD, responderei com nomes. Perguntem a Rui Rio, Adão Silva, Berta Cabral, Bruno Vitorino, Cristóvão Norte, Duarte Marques, Margarida Bolseiro Lopes, Paula Teixeira da Cruz, Pedro Pinto e Teresa Leal Coelho. Não mandatei com o meu voto nenhum destes senhores para decidirem por mim sobre assuntos não contemplados no programa eleitoral do partido. Quem julgam eles que são? O mesmo voto que lá os assenta, pode ser o que de lá os tira. Era bom que eles tivessem isso sempre bem presente, principalmente antes de votar.
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De Luís Lavoura a 30.05.2018 às 11:32

Os deputados de qualquer partido têm sempre que, no decorrer do seu mandato, decidir sobre múltiplas questões que não estavam no programa eleitoral desse partido.
Neste caso concreto, os deputados do PSD tiveram que decidir sobre propostas feitas por outros partidos. Foram estas propostas (eutanásia), mas podiam ter sido quaisquer outras.
Os deputados do PSD fizeram aquilo que quaisquer deputados fazem nestas circunstâncias: após debate interno no partido, votaram da forma que melhor lhes aprouve. Não seria correto terem votado automaticamente contra toda e qualquer proposta que um outro partido tivesse apresentado e que não estivesse contemplada no programa eleitoral do PSD.
É este o cerne, e a vantagem, da democracia representativa: os deputados têm a flexibilidade para decidir sobre qualquer proposta que apareça, sem terem que se estar constantemente a convocar referendos (internos ao partido, ou a toda a sociedade) sobre toda e qualquer questão.
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De Vítor Augusto a 30.05.2018 às 12:33

Acontece meu caro que essa é tão só, a sua visão, reducionista de resto, de representatividade democrática, com a qual eu não estou de acordo, obviamente.
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De Luís Lavoura a 31.05.2018 às 09:36

Entendo que você não está de acordo, mas questiono, como é que você queria que fosse?
Veja o seguinte exemplo. O PAN propôs nesta legislatura que os restaurantes pudessem acolher a entrada de animais de companhia. Tal medida não estava no programa eleitoral de nenhum outro partido. Então o que acha você que esses outros partidos deveriam ter feito? Deveriam, todos eles, ter votado unanimemente contra a proposta do PAN, impondo a disciplina de voto contra ela, apenas porque não se tinham lembrado de a encarar quando tinham preparado os seus programas?
O mesmo se pode dizer de múltiplas outras propostas que diversos partidos poderiam ter feito, suponhamos, liberalizar a cannabis, criar uma pena de prisão perpétua, proibir as viragens à esquerda no Código da Estrada... Todas essas propostas deveriam ser automaticamente votadas contra por todos os partidos que não as tivessem já nos seus programas eleitorais?
Para mim é óbvio que, numa democracia representativa, nós somos representados pelos deputados e, para cada proposta de lei que apareça, os deputados, isoladamente ou em conjunto através do seu partido, têm que decidir como votam - não podem rejeitar liminarmente só porque não está no programa do partido!
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De Vento a 01.06.2018 às 19:41

O seu pensamento continua a ser redutor, porque você confunde uma gestão ordinária, comum, com questões que são do foro colectivo e não de uma qualquer liberdade individual. E não é porque mexe com princípios, com legislação, com éticas com constituições e com ratificações internacionais que não podem estar sujeitas a caprichos e ou a movimentos de modernidade para poder fingir que se governa e que na realidade as coisas avançam. Apresente-me referências que determinem qualquer eficácia da liberdade da mulher para a lei das quotas, em que se pretende encobrir que esta foi feita para privilegiar um pequeno grupo. Daqui por uns anos continuar-se-á a dizer que esta não passa de parangona legislativa. Mas afirmar-se-á que está na lei, e porque está são todos muito evoluídos.
https://www.publico.pt/2017/06/23/politica/noticia/lei-das-quotas-de-genero-aprovada-no-parlamento-1776659
https://www.parlamento.pt/Legislacao/Documents/Legislacao_Anotada/LeiParidade_Simples.pdf

"Para as empresas cotadas a percentagem mínima é de 20%, mas sobe para 33,3% em 2020. A proposta inicial previa multas monetárias, mas a subcomissão parlamentar suavizou essas penalizações. As multas deixam de ser obrigatórias e as empresas empresas cotadas podem recorrer da sanção. No entanto o seu nome pode ser divulgado publicamente se em 90 dias a situação de incumprimento não for resolvida. Ao fim de um ano as multas podem ser aplicadas se a situação se mantiver, mas essas sanções nunca poderão ser superiores a um salário de um conselho de administração da empresa em questão."
aqui:https://observador.pt/2017/07/19/marcelo-promulga-lei-das-quotas-de-genero/

Mas aborda aí temas, como é o caso dos animais em restaurantes, que violam a regra do direito de admissão em propriedade privada. E isto aprova-se de uma forma estapafúrdia só para fazer jeito a uma agenda partidária. Assim, hoje a vida de um animal e de uma árvore possui mais valor que a vida no ventre materno e também no direito à vida e a viver.

Por outro lado, há questões que se prendem com a gestão urgente que não passam de berros e acusações e nada de prático, concreto se aplica: a miséria, a exploração e tantos outros temas que são verdadeiramente substantivos. E isto não passa de decibéis para poder dizer que o outro, aquele que é suportado enquanto governo, é que é o culpado.
E andam todos muito contentes com os avanços civilizacionais no papel.
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De Pedro Correia a 30.05.2018 às 09:18

Rui Rio: cada tiro, cada melro. Não acerta uma.
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De Luís Lavoura a 30.05.2018 às 09:34

O Pedro é que não acerta nenhuma. Fez campanha a favor de António José Seguro contra António Costa, e perdeu. Fez campanha contra Pedro Sánchez em Espanha, e perdeu (e está em vias de voltar a perder). Desafiou Rui Rio a candidatar-se a secretário-geral, na esperança de o ridicularizar, e Rui Rio candidatou-se mesmo às eleições internas e ganhou-as.
O Pedro tem perdido todas as suas apostas, todas as suas campanhas.
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De Pedro Correia a 30.05.2018 às 09:49

Fiz campanha "contra Pedro Sánchez" e estou "em vias de voltar a perder"?
Desafiei Rui Rio a candidatar-se a secretário-geral, "na esperança de o ridicularizar"?

São cada vez mais fantásticas, as coisas em que você vai pensando enquanto empurra o carrinho de supermercado na ciclovia da Avenida do Brasil...
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De Meister Von Kälhau a 30.05.2018 às 10:09

Fez campanha pelo BdC?
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De Antonio Silva a 30.05.2018 às 12:16

Fez! Ahah!
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De jo a 30.05.2018 às 10:47

É então representante do Povo do PSD, o único, o legítimo?

Bom isso permite poupar uns congressos do partido. Pergunta-se a quem sabe e a direção está escolhida.
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De Vento a 30.05.2018 às 12:21

Estes figurinos que levaram a efeito uma intentona parlamentar para aprovar a lei da matança são os mesmos que consideram crime apalpar o traseiro a uma feminista.
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De Anónimo a 30.05.2018 às 13:14

Rui Rio não tem problema algum com o seu eleitorado, tem é um problema com os deputados escolhidos pela anterior direcção do PSD. Já todos sabemos disso embora quase ninguém o diga, felizmente a esmagadora maioria dos militantes que o elegeu sabem disso e estão desde há muito a preparar a renovação que se impõe.

WW
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De Sarin a 01.06.2018 às 03:14

Não sendo PSD (na realidade, sou apartidária e voto em programas e em credibilidades), concordo plenamente.

O que reabre a questão: que democracia é esta em que escolhemos entre as escolhas de meia dúzia, por vezes em desacordo no próprio partido? Já que assim é, pelo menos que cada partido vote nominalmente a constituição das suas listas, embora nós que não temos partido continuemos a ser obrigados a tomar partido pela metade.
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De Anónimo a 30.05.2018 às 16:13

O PCP é a extrema-direita da esquerda. Conheço pessoas que vão deixar de votar no PCP devido às suas posições conservadoras, como foi no caso da Chechénia.
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De António a 30.05.2018 às 18:23

Devia ter sido referendado. Tal como a bodega do “acordo ortográfico” - não desculpo essa a quem a fez nem aos que permitiram mudar a língua materna por decreto.
E digo mais; os referendos deviam prever uma cláusula de consulta popular posterior. No caso do aborto não faço idéia se teve os custos calamitosos para o SNS que alguns previam ou se é a medida mais benéfica de sempre que alguns vendiam.
Que os políticos gostam de fazê-las pela calada já se sabe, mas não pode ser.

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