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A proposta do PAN.

por Luís Menezes Leitão, em 06.07.18

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Eu odeio touradas e até apreciaria que o país não as tivesse. Dito isto, acho que foi uma total loucura o projecto do PAN para as proibir, e que o BE, PEV e alguns deputados do PS votaram favoravelmente. Parece que não se lembram do que foi Barrancos e de como o Estado se viu forçado a recuar numa proibição legal centenária que a vila nunca aceitou aplicar. Queriam estes deputados de uma assentada criar 300 Barrancos em Portugal, contribuindo para o descrédito ainda maior do Estado, ou até provocar no séc. XXI um movimento semelhante à Maria da Fonte? A irresponsabilidade desta gente é confrangedora. Conheçam primeiro o país em que vivem antes de proporem leis irrealistas.

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71 comentários

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De jo a 06.07.2018 às 17:59

Concordo que a derrota do Benfica não é motivo para bater na mulher, até apreciaria que não lhes batessem, mas sendo uma tradição local bater na mulher quando o Benfica perde, não se devia legislar contra a violência doméstica.

Barrancos era um caso muito especial. Uma povoação pequena que tinha uma tradição que ligava à sua identidade. Não estou a ver isso repetir-se no Campo Pequeno ou em Albufeira, ou sequer em Barrancos.
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De V. a 06.07.2018 às 18:24

A conhecida "excepção de Barrancos" é a demonstração mais pura da verdadeira natureza do Partido Socialista — uma excepção marginal, no limite da legalidade, por motivos inventados à pressa e a demonstração da fraqueza canalha da nossa CS que se arma em justiceira contra apenas alguns — mas nunca contra os seus donos ideológicos. A identidade de Barrancos... Os touros de mortes uma tradição... com 50 ou 60 anos naquela altura... não era gaita de identidade nenhuma. Identidade é o o dia nacional no dia do Tratado de Zamora e uma bandeira decente como era a primeira bandeira — mas isso os bardamerdas dos arqui-socialistas trataram cedo de fazer enterrar.
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De Sarin a 07.07.2018 às 15:13

Bandeira com uma cruz azul-cueca... onde é que recentemente vi bandeiras parecidas????

A família andrade era capaz de gostar... :p
.
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De V. a 07.07.2018 às 20:54

Feia ou bonita é a original e a única — o carácter identitário vem da fundação da própria terra que é maior do que os regimes e que as irrelevantes ideologias que os suportam.
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De Sarin a 08.07.2018 às 10:51

Mas há muito quem discorde, sobre os regimes e sobre a bandeira. As bandeiras sofrem alterações conforme os regimes - porque a bandeira é o símbolo do país e do regime. E tem razão, o carácter identitário vem da fundação da própria terra; mas também das suas gentes, e negar a evolução das bandeiras é negar a evolução das gentes, logo, da terra. E desculpe, não sei se percebe o que digo pois sou moura ;)
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De V. a 08.07.2018 às 16:04

A propósito, a bandeira dos mouros nunca mudou. Continua a ser o Crescente.
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De Sarin a 08.07.2018 às 17:58

A minha é vermelha e verde :)
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De Luís Menezes Leitão a 06.07.2018 às 18:52

A abolição das touradas nem em Barrancos passaria quanto mais em Vila Franca de Xira e na Terceira. O país não é só Lisboa e o Algarve como alguns lisboetas julgam.
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De Anónimo a 06.07.2018 às 20:11

Pela lógica do Luís não se devia criminalizar a mutilação genital em África. Afinal o continente não é só Joanesburgo ou a Cidade do Cabo.
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De V. a 07.07.2018 às 01:15

Isso é lá problema deles
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De Sarin a 07.07.2018 às 15:31

Não é o tema do postal, mas cá vai:

Devemos criminalizar - cá.
Lá, são eles que decidem. Nós só podemos apelar e pressionar. Divulgar, esclarecer... e desmistificar, ajudar a minimizar. O mais é ingerência.
As proibições da mutilação genital têm que ser acompanhadas de perto no terreno, senão só fazem com que as curandeiras criem mais vítimas que não serão tratadas em hospitais por medo das retaliações, como já se verificou.

O desrespeito pelas outras sociedades tem conduzido ao desrespeito pela nossa. Proibir a sociedade sem que haja movimento social deu sempre mau resultado; mas é difícil aprendermos as lições, felizes homens brancos detentores do saber supremo...
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De Anónimo a 07.07.2018 às 00:27

Eu não sou lisboeta e a maior parte das pessoas que eu conheço são contra as touradas. Não é preciso ser lisboeta para ter os neurónios a funcionar.
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De Luís Menezes Leitão a 07.07.2018 às 09:26

O norte é quase todo contra as touradas. Elas só são praticadas numa parte do país. Mas onde são praticadas, são levadas a sério, fazem parte do viver daquelas terras, e por isso acho que a abolição teria sérias consequências. Eu também não gosto e não vou a touradas, mas acho que seria uma enorme irresponsabilidade a sua proibição. Se as autoridades não foram capazes de proibir os touros de morte em Barrancos, iam conseguir proibir qualquer tourada em todo o país? Não se fazem leis só porque um deputado acha que sim.
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De Anónimo a 07.07.2018 às 13:34

O mundo é quase todo contra a mutilação genital feminina. Ela só é praticada em alguns países do mundo. Mas onde é praticada, é levada a serio, faz parte do viver daquelas terras... Não vá por aí.
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De Anónimo a 11.07.2018 às 14:04

É isso mesmo. Comparar touros a mulheres, em concreto, meninas...
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De Anónimo a 06.07.2018 às 20:10

Porque não existem misóginos no Sporting ou no Porto, quer ver? Então o Sporting que claques de extrema-direita e até os jogadores da própria equipa agridem...
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De Sarin a 06.07.2018 às 23:19

Mas esses ambos, ao rifão " quem não é do Benfica não é bom chefe de família", acrescentaram "por isso bate na mulher quando o clube perde". Ambos misóginos.

O que não me parece ser o caso de Jo. Que até desconfio Benfiquista...
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De O Gajo a 06.07.2018 às 18:08

Loucura é haver gente que defende a tourada com o argumento de ser uma tradição identitária portuguesa, juntando-lhe ainda o abstruso argumento que o animal não sofre. Como médico veterinário afirmo que tal afirmação é delirante. O animal sofre e um espetáculo que faça do sofrimento motivo de júbilo é abjeto. Quem me contraditar leva cornada, aviso já !
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De Luís Menezes Leitão a 06.07.2018 às 18:55

Concordo com essa avaliação. Mas já experimentou ir a Barrancos tentar proibir a tourada? Houve em tempos uma manifestação lá a apelar à população para ir antes ao teatro mas não tiveram sucesso nenhum.
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De O Gajo a 06.07.2018 às 19:43

Luís sou alentejano. É delirante ir a Barrancos com o propósito de manifestar o "desagrado" para com as as touradas. Arrisca-se a levar nos ditos. E o pessoal de Barrancos não é meigo. Eu quando lá ia na altura das touradas era para comer e beber. E como eu enfardava e emborcava. Bem haja caro Luís...agora faço no Douro o que fazia em Barrancos. ...não percebo estas exposições vinícolas , onde neste momento estou , rio acima. Só sei que comi 5 bifanas. Quanto ao que bebi já não sei a quantas ando. Comentário da semana.
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De V. a 06.07.2018 às 22:38

Grande Vlad. Salta em Foz Côa e vai até à Meda beber o melhor branco fresco do mundo na churrascaria da não-sei-quantas. Não me lembro do nome LOL. Mas tinha um pátio. Qualquer pessoa de lá te diz onde é o sítio.
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De O Gajo a 06.07.2018 às 23:14

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De Anónimo a 06.07.2018 às 20:11

Já experimentou ir à Somália tentar proibir a mutilação genital feminina? Não vá por aí...
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De Costa a 06.07.2018 às 19:46


Por uma vez, Gajo (Gajo por estes dias e até que certa germanofilia onomástica reclame o seu privilégio), estamos de acordo. Aquilo é bárbaro, indefensável e só o mais descarado desprezo pela evidência permite que alguém afirme que não há sofrimento. E porque é evidente - com todo o respeito pelas suas qualificações académicas e profissionais - tal facto está ao alcance de todos (até dos mentirosos e dos "aficionados": estes deleitam-se com a tortura de um animal, é tudo), médicos veterinários ou não.

Mas percebo o autor do postal e o seu cepticismo. Estamos perante um povo (o Soberano, enfim) que largamente maltrata e despreza, com método e orgulho de chico-esperto - como, com especial conhecimento, você decerto muito bem saberá - os animais ditos irracionais. Faltam-lhe a educação, coisa que não convém confundir com instrução (poupemo-nos à ladainha da geração "mais bem preparada de sempre"), a sensibilidade, o bom-senso elementar, a "humanidade" que demoram gerações a inculcar. E tal, receio, nem ainda começou. Dá trabalho e não dá votos.

O que as bestas de duas patas fariam, se essa (todavia, no plano dos princípios, mais do que desejável, uma imediata, incondicional e elementar imposição de humanismo) interdição fosse agora consagrada, e sobretudo se imposta, bem poderia tranformar isso numa vitória pírrica. Não sei se o seria; temo muito que o fosse.

Mas é melhor ficar por aqui. Da última vez que manifestei por aqui reservas quanto à civilidade do povo português, você rápida, taxativa e decididamente me cominou de medievo (e suponho que pelo lado mais negro usualmente imputado a essa era). E teve entusiástica seguidora.

Costa
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De O Gajo a 06.07.2018 às 20:12

Uma coisa lhe garanto. O Costa é homem para ir a minha casa e comer. Abraço , amigo....
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De Sarin a 06.07.2018 às 22:27

A seguidora responde-lhe que não, Costa não se manifestou quanto à civilidade do povo português, antes apresentou uma definição desajustada sobre um ser incorpóreo e anónimo (e aparentemente acéfalo) que ocasionalmente usa no seu discurso: o português médio.

O que se torna um desafio: sendo para Costa a mediania o fundo da tabela, qual será a ordenada que pensa Costa ocupar nos eixos da cidadania e educação? É que, com tal matemática ou falha na gramática ou falha na metodologia. Mas também não é relevante.

Cump. da seguidora
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De O Gajo a 06.07.2018 às 23:17

Faça o favor de me passar
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De Sarin a 07.07.2018 às 00:09

Agradeço e retribuo
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De Costa a 07.07.2018 às 14:58

"Costa não se manifestou quanto à civilidade do povo português, antes apresentou uma definição desajustada sobre um ser incorpóreo e anónimo (e aparentemente acéfalo) que ocasionalmente usa no seu discurso: o português médio."

A senhora tem todo o direito (pergunto-me se no modelo de sociedade merecedor da sua preferência, eu o teria) de discordar metódica e sistematicamente de mim. Mas nessa sua missão messiânica de pensar em exclusividade o que seja correcto e, pois que - fruto decerto de estóico labor intelectual - dotada dessa verdadeira Razão, de revelar aquilo que pensam verdadeiramente os outros que, privados da sua Luz, por aqui deixam umas linhas, e aquilo sobre que, pobres equivocados, verdadeiramente se manifestam, deixe-me lá decidir sobre o quê e como penso.

Não me apetece, calcule, ser formatado por si. E ainda - ainda, pelo menos - não tem a Sarin o estatuto de Big Brother. Se e quando o tiver, estou tramado, bem sei. Mas até lá...

Costa
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De Sarin a 07.07.2018 às 20:54

O senhor pode decidir pensar e escrever tudo, incluindo desprezar e rebaixar os seus concidadãos nos comentários que debita. Até pode acreditar que o estou a tentar formatar - estará errado, mas cada um cultiva as taras que lhe cabem... E ainda assim continuará a poder entender e dizer tudo o que lhe aprouver, conforme definem a Declaração dos Direitos do Homem e a Constituição da República Portuguesa.
Não pense é que o pode fazer sem que ocasionalmente lhe respondam no mesmo tom. Não apreciar as respostas é um problema que terá de resolver consigo mesmo.

E mais uma vez tenho de o contradizer: não discordo metodicamente de si. É que, repare, a boa parte dos seus comentários nem os leio.
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De Costa a 08.07.2018 às 17:06

Os meus concidadãos não são Deus. Eu manifestamente não o sou. Nem a senhora, estranho que lhe pareça. O povo, dito soberano, só por o ser, não está imune à crítica, não tem sempre razão e faz, ou permite (ou manda) fazer, toda a sorte de disparates. Para usar de eufemismo.

Se não se apercebe disto, viverá decerto no que por estes tempos parece chamar-se "realidade paralela". Enfim, não lhe chamarei "tara", esse tão cordato qualificativo com que me agracia. Por ser eu bem educado e porque, apesar de tudo, enquanto não prejudicar objectivamente terceiros, a senhora é, enfim, ente largamente inofensivo. Que lhe seja agradável essa realidade.

Quanto à última parte do seu texto - isso de ler o que o outro escreve - há reciprocidade. Bem vê, dos seus leio apenas aqueles que tenham alguma ligação aos meus comentários. E, se estabelecem um padrão da sua escrita (presumivelmente representando o que em si passe por pensamento), creia que chegam perfeitamente.

Costa

Ps.: não abusarei mais, por aqui, da paciência do autor do postal.
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De Sarin a 08.07.2018 às 18:22

Os seus concidadãos não são um ente único, mas Costa gosta de assim os considerar. Nivelando por baixo, talvez para parecer maior.

Ninguém está imune à crítica. Nem à crítica nem ao ataque, como Costa demonstra sempre que diz "os portugueses" ou "o português médio" - há quem goste de viver permanentemente em crítica destrutiva; e tem razão, é esse um mundo paralelo e que me é estranho. Uns estranham, outros entranham...

E é falso que dos meus leia apenas os comentários que lhe dirijo - tanto assim é que, noutro postal, teve a falta de educação suficiente para me tecer uma crítica numa resposta a outro comentador, a propósito de um comentário que lhe não era dirigido.
Sintomático.

Sem post scriptum: poderia ter poupado o autor do postal mais cedo. Para auto-retrato bastava o seu comentário anterior.
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De Anónimo a 06.07.2018 às 20:08

Irrealista é haver uma minoria, o lobby das touradas, que tem o apoio da maioria do parlamento (com especial destaque para os reaccionários do PCP) a querer impor os seus hábitos sanguinários ao resto da população.
O seu argumento contra proibir as touradas também poderia ser utilizado para ser contra proibir coisas como os casamentos de menores ou a mutilação genital. Tudo em nome da "tradição".
Os partidos que estão ao serviço do lobby das touradas não têm o meu voto. O que facilitará imenso a minha decisão para o ano: PAN ou BE.
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De Anónimo a 06.07.2018 às 20:13

seria preciso muita coragem para acabar de uma vez com o que está errado, e as touradas são um espectáculo degradante, bárbaro e desumano que está muito errado, estamos no séc.XXI evoluam e tenham coragem não se acobardem e tomem a decisão correcta, mas o que conta são os votos ,já me esquecia e os interesses por trás deste espectáculo estúpido e violento. Tenho vergonha de viver num país que permite e defende este tipo de "cultura" e tradições caducas
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De V. a 06.07.2018 às 22:45

Eu não gosto de touradas — mas não devem ser partidos que somados têm para aí 5% dos votos a aproveitar uma coligação manhosa para passar leis que não correspondem ao sentimento das pessoas fora dos condomínios fechados na Expo onde vive o tipo do PAN (provavelmente nunca viu uma barata quanto mais um boi).

Repito, por mim já tinha acabado — mas não é só a minha op que conta. Para votar directamente em questões deste género estou disponível. Para alimentar partidos de causas e fascistas de esquerda, não.
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De Anónimo a 06.07.2018 às 23:53

Em primeiro lugar, o BE teve 10,2% dos votos na última eleição e o PAN teve 1,4% dos votos, o que somado dá 11,6% dos votos (o PEV seria mais complicado de incluir visto que está coligado com os reaccionários do PCP).
Em segundo lugar, os partidos minoritários também têm o direito a expressar-se na Assembleia da República. Se não gosta disso, aconselho-o a emigrar para a Rússia de Vladimir Putin.
Eu não vivo num condomínio fechado da Expo (tomara eu ter dinheiro para isso) e não conheço uma única pessoa que aprove o ritual sádico a que chamam de "touradas". Cá para mim "V." é que parece estar completamente desligado da realidade.
Aqui o "fascista de esquerda" parece-me você que, à semelhança dos reaccionários de esquerda do PCP, está do lado do lobby das touradas.
Se touradas é "tradição" ou "cultura", então canibalismo é "gastronomia".
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De V. a 07.07.2018 às 01:32

Tudo isso são juízos de valor e lógicas bastante questionáveis e comparações entre coisas que não têm relação nenhuma.

Em relação às touradas, existe um fundo histórico e um enquadramento cultural para as touradas que nem sequer é só Português — e quem não vê isso está deliberadamente a utilizar argumentos falaciosos que exprimem radicalismo. Agora se o fenómeno tem lugar na nossa actualidade e dentro dos nossos valores isso sim já pode ser questionado e a forma correcta de o equacionar — e é por aí que vocês têm de apresentar a questão. Não é só "vamos proibir as touradas porque vocês são de direita e são umas bestas".

Quanto ao direito que partidos minoritários têm para expressar-se concordo — agora aproveitar uma coligação pós-eleitoral para passar leis que correspondem a posições minoritárias já não concordo e posso questionar eticamente a honestidade intelectual de quem as propõe — invocarem direitos democráticos para não serem representativos não vale.

Quanto a ir viver para a Rússia de Putin não tenho grandes dúvidas de que isto a continuar assim um dia as pessoas normais vão ser obrigadas a fugir para lá.
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De Anónimo a 07.07.2018 às 13:39

O que é que você entende por "normal"? Ser um sádico que apoia rituais a que chamam de "touradas"? Então posso assegurar-lhe que você não é minimamente "normal".
E olhe que na Rússia de Putin não há touradas e para eles isso é coisa de latinos.
Quanto às coligações pós-eleitoral, nem me faça falar nos reaccionários do CDS...
Em muitos países do mundo existe um fundo histórico e um enquadramento cultural para a mutilação genital... Não vá por aí...
E ser contra as touradas não tem nada a ver com ser de esquerda ou de direita mas sim com ter bom senso, coisa que nem você nem os reaccionários do parlamento têm. Como se pôde ver, há idiotas tanto à esquerda (PCP e PS) como à direita (PSD e CDS). Já na vida real encontro pessoas que têm os neurónios a funcionar e são contra estes rituais. Essas pessoas são tanto de esquerda como de direita. Como eram no caso da eutanásia mas um parlamento reaccionário decidiu impor os seus dogmas ao povo português.
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De Vento a 08.07.2018 às 09:20

Ao anónimo dolorido: os reaccionários do parlamento, os da esquerda coitadinha, nunca deviam propor estas anormalidades de acabarem com as touradas. Isso é para pretender mostrar aos seus seguidores que não têm mais nada na cabeça para tratar. Estaline e Hitler também manigavam em torno de cantilenas para entreter seus pagodes. O pessoal da esquerda coitadinha, onde se inclui o PS à Costa, gosta é de samba. Mas estão no país errado.
O mesmo aconteceu com a eutanásia, os reaccionários estalinistas e nazistas da esquerda coitadinha bem que buscam criar a raça pura e digna. Não lhes basta a matança que designam por IVG. Aceitam a matança de uma vida humana e condoem-se com umas alfinetadas no touro. Dir-me-á que alguns da dita direita também se chegam à frente. Pois.

O dogma da esquerda coitadinha é pretender transformar-se a ela mesma em dogma. Pensam que são os únicos que vivem no país. Os outros gajos e gajas estão no sítio errado.
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De Anónimo a 07.07.2018 às 15:08

Que "V." é escumalha fascista não há grandes dúvidas. E um grande anormal, pois de normal nada tem.
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De V. a 07.07.2018 às 21:03

Está visto que não consegues passar desse registo monocórdico e primitivo — deve ser de soprares tanto naqueles pífaros aborígenes com que abrilhantas as tardes na Baixa, sentado no chão da Rua Garrett, com um cão escanzelado ao teu lado. Ao menos trata como deve ser do bicho.
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De Sarin a 06.07.2018 às 22:55

Não gosto de touradas. Acho bárbaro, acho maldoso, acho irreponsável.

Mas sou contra a proibição das touradas.

Sou a favor da proibição de qualquer arte ou desporto que inclua ou exponha animais a situações de sofrimento ou de condicionamento, incluindo a antropomorfização. É acabar com Touradas, dressage, cãezinhos a rebolar e a dar a patinha porque é giro e jardins zoológicos com animais fora do seu clima para que os vejamos ao vivo.

Acabar apenas com as touradas é ser hipócrita e é ignorar que há toda uma economia própria no assunto, não é apenas questão cultural - tal como alguns dos que a querem liquidar não o querem só pelo bem-estar animal.

Jardins zoológicos são fundamentais para salvar algumas espécies - que o sejam no habitat delas. Caramba, nunca vi um lince da Malcata no zoo de Lisboa!

E para os radicais da abolição: vão-se lixar, pá! Barafustem pelo bem-estar animal (estamos muito melhor, haviam de ver a legislação antes de 2007!) mas não enfardem mais proteína animal do que aquela que necessitam. Nem menos: o homo sapiens sapiens é omnívoro, precisa de ingerir proteína e gordura animal. Ou então salvamos os touros e suínos e matamos as cobaias e os ratinhos de laboratório porque ficaremos ainda mais dependentes do verdadeiro DDT - o medicamento.

Educar, educar, educar! É assim que se acaba com a barbárie.
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De Anónimo a 06.07.2018 às 23:54

Se não consegue compreender a diferença entre matar animais para a alimentação e matá-los para rituais sádicos, então precisa de um exame ao cérebro.
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De Sarin a 07.07.2018 às 00:12

Parafraseando Scolari: e o cérebro sou eu?!
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De V. a 07.07.2018 às 12:40

ahahah
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De Sarin a 07.07.2018 às 00:45

Fui sarcástica há pouco. Não o lamento, mas lamento que não tenha percebido rigorosamente nada do meu comentário. Explico:

Querer a abolição das touradas por causa do sofrimento do animal mas ignorar as condições em que alguns animais para consumo alimentar são criados é pura hipocrisia. E dá argumento aos defensores, ser contra ou a favor por conveniência - é que para eles as touradas são convenientes, por lazer ou por rendimento.

Precisamos de proteína e gordura animal, somos omnívoros; mas não precisamos de comer desmedidamente - o que obriga a produções cada vez mais intensivas, e a falta de espaço é um problema real. Não vejo nenhuma campanha pela reeducação alimentar.

Se nos tornarmos vegan, como clamam alguns dos radicais, acabaremos a usar suplementos e medicamentos - que são testados, sob condições controladas, em cobaias e ratos (cobaia é uma espécie, não um ratinho de laboratório como muita gente supõe). Ou seja, troca uns animais por outros, e de novo a conveniência a ditar a atitude.

E o animal não sofre apenas quando verte sangue ou passa fome ou perde espaço de movimento; substituíram-se as jaulas dos zoo para que os animais ficassem menos expostos ao stress da confinação - mas e o clima?! Ou a pegada ambiental da climatização? Tudo para que os possamos ver ao perto. Conveniente, portanto.
Ou o Dressage, cavalinhos lustrosos e bem alimentados a pular nas patas traseiras e a andar contra-naturalmente de lado para que, basbaques, aplaudamos. Muito fino... e conveniente.

Portanto, talvez o seu cérebro não precise de ser examinado - mas aconselho-o a rever argumentos e valores. A capacidade de Interpretação não sei se irá a tempo, mas se puder aproveite... não costumo pedir tal, por princípio; mas é por conveniência minha que lho digo - é cansativo explicar-me a quem não percebe o que lê e ainda é mal-educado quando o evidencia.
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De O Gajo a 07.07.2018 às 12:14

Usemos a simplicidade. Existem alternativas ao padrão de consumo actual? Não. O sofrimento animal hoje em dia é considerado, médica e legalmente, nas explorações intensivas? Sim. As touradas para além do propósito de entretenimento têm um outro? Não.

Percebendo-a, aliás podíamos ainda aludir ao sofrimento desnecessário por que passam os animais nos matadouros, não me parece argumento, em prol da legalidade actual das touradas, usarmos essa sua lógica. Aliás extendendo-a a outros assuntos era meio caminho andado para nada fazermos sobre coisa alguma pois existem sempre situações mais extremas que secundarizam outras.

As touradas têm tanto sentido como permitir que se matem gatos pretos. Não existem argumentos racionais que suportem a legalidade de espetáculos cujo atractivo seja, exclusivamente, um gosto atávico pelo sacrifício - em nome da fertilidade dos campos e das boas colheitas, como subjazia ,na génese , neste tipo de espetáculos

Aliás os Circos e os parques zoológicos são anacronismos. A conservação /preservação podem fazer-se noutro tipo de infraestruturas -parques naturais
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De Sarin a 07.07.2018 às 15:05

Simplifiquemos ainda mais: o problema é o palavrão "proibir" e a palavrinha "tourada".

A proibir, que se proíba o atentado ao animal, e abarcará o Dressage (sabe melhor do que eu o que se passa com os tendões dos animais) e outras actividades onde o animal age apenas para gáudio da mole humana que assiste. Não temos que moralizar os espectáculos dos outros, nem hierarquizar o sofrimento dos animais. Proibe-se transversalmente e pelos animais, ponto. É o que defendo.

Mas defendo uma proibição faseada, que dê tempo à reconversão dos sectores - e que não admita as habituais prorrogações.
Porque as pastagens reconvertem-se, mas o que faremos ao gado taurino, equino, etc? Matamo-lo? Obrigamos os produtores a sustentarem os animais sem terem qualquer retorno? Subsidiamos os ganadeiros (ainda mais), mas agora para não produzirem?

Sou contra as touradas.
Sou contra as proibições por meios motivos.


Sobre os hábitos de consumo, e cf outras conversas, o Estado não tem que, nem deve, controlar o que comemos. Mas pode fazer campanha por uma terça parte de boa posta Mirandesa ou por uma delícia de 1/2 franguinho da Guia, 1/3 da saborosa espetada Madeirense ou um naco de vaca do muito especial Cozido das Furnas.
Bem-estar animal, Saúde Pública, Ambiente, e o palavrão mais lindo: Sustentabilidade.
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De O Gajo a 07.07.2018 às 20:20

Mas é claro que podemos hierarquizar o sofrimento animal. Até podemos medicamente aferi-lo. E claro que a proibição tem que ser faseada. E em teoria referendada.

E não, não comparo a Tourada ao Dressage , nem ao Hipismo. Não seria sério. Sarin,

https://youtu.be/knCj92zA0tU

https://goo.gl/images/62YT62
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De Sarin a 08.07.2018 às 10:45

Lamento ouvir-lhe que podemos dizer "o sofrimento dos touros é mais importante que o sofrimento dos cavalos". Há sofrimento tolerável e sofrimento intolerável - para o animal. Para mim, são ambos sofrimento infligido por egoísmo humano desnecessário à sovrevivência da nossa espécie, logo intoleráveis.

Sabe que há muitos colegas seus que dizem que o touro não sofre quando bandarilhado, certo? Para mim sofre o touro e sofre o cavalo do dressage e sofre o urso do zoo. Simplesmente o touro leva uma vida suave até lhe vermos sangue.
Não costumamos ver os cavalos a serem dopados para actuarem com lesões, não costumamos ver a apatia do urso com o calor. Entre um sofrimento pontual e um sofrimento contínuo, como dizer que um é mais honesto??
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De O Gajo a 08.07.2018 às 13:45

Sarin, discordamos. E não vem nenhum mal ao mundo por isso
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De Sarin a 08.07.2018 às 17:59

Não é a primeira vez e não será a última
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De Vento a 08.07.2018 às 09:28

A IVG, ou o aborto, ou a matança, também diz respeito, entre outros atributos, a grandes cérebros. A esquerda coitadinha e alguns outros dizem ser um avanço civilizacional.
Eu já vi que estão de acordo com a matança, preferem a corrida à espanhola.
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De Anónimo a 08.07.2018 às 15:48

Coitadinho é o teu cérebro, "Vento", se é que o tens.
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De Vento a 06.07.2018 às 23:08

Eu até vejo bastante compaixão nas touradas. É rara a vez que não veja alguém abraçar os cornos ao dito cujo, isto é, ao cornudo. Até lhes chamam de forcados, mas não vejo forca alguma. Só não concordo que apalpem e agarrem o rabo ao bicho. Isto é que é demais!

A tourada espanhola é que é misericordiosa, estes usam a eutanásia em praça. Aqueles é que são avançados civilizacionais e percebem o que é isto de morrer com dignidade. Onde já se viu submeter um bicho a uma vida com os cornos expostos?
O que deve acabar é a discriminação nas touradas. Devia haver quotas, para as vacas também poderem dar cornadas, exporem os cornos, serem abraçadas nos cornos - mas sem apalpanços e agarranços dos rabos das bichinhas - e submeterem-se à eutanásia; se for corrida à espanhola. Mas não pode ser qualquer vaca, tem de ser vaca brava.

Ao que sempre me oporei é que comam os túbaros dos bichos. Isto é que deve ser preservado para fertilização dos solos. Temos de avançar em termos de sustentabilidade biológica.
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De Anónimo a 07.07.2018 às 20:38

A cabeça levou-a o "Vento".
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De Vento a 08.07.2018 às 09:00

És uma linda, pequena.
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De Anónimo a 06.07.2018 às 23:37

"...la fiesta más culta que hay en el mundo"

Federico Garcia Lorca.

Pessoalmente, e nos nossos dias, recomendo Ponce....


JSP

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De júlio farinha a 07.07.2018 às 03:47

Tradição, tradição era a luta dos gladiadores. Matavam-se uns aos outros no final do espectáculo conforme apontava o dedinho do imperador. Para além do tradicional argumento da tradição, junta-se-lhe, agora, o do sentimento do povo. Não há coragem para acabar com a barbárie nem cultura que se imponha à falta de sentimento. Se fosse ao Costa decidia sozinho - para seguir a tradição - e construia uns circos em Barrancos, nos Açores e Vila Franca, para começar, e punha lã uns fulanos presos de delito comum a guerrear com os representantes dos defensores das touradas. Quanto a ser a educação e a cultura a acabar um dia com as touradas, não me parece. O Miguel Sousa Tavares é um ligeiro defensor das ditas.
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De Sarin a 07.07.2018 às 11:19

Educação para os valores humanos na noção de que não estamos sós no Planeta.
Haverá sempre quem não concorde, mas as tradições caem quando deixam de ter praticantes ou audiência - que se afastam por discordância, não por desinteresse. É que o desinteresse muda facilmente; a discordância de valores não.

MST pertence a uma geração para quem a tourada era arte e lazer e demonstração de coragem. É ligeiro defensor. Os seus bisnetos pertencerão a uma geração diferente. Serão mais ligeiros, talvez.
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De Anónimo a 07.07.2018 às 15:09

O Miguel Sousa Tavares nunca me pareceu lá muito bom da cabeça. Inclusive uma vez insultou os palhaços ao compará-los com o Cavaco Silva.
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De Rão Arques a 07.07.2018 às 07:43

Deputados nem regionais nem da nação, pardais de ninho.

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