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A repressão na Catalunha.

por Luís Menezes Leitão, em 23.03.18
Resultado de imagem para repressão Catalunha

 

A atitude de Espanha em relação à Catalunha constitui um exemplo típico de repressão, que deveria envergonhar qualquer cidadão europeu. Mas infelizmente as instituição europeias fartam-se de denunciar a repressão na Turquia e na Rússia, mas fecham os olhos ao que se passa em Espanha. Fizeram-se eleições, mas não se deixam os eleitos formar um governo, sendo convenientemente presos na véspera da investidura parlamentar. Se não quiserem ser presos, resta-lhes o exílio, uma vez que os órgãos judiciais espanhóis nem sequer se atrevem a pedir a sua extradição, dado que a maioria dos Estados não extradita por delitos políticos. Provavelmente a ideia é colocar na prisão ou no exílio todos aqueles que têm ideais independentistas, o que implica prender por delito de opinião. Como é que se pode aceitar isto num país da União Europeia em pleno século XXI?

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44 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 23.03.2018 às 19:47

Artículo 147

La reforma de los Estatutos se ajustará al procedimiento establecido en los mismos y requerirá, en todo caso, la aprobación por las Cortes Generales, mediante ley orgánica.
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De Anónimo a 23.03.2018 às 23:19

Não é honesto comparar o regime russo ou turco com a democracia europeia espanhola. É mesmo tentar manipular opiniões com argumentos falsos.

A Espanha foi atacada, e defende-se, recorrendo legitimamente à lei e aos tribunais. Se o faz da melhor forma, se o faz atabalhoadamente, se devia tratar o caso catalão com pezinhos de lã, é discutível, e depende talvez da personalidade de Rajoy e do estilo do seu governo. Mas tem sido correcta e respeitadora da Constituição e de todos os direitos humanos.

Não é o caso da Turquia e muito menos da Rússia. Costumo estar de acordo com o Delito de Opinião, mas neste caso o DO é espantosamente esquerdelho. Este artigo ficava melhor num os blogs afectos ao BE.

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De Anónimo a 24.03.2018 às 05:16

O independentismo catalão é transversal a toda a sociedade catalã e é liderado por um partido liberal de direita republicana. Sua honesto!
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De Miguel a 24.03.2018 às 12:00

Resultado eleitoral de Dezembro na Catalunha:

Partidos independentistas: 47,5% do voto popular
Partidos não independentistas: 52,5% do voto popular

factos, são factos.
Na Catalunha não existe uma maioria simples de votos a apoiar a secessão.

Maioria típica para poder alterar uma constituição num pais democrático ocidental: 2/3.
Considerando uma maioria qualificada de 2/3 que é frequentemente necessária para aprovar alterações de bem menor significado do que esta, a Catalunha está longe, muito longe de possuir suporte popular suficiente para reclamar o direito de secessão.

Tudo o resto é fogo de vista.

Em minha opinião o estado espanhol tem o direito de defender a sua integridade por meios legais.
Os independentistas têm o direito de defender as suas ideias, dentro da legalidade.
No dia em que o independentismo obtiver o apoio de 2/3 da população da Catalunha, serão independentes.

Verdades inconvenientes.

Miguel


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De Luís Menezes Leitão a 24.03.2018 às 12:56

Incluir nos constitucionalistas o Podemos, que defende um referendo na Catalunha e pretende a queda da monarquia em Espanha, não é uma verdade inconveniente. É uma mentira.

Os independentistas obtiveram maioria no parlamento mas o governo espanhol não os deixa formar governo. O PP prefere continuar a governar a Catalunha apesar de só ter tido quatro deputados. Essa é que a verdade inconveniente.

Exigir 2/3 do voto popular é absurdo. 34% decidia contra 66%. Isso não existe em lado nenhum. O Brexit não foi feito com 51%?
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De Vlad a 24.03.2018 às 14:52

O Governo da Escócia pediu formalmente nesta sexta-feira ao Executivo britânico autorização para realizar um segundo referendo .

May afirmou que “agora não é o momento” de realizar um novo plebiscito sobre o tema.

Punto.
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De Vlad a 24.03.2018 às 14:53

"O Brexit não foi feito com 51%?"

Mas no referendo votaram todos os britânicos, não foram só os ingleses.
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De Miguel a 24.03.2018 às 18:46

É uma evidência que as forças politicas que fizeram campanha eleitoral com base no projecto secessionista, não obtiveram a maioria do voto popular.
Pretender esconder este facto, só pode ser motivado por motivos indeterminados.

"Incluir nos constitucionalistas o Podemos, que defende um referendo na Catalunha e pretende a queda da monarquia em Espanha, não é uma verdade inconveniente. É uma mentira."

Falácia non sequitur evidente.
Do facto de o Podemos defender um referendo ou a república, não resulta que defendem a secessão.
Obviamente os votos do podemos não podem ser atribuídos a forças secessionistas, porque não o são. Nem votam em conjunto com as outras forças secessionistas.

"Exigir 2/3 do voto popular é absurdo. 34% decidia contra 66%. Isso não existe em lado nenhum. O Brexit não foi feito com 51%?"

Argumentum ad lapidem

Classifica como "absurdo" sem necessitar de mais justificações.

Parece-lhe absurdo que em Portugal precise de uma maioria de 2/3 de votos na Assembleia para mudar uma virgula na nossa constituição?
Como pode pertencer ao grupo que desdenha de tudo o que é português...parece-lhe absurdo que seja assim nos Estados Unidos (em duas câmaras!).


Devo dizer-lhe que até me apetecia ser solidário com o povo Catalão, devido a uma tendência que tenho para defender os mais fracos.

Infelizmente, só vejo um grupelho de lideres que não se importa de levar o seu povo para um precipício para assegurar o seu poder pessoal.

Adorava ver um dos defensores da independência catalão produzirem um argumentário sólido e compreensível para o processo, que não se baseasse em nacionalismos primários, egoísmos económicos desfocados ou a mentira recorrente que "a maioria do povo catalão quer a independência".

Talvez um dia.

Miguel


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De Vento a 25.03.2018 às 14:02

Miguel, a ideologia, conforme Garaudy há muitos anos afirmou, é a pré-história da teoria. Mais ainda, a ciência, demonstra-o a história, é um cemitério de hipóteses, um cemitério de teorias.
Eu respondo ao seu comentário cientista ou cientificistas da seguinte maneira: a ciência é um conjunto de modelos que vão à frente da realidade. Se a realidade diz sim, são provisórios; se diz não, há que procurar um outro.

O que o meu amigo demonstrou foi uma ciência já feita, sem inovação. E isto não é ciência.
Aqui tem um comentário de um defensor da independência catalã sem populismos e nacionalismo primário.
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De Vlad, o Emborcador a 25.03.2018 às 18:11

"Miguel, a ideologia, conforme Garaudy há muitos anos afirmou, é a pré-história da teoria."

Muito bom!
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De Anónimo a 26.03.2018 às 01:20

"que não se baseasse em nacionalismos primários"
Nacionalismos primários tipo o do Estado Espanhol que prende todos aqueles que se opõem?
Nacionalismos primários tipo o dos manifestantes espanhóis de extrema-direita que foram a Barcelona agredir imigrantes? Já pensou perguntar aos imigrantes em Barcelona se preferem os catalães ou os franquistas?
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De Anónimo a 02.04.2018 às 19:10

Essa estatística é factualmente mentira.

O Podemos Catalão (En Comú Podem, que tem Ada Colau na Presidência da Câmara de Barcelona) não é contra a Independência. Pelo contrário, é a favor do Referendo, e dá liberdade de voto caso o mesmo se realize, pois respeita o direito do seu povo à AUTO-determinação.

Já o Podemos nacional tem uma posição diferente, apoiando o Referendo, mas fazendo campanha pela Não independência, facto que resultou em conhecidos confrontos de ideias entre o Podemos (nacional) e o En Comú Podem (Catalunha).

Assim, a única estatística verdadeira é esta:

47.6% = Independentistas
7.5% = Referendistas Não-alinhados
43.5% = Nacionalistas Espanhóis

Sabendo-se que a maioria dos "En Comú Podem" querem o referendo para votar no SIM à Independência, a única extrapolação possível será a contrária à mentira que você disse, ou seja:

55.1% = Referendistas e Independentistas (PDeCAT de Puigdemont, ERC, CUP, e En Comú Podem)
43.5% = Anti-referendo e anti-independência (Ciudadanos, PS, e PP)

Esta maioria é praticamente a mesma desde as eleições regionais de 2015, aumentou no Referendo de 1-Outubro-2017 e número absoluto de votos, e o nº de eleitores independentistas do referendo confirmou-se nas eleições de Dezembro-2017.

Esta é a VERDADE.
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De Anónimo a 24.03.2018 às 11:40

Apesar de todas as cumplicidades do costume, receio que Castela ande a brincar com o fogo.
João de Brito
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De Luís Menezes Leitão a 24.03.2018 às 13:01

São as cumplicidades do costume que lhes permitem deitar fogo a tudo.
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De Anónimo a 24.03.2018 às 14:08

É inacreditável essa reversão. Quem brincou/brinca com o fogo foi quem declarou a independência de modo selvagem e incendiário.

Numa altura em que devemos defender as tendências unionistas, a abolição de fornteiras, a solução federal na Europa, a diluição dos soberanismos locais, Pujol & Ca decidiram marchar ao contrário da História e ser republicanos trogloditas. A cadeia por uns tempos é bem adequada.
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De Lucklucky a 25.03.2018 às 23:43

É proibido dizer não ao "avanço" em direcção aos amanhãs que cantam. À marcha inevitável da "História".

História que curiosamente segue sempre as opiniões que os próprios defendem.

Um totalitário por tanto.
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De JSP a 24.03.2018 às 13:38

E a grande produção internacional - pois é disso que se trata - continua a todo o vapor.
As circunstâncias ( e a geografia ) foram-lhes adversas : a "prostituta das nações" está a afundar-se nos seus irresolúveis problemas e seria contra os seus interesses mais imediatos voltar a desempenhar o papel infame que exerceu no apoio aos assassinos etarras.
Mas a "Praça Maidan", se bem que um tanto ou quanto esfumada, ainda é mantida no horizonte...
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De Peregrino a Meca a 24.03.2018 às 15:18

Vamos la ver uma coisa.

Delito de opinião refere-se a expressar uma... opinião. Ninguém foi preso em Espanha desde o cambio de regime por defender a independência da Catalunha publicamente. N-I-N-G-U-E-M.

Estas pessoas foram presas por complotar, por agir deliberadamente para subverter o Estado de direito em vigor em Espanha. Isso não é opinião, é acção. É portanto delito penal. A minha opinião é que deveria poder conduzir sem limite de velocidade na autoestrada como na Alemanha. Estou disposto a defender isso na autoestrada. Agora, se realmente for a 230Km/h entre Lisboa e Évora e a policia me apanhar serei condenado a um crime penal. Não por um delito de opinião

O seu comentário é portanto incorreto. Não sei se consciente ou inconscientemente. Mas totalmente incorrecto.

Pode estar-se de acordo com a luta da independência, pode-se considerar que o governo espanhol não actua da forma mais justa ou mais inteligente. Pode ate achar que a justiça espanhola é demasiado severa. Tudo isto é discutível.

Agora, quem actua contra a lei, tem de acatar a aplicação da mesma. É por isso que não fazem revoluções quem quer, é quem tem a coragem de assumir os riscos da sua actuação e está convencido da necessidade dos mesmos.

Não confunda as suas simpatias com a realidade. Nesse caso, os seus comentários não vão mais longe que a conversa de café sobre a arbitragem do domingo passado. Os seus pergaminhos merecem mais
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De Anónimo a 26.03.2018 às 01:25

"Delito de opinião refere-se a expressar uma... opinião. Ninguém foi preso em Espanha desde o cambio de regime por defender a independência da Catalunha publicamente."
Pudera, senão prendia-se pelo menos dois milhões de catalães. Mas olhe que no Estado Espanhol prende-se pessoas por criticarem o rei (que ninguém elegeu) ou por fazerem piadas sobre o astronauta Carrero Blanco.
O Estado Espanhol ainda é um estado fascista.
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De Peregrino a Meca a 26.03.2018 às 08:20

"quem injuriar ou difamar o Presidente da República é punido com pena de prisão até três anos" ou "com pena de multa não inferior a 60 dias" se "a injúria ou a difamação forem feitas por meio de palavras proferidas publicamente"
(artigo 328º do Código Penal Portugues).
Também é Portugal um Estado fascista? Talvez...


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De Peregrino a Meca a 26.03.2018 às 08:25

A pena que sofreu Cassandra Vera é certamente discutível é atacável do ponto de vista legal e social. No entanto, ela foi definida no âmbito da lei de protecção de vítimas do terrorismo. Sim, dentro dessa lei, as vítimas do terrorismo têm protecções especificas em Espanha por razões evidentes. Não se pode fazer apologia do terrorismo nem humilhar as vítimas. Quer se queira ou não, quer se esteja de acordo ou não, Carrero Blanco foi uma vítima do terrorismo da ETA.
Portanto a pena, por mais pouco certeira que seja, não têm nada a ver com fascismo, tudo pelo contrário. Mas as manchetes de jornal lêm-se mais depressa que os factos.
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De Anónimo a 26.03.2018 às 01:47

"Agora, quem actua contra a lei, tem de acatar a aplicação da mesma."
Era assim no tempo do Salazar. Veja lá se não quer defender o Salazar também...
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De Peregrino a Meca a 26.03.2018 às 08:14

No Estado Novo havia delito de opinião, censura e terrorismo de Estado. Simplesmente não se aplica aqui. Nessas condições houve homens e mulheres que bateram pela liberdade, dispostos a pagar o preço do seu combate a quem o país deve estar agradecido. Simpatias independentistas à parte, nada de similar se passa em Catalunha.
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De Anónimo a 25.03.2018 às 17:12

Puigdemont preso por não usar suspensórios coloridos !
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De Rui Henrique Levira a 26.03.2018 às 02:55

Ele foi é preso ao parar numa estação de serviço com um patinho... colorido.
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De Rui Henrique Levira a 26.03.2018 às 00:49

... e na Alemanha, pelos vistos... Desta vez, o genial Kasparov do cabelo à menino Tonecas calculou mal o itinerário rodoviário e, não tarda nada, está a fazer ó-ó numa prisão do país que ele já pensava defunto.
Há agora alminhas a jurar por todos os santos do Céu (que é, sem dúvida, tal como o seu criador, catalão) que, caso a Justiça alemã extradite o ex-alcaide de Girona para Espanha, esse será o evidente sinal do retorno irremediável do nazismo ao país de Bismarck. Eis o cúmulo do ridículo à vista de todos: ou os independentistas obtêm a sua ansiada República Catalã e enxergam o seu esvoaçante Puigdemont a saltitar, livre e sorridente, de grupelho neofascista em grupelho neofascista europeu antes de voltar - em ombros e entre ovações e lágrimas de gratidão - à sua querida Catalunha ou a Europa volta a ser consumida pelo pirómano inferno nazi. Se já Rajoy era, para os sagazes independentistas, a reencarnação do galego Francisquinho, não faltará agora quem queira adornar o lábio superior de Merkel com um bigodinho à Adolfito austríaco.
E água benta, lá pela Catalunha, é coisa que não há?
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De Luís Menezes Leitão a 26.03.2018 às 06:08

A comparação é sua. Puigdemont não seria de facto o primeiro presidente catalão a ser entregue a Espanha pelos alemães.
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De Rui Henrique Levira a 26.03.2018 às 20:54

Ora vê o senhor como deu uma viva confirmação da certeza da minha acusação de tremendismo nihilista às hostes pró-independência?
Quando a dura realidade se opõe ao desejado, resta a sofisticadíssima e muitíssimo arguta "comparatio ad hitlerum", não é verdade?
Só resta afirmar que, com amigos como o senhor, bem pode o independentismo catalão dispensar inimigos como Rajoy: esse cotejo do Companys com Puigdemont é a prova provada da decadência do nacionalismo independentista catalão.
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De Vento a 26.03.2018 às 22:03

Confirmou-o bem. Essa realidade é tão dura que Rajoy só tem mesmo de perseguir os independentistas, com o silêncio de todos os demais.
Aliás, nada de novo debaixo do céu. A Independência da Catalunha terá mais sabor por isto mesmo.
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De Rui Henrique Levira a 27.03.2018 às 21:57

Não é Rajoy que persegue os independentistas; é a Justiça espanhola que faz cair o peso da Lei sobre quem a violou.
Se o caro Vento tem a certeza de ser Rajoy a encarniçadamente perseguir independentistas, então terá o senhor uma outra luta à sua frente: lutar pela expulsão da Espanha da comunidade de Estados democráticos que é a UE.
Muitíssima sorte nessa sua futura luta, meu caro Vento, é o que lhe desejo do fundo do coração.
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De Vento a 28.03.2018 às 14:16

Se não é Rajoy, então, as declarações e as reportagens que leio e vejo devem pertencer a um clone.
A justiça compreende a lei e o direito. E nem sempre o direito está vertido como lei. Ao ver a justiça como termos absolutos, o meu caro Henrique concorda que a justiça, face ao direito, não liberta.
A luta já começou.
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De Rui Henrique Levira a 28.03.2018 às 22:33

Em última análise, o caro Vento pode fazer as piruetas retóricas que muito bem lhe aprouver e chamar de Justiça e de Lei aquilo que muito bem entender. Está no seu direito Acontece que quando chegar o tempo - e não tenha duvidas que ele chegará - em que aqueles que politicamente lhe não agradam fizerem (ou tentarem fazer) à Lei aquilo que Puigdemont e a sua comandita a ela fizeram em Espanha desconfio que o caro amigo não será tão bizantino na sua abordagem à definição de Lei ou de Justiça.
Acresce que, pelo andar da carruagem, não tarda nada a UE ficará reduzida a um ou dois países: o Reino Unido juntou-se, ao dar seguimento ao mandato europeu contra a senhora Ponsatí, ao número de países que acompanham a Espanha e a Alemanha na bárbara repressão a esses autênticos palestinianos europeus (ou serão Curdos?) que são os catalães.
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De Vento a 29.03.2018 às 20:27

É o meu caro que leva a questão para a política, eu foquei-a no direito. É o meu caro que fala de "Justiça e Lei" como se elas tivessem o mesmo significado. Admito que para si tenha. Para mim a justiça não é uma circunscrição de leis, muitas delas manhosas, que sirvam como sal da terra e luz do mundo. Se for isso, eu acredito que andamos todos cegos.

As restantes considerações são suas também.
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De Rui Henrique Levira a 30.03.2018 às 15:00

Olhe, meu caro Vento, quando a Lei não é a tradução da Justiça vivemos em ditadura. Está o caro Vento a sugerir que a Espanha é uma ditadura? É que, se o sugere, que seremos nós aqui no nosso maravilhoso Portugal?
E, caríssimo Vento, as considerações que tão gentil quanto desnecessariamente me endossa são minhas certamente: fui eu que as pensei e fui eu que em consciência as escrevi, e tenho o maior gosto em reafirma-las sempre que o quiser fazer. O senhor pode fazer o mesmo com as suas: chama-se a isso liberdade de expressão.
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De Vento a 31.03.2018 às 11:36

Relativamente a suas interrogações, o Henrique pensou e o Henrique afirmou. Acompanho-o.
As considerações, bem como a malicia nelas constantes, são suas. A liberdade de expressão pertence-nos.
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De Rui Henrique Levira a 01.04.2018 às 01:42

E o Henrique, prezado Vento, perguntou e o senhor... não respondeu. Com malícia ou sem malícia ( francamente, não sei a que título é a malícia - minha, sua ou de quem quer que seja - chamada à caracterização de uma franca troca de opiniões), está o senhor no seu direito.
Uma belíssima Páscoa, meu prezado Vento, é aquilo que eu francamente lhe desejo.
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De Vento a 01.04.2018 às 14:09

Foi respondido, e sem a retórica que subjaz em seus comentários. Mais uma vez: acompanho-o.
Quer mais clareza? Eu traduzo: Não, não é uma democracia. E não o é na medida em que a angústia que lhe perpassa relativamente à questão sobre Portugal, que julga serem as leizinhas que fabricam o humano e seus comportamentos, se aplica na exacta medida para com Espanha, perdão, Castela.
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De Rui Henrique Levira a 02.04.2018 às 00:21

Portugal não, Condado Portucalense.
Bom resto de Páscoa, meu prezado Vento.
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De Rui Henrique Levira a 28.03.2018 às 22:54

E só mais um pormenor, meu caro Vento: eu não vejo a Justiça em termos absolutos; o que eu vejo é o edifício democraticamente construído da Lei de um país democrático como algo que a todos obriga e, assim sendo, quem o tenta subverter, seja ele eleito por um ou por um milhão de votos, tem de sofrer as consequências dos seus actos. Fora disto, só há o exigir aos outros (mas não a nós mesmos, claro está) que troquem a vida numa sociedade decente pela vida na selvajaria do império da vontade de grupúsculos com as mais variadas agendas supremacistas (confirme, por favor, meu caro Vento, quem foi a primeira individualidade a visitar Puigdemont no seu cárcere alemão, pois essa primeira visita é o exemplo acabado dos "compagnons de route" europeus do Sr. Puigdemont e dos seus sonhos). Revê-se o prezado Vento em tais companhias? Creio, sinceramente, que não.
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De Vento a 29.03.2018 às 20:11

Não sou bizantino nem libertino. Essa lei que tão acerrimamente defende é a mesma que assume a Catalunha como "uma nacionalidade histórica". E se isto é reconhecido por essa mesma lei (eu escrevo lei com letra bem pequenina, porque o Homem é Senhor da lei e não seu escravo) é porque existem características substantivas que os fazem ser diferentes dos demais, dos seus perseguidores.
Na realidade concordo consigo, não se pode trocar a vida numa sociedade decente por uma qualquer selvajaria.
Puigdemont afirma hoje que se tivesse sabido ter a percepção da reacção de Castela teria decidido de outra forma. Essa reacção viu-se na selvajaria contra manifestantes ordeiros em Barcelona, a negação do direito do referendo e a perseguição atroz ainda feita aos cabeças independentistas.
Certamente que terá um ataque de nervos depois de saber o pronunciamento da justiça alemã. É o meu pensamento e certeza.
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De Rui Henrique Levira a 30.03.2018 às 14:49

Não sei se esse ataque de nervos, meu caro Vento, será meu ou será seu, pois isso é coisa que só de aqui a uns tempos saberemos.
Quanto à "reacção de Castela", falar dela é tão absurdo quanto falar da reacção do Condado Portucalense caso algum sucedâneo de Alberto João Jardim resolvesse fazer algo de semelhante ao que Puigdemont e "sus muchachos" fez na Catalunha e pela República Portuguesa fosse impedido de fazê-lo.
Quanto aos manifestantes ordeiros, cada um vê o que quer ver: o que eu tenho visto nas ruas de Barcelona são caixotes de lixo incendiados e agressões de manifestantes "pacíficos" a agentes dos Mossos os quais têm, obviamente, respondido em conformidade.
Volto, para terminar, à pergunta a que o caro Vento não respondeu: revê-se o senhor nas companhias europeias do Sr. Carles Puigdemont?
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De Vento a 31.03.2018 às 11:47

Eu revejo-me na luta de Carles Puigdemont. Como não culto-o a política do puro e do impuro e como também aceito o mesmo princípio que o Henrique aplica para a liberdade de expressão na liberdade de relacionamento, não me revejo na autoridade moral do Henrique para proferir juízos a este respeito.

O culto do puro e do impuro, isto é, o amor à lei, fez com que um Homem-deus ou o Deus-homem, terminasse na Cruz, por cultuar a Lei do Amor.
Boa Páscoa.
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De Rui Henrique Levira a 01.04.2018 às 02:17

Meu caro Vento, escusado será dizer que tem o senhor a larguíssima liberdade de se rever nas lutas de quem muito bem entender: é um direito inalienável que lhe assiste. Contudo, estou certo que o prezado Vento não pretenderá que toda a gente se reveja nas lutas que o senhor admira e nas personalidades políticas que o senhor aprecia. Das minhas razões para ter, em relação ao Sr. Carles Puigdemont e aos seus "compagnons de route", uma apreciação muito diversa da sua já eu dei, aqui e ao longo dos últimos meses, as devidas explicações. Como deve imaginar, não vou a elas voltar, pois creio, meu caro Vento, que o continuado e cada vez mais bizarro solilóquio independentista do Sr. Puigdemont não me tem retirado razão.
Por fim, meu caro Vento, não foi o "amor à Lei" que pregou à cruz do seu suplício o Profeta de Nazaré; foi antes, isso sim, os interesses de uma casta de vermes que anda neste Mundo há muitíssimos séculos e que se perpetua no presente: a casta dos serventuários do Império que não tem o mínimo pejo em massacrar os seus irmãos desde que isso a mantenha no posto intermédio de
capataz do patrão. Esquece-se essa casta que, ontem como hoje e não raras vezes, meu caro Vento, sai o Império por cima dos seus lacaios com um simples lavar de mãos.
Uma Santa Páscoa, meu prezado Vento.
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De Vento a 01.04.2018 às 14:27

Não, é o meu caro que se sente incomodado no que eu me revejo e não o contrário. Eu argumento, não ajuízo valores morais.
Por último, uma casta de vermes que amava a lei. Eram essas, entre outras, as seguintes:
- O imperador ser uma divindade e um reizinho e senhor absoluto sobre tudo e todos, por isto: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus", isto é, dai a moedita, em cuja face se encontra impressa a cara de César, a César, e a Deus a vossa liberdade e o culto que lhe é devido;
- Mas também, "o Filho do Homem é Senhor do Sábado", isto é, Senhor da lei e não seu escravo.

E não, Pilatos não lavou as mãos: sujou-as quando deu a escolher entre condenar Bar abba (Barrabás) e Bar Abba (Jesus), Filho do Pai (Deus). Aliás, conforme a jurisprudência romana que obrigava a indicar o motivo da condenação, a placa sobre a cabeça do Redentor é inequívoca: JNRJ. O único reizinho só podia ser o dominador, tal como o senhor Rajoy e a sua plebe jurisprudencial relativamente aos independentistas.
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De Rui Henrique Levira a 02.04.2018 às 00:23

Pois, meu caro Vento, as horas vão altas para puxar dos meus pergaminhos de exegese bíblica. Concordemos em não concordar, o que já não é nada mau.

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