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A queda de um anjo.

por Luís Menezes Leitão, em 28.04.15

Sempre estive contra a ideia de atirar a Grécia às feras, como parece ser o objectivo de Schäuble, para o que conta com o entusiástico apoio de Maria Luís Albuquerque. No entanto, também sempre achei que Yanis Varoufakis tinha uma visão demasiado simplista dos problemas da Grécia, aliada a uma enorme falta de credibilidade, que era ainda mais acentuada pelo visual que ostentava. Um Ministro das Finanças de qualquer país deve saber que existe um dress code que deve ser adoptado em reuniões internacionais, sob pena de ficar com a imagem de ser o palhaço do grupo. Da mesma forma, um Ministro das Finanças deve saber que nessas reuniões se apresentam propostas concretas e estudadas e não ideias vagas sobre os problemas. E muito menos se apresentam propostas estapafúrdias, como a de colocar turistas, domésticas e estudantes a vigiar os impostos pagos pelos gregos. Há um limite para o amadorismo e para as boas intenções, das quais diz o povo que está o inferno cheio. Se a própria bolsa grega entra em euforia com a despromoção do Ministro das Finanças, está tudo dito. Varoufakis quis comportar-se como um anjinho no Eurogrupo. Como todos os anjos, o seu destino só podia ser a queda.


39 comentários

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De Marquês Barão a 28.04.2015 às 13:14

Busca, Costa.
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De Bolas! a 28.04.2015 às 13:29

Fiquei desolado. Estava a pensar seriamente em montar praça durante uns tempos na terra do motoqueiro e ganhar a vida a vigiar os impostos pagos pelos compatriotas dele, tarefa que poderia perfeitamente desempenhar sentado numas esplanadas à beira-mar.
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De Brum Brum a 28.04.2015 às 13:49

Anjinho motoqueiro...

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De William Wallace a 30.04.2015 às 03:43

Uns largam a vespa e passam para o audi , o Varoufakis ao menos é coerente !

Como se diz pela minha terra, goza ...goza .... que logo choras, é o que vai acontecer a muitos dos que gozam com os gregos mal eles sabem que serão os próximos.
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De Anónimo a 28.04.2015 às 14:24

A queda dum anjo porque os demónios o derrubam. Num mundo, onde impera o egoísmo, o ódio, o dinheiro se sobrepõe ao humano, a indumentária diz mais que a agonia dum povo, está tudo dito. Esta, é uma sociedade, desprovida de sentimentos, onde interessa derrubar, custe o que custar, aqueles que são um estorvo porque se movem estoicamente, pelo bem do seu povo e isso não interessa e estorva... Benditos aqueles que apesar de toda a má vontade e o mal dizer, ainda têm coragem e força, para lutar por aqueles que nada têm e tudo lhes foi tirado.
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De Concluindo a 28.04.2015 às 15:03

O Tsipras é um demónio. E um maldito.
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De Enfim... a 28.04.2015 às 14:31

E o cavalheiro não se demitiu imediatamente nem ao menos colocou o lugar à disposição?!

Imagine-se que Passos Coelho substituia Maria Luís nesse tipo de reuniões e ela ficava sossegadinha no lugar, o que para aí não ia...
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De David a 28.04.2015 às 15:28

Claro que ficava! O Passos, perante o irrevogável demitiu-se? Não se demitiu, como passou o irrevogável a revogável, com a sua passagem a vice-primeiro ministro?
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De Golias a 28.04.2015 às 15:51

O Syriza ganhou as eleições unicamente à custa do descontentamento popular e uma mão cheia de nada e ainda de um sistema eleitoral esdrúxulo. A esquerdalha adorou. Aliou-se com a extrema-direita. A esquerdalha adorou. Constituiu governo sem uma única mulher. A esquerdalha adorou. Apelou à delação (como se frisa na "ideia estapafúrdia" do post). A esquerdalha adorou. Anda há meses a endrominar a Europa sem se quererem comprometer com nada. A esquerdalha adorou... É por isso que eu adoro a esquerdalha...
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De M. S. a 28.04.2015 às 17:51

E o caro adorou esta coerência, rectidão de carácter e cumprimento da palavra?
Passos Coelho no seu melhor:
https://www.youtube.com/watch?v=1OhP5592WI4
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De Marquês Barão a 28.04.2015 às 18:09

O Passos com verdadeiro espírito patriótico de missão aguentou o barco. O que foi uma grande lição que muita gente não percebeu e outros fizeram de conta.
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De jo a 28.04.2015 às 15:12

Por cá tivemos proposta que não foram estapafúrdias, tivemos contas aldrabadas onde houve de tudo:
Objetivos alterados à medida que se via que não se cumpria, passa culpas entre entidades a propósito do falhanço do programa, uma auditoria rigorosíssima aos bancos que não viu um banco falido, etc..
Quem lhe disse que os palhaços não usam gravata tem andado a enganá-lo.
Já diz o povo que um burro carregado de livros é um doutor.
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De cristof a 28.04.2015 às 15:39

Talvez seja prudente rever a posição sobre o Schauble, que como diz aquele eis negociador da UE, nada se decide mesmo antes dumas trinta ultimas reunioes. E as palhaçadas é natural que não agradem a quem leva as coisas a sério(Albuquerque), mais sendo alvo do amadorismo syrizico.
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De Anónimo a 28.04.2015 às 17:36

Albuquerque leva a sério os seus interesses. Uma Albuquerque que nada fez a não ser tirar, cortar, vender e expropriar que grande mente!... Está claro, claríssimo, só não vê, quem não quer. Se o amadorismo do Syrisa, for dar aos gregos o que lhes tiraram, então benditos sejam no seu amadorismo.
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De Carlos Faria a 28.04.2015 às 15:42

Obrigado pela informação de conhecer tão bem o entusiasmo de Maria Luís Albuquerque, até porque não a ouvi expressar-se sobre o assunto de quem propôs lançar às feras.
Agora sei que muitos deram um apoio entusiástico público a tudo o que Varoufakis fazia, desde o seu visual até às suas propostas estapafúrdias e nuns casos convenientemente mudam de opinião como nunca o tivessem apoiado descaradamente, enquanto outros continuarão obstinadamente a dar razão a tudo o que mexe desde que seja anti-Schauble, Maria Luís e afins e há até alguns que democracia é aceitar as imposições do governo grego de forma, pois há democracias mais democráticas que outras, situando-se neste campo a que resultou das últimas eleições na Grécia.
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De Irra! a 28.04.2015 às 15:54

A Maria Luís, no meio daquela gentinha toda (incluindo o FMI), virou-os todinhos contra o Varoufucker, coisa a que todos se prestaram obedientemente seguindo a vontade dela e só dela e apenas para agradar à portuguesinha.
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De Carlos Faria a 28.04.2015 às 16:32

Claro, assim se vê a força de raça lusa e o peso da influência da sua nação.
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De io a 28.04.2015 às 16:40


---Ca granda Mulher!..!!!
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De Marquês Barão a 28.04.2015 às 18:14

E eu que nem tinha reparado que esta nossa ministra é pessoa tão importante e influente no concerto das nações.
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De Anónimo a 29.04.2015 às 17:33

O governo grego não impõe, clama que é diferente e não faz mais que a sua obrigação. Os governos servem para governar, o seu povo e dar-lhes qualidade de vida e não sacrificá-los. Democracia, é olhar os outros, como a nós mesmos e querer o bem dos outros e não o mal. Não havendo humanismo nem solidariedade não há democracia. Afinal o que queremos que aconteça aos gregos? A morte, a fome, o desespero, a angústia, a raiva e que a partir daí, surja o descalabro? Provavelmente é......
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De ASeve a 28.04.2015 às 17:14

dress code

gostei...
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De Anónimo a 28.04.2015 às 20:31

"boas intenções"

Mas desde quando é que o Varoufakis tinha boas intenções?

Este governo Grego foi eleito porque prometeu que iria repetir a receita do PASOK e da Nova Democracia: continuar os défices.

Apelou à ganância dos Gregos. E ganhou.
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De Anónimo a 30.04.2015 às 14:12

Não apelou a ganância, mas sim, a um mínimo de qualidade de vida. Não se pagam défices, sem dinheiro e os gregos têm falta dele, porque todos os governo em conluio com a UE, BCE, FMI.....lho deram, mesmo sabendo que eles não tinham como pagar. Os gregos, querem viver com dignidade e se isso, é ganância, estamos conversadas quanto à decrépita sociedade que fomos construindo a do altruísmo, frieza, do eu, eu, do cinismo e da hipocrisia.

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