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A viola no saco

por Pedro Correia, em 25.11.14

Todos aqueles que ainda há ainda bem pouco criticavam duramente António José Seguro por pretender romper com o "legado" de José Sócrates no Partido Socialista metem a partir de hoje, oficialmente, a viola no saco. Incluindo Ferro Rodrigues, que há escassas três semanas tributou um rasgado elogio a Sócrates no plenário da Assembleia da República. Incluindo Ascenso Simões, que há menos de um mês exigia ver a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo a reluzir na lapela do ex-primeiro-ministro.

Seguro só cometeu um pecado, fatal em política: teve razão antes do tempo.


30 comentários

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De jj.amarante a 25.11.2014 às 01:09

Mas então não se presume que o homem seja inocente? Ou a prisão preventiva é já equivalente ao trânsito em julgado?
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 01:23

Em que é que aquilo que eu escrevi colide com o princípio da presunção de inocência? Não me pronuncio sobre o caso judicial. Faço uma leitura política do comportamento dos socialistas. Arriscando-me aliás a ser desmentido pelos factos (apostaria que não).
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De jpt a 25.11.2014 às 01:19

é preciso dizer isto, e neste tom. Ainda bem que o fazes
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 01:23

Registo com agrado - e sem surpresa - esta sintonia.
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De pecador a 25.11.2014 às 01:20

Só um pecado?
Deveria ter limpado os estábulos.Para isso exige-se determinação e visão clara
do futuro do partido.Não está ao alcance de políticos menores.Hoje teríamos oposição capaz e credível.Sofre o país,sofremos todos.
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 01:24

Ter razão antes do tempo é fatal na política. Não faltam exemplos históricos a comprovar isto.
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De pecador a 25.11.2014 às 01:52

Antes de tempo?Não me referi sequer a corrupção.Esta é o complemento.
Ele tinha bem à vista a falência de um país.Era razão suprema para ter feito a limpeza.Titubeou,compromissos...político menor.Perdemos todos.
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 09:34

Um dia destes hei-de recordar aqui tudo quanto escrevi sobre o tema. Divisões no PS dede a primeira hora, "fogo amigo" contra o secretário-geral oriundo das próprias fileiras, enfraquecimento do partido por via disso. Até à decapitação de uma liderança que não havia sido testada em legislativas - algo nunca antes ocorrido entre os socialistas. Grau zero da ética política.
Falta ainda sabermos para quê. Mas já estivemos mais longe de saber.
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De Vento a 25.11.2014 às 01:29

Pedro,´

há dias fiz um comentário que ia nesse sentido ali mais abaixo num post de Luís Naves.
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 09:35

Vou ler, meu caro.
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De Anónimo a 25.11.2014 às 01:37

Seguro, era persona não grata porque era sério demais no meio do pântano. A seriedade, valeu-lhe a saída do partido. É assim que se tratam os naus sérios. A partir de agora, era bom que os políticos, começassem a ter mais tino que é cousa que têm pouco.
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 09:36

Seguro foi injustiçadíssimo dentro do próprio partido. Não tenho a menor dúvida.
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De William Wallace a 25.11.2014 às 02:04

Não dê esse crédito a António José Seguro que o não tem!


AJS agarrou-se a isso (romper com o Socratismo ) em desespero de causa pois via-se isolado de todos dentro do partido pois uns não lhe reconheciam (e bem) capacidade e outros estavam certos que não era ele que os levaria novamente ao pote e via nesse romper uma forma desesperada de apelar ao voto de simpatizantes (processo com o qual não concordara aquando da eleição em que teve como adversário Francisco Assis) de modo que eles o socorressem para não perder o lugar.

Acaso AJS quisesse ter algum mérito e mostrar capacidade deveria ter logo "expurgado" o PS assim que foi eleito em vez de tentar manter uma PAZ PODRE chegando inclusive a desfilar ao lado do Inginheiro " na campanha para as eleições europeias.
AJS foi o PATSY " do PS e dos socretinos para estes 3 anos que passaram e serviu muito bem e foi tão patinho que nem percebeu que era isso que todos sabiam que ele era, uma figura de transição para suportar a cruz do PS no descalabro a que PORTUGAL foi levado (não só pelo PS).

Hoje para mim é um dos dias mais felizes do ano de 2014 pois posso dizer que vi um mentiroso, traidor e corrupto que levou Portugal ao charco e que foi responsável por abrir a porta aos mentirosos (para já ...) do actual governo ser posto na prisão por graves crimes que muito custaram e custam aos Portugueses e sobretudo por lembrar a muitos Socratinhos por esse Portugal fora que agora já não podem dormir descansados na impunidade e bandalheira que se instalou e solidificou ainda mais com este governo.

Só desejo que surja uma alternativa credível e HONESTA nas próximas eleições para que eu possa votar pois as opções actuais não merecem (nem antes de 6ª feira passada) sequer que perca um minuto a ouvir as suas propostas.



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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 09:42

Não faça tábua rasa da presunção de inocência. É um direito que nenhum cidadão deve menosprezar. Hoje pode tocar a alguém que despreza ou até odeia, amanhã pode tocar alguém muito próximo de si.
Saibamos separar a crítica política, por mais dura que seja, do respeito pelas mais elementares garantias constitucionais. Sempre no pressuposto de que a lei é igual para todos, no conjunto dos direitos e deveres.
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De Sérgio de Almeida Correia a 25.11.2014 às 03:02

Se tivesse tido razão, Pedro, teria sido capaz de cortar com o passado logo em 2011, em Braga, em vez de andar a "encanar a perna à rã" até ver o tapete fugir-lhe de debaixo dos pés.
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 09:46

A história detalhada desse período ainda não foi escrita, Sérgio. Nem sempre os jornais - agrilhoados à espuma dos dias - a contam por inteiro, como sabemos. Há-de ser - e talvez surjam algumas revelações.
Fica-me a perplexidade - como escrevi na altura - de ter visto o primeiro líder do PS derrubado internamente antes de ter sido sujeito ao mais decisivo teste eleitoral: o das legislativas.
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De Anónimo a 25.11.2014 às 20:29

Seguro, foi desde o princípio, um alvo a abater e esteve ali a servir de cobaia e a queimar tempo, até à decisão final. A decisão foi a que todos assistimos, vergonhosa e humilhante e os barões, voltaram à tona. Jamais, Seguro, poderia fazer algo, pois tudo seria travado. Esta é a realidade que está bem à vista de todos. Pessoas sérias, não interessam na política porque eles estão lá, para se governarem e não para nos governarem. Oxalá tenham aprendido a lição!!!.........
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De tric a 25.11.2014 às 04:15

todos aqueles que defendem as privatizações aos Angolanos e a Fundos Mafiosos espero que tambem coloquem a viola no saco...e o Governo ainda não suspendeu as privatizações !
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 09:46

Gostaria de comentar o seu comentário, mas declaro-me incapaz para o efeito.
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De Irmão Verdades a 25.11.2014 às 10:44

A verdade verdadinha é que Seguro nunca se distanciou verdadeiramente do legado de Sócrates, tendo-se ficado por atitudes mais de verdadeiro pormenor que outra coisa, e que foi na verdade um lider violentamente fraco e gozado por (quase) todos. Não há razão antes do tempo que o possa verdadeiramente salvar.
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 11:13

Seguro era fraco? Antítese com Sócrates, que sempre foi um "líder forte".
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De Irmão Verdades a 25.11.2014 às 12:54

Simpatizando-se ou não com o detido (eu não simpatizo mesmo nada), em termos de liderança, e no tempo em que foram lideres, Sócrates e Seguro não têm comparação.
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 18:27

De acordo. Não têm comparação.
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De Marquês Barão a 25.11.2014 às 11:14

Também é de desatar a rir quando muitos comentadores que inundam as televisões se mostram indignados com o circo mediático á volta de Sócrates. Sacudam da cara o ridículo da triste e hipócrita figura que estão a fazer e saiam do circo. Nunca vi esta espécie de gente incomodar-se quando as televisões acompanham um autocarro com futebolistas durante uns quilómetros do estágio para o estádio. E nada de ilusões para quem defende que Sócrates é apenas um cidadão como outro qualquer apenas perante a justiça sem implicações políticas. Trata-se de mais uma descarada mentira que veiculam, porque estes advogados do diabo nem percebem que que são figurantes assíduos em cena precisamente porque o caso tem fortes implicações politicas. Vão dar banho ao cão.
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De Pedro Correia a 25.11.2014 às 18:30

Muitos dos comentadores que pululam nas televisões rasgando as vestes a propósito do "circo mediático" fazem parte desse "circo". Sem "circo" não existiam. Vários deles não têm vida própria fora dos estúdios da TV.
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De pecador a 25.11.2014 às 20:26

Excelente.Vivem do Circo,este não pode acabar.
Nem sei como lembrei: Os Cavalos Também se Abatem(Horace Mc.Coy ?)
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De Pedro Correia a 26.11.2014 às 16:09

Gosto muito desse romance de Horace McCoy. Decorria nos anos 30 do século XX mas está perfeitamente actual. Direi mesmo: mais que nunca.

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