Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




A vitória de Crato

por Rui Rocha, em 05.08.14

Os resultados da Prova de Avaliação de Conhecimentos mostram o que qualquer pessoa de bom senso já sabia. Existem, entre os que exercem a função docente e aqueles que a ela se candidatam, abundantes exemplos de profissionais dedicados, cientificamente formados e pedagogicamente competentes. Mas, a par desses, permanecem nas escolas ou tentam entrar nelas uns bons milhares de professores e aspirantes a professores que não reúnem os requisitos mínimos para ensinar. O momento crítico do processo era, obviamente, o da realização da primeira Prova. A partir daí, a evidência sobrepor-se-ia sempre à contestação. A realidade é que numa prova extremamente fácil, mil e quinhentos candidatos a professores chumbaram. E a verdade é que muitos dos que passaram à justa (alguns milhares mais) numa prova dessa natureza, não têm também competência para exercer a função docente. Mas o importante era, no meio da contestação, conseguir abrir a porta. Depois disto, a Prova deverá ser um processo irreversível. Aplicando-se, naturalmente, quer a questões de conhecimento geral, quer a aspectos pedagógicos e científicos. E não existe do ponto de vista do interesse dos alunos (que é o que deve prevalecer) qualquer razão para que a Prova não se faça quer a todos os docentes contratados, quer aos que já integram o quadro. Para lá de todo o berreiro e contestação, teremos mais uma vez, se assim for no futuro, a comprovação de que dez a quinze por cento dos docentes não dominam conhecimentos elementares. Uma prova aplicada periodicamente a todos os docentes, com a possibilidade de uma fase de recurso, garantiria uma educação sustentada em patamares mínimos de competência e introduziria um factor de justiça dentro da própria classe docente. Não faltam, na verdade, exemplos de pessoas competentes excluídas do sistema apenas porque o critério determinante é o tempo de serviço. O processo foi em muitos momentos mal conduzido e os objectivos de Crato foram, sobretudo, tácticos. A exclusão de candidatos por via da Prova reduz o peso dos números do desemprego docente. Mas, a verdade é que, por uma vez, os objectivos tácticos coincidem com o interesse dos alunos e do sistema educativo. Já não é pouca coisa, se nos lembrarmos que genericamente esses interesses foram sempre em sentido divergente, como aconteceu com o aumento do número de alunos por turma.


28 comentários

Sem imagem de perfil

De da Maia a 05.08.2014 às 15:35

Estou de acordo.
Não era pior que os candidatos a deputados da República fizessem uma, e já agora, os assessores e governantes, uma outra, mais puxadita.
Assim, como assim, se é para duvidar da bandalheira dos cursos na farinha Amparo, que se comece por dar o exemplo, onde dói mais no erário público.
Sem imagem de perfil

De sampy a 05.08.2014 às 15:58

Senhor da Maia, já o fazem. Chama-se legislatura. Avaliação a cada 4 anos.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 05.08.2014 às 16:06

Pois. E ainda que nos apetecesse, a questão dos castigos corporais para os que chumbam talvez seja anti-pedagógica.
Sem imagem de perfil

De da Maia a 05.08.2014 às 16:07

Signor sampy, propõe então que os professores se apresentem a estas provas em listas de docentes?
Uma coisa é ter habilitações exigidas pela antiga lei, mas se a ideia é ser mais exigentes para o futuro, pois isso tem que ser estendido a instituições onde se têm dado provas de grande boçalidade.

Não sei tem reparado, e os exemplos da última década não lhe são suficientes, mas há muita gente a conduzir o país que nem sequer está habilitada a conduzir carrinhos de supermercado.
Sem imagem de perfil

De sampy a 05.08.2014 às 21:55

Senhor da Maia:
Não haverá bons políticos sem bons eleitores.
Não haverá bons políticos e bons eleitores sem bons professores.
Sem imagem de perfil

De da Maia a 06.08.2014 às 00:33

Muito bem... mas incompleto - os professores não surgem de geração espontânea:
- Não haverá bons professores sem bons políticos.
Só assim completa a pescadinha com rabo na boca.

Evitar maus professores é boa política a longo prazo, assim como é boa política a curto prazo evitar políticos que mal sabem ler e escrever, quanto mais fazer contas.
Sem imagem de perfil

De sampy a 06.08.2014 às 10:51

Aceito que se esteja perante um caso de "ovo ou galinha". Mas por algum lado se tem de começar.
Eu dou-me por satisfeito por ter um político, professor de formação, que começou finalmente a limpar a casa. O senhor da Maia diz ser mais urgente atacar do outro lado. Por favor, indique o seu paladino. Se não o tiver nem o descortinar, mais vale que passe para este campo, pois seremos poucos para evitar que o homem se vá já em 2015 e que voltemos à desgraça em que estávamos.
Sem imagem de perfil

De da Maia a 06.08.2014 às 15:08

Os ministros são escolhidos pelos partidos.
Os partidos cuidam interesses, nomeadamente livreiros, de escolas privadas, etc.
Crato contribuiu para uma das maiores degradações das condições no ensino público, e apoiou ainda mais o ensino privado. Não sei se sabe, mas os pais chegaram a ter que comprar folhas A4 e toners para as impressoras. As escolas públicas foram deixadas na penúria, e isso não escolheu bons ou maus professores.
Disponibilização de livros e conteúdos na internet... o que é isso no Séc. XXI, se os pais podem comprar livros todos os anos e financiar as editoras?

Por isso, acerca de Crato, político formado pela UDP, que alinhou com Gago, sedento de protagonismo, académico banal, vaidoso por razão nenhuma, não tenho boa opinião.
Nem tudo o que faz é mau?
Talvez, mas há quem diga que Gago também não fez tudo mal.
Foram apenas medíocres, e exige-se mais que isso.
Sem imagem de perfil

De sampy a 06.08.2014 às 16:31

E ficamos sem saber, senhor da Maia, quem é que o senhor propõe. Alguém que:
-seja eleito à margem de escolhas partidárias e alheio a quaisquer interesses;
-faça chover dinheiro sobre a escola pública e deixe cair o ensino privado;
-destrua o cartel das editoras e volte a acarinhar a JP Sá Couto;
-corresponda ao seu nível de exigência.
Sem imagem de perfil

De da Maia a 06.08.2014 às 21:12

LOL. Você quer que eu forme governo aqui?
Acerca do resto.
Eu sou favorável ao ensino privado, mas sem subsídios públicos... caso contrário voltamos à tanga habitual de privatizar os lucros e nacionalizar os prejuízos.
A JP Sá Couto tinha pouco a ver com o assunto de disponibilizar conteúdos, por isso essa observação cai ao lado. Mais uma vez tratou-se de financiar uma empresa privada pelo dinheiro do estado.
Por isso, a principal exigência, que é mínima, é que o estado não sirva para alimentar negócios privados, e saiba financiar os que lhe competem.
Acha muito?
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 05.08.2014 às 16:05

Ia sublinhar a questão da eleição, mas o Sampy ali em baixo já se antecipou.
Sem imagem de perfil

De jo a 05.08.2014 às 19:50

Vejo que não leu a prova.
A prova é uma birra do ministro. Não prova nem deixa de provar que as pessoas que a fazem são bons professores. Podia aplicar-se a padeiros, a pedreiros a engenheiros, ou a políticos que o resultado era o mesmo. Se aplicasse esta prova numa admissão de bloguistas ou de candidatos das jotas a percentagem de reprovações era igual.
A PROVA NÃO AVALIA QUAIS OS CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS PARA SER PROFESSOR.
Estar aqui a discutir, diante de um aborto destes se se deve ou não fazer provas é inútil. A única coisa que a prova provou (desnecessariamente) é que Crato não tem competência para dirigir um estaminé, quanto mais um ministério.
Aguardo que me diga qual é a carreira que tem exames que eliminam os candidatos da possibilidade de começarem a exercer uma profissão depois de terem sido admitidos para a exercerem por cinco anos.
Qual é a lógica de decidir o futuro profissional de alguém em duas horas de perguntas de algibeira, com o enunciado cheio de erros, incluindo de ortografia.
Quem é o anormal, além deste ministro, que se lembra de marcar provas de acesso a uma profissão com dois dias úteis de antecedência?
Sem imagem de perfil

De Examinador a 05.08.2014 às 20:16

Chumbaste ?
Sem imagem de perfil

De jo a 05.08.2014 às 22:14

Não sou professor.
Nem funcionário à cata dos comentários desagradáveis ao chefe ou ao clube do chefe.
Responda aos argumentos s.f.f.
Sem imagem de perfil

De sampy a 06.08.2014 às 00:02

Querida Jo, vamos lá tentar responder aos teus argumentos.

Dizes que se tratou de uma prova de chacha, digna de avaliar padeiros e pedreiros. Como não estás a sugerir que padeiros e pedreiros que recebessem nota positiva deveriam poder ser colocados como professores, conclui-se que, para ti, os professores que tiraram nota negativa nem para padeiros servem.

Dizes, enfaticamente, que a prova não avalia os conhecimentos necessários para ser professor. Querias, porventura, que a taxa de chumbos chegasse aos 90%? Ou achas que uma formação específica isenta os professores de possuírem conhecimentos básicos gerais?

Qual a carreira...? A resposta é: nenhuma. Nas outras carreiras, os exames são feitos antes da admissão. Como deve ser.

Qual é a lógica...? A resposta é: nenhuma. Como é evidente, deviam ser mais horas, e com perguntas mais exigentes.

Pareces estar indignada por dar conta de que até os próprios professores que redigiram a prova são incompetentes. Partilho da tua indignação. Esperemos que também esses venham a ser avaliados e expulsos da docência.

Quem é o anormal...? Qualquer um que tenha de lidar com um Mário Nogueira e seus lambe-cus.
Sem imagem de perfil

De jo a 06.08.2014 às 13:41

Vamos lá a ver se nos entendemos. A ligação entre a prova e os conhecimentos necessários para ser professor é nula. Logo chumbar ou passar na prova não diz nada sobre as capacidades de quem chumba ou quem passa.
Não sei quais são os conhecimentos necessários para ser lambe-cus do Crato (para usar da expressão elegante que que gosta tanto), mas talvez sirva para esses poderem dizer que a avaliação foi bem feita e serviu para alguma coisa, para outra coisa não serve.
A taxa de chumbo deveria ser a suficiente para distinguir professores, se a dificuldade foi manipulada para dar uma percentagem de aprovações (qualquer que ela seja) então foi feita por trampolineiros que andaram a fingir que eram rigorosos.
Se os exames deveriam ser feitos antes da admissão então o que é isto que estão a fazer que merece tantas louvaminhas?
Duvido muito que a prova tenha sido feita por professores. Deve estar a referir-se as uns funcionários, geralmente com cartão partidário ou equivalente, que se encostam no ministério (a dar o tratamento que o ministro gosta de ter no posterior) para ver se não dão aulas
O Mário Nogueira é uma figura triste que serve para vozes muito doutas puderem gritar quando os seus ministros fazem porcaria: Socorro um espantalho!!
Sem imagem de perfil

De sampy a 06.08.2014 às 17:30

"Chumbar ou passar na prova não diz nada sobre as capacidades de quem chumba ou quem passa".
Errado. A prova avaliou determinadas capacidades; e, relativamente a essas capacidades, diz sobre quem chumbou e quem passou.
Pode você dizer que outras capacidades há que deveriam ter sido avaliadas; o que não é impeditivo de que sejam avaliadas as que o foram.
Pode você dizer que as capacidades avaliadas são secundaríssimas relativamente a outras e que é má-fé perguntar a um professor quantos são 2+2. Admito que é preciso não ter vergonha na cara para fazer uma pergunta dessas. Vergonha que nos cobre da cabeça aos pés quando constatamos os resultados.

"Se os exames deveriam ser feitos antes da admissão então o que é isto que estão a fazer que merece tantas louvaminhas?"
Isto é a prova provada da imperiosa necessidade e urgência de se fazerem exames antes da admissão a esta profissão.

"Duvido muito que a prova tenha sido feita por professores".
Eu também duvido muito que a prova tenha sido respondida por professores. Mas dizem que sim.

"O Mário Nogueira é uma figura triste".
O Mário Nogueira é um professor. Avaliado com "Bom" (classificação de 7,9).
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 07.08.2014 às 09:39

"puderem"?
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 05.08.2014 às 23:55

Na verdade, li. O grau de dificuldade é ridículo e não faltou quem sublinhasse que esse era precisamente o ponto que a tornava ofensiva para os candidatos a professores. Não deveria ter de recordar-lhe que os bloguers ou pedreiros, ainda que tivessem resultados idênticos aos dos candidatos a professores, desempenham funções com um enquadramento ligeiramente diferente: nem uns nem outros têm a responsabilidade de ensinar, nem uns nem outros exercem uma função pública com a relevância da que é atribuída a professores. O problema é que as pessoas que chumbaram e muitas outras que quase chumbaram, não têm competências para ser professores. Provavelmente também não teriam para ser bloguers ou pedreiros. A prova, fácil que é, elimina-os. E elimina bem. Pena é que não tenha eliminado vários outros, com mais anos de serviço e alguns com lugar no quadro que são igualmente incompetentes. Por último, atrevo-me a pedir-lhe alguma coerência: se as perguntas são de algibeira, se os resultados de bloguers e pedreiros seriam os mesmos, para que raio eram necessários mais do que um par de dias de antecedência?
Sem imagem de perfil

De jo a 06.08.2014 às 00:16

Se pensa que é este um processo de avaliar seja o que for, então realmente a escola (pública ou privada) não faz falta, bastam perguntas de algibeira a fingir de exames. Nem são precisos professores.
É o sonho molhado deste governo: fazem-se uns exames da treta, dão-se uns diplomas, poupa-se dinheiro e até os Relvas e os Sócrates podem ser doutores e engenheiros, sem esforço e por um preço muito razoável.
Os resultados seriam iguais em bloguers e padeiros porque os resultado são aleatórios.
Eu sei que fazer avaliações bem feitas não está ao alcance de todos, mas pensava que o ministro da educação tinha obrigação de zelar para que elas fossem bem feitas. A avaliação ao ministro não fica grande coisa. A menos que consideremos a trampolineirice um bom método de governar.
A ideia de avaliar os professores é boa, a solução criada foi engendrada na cabeça de mentecaptos.
E não se deixe enganar, só foram avaliados desempregados que nem sequer vão dar aulas. Sempre sacaram a esses miseráveis a massa da inscrição.
Entretanto, ao mesmo tempo que se despede 30 000 professores, clama-se que não há dinheiro e mantém-se os subsídios ao ensino privado. Ensino esse que é dispensado de avaliação.
Sem imagem de perfil

De sampy a 06.08.2014 às 00:58

Tens razão, Jo: professores destes, incapazes de responder a perguntas de algibeira, não são precisos. Escola (pública ou privada) que tenha destes professores, não faz falta. Deviam ter vergonha de se apresentarem a avaliação. É um desperdício precioso de recursos andar a avaliar professores que não deviam ter passado da quarta classe.

Por muito que me doa, tenho de reconhecer: neste exame, até o Relvas e o Sócrates tiravam boa nota.
Sem imagem de perfil

De jo a 06.08.2014 às 16:03

Esqueceu-se de responder à parte respeitante à capacidade do ministro e da má-fé da prova.
Perguntando diretamente:
Qual a sua opinião sobre um ministro que gritava por rigor e só consegue fazer provas que não têm rigor nenhum?
Graças à nova sanha examinadora de Crato os alunos do 4º ano tiveram menos dois meses de aulas, todo o ano teve de estar concluído no fim de abril. Deve ser um novo método de melhorar o ensino, diminuir o tempo de aulas.
Os exames de inglês foram contratualizados com o Cambridge - mais uma prova de que os problemas financeiros só aparecem quando convém - e tentou-se passar os custos para os alunos do ensino obrigatório cobrando 25€ por diploma - diploma esse que não serve para nada. Mais uma prova da competência do ministro.
Sem imagem de perfil

De sampy a 06.08.2014 às 16:52

Respondendo directamente:
Olhando para os resultados desta prova, penso que o ministro fez bem em não passar (já) o grito para o papel, ou arriscar-se-ia a começar o próximo ano lectivo sem professores.

Faça então o favor de indicar a data de avaliação que não interferiria com o tempo de leccionação das crianças.
Imagem de perfil

De cristof a 05.08.2014 às 20:02

para os encarregados de educação e todos os eleitores em geral tiro o ensinamento que não se deve embarcar em linguagem populista e enganosa de que "queremos defender a escola publica". Nem era logico que se exigisse isso a um sindicato -que como evidente desempenha bem o seu papel se defender os seus socios. Será que desta vez é que passamos a ter um ministro de educação que se preocupa coma e ducação e deixa as negociações como respectivo chefe de pessoal? E que desde 74 só tivemos -todos eles(exceptoM.Gago) preocupação com as negociações sindicais com os professores. O resultado está a vista = os rankings da escolapublica não param de baixar. mesmo com as fasquias já pouco acima de 0
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 06.08.2014 às 00:01

Não me deixo entusiasmar, Cristof. A política é o terreno das opções. E Crato é ministro de um governo que optou por manter a máquina de 308 municípios, um terço dos quais é absolutamente inútil, em detrimento da qualidade do ensino (temos hoje, por exemplo, turmas de 30 alunos, o que é uma perfeita barbaridade).
Sem imagem de perfil

De sampy a 06.08.2014 às 01:18

Já uma vez partilhei isto em qualquer lado. Vale o que vale.
Do meu curso universitário, dos dez melhores alunos, apenas um se dedicou à docência; os maus alunos, todos eles se tornaram professores. Foi aí que eu constatei que o sistema estava completamente lixado.
Sem imagem de perfil

De maria a 07.08.2014 às 02:54

Desculpe lá a pergunta, mas como é que chegou à universidade? Como é que aprendeu a ler e a escrever? Se os professores são todos burros... Aprendeu sozinha?
E já agora, sabe que a maior parte dos professores do privado são (ou eram até há pouco tempo) professores do público?

Sem imagem de perfil

De sampy a 07.08.2014 às 12:36

Confesso que tive muita sorte com os professores que me acompanharam, a maioria da velha guarda, e os novos escolhidos a dedo. Podia ter sido diferente: a minha irmã, pouco mais nova que eu, já teve o azar de apanhar na primária alguém com canudo fresco forjado no 25 de Abril. Pagou bem caro o pagode revolucionário.

Mais uma partilha: no ano passado, por três vezes uma minha sobrinha (7 anos) levou recado para a escola para que a professora tratasse de corrigir o enunciado de TPC que tinha entregue às crianças. Passou com a melhor nota da sala, mas com repreensões no comportamento. Comentário da minha sobrinha: "A professora é ignorante". Também nós a repreendemos; sabendo, todavia, que estava a falar a verdade.

Comentar post



O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D