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A semana do Império

por jpt, em 23.02.21

metangula (1).jpg

(Metangula)

 
A morte de Marcelino da Mata reanimou a discussão sobre a memória imperial e seus efeitos actuais, e tornou a semana passada numa verdadeira semana do Império. Muita coisa oca foi escrita. O assunto serve para o jogo político. Nesta matéria desde 2019 que eram notórias as tácticas do PS, utilizando-a para minar a influência do BE na esquerda urbana. Algo que agora se tornou explícito, nas patacoadas de deputados socialistas (derrube do Padrão dos Descobrimentos, lamento pela relativa placidez do 25 de Abril, apagamento ou elisão de pinturas alusivas às navegações portuguesas) cavalgando a agenda dos activistas identitaristas. Ou seja, à promoção socialista do Livre e à posterior cooptação da sua ex-deputada, sucede-se o rapto do radicalismo discursivo desta "causa". Em futebolês dir-se-ia que o PS adoptou agora a "pressão alta". Não tanto sobre os resquícios materiais e intelectuais do colonialismo mas sim sobre os codiciosos arietes identaristas ainda sitos no plantel do BE.
 
Para muitos académicos e afins é agora necessário, meio século depois do fim do Portugal colonial, afrontar os resquícios do Estado Novo, materiais e intelectuais. E nisso refutar o "lusotropicalismo", essa síntese enviesada feita após 1950 por Gilberto Freyre e intelectuais portugueses, justificativa do colonialismo, e a memória das navegações de XV-XVI, dos "Descobrimentos".
 
Ora nós podemos perfeitamente viver com parcelas do legado cultural (e propagandístico) do Estado Novo. Como muito bem acaba de lembrar Helena Ferro de Gouveia o Castelo de São Jorge (e tantos outros castelos) que conhecemos são reconstruções - propagandísticas, construtoras de "identidade nacional" - do Estado Novo. Vamos (re)arruiná-los, para nos purgarmos da mundivisão salazarista? E podemos perfeitamente louvar os extraordinários feitos quatrocentistas e quinhentistas, e considerá-los parte fundamental da construção do país - todos os países têm um discurso mais ou menos dominante sobre si mesmos. Não uso qualquer sarcasmo, mas que diríamos se a Ordem dos Dentistas viesse questionar a celebração das navegações devido ao escorbuto que grassava entre as equipagens? Afirmando que tal é um atentado à higiene bucal, de efeitos perniciosos à actual saúde pública? Não se pode respeitar os espantosos feitos científicos e técnicos e a fibra dos participantes enquanto se lavam os dentes e se tem alimentação apropriada?
 
A grande questão é outra, não é afrontar os discursos de até há meio século, o tal "lusotropicalismo" do Estado Novo. Mas sim reflectir nos discursos que esta II República promoveu sobre o país, sua realidade e seu futuro. Ou seja, que discurso sobre si-mesmo produz o país, para além do corolário europeu e do gemido lusófono? Estruturante foi a produção da visão da "Lusofonia" como enquadradora do país. A qual reflecte e refracta o tal "lusotropicalismo" mas a isso não se restringe. É um produção dos intelectuais actuais, em particular dos ligados ao Partido Socialista finissecular, herdeiros do republicanismo. Na ânsia de se proclamarem "antifascistas" os intelectuais de hoje elidem isso, e fogem à crítica radical da produção actual. E os políticos ainda mais: tem algum sentido um mariola deputado propôr o derrube do Padrão dos Descobrimentos e esquecer-se de propor a renomeação da Ponte Vasco da Gama? Não, é apenas uma boçal demagogia. Mas também simboliza a ausência de questionamento do ambiente intelectual actual.
 
Acabo de reler um pequeno livro, "Este País Não Existe", colectânea de textos de jornal, com autores insuspeitos de lusotropicalices, com Bethencourt, Ramada Curto, Castro Henriques, entre outros. E no qual está um artigo de 2007 de Alfredo Margarido (do qual ainda tenho o recorte do original), devastador do discurso da lusofonia. E é significativo dos limites da análise crítica (re)ver que um dos organizadores, Nuno Domingos (que trabalhou sobre Moçambique), reduz as críticas ao Acordo Ortográfico a um irredentismo saudosista da "gesta" pátria. E que nessa colectânea, que abrange textos sobre variadíssimos temas ligados às representações sobre o país e sobre a memória colonial, ninguém tenha abordado esse AO 90. O que denota a incapacidade (ou a falta de vontade) de olhar para como a II República, em particular os intelectuais de extracção republicana e sediados no PS, pegaram no projecto explícito de Salazar de compor um comunidade de língua e sentimentos - a reforçar e perpetuar por uma homografia. E continuaram-no.
 
Ou seja, a questão não é discutir o tal Estado Novo, findo em 1974. Mas sim a II República, vigente. Não é discutir o "lusotropicalismo". Mas sim a "Lusofonia". E nisso não só debater os seus conteúdos programáticos. Mas também as suas práticas. E os arranjos estatais em seu torno: e nisso perceber que muita gente se afixa avessa ao "lusotropicalismo" mas produz, reproduz e recebe (d)a lusofonia.
 
Enfim, vou buscar a minha memória. Contactei com ("levei com", no jargão) o arrivismo ignaro e a pesporrência da administração cultural socialista lusófona. Antes ainda dos textos de fins de XX de Margarido ou Lourenço, devastadores da ideologia lusófona. Quando Castelo publicou o seu estudo tornado canónico sobre o lusotropicalismo. Bloguei no ma-schamba durante 12 anos: tenho aí 167 postais com a etiqueta "lusofonia", quase uma monomonia. Sobre a ignorância, a patetice, o atrevimento da administração estatal, da imprensa, da academia. Lusófonas.
 
Não me venham assim criticar o defunto Estado Novo. Mas sim ser verdadeiramente analíticos: do presente. Da chamada intelectualidade de esquerda - há três décadas a viver de lusofonices. (E não me chamem "ressentido": fui eu que saí desse gravy train. Apeando-me de uma carruagem de primeira classe).
 
Para ilustrar tudo isso, deixo ligação a dois textos antigos do ma-schamba, neste postal e num seguinte. Sobre as lusofonices. De 2002. Forma palavrosa de mandar à merda estes deputadozecos socialistas. Mais as professorazinhas que vão à TVI dar-me e dar-nos lições de literacia, para cobrir de elogios "o Mamadu". O primeiro escrevi-o em Mandimba, na primeira vez que fui ao Niassa.
 
 

"On disputa um peu sur la multiplicité des langues, et on convint que, sans l'aventure de la tour de Babel, toute la terre aurait parlé le français (...) car [on] supposait qu'un homme qui n'était pas né en France n'avait pas le sens commun

                                                                                                                                              (VoltaireL´Ingénu, 1767)

Noite! Finda a semana de chuvadas junto a exaustão do burguês envelhecido, que já se desconforta no mato, ao vazio que me esperaria nas ruas lamacentas da vila. Rôo a galinha do jantar e logo me afundo diante da RTP-África, ali deixada como respeitosa simpatia para comigo. A ela não me nego, pois aos outros sempre parece estranho aquele que recusa um pouco da sua longínqua terra, como se a ela devesse algo e não quisesse que lho recordassem.

Assim acomodado deparo com o inesperado símbolo do Instituto Camões, patrocinando um qualquer programa que aí vem. Apenas alguns segundos, mas anormalmente longos em TV. E quão estranha é a nossa mente, aqui junto ao Malawi e à vista dum antigo patrão de imediato se me associam ideias, mais rápidas do que o dizê-las. Sinto como o mundo muda, como se me mudou, eis-me agora, ainda que por alguma preguiça arredia ao “banho macua”, sujo, enlameado e, para mais, pouco abonado. Também um bocado liberto, é certo, mas não entrei em valorações. Apenas sensações.

Ao mesmo tempo a surpresa do inédito leva-me a um abrupto e mudo resmungo, um “que raio é isto? Só podem ser coisas da lusofonia …!”, logo confirmado nas imagens. Já estou a sorrir quando surge, como não podia deixar de ser, algo chamado “Contos Tradicionais da Lusofonia”, e hoje nem de propósito é um “Conto Tradicional Tsonga”. Iberos de Gaza, presumo eu!

E bem acondicionado se apresenta o dito, ali adaptado por um “poeta laureado”, antigo nome daqueles que depois, e até há pouco, se tornaram em desejados “intelectuais orgânicos”. Títulos aos quais, no entanto, continuo a preferir o de “escravo grego”, o cujo sempre me aparece com a cara do James Mason, sem que eu perceba bem porquê! Ainda para mais porque é imagem nada condizente com a figura incomodada e algo desalinhada que conheci em tempos a este ilustre autor e adaptador. Mas como criticá-lo, eu que já andei a organizar festivais da Francofonia? Puta fina ele, de esquina serei eu próprio.

Adianto-me e venho cá para fora fumar, a noite não será estrelada mas pelo menos não chove, e fico-me a matutar neste lusófono absurdo. Que é um absurdo desejado, procurado, planificado. Não será ele tão evidente que baste narrá-lo para afirmá-lo? Ou será assim tão subtil que outros não o vejam como tal? Enquanto se me acaba o cigarro ocorrem-me fragmentos passados de lusofonia, que deixo correr sem requebros de formas, para não contrapôr a essa hipotética subtileza uma qualquer outra.

Há uns anos foram publicados em Portugal os resultados do censo moçambicano. Logo me telefonou para Maputo uma angustiada jornalista inquirindo a minha opinião sobre o facto de apenas, e sublinhava o apenas, 6% das pessoas afirmarem o português como língua primeira. Fui-lhe dizendo que tal me custava a acreditar, palavras que a sossegaram lá no outro bocal, breve calmaria antecâmara do espanto quando fui continuando, que talvez fossem exagerados os números, porventura alguns teriam reclamado o português como natal sem o terem, como um bem de prestígio social. Timbre alterado, tendendo então para o agudo, murmurou, aflita, a radiofónica voz “Então em que língua falam as pessoas? Em inglês?”. Ah, uma menina que nem nos antigos gregos, ouvindo de soslaio o brabrabra dos bárbaros vizinhos. Adiante.

Passado um ano, o já referido Camões editou uma revista dedicada à cultura moçambicana, a qual aqui foi lançada com grande pompa, no seio de grande iniciativa e de inúmeras personalidades autorais, uma imperial embaixada de lusófonos inteligentes. Para nela ser incluída encomendou uma entrevista alusiva ao então Ministro da Cultura local, o qual logo aproveitou para reafirmar, com veemência de ministro, a bantofonia do seu país e da(s) cultura(s) que o gera(m) e vive(m). A afirmação, em si mesmo óbvia – analisemos depois em que consiste a bantofonia, s.f.f. – assumiu, no entanto, estatuto de indizível em lusas terras. Decerto que devido a esse atrevimento, e apesar da sacrossanta democracia, volatizou-se a citada entrevista. Censura? No nosso Estado?Adiante.

Passou-se mais um ano. Como manda a tradição, uma Universidade moçambicana organizou na abertura do seu ano lectivo uma Oração de Sapiência, da qual se encarregou um eminente catedrático brasileiro. Este, aproveitando a sala repleta, lançou-se numa violenta catilinária contra o capitalismo globalo-americano e seu economicista fascismo social, e, satisfeito, terminou sublinhando o seu enorme reconforto pela esperança na resistência moçambicana. Dela estava já seguro pois nessas 24 horas de estadia tinha encontrado em Maputo uma “vigorosa latinidade”. Ninguém se riu. Adiante.

Mais um ano a correr e eis que me estreei no noroeste do país, este Niassa sempre visto como longínquo, desértico e quase inacessível, coisas da mitologia nacional. Recebido com uma hospitalidade notável, não demorei a cruzar o enorme planalto, um mato verdejante polvilhado de montanhas encimadas por cofiós brumosos, quilómetros de arvoredo e machambas, o verde castanho destas a entranhar-se no azul ameaçador de um céu carregado, um deslumbre único, um mundo a reclamar poetas que o digam. Súbito entra-se na terra batida, em contínua descida, cada vez mais curvilínea e deserta. Breves horas passadas, num cotovelo apertado, íngreme e pedregoso, todo eu estanco à primeira visão do Lago, e ali camuflado por estas montanhas um todo de água a perder de vista, abandonado numa calmaria como se fosse eterna. Ficamos parados, não sou o primeiro que o anfitrião, orgulhoso do belo no seu país, desvirginda de Lago, ele sabe bem o efeito! Depois, bem depois, reparo que lá em baixo há praia, e uma enseada, surpreendida ao fim de todo este caminho, desenhada por uma ligeira península que é vila: Metangula…

Arrancamos com vagares, e para sair do espanto pergunto o que já sei, “ali havia uma base da marinha portuguesa, não é?”, a guerra no paraíso. À óbvia confirmação adianta o meu companheiro que “diz-se por aí que vão instalar lá o centro de treinos dos fuzileiros dos PALOP!”. E eu, mau-feitio, logo a contestar “Nada!, aqui?, não acredito, neste ermo?”, mas ele resiste-me “Não sei, mas olha que se tem falado bastante, deve haver ideias para isso”. Entreolhando-o, ele de cara plácida mas agora algo distante, procuro rematar “Hum, devem ser alguns saudosistas portugueses…”. Com isto estamos já na contracurva e aí, sem qualquer pré-aviso, abandonamo-nos numa enorme gargalhada. A minha, entrecortada, demorou até à vila, e eis que regressa hoje, solitária, debaixo deste céu. Adiantar mais? Ou consigo fazer-me entender?

Mandimba, 2002


10 comentários

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De SAP2ii a 23.02.2021 às 14:34

1. O esbulho Abrilista não tem um pingo de vergonha.
2. Esses são os autores do Regime Abrilista. Os seus ideólogos de serviço. Em todos os Regimes há esses serventuários. O Regime cita-os e dás-lhes prémios. Faz parte da propaganda.
3. Falam de Impérios?
4. Então falar-vos-ei, do “Império Sombra Português no Sião”. Falar-vos-ei dos “Protukét”.
5. Falar-vos-ei de Taprobana (hoje Myanmar).
6. Sim aquela, a que Camões se referiu em: “As armas e os Barões assinalados/ Que da Ocidental praia Lusitana/ Por mares nunca de antes navegados/ Passaram ainda além da TAPROBANA /Em perigos e guerras esforçados/ Mais do que prometia a força humana/ E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram...” (Lusíadas, Canto 1).
7. Falei disso em 5out2019, num artigo que escrevi para a UCoimbra.

8. Falemos de “O IMPÉRIO SOMBRA PORTUGUÊS NO SIÃO: UMA IDEIA DE FRATERNIDADE UNIVERSAL.
9. A exposição contribui para o estudo antropológico da diáspora portuguesa. Concretamente, para o conhecimento da miscigenação e genética protagonizada pelos portugueses no Sudoeste Asiático (Myanmar/Tailândia). Os designados Protukét.
10. Refiro-me à exposição organizada por António Luís de Vasconcelos Cunha Faria no Museu Oriente, intitulada “Império Invisível e a fotografia no Sião – Francis Chit e Joaquim António” (27out a 24nov 2019). Que junta aos seus, os textos de Miguel Castelo-Branco: «A época de ouro dos Protukét do Sião», in “Das partes do Sião. Exposição Comemorativa do 500º Aniversário das Relações Luso-Tailandesas”. Lisboa: Instituto Diplomático: Biblioteca Nacional de Portugal, 2011.

11. Passo a citar:
11.1. The Portuguese "SHADOW EMPIRE" (another scholar called it "INFORMAL EMPIRE") located in Southeast Asian (16th and 17th centuries). Such an invisible empire was everywhere and nowhere at all, it was not regarded as such by its members or by the peoples they welcomed…
11.2. And yet, it worked like a powerful clientele network bound by affects and the defense of a certain IDEA OF UNIVERSAL FRATERNITY very similar to the resistance culture, stubborn but inaudible, of the Jewish diaspora.
11.3. It had been neither purchased, nor conquered by arms, nor financed by Goa or Lisbon, but gradually and peacefully populated by soldiers retired from active duty, as well as by adventurers and fugitives. They married, settled down and stayed.
11.4. However, unlike Jews and Armenians, (….) the mestizo Protukét lusotopia identified with a State present in the Asian continent (PORTUGAL), being tied to it by vague but powerful bonds of cultural and linguistic, but mainly religious, loyalty.”

12. Também poderia falar de “PORTUGUESE VOCABLES IN ASIATIC LANGUAGES”, 1932, Sebastião Rodolfo Dalgado (Translated into English with notes, additions and comments by Anthony Xavier Spares, M.A., LL.B., F.R.S.L Professor of English, Baroda College).
Mas por agora chega.

13. Essa narrativa anti-colonialista e anti-Lusa, desses mediáticos autores, é uma mistificação. Feita pela militância ideológica esquerdista dos serventuários do Abrilismo. Mascarada de conhecimento e ciência. Um embuste.
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De Anónimo a 24.02.2021 às 12:09

Julgava que Taprobana correspondia ao Ceilão/Sri Lanka
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De lucklucky a 23.02.2021 às 16:36

"Não, é apenas uma boçal demagogia. Mas também simboliza a ausência de questionamento do ambiente intelectual actual."
Isso implicava que o ambiente intelectual seria minimamente sério. Não é.
Muitos das classes (de argumentos) e sub-culturas formadas são mecanismos criados para alguém obter poder. Poder Politico, Social-Económico, Grupal
O que se está passar por cá é simplesmente a Esquerda e Extrema Esquerda Portuguesa - com excepção dos conservadores do PCP - seguir por facilitismo e mimetismo o percurso neo-racista, neo-sexista mascarado de anti do Partido Democrata Americano.
Um ambicioso quer poder. Arranja um problema ou inventa-o, depois aumenta-o , amplia-o. Para isso funcionar precisa de ter pessoas da sua subcultura nos media/academia que ampliem a sua mensagem.
Como é óbvio é fácil de certo modo criar classes - há sempre alguém ou grupo que foi injustiçado no passado.
Se o passado é o mundo do futuro é fácil termos uma guerra civil mundial que é isso que a Esquerda se arrisca a criar, pois toda gente tem queixas de toda a gente.
Alguém pode começar a falar de que quem nasce nos primeiros meses do ano é privilegiado e quem nasce nos últimos meses do ano é discriminado. Afinal as aulas e os desportos são classes anuais, logo as crianças nascidas em Novembro e Dezembro estão competir directamente com crianças nascidas em Janeiro e Fevereiro, ou seja mais desenvolvidas 10 ou 11 meses...
Quem vai pegar nesta?
Candidato-me a Presidente da Associação dos Nascidos perto do Fim do Ano!
Com tenho um amigo jornalista, vai dar-me um coluna semanal...
Talvez convença Cristina Ferreira a dar-me uma entrevista...
Amanhã todos vão falar das crianças que nascem nos últimos meses do ano e a "discriminação sistémica" do Ministérios da Educação e outros pela Discriminação Anualizada que praticam...
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De JPT a 23.02.2021 às 17:05

A quem quiser saber (ou lembrar-se) o que é uma ditadura, sugiro ir ao "Rotten Tomatoes" e seleccionar as críticas (enfim) dos "top critics" à série da HBO "ALLEN v. FARROW". Lê-las, talvez seja pedir demais (ver a série, nem falo). A lógica é simples: quem tocar outra música, sabe que toca a sua última nota.
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De lucklucky a 24.02.2021 às 04:27

O curioso nestes "tempos interessantes" é que o Totalitarismo vem de países anglo-saxónicos supostamente imunes a tal.
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De Fernando Antolin a 23.02.2021 às 20:54

O único local de África que conheci, em estada de uns dez dias, foi a Guiné Bissau, onde na altura trabalhava a nossa filha mais nova; vim agradado com a simpatia daquela gente, tão mal tratada por quem a governa. De Moçambique retenho os relatos dum bom amigo da família, já falecido, oficial da marinha, com comissão feita precisamente em Metangula. Ou o que me contaram da permanência dum tio-avô, o padre Raúl Sarreira,SJ, que por lá andou mais de 30 anos, dirigindo a missão de Noronha, distrito de Teté. Ainda o conheci, era uma inteligência superior, parece que fez obra e a deixou, não sei se a aproveitaram. Abraço. Fernando Antolin
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De Fernando Antolin a 24.02.2021 às 16:47

Obviamente um engano, Boroma e não Noronha. Obrigado, abraço
Fernando Antolin
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De Anónimo a 24.02.2021 às 21:43

No tempo dos meu avós escrevia-se com caneta e tinta permanente. Quando havia um borrão passava-se o Mata-Borrão. Tenho um como reliquia.
Esta corja quer passar um MT na História.
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De jpt a 26.02.2021 às 10:22

E até usam um mata-brasão

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