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A propósito de Bolsonaro

por jpt, em 03.10.18

jair-bolsonaro-tiro.jpg

 

Mais dois textos péssimos sobre Bolsonaro, o "Quem tem medo de Bolsonaro" no "Público" e o "#VocêsTambémNão" no "Observador". Ambos higienizam Bolsonaro, até dulcificando-o. O primeiro é mais simples, criticando as deputadas portuguesas por protestarem com o candidato fascista brasileiro mas sem se oporem a Maduro, o títere venezuelano, o que lhes ilegitimará a "virtude" denunciatória. Sim, tem alguma razão, e vários factores justificam a nossa atenção na Venezuela - o respeito pelos princípios democráticos logo à cabeça, a grande comunidade emigrada e lusodescendente, o facto de ser um enorme produtor de petróleo e, claro, a rábula do "Magalhães", mais um item da tramóia socratista que até hoje assombra o nosso país.

Mas este argumento, que é muito comum, tem algo que se lhe diga: é que políticos, articulistas e locutores de redes sociais que se aprestam a invectivar Maduro também se calam face a Duterte, excepto, porventura, quando o pérfido líder do maior país católico asiático insulta o papa; e se protestaram contra o (ex)marxista Mugabe nada dizem face aos desmandos do (nada)marxista Museveni; e se lhes ocorre criticar a teocracia iraniana não leio muitos "militante do CDS" - como assina Borges de Lemos, assim explicitamente associando o seu partido na tralha que alinhavou - a invectivarem a ditadura ateocida saudita, nem a do Qatar, para onde a Federação Portuguesa de Futebol, organismo tutelado pelo estado, contribuiu para enviar o apetecível negócio do Mundial de futebol. Ou seja, se isto é para criticar os zarolhos, então é melhor que o "militante do CDS" que desarticula no "Público" se dezarolhe, tal como os seus concordantes se devem dezarolhar. Porque assim estão a cuspir para o ar, a ilegitimarem as suas "virtudes" críticas, políticas.

O segundo texto, de Rui Ramos, é mais refinado, a expressão alta, editada, em voz de intelectual relevante de uma linha de textos em jornais e redes sociais de figuras menores sobre esta matéria. Confesso a minha irritação, repulsa mesmo, vendo que pessoas que se reclamam de uma direita democrática (ou mesmo de um centro-direita) - os termos valem o que valem, acima de tudo têm usucapião simbólico - diante da erupção de um tipo como Bolsonaro num país que nos é tão relevante (política, cultural e economicamente) como o Brasil, têm como pulsão da escrita não a crítica a esse energúmeno mas sim à dos críticos ao energúmeno. Para Ramos a questão da ascensão de Bolsonaro, tal como a anterior de Trump - assim elidindo que, por menos que se goste de Trump, os discursos de ambos não são compagináveis -,  centra-se nisto: a malevolência dos discursos e práticas da esquerda radical. Isto não é, como faz com muito tino, Luís Menezes Leitão considerar que as modalidades histriónicas de luta anti-Bolsonaro são incompetentes, alienam opositores. Isto é apontar o cerne da questão à esquerda e não ao movimento fascizante. 

Isto tem dois corolários e uma dimensão prévia: o primeiro é, que pela ausência de discursos de políticos, de intelectuais e de sub-intelectuais de direita/centro e até mesmo da esquerda democrática - e decerto que em muitos casos por higiene, pela aversão dos hipotéticos locutores em se verem misturados com o trauliterismo da extrema-esquerdalhada -, se deixa o monopólio do repúdio aos movimentos anti-democráticos às expressões dessa extrema esquerda e da esquerda folclórica. Há o abandono de um campo de (re)afirmação dos valores democráticos a esse corropio de agit-prop. E depois queixam-se que são estes desvairados movimentos que causam e/ou reforçam os fenómenos à extrema-direita. Isto tem algum fundamento? Em tudo isto há mesmo o matizar da bestialidade, que transpira condescendência: "Bolsonaro tem um jeito agressivo e grosseiro", reduz Ramos! Estará o autor a brincar? Ou está a deixar que só entre a tatuada Isabel Moreira e os enverhoxistas Rosas e Fazenda se diga o óbvio: que Bolsonaro é um fascista do piorio, completamente avesso aos valores democráticos - esses mesmos que o centro e a direita afirmam.

O segundo corolário bem que se casa com este, e vem, até por coincidência, no belo texto de ontem de Adolfo Mesquita Nunes,  "A afirmação da direita" no "Diário de Notícias: uma direita politicamente deprimida e intelectuamente deficitária que pensa a realidade em função do posicionamento da esquerda (seja lá o que esta for), esta é que é o pólo dinamizador ("a esquerda não gosta do Bolsonaro?" "então eu até nem digo mal do gajo").

E nisto tudo continua-se a dizer uma semi-verdade que é de facto uma falsidade ("com a verdade me enganas"): que são estas expressões trauliteiras e maximalistas, estas tipas com as mamas e as bundas à mostra nas manifestações, que reforçam os bolsonarismos, que os causam, que é a extrema-esquerda que os "empodera" (como agora se diz em péssimo português). Não é verdade, o que potenciou Trump - fenómeno que R. Ramos associa ao de Bolsonaro - foi, em primeiríssimo lugar, a incapacidade dos republicanos (da direita americana, se se quiser) de promover dentro de si (Trump nem era do partido, convém lembrar) uma alternativa enérgica e consistente o suficiente para enfrentar uma estafada Clinton. Tal como o que reforça Bolsonaro é a incapacidade do centro e da direita brasileira (naquele espectro político demencial) de afirmarem movimentos e personalidades o q.b. significantes. Essa é a verdade factual, não são os guinchos da Isabel Moreira, quais bateres de asas da borboletas no Atlântico Austral, que há limites para isso da "fractalidade" fazer medrar o mal.

Esta esquerda folclórico-neocomunista demoniza os adversários do momento, como o RR avança? Sim. E nós, bloguistas portugueses vimos isso em Portugal, e até podemos sorrir na memória, como Pacheco Pereira do Abrupto era o diabo na terra, a reencarnação de Primo de Rivera ou coisa assim e desde que passou a ser o ideólogo da geringonça regressou ao estado humano. E notei-o, chocado, no meu regresso ao país, nesta constante invectiva dos geringôncicos socratistas aos seus críticos como "invejosos, ressentidos, ressabiados", o tal argumento que imputa deficiência moral ou doença mental (ranço/podridão, raiva) aos adversários políticos, típica modalidade bolchevique. E está espalhado esse tique velho-comunista. Mas, sem rodeios, não é essa a questão importante face ao bolsonarismo.

Finalmente, há o tal ponto subjacente. É que o matizar da relevância bolsonar, esta remetência para uma mera "grosseria", estes sorrisos que se vão vendo nos textos e sub-textos das redes sociais diante de um aparente mero "politicamente incorrecto", esta pulsão da escrita direccionada para a crítica ao críticos e não para a imundície, denota algo de profundo: em muitos, para além do paroquialismo do isabelomoreiracentrismo, há uma muito superficial (para não dizer pior) adesão aos valores democráticos. É isso que sai por todos os poros destes textos, por mais militantes ou simpatizantes do partido de Amaro da Costa, Francisco Lucas Pires ou Mesquita Nunes surjam. De facto e se, tal como o RR escreve, não há grandes diferenças entre Sanders e Trump quanto à valia dos tratados internacionais também não há grandes diferenças quanto à valia dos principios democráticos entre os Fazendas e Mortáguas e estes redutores de Bolsonaro a um atrevido algo grosseiro.

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410 comentários

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De Luís Lavoura a 03.10.2018 às 10:40

o Qatar, para onde a Federação Portuguesa de Futebol [...] contribuiu para enviar o apetecível negócio do Mundial de futebol

Não vejo por que não haveria de ter contribuído.

A FPF deve, entre outras coisas, tentar promover o futebol em países onde ele ainda é pouco jogado. Como o Qatar.

O futebol, ou qualquer desporto, não deve ser uma coutada de europeus e sul-americanos. Outros países também devem ter odireito a jogá-o, e a organizar campeonatos.

E não se trata de um negócio muito apetecível. Organizar grandes competições desportivas é financeiramente muito arriscado. E quem melhos que o Qatar para poder suportar tais riscos?
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De Sarin a 04.10.2018 às 16:51

Marginalmente ao tema do postal, relembro-lhe que a FPF, como instituição de um Estado Democrático, deve velar pelo futebol mas deve também zelar os princípios democráticos. Poderia apontar-lhe a falácia que é achar que o Qatar vai receber o Mundial como medida de divulgação e incentivo ao desporto, mas iria criar um debate ainda mais marginal.

O postal centra-se, e bem, na mania que tanta gente tem de zelar meios e fins em vez de Princípios, velados olhos que os guiam. É uma pena o Luís Lavoura desviar o olhar para o acessório, ainda mais quando o centro é algo tão iniquamente excêntrico.
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De jpt a 04.10.2018 às 17:17

Obrigado pela sua caridade Sarin
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De Sarin a 04.10.2018 às 17:50

Não sei se o Luís Lavoura é personagem ou pessoa, mas na hipótese de ser pessoa não sei se me incomodam mais as ideias que por vezes partilha, as piadas indirectas de que é alvo ou a inércia que demonstra perante estas.

Não foi caridade, foi respeito pelo tema e alguma urticária com o desviar da atenção mas também com a indicação do bo(m)bo da festa. Olhe que, sem se desviarem do tema, surgiram potenciais alvos bem mais caricatos - como se não tivessem percebido nadinha daquilo que o jpt escreveu...
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De Luís Lavoura a 04.10.2018 às 18:01

Sarin, em minha opinião a FPF não tem nada, mas mesmo nada, a ver com as caraterísticas (anti-)democráticas dos outros países onde se joga, ou deveria jogar, futebol. Em minha opinião o desporto não deve ter nada, mas mesmo nada, a ver com a política. Os habitantes do Qatar, já bem lhes basta estarem submetidos a uma ditadura, ao menos que tenham o direito de jogar e de ver jogar futebol; não devem ser punidos, ostracizados do mundo do desporto, pelo facto de o regime do seu país ser ditatorial.
Estou completamente contra os boicotes que alguns países aplicam a outros no campo desportivo.
O business da FPF deve ser somente promover o futebol. Não deve ser um braço armado do Estado português para punir países que ele não aprecie.
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De Sarin a 04.10.2018 às 19:37

Caramba, o Luís gosta mesmo de Bolsonaro!!!! Só assim consigo perceber a insistência em discutir questões marginais ao texto!!!
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De jpt a 04.10.2018 às 22:13

eu acho que ele (o LL) é uma personagem. Se fictícia ou verdadeira é que já não sei ...
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De jpt a 04.10.2018 às 22:13

mas também, confesso e afianço, o DO sem o LL não seria a mesma coisa ...
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De Luís Lavoura a 05.10.2018 às 10:58

Se a questão era marginal ao texto, então para que é que lá estava escrita?
Eu leio os textos por inteiro. Com cuidado. Comento aquilo que acho que devo comentar. Quer seja o assunto principal ou um assunto secundário no texto. E sempre fiz assim. Não é de hoje.
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De Sarin a 05.10.2018 às 11:28

Bolsonaro e os motivos dos atacantes dos seus atacantes merecem-lhe palavras nenhumas, antes a analogia pequenina?

Tem razão, não é de hoje e não me é novidade... enfim, Eu mereço!

PS: as minhas desculpas.
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De jpt a 06.10.2018 às 23:09

Sarin o LL só me quer chatear, o resto é secundário
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De Sarin a 06.10.2018 às 23:18

A si e a outros autores, pela mesma lógica...


O P.S. era para si, já agora.
E, já-agora-também, estou chateada consigo pela ausência de resposta. Mas não é por isso que não tenho visitado O Flávio, que desejo de boa saúde.
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De jpt a 06.10.2018 às 23:26

O Flávio tem andado parado - eu acho piada, já que alude ao meu blog, que me apareçam aqui tipos com remoques ao meu anonimato, anónimos eles próprios, quando até um blog com o meu nome tenho. Falando a sério há mesmo um problema cultural, um furibundismo que faz fenecer
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De Sarin a 06.10.2018 às 23:36

Desta vez foi por excesso de tabalho, mas sim, também já tive paragens por falta de pachorra... mas é dar demasiado poder a quem não o merece, isso de fenecer. Umas férias ocasionais, prontes, 'tá bem, ...
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De jpt a 06.10.2018 às 23:08

Eu explico Lavoura - se há gente tão preocupada com a ditadura islâmica iraniana porque razão são tão amigos da ditadura islâmica quatari (será assim que se escreve?), e depois vão protestar com os que protestam com Bolsonaro e não com Maduro? O resto são moelas ...
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De Luís Lavoura a 08.10.2018 às 09:35

Eu concordo completamente que nos devemos preocupar com a ditadura islâmica qatari. Mas discordo totalmente que essa preocupação seja levada para o campo do desporto. Política e desporto devem estar separados.
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De jpt a 08.10.2018 às 10:08

O dever-ser é uma coisa. O ser é outra. De facto política e desporto estão mais do que conjugados. Aliás, como disse Clausewitz, "O desporto é a continuação da política por outros meios". Mas, de facto, eu não estava nem estou a advogar isso, apenas refiro que um organismo tutelado pelo governo está inserido numa importantíssima actividade planeada para o Qatar (e eu não estou a dizer que não o deveria estar) e que a locutores, prolixos ainda para mais, que tanto vituperam o Irão não lhes ocorre reflectir sobre o assunto. E que depois criticam os críticos de Bolsonaro que não criticam Maduro: é, rigorosamente, apenas isso. A constatação do paleio vácuo de muita gente.
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De JOTAPA a 19.07.2019 às 00:41

"A guerra é a continuação da política por outros meios"

Carl Phillip Gottlieb von Clausewitz
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De O sátiro a 05.10.2018 às 15:22

A questão do Qatar é mais do que promover o desporto. ...uma autêntica falácia porque há centenas de países que precisam do mesma promoção.
O problema é que implicou ALTA corrupção compra de votos ( creio que a nossa FPF estará a salvo...) e a exploração selvagem da mão de obra imigrante para construir os estádios e infraestrutura. Qatar é um país minúsculo sem população para um mundial.
Tudo isso. .. ALTA corrupção e exploração selvagem dos trabalhadores fazem desta escolha uma vergonha ASQUEROSA da Fifa.
Aliás Sauditas Emirados e outros Estados tb pouco recomendáveis mas com muito melhores condições têm alertado a Fifa para toda esta podridão.
Mas os muitos milhões gastos nos votos falam mais alto
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De jpt a 06.10.2018 às 23:29

eu nem falo dessa questão, a anunciada corrupção na FIFA - nem avento a hipótese disso ter acontecido na FPF. Apenas refiro que não choca aos adversários do Irão que um organismo sob tutela estatal articule com a ditadura quatari
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De O SÁTIRO a 07.10.2018 às 23:20

nisso concordo.
aliás, eu leio quase todos os dias noticias "oficiosas" sauditas (como de todo o mundo...) e eles são dos mais acérrimos defensores da anulação do mundial no Qatar....
e também inimigos do irão, como é óbvio..
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De jpt a 08.10.2018 às 08:53

sim, mas isso são coisas lá entre eles. Eu abordava o zarolhismo nacional, que segue muito ufano da sua visão de largo espectro ...
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De Cláudia Casarinni a 14.10.2018 às 12:13

A corrupção na FIFA ocorre desde sempre, mas ela se "profissionalizou" a partir da gestão do brasileiro João Havelange.
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De Anónimo a 03.11.2018 às 19:06

"A corrupção na FIFA ocorre desde sempre, mas ela se "profissionalizou" a partir da gestão do brasileiro João Havelange."
O Brasil não deixa de passar vergonha a nível internacional. Basta ler os comentários do HOMEM que assina com Cláudia não sei das quantas.
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De jpt a 03.11.2018 às 22:20

Há anónimos com fixações ...
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De Luís Lavoura a 08.10.2018 às 09:39

1) Qual é, precisamente, o mal de a FIFA ser corrupta?
Naturalmente que os corruptos e os corruptores devem ser identificados e penalizados. As pessoas corruptoras, quero eu dizer. O Qatar é um país, não deve ser penalizado.
Mas, repito, não me parece que tenha grande mal a corrupção na FIFA.

2) Quanto à exploração dos trabalhadores, haveria uma coisa ainda pior do que ela - não serem explorados. Os trabalhadores são explorados mas, pelo menos, ganham as suas vidas (e geralmente ganham também para alimentar as suas famílias). Se não estivessem a ser explorados provavelmente estariam a morrer à fome. Prefiro ter indivíduos explorados a construir estádios inúteis do que ter indivíduos a morrer à fome.
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De jpt a 08.10.2018 às 10:09

um oitocentista, hein ...
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De Anónimo a 06.10.2018 às 10:45

Claro que o facto de no Qatar se utilizar mão de obra semi escrava, (quando não é escravatura mesmo !), não importa nada, o Maduro da Venezuela é que é um bandido do pior !
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De jpt a 06.10.2018 às 23:29

o Qatar também não serve para arejar o sacana do Maduro
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De Anónimo a 09.10.2018 às 18:05

A grande maioria dos brasileiros não leu os Programas de Governos do Haddad e do Bolsonado. Então aqui vão alguns temas importantes para que façam uma análise pessoal::

Comparativo dos programas Bolsonaro e Lula/Haddad:

*IMPOSTOS*

- Bolsonaro: redução da carga tributária e aumento da receita destinada aos municípios (pág 58)

- Lula/Haddad: ciar imposto sobre a exportação (pág 41), criar imposto sobre lucros e dividendos (pág 42) e aumentar o imposto territorial rural (pág 56)

*IMPRENSA*

- Bolsonaro: rejeição a qualquer regulação ou controle social de mídia (pág 7)

- Lula/Haddad: implantar mecanismos de regulação da imprensa e criar uma empresa pública de comunicação para expor o posicionamento do governo (pág 16)

*OPERAÇÃO LAVA JATO*

- Bolsonaro: a justiça deverá seguir o seu rumo sem interferências políticas (pág 15)

- Lula/Haddad: promover uma reforma do sistema judicial para reduzir o poder de investigação do ministério público federal (pág 6, 15)

*SEGURANÇA*

- Bolsonaro: tolerância zero com o crime (pág 10) e redução da maioridade penal (pág 32)

- Lula/Haddad: desmilitarização das polícias (pág 31) e iluminação com led nas ruas (pág 54)

*MINISTÉRIOS*

- Bolsonaro: reduzir os 29 ministérios existentes atualmente (pág 17)

- Lula/Haddad: criar 6 novos ministérios (pág 19, 20 e 55)

*DITADURAS SOCIALISTAS*

- Bolsonaro: deixar de louvar ditaduras assassinas socialistas (pág 79)

- Lula/Haddad: desenvolvimento da infraestrutura de países do Mercosul (incl a Venezuela) (pág 11)

*AGRONEGÓCIO*

- Bolsonaro: Segurança no campo, políticas para consolidar mercado interno, abrir novos mercados externos, melhoria da logística de distribuição (pág 69)

- Lula/Haddad: regulação do agronegócio para evitar ampliação de grandes latifundiários. Implantar reforma agrária e distribuir terras ao MST (pág 56)

*CONSTITUIÇÃO*

- Bolsonaro: total respeito e obediência à constituição (pág 6)

- Lula/Haddad: estabelecer um novo processo constituinte para aumentar o poder do estado (pág 6)

*PRESÍDIOS*

- Bolsonaro: prender e manter presos quem tiver cometido crimes (pág 30) e acabar com a progressão de pena e as saídas temporárias (pág 32)

- Lula/Haddad: reduzir a massa carcerária do Brasil através da liberação de presidiários (pág 33)

*SINDICATOS*

- Bolsonaro: contra a obrigatoriedade do imposto sindical (pág 64)

- Lula/Haddad: valorização de sindicatos e associações de trabalhadores (pág 40)

*DROGAS*

- Bolsonaro: Combate à ideologia da liberação irrestrita de drogas ilícitas (pág 26)

- Lula/Haddad: Promover a descriminalização das drogas (pág 32)
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De jpt a 09.10.2018 às 20:24

Obrigado pelo resumo. São, assim postas, diferenças mais do que significativas, mesmo dois modelos de sociedade. Depois haverá a habilidade de por os programas em prática, processos sempre muito ... diluídos
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De Anónimo a 09.10.2018 às 20:52

Definiu perfeitamente: são dois modelos de sociedade. sendo para salta aos olhos quem quer seguir a ordem e a constituição e quem as irá querer subverter.
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De jpt a 09.10.2018 às 23:05

depende do que se entende por ordem ... mas contrapor isso não valerá muito a pena porque recairá na argumentação da crença. Não vale a pena eu por-me a fazer futurologia. Bolsonaro é o que é, fará o que fará, será apoiado por quem o apoia. E vamos ver, felizmente de longe no meu caso
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De João Pedro Pimenta a 10.10.2018 às 00:47

Esse programa eleitoral reduzido anda por aí pela net. Assim à primeira vista, diria que o de Bolsonaro é bem melhor. Mas como já escrevi num discussão sobre o mesmo no FB, nesses programas há coisas que são muito genéricas ou ambíguas. Por exemplo, na parte onde diz que Haddad quer "Reduzir a massa carcerária do Brasil através da liberação de presidiários", podemos pensar em tudo. Pode até ser a aplicação de pena diferente de prisão a pequenos delitos e com isso impedir milhares de pobres diabos de se tornarem criminosos a sério nas tenebrosas prisões brasileiras. Por isso pode ser bom, sim.
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De jpt a 10.10.2018 às 08:33

Claro que sim. Mas olhando para este resumo dá para perceber duas visões ou pelo menos dois discursos radicalmente opostos.

Quanto à cena das prisões isso é óbvio - mas num país ao que consta avassalado pela criminalidade uma proposta securitária (que se inscreve na tipologia fascizante, claro) colhe imenso eco e a adversa, que pode parecer racional e socialmente positiva noutros contextos, é eleitoralmente letal

A discussão sobre as malevolências de Bolsonaro estão por demais poluídas pelas agendas politico-mediaticas europeias e norte-americana, estas também algo tresloucadas. Basta ver a critica americana no postal de hoje de LML - a insistência nas declarações sobre as mulheres (será interessante que efeito é que têm no eleitorado feminino) ou sobre homossexuais. Já vi imensa coisa sobre isso e para aí dezenas de vezes coisas com actores anglófonos homossexuais - não vi nada substantivo dedicado a temáticas socioeconómicas. E se há algumas décadas Sting apareceria para falar da Amazónia, que é a questão crucial pois irreversível, agora só me aparecem figuras públicas a falar de homossexualidade. Isto tem custos, como é - ou deveria ser - óbvio
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De Anónimo a 12.10.2018 às 03:16

Tem razão. Ele vem circulando na internet tem uns 2 meses e só resolvi postá-lo por expressar com veracidade a diferença entre alguns temas relevantes dos programas de governo dos 2 candidatos.
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De jpt a 12.10.2018 às 18:32

E fez muito bem. Por parcelar que possa ser o sumário é uma ajuda para melhor se compreender as diferenças dos projectos, principalmente para quem não acompanha em detalhe a vida política brasileira. Muito obrigado
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De Cláudia Casarinni a 14.10.2018 às 10:03

A BBC Brasil (o mais imparcial dos portais de notícias do Brasil) preparou um especial interativo com as propostas dos candidatos para 6 temas: educação e saúde, segurança, políticas sociais e direitos humanos, economia e emprego, política e corrupção e política externa.

As propostas foram levantadas com base nos Planos de Governo protocolados na Justiça Eleitoral, em informações publicadas em sites e redes sociais oficiais dos candidatos, em propostas enviadas pelas campanhas para a BBC Brasil e, por fim, em propostas feitas em entrevistas e debates eleitorais.

LINK-> https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45780779
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De jpt a 22.10.2018 às 14:53

Com tantos comentários que este postal tem tido, e é muito de saudar isso, só agora reparei nesta indicação que deixou, e que é preciosa para o entendimento do processo para quem está de fora. Obrigado
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De Sarin a 22.10.2018 às 16:21

Que pena não ter este comentário surgido no dia do postal, parte dos leitores tê-lo-ão perdido... espero que publique esta ligação em vários postais, para que possa ser lido com atenção pelos mais interessados e pelos mais desinformados. Aos enformados não adiantará muito, mas nunca será demasiado promover a leitura. Aliás, irei divulgar também.
Obrigada pela partilha.
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De jpt a 23.10.2018 às 05:03

É uma pena, o postal continuou com uma boa dinâmica de comentários informativos, muito pela gentileza de Cláudia Casarinni, mas não sei se as pessoas que leram e comentaram aqui vão, na sua maioria, atentando nisso
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De Sarin a 23.10.2018 às 07:14

Desconfio que passados 4 ou 5 dias um postal perde a sua validade - geralmente é para consumo imediato. Fica para a posteridade, claro, mas será uma posteridade revisitada em tom de pesquisa arqueológica ou não fossem os postais de opinião sobre actualidade soterrados pela actualidade que lhes vai sucedendo. É, efectivamente, de lamentar que tais bons contributos sejam serôdios; mas antes assim que inexistentes.
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De jpt a 24.10.2018 às 07:30

Num blog muito actualizado (como, felizmente, o é este DO), e ainda por cima colectivo, é assim. Não o era tanto há uns anos (nos "bons velhos tempos" do bloguismo, diz o saudosista bloguista veterano), onde por vezes as conversas em torno de um postal continuavam (como este, ainda que com poucos interlocutores, e muito pela gentileza de Claudia Casterinni - que colocou vários contributos dialogante relevantes, ainda mais interessantes porque esta temática conduz por todo o lado a posturas abrasivas que aqui, excepto logo no princípio, têm estado ausentes)
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De Sarin a 24.10.2018 às 08:47

Sobre posturas abrasivas, respondi mesmo agora noutro postal: muitos comentadores e talvez a generalidade dos juízes da praça pública olham parangonas sem analisar factos, causas e consequências. Criticam acriticamente, valham-nos a Língua Portuguesa e as palavras homónimas.


No postal do Alexandre Guerra resumi a minha opinião sobre o que se passa realmente no Brasil - deixar que a insegurança e o cansaço votem sem que os eleitores defendam realmente as políticas votadas não costuma resultar em países democráticos, temos o exemplo do Brexit e das reviravoltas de Trump como exemplo. Menos provável é que resulte com um candidato que abertamente assume medidas que agridem os elementares direitos humanos - os pertinentes contributos de Claudia Casterinni têm apresentado as diferenças programáticas e as causas para a rejeição do PT. Infelizmente, não (me) mostra estarem os eleitores concordantes com aquilo em que votam, e é aqui que o processo democrático falha, no Brasil ou noutro lado.
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De jpt a 24.10.2018 às 07:36

E tem outra coisa, neste postal. Pelo menos fica-me como arquivo, para mais tarde, se for caso disso, buscar sensações, impressões e ligações a textos sobre este processo. Que virá a dar que falar, com toda a certeza
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De Sarin a 24.10.2018 às 08:49

Também é uma boa função; mas há textos que "estrategicamente" deixam de estar publicados, sabe disso certamente. Tenho vários arquivos desses...
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De jpt a 25.10.2018 às 08:51

Há textos que desaparecem (dos sítios dos jornais) e dos blogs (já nem falo das redes sociais). Isso sublinha algo que há mais de uma década me causa alguma inquietação - e que já questionei a historiadores. Como fazer o arquivo da internet, de modo a permitir futuras (e já presentes) análises. Alguém me dirá que o Grande Irmão tudo guarda, etc. e tal, mas o meu ponto é mais prosaico, onde é a Torre do Tombo? Quão exaustiva é ela?
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De Sarin a 25.10.2018 às 08:58

Penso que os arqueólogos que investigarão a net estarão dotados de conhecimentos que lhes permitam escavar entre dll e outras areias demasiadas para a minha camioneta de utilizadora.
Mas sim, a volatilidade - e talvez por isso ter sido éter e ser agora virtual - é uma característica perigosa para o Passado e para o Presente. Enfim, a pele e papiro e o papel também não são eternos - e com o tempo foram os suportes dos registos escritos ficando mais frágeis...
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De jpt a 25.10.2018 às 09:53

Sim, mas em termos mais realistas, há cerca de 10 anos foi a Maputo um muito conhecido historiador e homem da imprensa, professor universitário e também bloguista. Disse-lhe desta minha interrogação - por exemplo não são havia (e há) autores que apagam os blogs, como havia sistemas que desapareciam (o weblog.com.pt, no quel tive o meu blog durante anos). Disse-me ele que compartilhava da minha preocupação e que tinha uma equipa a projectar um projecto (julgo que para a Biblioteca Nacional ou instituito do Livro, ou coisa assim) para abordar o tema do arquivo da produção blogal e afinal - que será importante para se fazer a história desta época. Mas nunca mais ouvi falar do assunto ...
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De Sarin a 25.10.2018 às 10:16

Algumas plataformas agora anunciam que podemos fazer cópias de segurança, mas não sei se será prática comum. Sei que, à superfície, perdi quase tudo o que escrevi entre 1998 e 2015, com excepção de alguns textos que repliquei noutros formatos e guardei. Haverá algures um disco que tenha fiapos de tal informação? Na minha garagem um, talvez, tal como outros terão nas suas, e talvez assim pedacinhos de todos permitam reconstituir um pouco do que fomos - como sempre se fez, afinal; mas acredito que a generalidade das plataformas tenha registos mais duradouros, como aliás demonstrou o Facebook. O acesso a estes é que poderá ser mais ou menos dificultado, entre areias do tempo e areias legais.

Há várias bibliotecas internacionais dedicadas não apenas à liberação da informação mas também à sua preservação, parte delas ligadas a universidades e outras a centros de pesquisa; mas desconheço qual a informação cuja preservação priorizam.
O projecto que menciona seria extremamente valioso, a questão que coloco é como lidará tal projecto com estas coisas de Protecção de Dados e Propriedade Intelectual e Algoritmos.
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De jpt a 25.10.2018 às 16:38

As questões legais serão muito complicadas - eu ria-me quando se falava de direito sobre isto do blogar: blogando em Moçambique num suporte internacional como me poderiam assacar responsabilidades sobre a Galiza, por exemplo. Claro que há ordenamento internacional mas será muito complicado, não é apenas a comarca a decidir.
Mas o mais importante é que o bloguismo (e os grupos anteriores, as redes sociais hoje arqueológicas, yahoo e H5) foram importantes para a história da comunicação e etc. Como abordar isso se as coisas vão desaparecendo (e como negar o direito de apagar?). Tenho pena, já bloguei sobre isto, já falei com o tal historiador renomado e em vários outros círculos mas nunca ouvi nada de substantivo
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De Sarin a 26.10.2018 às 00:30

Sobre o direito de apagar, tenho algumas dúvidas: tem acesso pago a um jornal. Este acesso, nos moldes actuais, não se restringe às publicações do dia. Se mantiver o acesso durante 10 anos, o jornal terá o direito de apagar textos antigos? Nos blogues torna-se mais fácil - embora eu entenda que quando publicamos algo estamos a ceder aos outros o direito de ler, independentemente de vedarmos ou não o acesso. Não tenho FB, mas há muitos anos, quando tive, poderia restringir o acesso como quisesse que nada impediria os meus "autorizados" de reproduzir as minhas publicações; portanto, o meu direito de apagar estava, logo ali, comprometido. O mesmo num blogue, esfera na qual sou neófita; já os comentários via plataformas Disqus ou Perfis Sapo, por exemplo, podem apagar as notícias e os blogues que quiserem mas os comentários continuam a existir, continuam pertença do comentador (apesar da eventual reprodutibilidade).

É uma matéria complexa, difícil, intricada. Mas pertinente. Quando souber algo, avise ;) (desculpe lá este hieróglifo moderno da pestana à banda, é um piscar de olho à moda do milénio 2 D.C.)
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De jpt a 26.10.2018 às 07:07

Eu referi o direito a apagar relativamente aos blogs, páginas pessoais (sim, presumo que haverá possibilidades tecnológicas, que desconheço, de recuperar o seu conteúdo junto das plataformas). As publicações de comunicação social é outra coisa, lá está é comunicação "social".
Quanto a novidades duvido muito que as venha a conhecer - até porque a febre blogal amansou, agora está tudo, os da geração bloguistica, no fb e no twitter - e nunca vi referido o assunto.

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