A purga
Já houve uma mãe que quis proibir a leitura d'A Bela Adormecida na escola primária do filho porque, argumentou, o beijo do príncipe promovia "um comportamento sexual impróprio".
Já houve bibliotecas e escolas que baniram As Aventuras de Tom Sawyer por causa de "calão racista".
Vai-se lendo, nos fóruns de tecnologia, activistas que pretendem alterar os nomes male/female (como em "fichas macho/fêmea") por "assentarem numa visão binária dos géneros".
Há empresas tecnológicas que querem mudar, a bem da "inclusão" e por causa de putativas conotações raciais, a nomenclatura whitelist/blacklist - como se esta utilização de white/black não derivasse directamente dos conceitos religiosos de luz/escuridão.
Fica-me a impressão de estarmos a deixar os loucos gerirem o manicómio.

