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A propósito de Bolsonaro

por jpt, em 03.10.18

jair-bolsonaro-tiro.jpg

 

Mais dois textos péssimos sobre Bolsonaro, o "Quem tem medo de Bolsonaro" no "Público" e o "#VocêsTambémNão" no "Observador". Ambos higienizam Bolsonaro, até dulcificando-o. O primeiro é mais simples, criticando as deputadas portuguesas por protestarem com o candidato fascista brasileiro mas sem se oporem a Maduro, o títere venezuelano, o que lhes ilegitimará a "virtude" denunciatória. Sim, tem alguma razão, e vários factores justificam a nossa atenção na Venezuela - o respeito pelos princípios democráticos logo à cabeça, a grande comunidade emigrada e lusodescendente, o facto de ser um enorme produtor de petróleo e, claro, a rábula do "Magalhães", mais um item da tramóia socratista que até hoje assombra o nosso país.

Mas este argumento, que é muito comum, tem algo que se lhe diga: é que políticos, articulistas e locutores de redes sociais que se aprestam a invectivar Maduro também se calam face a Duterte, excepto, porventura, quando o pérfido líder do maior país católico asiático insulta o papa; e se protestaram contra o (ex)marxista Mugabe nada dizem face aos desmandos do (nada)marxista Museveni; e se lhes ocorre criticar a teocracia iraniana não leio muitos "militante do CDS" - como assina Borges de Lemos, assim explicitamente associando o seu partido na tralha que alinhavou - a invectivarem a ditadura ateocida saudita, nem a do Qatar, para onde a Federação Portuguesa de Futebol, organismo tutelado pelo estado, contribuiu para enviar o apetecível negócio do Mundial de futebol. Ou seja, se isto é para criticar os zarolhos, então é melhor que o "militante do CDS" que desarticula no "Público" se dezarolhe, tal como os seus concordantes se devem dezarolhar. Porque assim estão a cuspir para o ar, a ilegitimarem as suas "virtudes" críticas, políticas.

O segundo texto, de Rui Ramos, é mais refinado, a expressão alta, editada, em voz de intelectual relevante de uma linha de textos em jornais e redes sociais de figuras menores sobre esta matéria. Confesso a minha irritação, repulsa mesmo, vendo que pessoas que se reclamam de uma direita democrática (ou mesmo de um centro-direita) - os termos valem o que valem, acima de tudo têm usucapião simbólico - diante da erupção de um tipo como Bolsonaro num país que nos é tão relevante (política, cultural e economicamente) como o Brasil, têm como pulsão da escrita não a crítica a esse energúmeno mas sim à dos críticos ao energúmeno. Para Ramos a questão da ascensão de Bolsonaro, tal como a anterior de Trump - assim elidindo que, por menos que se goste de Trump, os discursos de ambos não são compagináveis -,  centra-se nisto: a malevolência dos discursos e práticas da esquerda radical. Isto não é, como faz com muito tino, Luís Menezes Leitão considerar que as modalidades histriónicas de luta anti-Bolsonaro são incompetentes, alienam opositores. Isto é apontar o cerne da questão à esquerda e não ao movimento fascizante. 

Isto tem dois corolários e uma dimensão prévia: o primeiro é, que pela ausência de discursos de políticos, de intelectuais e de sub-intelectuais de direita/centro e até mesmo da esquerda democrática - e decerto que em muitos casos por higiene, pela aversão dos hipotéticos locutores em se verem misturados com o trauliterismo da extrema-esquerdalhada -, se deixa o monopólio do repúdio aos movimentos anti-democráticos às expressões dessa extrema esquerda e da esquerda folclórica. Há o abandono de um campo de (re)afirmação dos valores democráticos a esse corropio de agit-prop. E depois queixam-se que são estes desvairados movimentos que causam e/ou reforçam os fenómenos à extrema-direita. Isto tem algum fundamento? Em tudo isto há mesmo o matizar da bestialidade, que transpira condescendência: "Bolsonaro tem um jeito agressivo e grosseiro", reduz Ramos! Estará o autor a brincar? Ou está a deixar que só entre a tatuada Isabel Moreira e os enverhoxistas Rosas e Fazenda se diga o óbvio: que Bolsonaro é um fascista do piorio, completamente avesso aos valores democráticos - esses mesmos que o centro e a direita afirmam.

O segundo corolário bem que se casa com este, e vem, até por coincidência, no belo texto de ontem de Adolfo Mesquita Nunes,  "A afirmação da direita" no "Diário de Notícias: uma direita politicamente deprimida e intelectuamente deficitária que pensa a realidade em função do posicionamento da esquerda (seja lá o que esta for), esta é que é o pólo dinamizador ("a esquerda não gosta do Bolsonaro?" "então eu até nem digo mal do gajo").

E nisto tudo continua-se a dizer uma semi-verdade que é de facto uma falsidade ("com a verdade me enganas"): que são estas expressões trauliteiras e maximalistas, estas tipas com as mamas e as bundas à mostra nas manifestações, que reforçam os bolsonarismos, que os causam, que é a extrema-esquerda que os "empodera" (como agora se diz em péssimo português). Não é verdade, o que potenciou Trump - fenómeno que R. Ramos associa ao de Bolsonaro - foi, em primeiríssimo lugar, a incapacidade dos republicanos (da direita americana, se se quiser) de promover dentro de si (Trump nem era do partido, convém lembrar) uma alternativa enérgica e consistente o suficiente para enfrentar uma estafada Clinton. Tal como o que reforça Bolsonaro é a incapacidade do centro e da direita brasileira (naquele espectro político demencial) de afirmarem movimentos e personalidades o q.b. significantes. Essa é a verdade factual, não são os guinchos da Isabel Moreira, quais bateres de asas da borboletas no Atlântico Austral, que há limites para isso da "fractalidade" fazer medrar o mal.

Esta esquerda folclórico-neocomunista demoniza os adversários do momento, como o RR avança? Sim. E nós, bloguistas portugueses vimos isso em Portugal, e até podemos sorrir na memória, como Pacheco Pereira do Abrupto era o diabo na terra, a reencarnação de Primo de Rivera ou coisa assim e desde que passou a ser o ideólogo da geringonça regressou ao estado humano. E notei-o, chocado, no meu regresso ao país, nesta constante invectiva dos geringôncicos socratistas aos seus críticos como "invejosos, ressentidos, ressabiados", o tal argumento que imputa deficiência moral ou doença mental (ranço/podridão, raiva) aos adversários políticos, típica modalidade bolchevique. E está espalhado esse tique velho-comunista. Mas, sem rodeios, não é essa a questão importante face ao bolsonarismo.

Finalmente, há o tal ponto subjacente. É que o matizar da relevância bolsonar, esta remetência para uma mera "grosseria", estes sorrisos que se vão vendo nos textos e sub-textos das redes sociais diante de um aparente mero "politicamente incorrecto", esta pulsão da escrita direccionada para a crítica ao críticos e não para a imundície, denota algo de profundo: em muitos, para além do paroquialismo do isabelomoreiracentrismo, há uma muito superficial (para não dizer pior) adesão aos valores democráticos. É isso que sai por todos os poros destes textos, por mais militantes ou simpatizantes do partido de Amaro da Costa, Francisco Lucas Pires ou Mesquita Nunes surjam. De facto e se, tal como o RR escreve, não há grandes diferenças entre Sanders e Trump quanto à valia dos tratados internacionais também não há grandes diferenças quanto à valia dos principios democráticos entre os Fazendas e Mortáguas e estes redutores de Bolsonaro a um atrevido algo grosseiro.

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410 comentários

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De Luís Lavoura a 03.10.2018 às 10:40

o Qatar, para onde a Federação Portuguesa de Futebol [...] contribuiu para enviar o apetecível negócio do Mundial de futebol

Não vejo por que não haveria de ter contribuído.

A FPF deve, entre outras coisas, tentar promover o futebol em países onde ele ainda é pouco jogado. Como o Qatar.

O futebol, ou qualquer desporto, não deve ser uma coutada de europeus e sul-americanos. Outros países também devem ter odireito a jogá-o, e a organizar campeonatos.

E não se trata de um negócio muito apetecível. Organizar grandes competições desportivas é financeiramente muito arriscado. E quem melhos que o Qatar para poder suportar tais riscos?
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De Sarin a 04.10.2018 às 16:51

Marginalmente ao tema do postal, relembro-lhe que a FPF, como instituição de um Estado Democrático, deve velar pelo futebol mas deve também zelar os princípios democráticos. Poderia apontar-lhe a falácia que é achar que o Qatar vai receber o Mundial como medida de divulgação e incentivo ao desporto, mas iria criar um debate ainda mais marginal.

O postal centra-se, e bem, na mania que tanta gente tem de zelar meios e fins em vez de Princípios, velados olhos que os guiam. É uma pena o Luís Lavoura desviar o olhar para o acessório, ainda mais quando o centro é algo tão iniquamente excêntrico.
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De jpt a 04.10.2018 às 17:17

Obrigado pela sua caridade Sarin
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De Sarin a 04.10.2018 às 17:50

Não sei se o Luís Lavoura é personagem ou pessoa, mas na hipótese de ser pessoa não sei se me incomodam mais as ideias que por vezes partilha, as piadas indirectas de que é alvo ou a inércia que demonstra perante estas.

Não foi caridade, foi respeito pelo tema e alguma urticária com o desviar da atenção mas também com a indicação do bo(m)bo da festa. Olhe que, sem se desviarem do tema, surgiram potenciais alvos bem mais caricatos - como se não tivessem percebido nadinha daquilo que o jpt escreveu...
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De Luís Lavoura a 04.10.2018 às 18:01

Sarin, em minha opinião a FPF não tem nada, mas mesmo nada, a ver com as caraterísticas (anti-)democráticas dos outros países onde se joga, ou deveria jogar, futebol. Em minha opinião o desporto não deve ter nada, mas mesmo nada, a ver com a política. Os habitantes do Qatar, já bem lhes basta estarem submetidos a uma ditadura, ao menos que tenham o direito de jogar e de ver jogar futebol; não devem ser punidos, ostracizados do mundo do desporto, pelo facto de o regime do seu país ser ditatorial.
Estou completamente contra os boicotes que alguns países aplicam a outros no campo desportivo.
O business da FPF deve ser somente promover o futebol. Não deve ser um braço armado do Estado português para punir países que ele não aprecie.
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De Sarin a 04.10.2018 às 19:37

Caramba, o Luís gosta mesmo de Bolsonaro!!!! Só assim consigo perceber a insistência em discutir questões marginais ao texto!!!
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De jpt a 04.10.2018 às 22:13

eu acho que ele (o LL) é uma personagem. Se fictícia ou verdadeira é que já não sei ...
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De jpt a 04.10.2018 às 22:13

mas também, confesso e afianço, o DO sem o LL não seria a mesma coisa ...
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De Luís Lavoura a 05.10.2018 às 10:58

Se a questão era marginal ao texto, então para que é que lá estava escrita?
Eu leio os textos por inteiro. Com cuidado. Comento aquilo que acho que devo comentar. Quer seja o assunto principal ou um assunto secundário no texto. E sempre fiz assim. Não é de hoje.
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De Sarin a 05.10.2018 às 11:28

Bolsonaro e os motivos dos atacantes dos seus atacantes merecem-lhe palavras nenhumas, antes a analogia pequenina?

Tem razão, não é de hoje e não me é novidade... enfim, Eu mereço!

PS: as minhas desculpas.
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De jpt a 06.10.2018 às 23:09

Sarin o LL só me quer chatear, o resto é secundário
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De Sarin a 06.10.2018 às 23:18

A si e a outros autores, pela mesma lógica...


O P.S. era para si, já agora.
E, já-agora-também, estou chateada consigo pela ausência de resposta. Mas não é por isso que não tenho visitado O Flávio, que desejo de boa saúde.
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De jpt a 06.10.2018 às 23:26

O Flávio tem andado parado - eu acho piada, já que alude ao meu blog, que me apareçam aqui tipos com remoques ao meu anonimato, anónimos eles próprios, quando até um blog com o meu nome tenho. Falando a sério há mesmo um problema cultural, um furibundismo que faz fenecer
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De Sarin a 06.10.2018 às 23:36

Desta vez foi por excesso de tabalho, mas sim, também já tive paragens por falta de pachorra... mas é dar demasiado poder a quem não o merece, isso de fenecer. Umas férias ocasionais, prontes, 'tá bem, ...
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De jpt a 06.10.2018 às 23:08

Eu explico Lavoura - se há gente tão preocupada com a ditadura islâmica iraniana porque razão são tão amigos da ditadura islâmica quatari (será assim que se escreve?), e depois vão protestar com os que protestam com Bolsonaro e não com Maduro? O resto são moelas ...
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De Luís Lavoura a 08.10.2018 às 09:35

Eu concordo completamente que nos devemos preocupar com a ditadura islâmica qatari. Mas discordo totalmente que essa preocupação seja levada para o campo do desporto. Política e desporto devem estar separados.
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De jpt a 08.10.2018 às 10:08

O dever-ser é uma coisa. O ser é outra. De facto política e desporto estão mais do que conjugados. Aliás, como disse Clausewitz, "O desporto é a continuação da política por outros meios". Mas, de facto, eu não estava nem estou a advogar isso, apenas refiro que um organismo tutelado pelo governo está inserido numa importantíssima actividade planeada para o Qatar (e eu não estou a dizer que não o deveria estar) e que a locutores, prolixos ainda para mais, que tanto vituperam o Irão não lhes ocorre reflectir sobre o assunto. E que depois criticam os críticos de Bolsonaro que não criticam Maduro: é, rigorosamente, apenas isso. A constatação do paleio vácuo de muita gente.
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De O sátiro a 05.10.2018 às 15:22

A questão do Qatar é mais do que promover o desporto. ...uma autêntica falácia porque há centenas de países que precisam do mesma promoção.
O problema é que implicou ALTA corrupção compra de votos ( creio que a nossa FPF estará a salvo...) e a exploração selvagem da mão de obra imigrante para construir os estádios e infraestrutura. Qatar é um país minúsculo sem população para um mundial.
Tudo isso. .. ALTA corrupção e exploração selvagem dos trabalhadores fazem desta escolha uma vergonha ASQUEROSA da Fifa.
Aliás Sauditas Emirados e outros Estados tb pouco recomendáveis mas com muito melhores condições têm alertado a Fifa para toda esta podridão.
Mas os muitos milhões gastos nos votos falam mais alto
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De jpt a 06.10.2018 às 23:29

eu nem falo dessa questão, a anunciada corrupção na FIFA - nem avento a hipótese disso ter acontecido na FPF. Apenas refiro que não choca aos adversários do Irão que um organismo sob tutela estatal articule com a ditadura quatari
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De O SÁTIRO a 07.10.2018 às 23:20

nisso concordo.
aliás, eu leio quase todos os dias noticias "oficiosas" sauditas (como de todo o mundo...) e eles são dos mais acérrimos defensores da anulação do mundial no Qatar....
e também inimigos do irão, como é óbvio..
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De jpt a 08.10.2018 às 08:53

sim, mas isso são coisas lá entre eles. Eu abordava o zarolhismo nacional, que segue muito ufano da sua visão de largo espectro ...
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De Cláudia Casarinni a 14.10.2018 às 12:13

A corrupção na FIFA ocorre desde sempre, mas ela se "profissionalizou" a partir da gestão do brasileiro João Havelange.
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De Anónimo a 03.11.2018 às 19:06

"A corrupção na FIFA ocorre desde sempre, mas ela se "profissionalizou" a partir da gestão do brasileiro João Havelange."
O Brasil não deixa de passar vergonha a nível internacional. Basta ler os comentários do HOMEM que assina com Cláudia não sei das quantas.
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De jpt a 03.11.2018 às 22:20

Há anónimos com fixações ...
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De Luís Lavoura a 08.10.2018 às 09:39

1) Qual é, precisamente, o mal de a FIFA ser corrupta?
Naturalmente que os corruptos e os corruptores devem ser identificados e penalizados. As pessoas corruptoras, quero eu dizer. O Qatar é um país, não deve ser penalizado.
Mas, repito, não me parece que tenha grande mal a corrupção na FIFA.

2) Quanto à exploração dos trabalhadores, haveria uma coisa ainda pior do que ela - não serem explorados. Os trabalhadores são explorados mas, pelo menos, ganham as suas vidas (e geralmente ganham também para alimentar as suas famílias). Se não estivessem a ser explorados provavelmente estariam a morrer à fome. Prefiro ter indivíduos explorados a construir estádios inúteis do que ter indivíduos a morrer à fome.
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De jpt a 08.10.2018 às 10:09

um oitocentista, hein ...
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De Anónimo a 06.10.2018 às 10:45

Claro que o facto de no Qatar se utilizar mão de obra semi escrava, (quando não é escravatura mesmo !), não importa nada, o Maduro da Venezuela é que é um bandido do pior !
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De jpt a 06.10.2018 às 23:29

o Qatar também não serve para arejar o sacana do Maduro
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De Anónimo a 09.10.2018 às 18:05

A grande maioria dos brasileiros não leu os Programas de Governos do Haddad e do Bolsonado. Então aqui vão alguns temas importantes para que façam uma análise pessoal::

Comparativo dos programas Bolsonaro e Lula/Haddad:

*IMPOSTOS*

- Bolsonaro: redução da carga tributária e aumento da receita destinada aos municípios (pág 58)

- Lula/Haddad: ciar imposto sobre a exportação (pág 41), criar imposto sobre lucros e dividendos (pág 42) e aumentar o imposto territorial rural (pág 56)

*IMPRENSA*

- Bolsonaro: rejeição a qualquer regulação ou controle social de mídia (pág 7)

- Lula/Haddad: implantar mecanismos de regulação da imprensa e criar uma empresa pública de comunicação para expor o posicionamento do governo (pág 16)

*OPERAÇÃO LAVA JATO*

- Bolsonaro: a justiça deverá seguir o seu rumo sem interferências políticas (pág 15)

- Lula/Haddad: promover uma reforma do sistema judicial para reduzir o poder de investigação do ministério público federal (pág 6, 15)

*SEGURANÇA*

- Bolsonaro: tolerância zero com o crime (pág 10) e redução da maioridade penal (pág 32)

- Lula/Haddad: desmilitarização das polícias (pág 31) e iluminação com led nas ruas (pág 54)

*MINISTÉRIOS*

- Bolsonaro: reduzir os 29 ministérios existentes atualmente (pág 17)

- Lula/Haddad: criar 6 novos ministérios (pág 19, 20 e 55)

*DITADURAS SOCIALISTAS*

- Bolsonaro: deixar de louvar ditaduras assassinas socialistas (pág 79)

- Lula/Haddad: desenvolvimento da infraestrutura de países do Mercosul (incl a Venezuela) (pág 11)

*AGRONEGÓCIO*

- Bolsonaro: Segurança no campo, políticas para consolidar mercado interno, abrir novos mercados externos, melhoria da logística de distribuição (pág 69)

- Lula/Haddad: regulação do agronegócio para evitar ampliação de grandes latifundiários. Implantar reforma agrária e distribuir terras ao MST (pág 56)

*CONSTITUIÇÃO*

- Bolsonaro: total respeito e obediência à constituição (pág 6)

- Lula/Haddad: estabelecer um novo processo constituinte para aumentar o poder do estado (pág 6)

*PRESÍDIOS*

- Bolsonaro: prender e manter presos quem tiver cometido crimes (pág 30) e acabar com a progressão de pena e as saídas temporárias (pág 32)

- Lula/Haddad: reduzir a massa carcerária do Brasil através da liberação de presidiários (pág 33)

*SINDICATOS*

- Bolsonaro: contra a obrigatoriedade do imposto sindical (pág 64)

- Lula/Haddad: valorização de sindicatos e associações de trabalhadores (pág 40)

*DROGAS*

- Bolsonaro: Combate à ideologia da liberação irrestrita de drogas ilícitas (pág 26)

- Lula/Haddad: Promover a descriminalização das drogas (pág 32)
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De jpt a 09.10.2018 às 20:24

Obrigado pelo resumo. São, assim postas, diferenças mais do que significativas, mesmo dois modelos de sociedade. Depois haverá a habilidade de por os programas em prática, processos sempre muito ... diluídos
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De Anónimo a 09.10.2018 às 20:52

Definiu perfeitamente: são dois modelos de sociedade. sendo para salta aos olhos quem quer seguir a ordem e a constituição e quem as irá querer subverter.
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De jpt a 09.10.2018 às 23:05

depende do que se entende por ordem ... mas contrapor isso não valerá muito a pena porque recairá na argumentação da crença. Não vale a pena eu por-me a fazer futurologia. Bolsonaro é o que é, fará o que fará, será apoiado por quem o apoia. E vamos ver, felizmente de longe no meu caso
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De João Pedro Pimenta a 10.10.2018 às 00:47

Esse programa eleitoral reduzido anda por aí pela net. Assim à primeira vista, diria que o de Bolsonaro é bem melhor. Mas como já escrevi num discussão sobre o mesmo no FB, nesses programas há coisas que são muito genéricas ou ambíguas. Por exemplo, na parte onde diz que Haddad quer "Reduzir a massa carcerária do Brasil através da liberação de presidiários", podemos pensar em tudo. Pode até ser a aplicação de pena diferente de prisão a pequenos delitos e com isso impedir milhares de pobres diabos de se tornarem criminosos a sério nas tenebrosas prisões brasileiras. Por isso pode ser bom, sim.
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De jpt a 10.10.2018 às 08:33

Claro que sim. Mas olhando para este resumo dá para perceber duas visões ou pelo menos dois discursos radicalmente opostos.

Quanto à cena das prisões isso é óbvio - mas num país ao que consta avassalado pela criminalidade uma proposta securitária (que se inscreve na tipologia fascizante, claro) colhe imenso eco e a adversa, que pode parecer racional e socialmente positiva noutros contextos, é eleitoralmente letal

A discussão sobre as malevolências de Bolsonaro estão por demais poluídas pelas agendas politico-mediaticas europeias e norte-americana, estas também algo tresloucadas. Basta ver a critica americana no postal de hoje de LML - a insistência nas declarações sobre as mulheres (será interessante que efeito é que têm no eleitorado feminino) ou sobre homossexuais. Já vi imensa coisa sobre isso e para aí dezenas de vezes coisas com actores anglófonos homossexuais - não vi nada substantivo dedicado a temáticas socioeconómicas. E se há algumas décadas Sting apareceria para falar da Amazónia, que é a questão crucial pois irreversível, agora só me aparecem figuras públicas a falar de homossexualidade. Isto tem custos, como é - ou deveria ser - óbvio
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De Anónimo a 12.10.2018 às 03:16

Tem razão. Ele vem circulando na internet tem uns 2 meses e só resolvi postá-lo por expressar com veracidade a diferença entre alguns temas relevantes dos programas de governo dos 2 candidatos.
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De jpt a 12.10.2018 às 18:32

E fez muito bem. Por parcelar que possa ser o sumário é uma ajuda para melhor se compreender as diferenças dos projectos, principalmente para quem não acompanha em detalhe a vida política brasileira. Muito obrigado
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De Cláudia Casarinni a 14.10.2018 às 10:03

A BBC Brasil (o mais imparcial dos portais de notícias do Brasil) preparou um especial interativo com as propostas dos candidatos para 6 temas: educação e saúde, segurança, políticas sociais e direitos humanos, economia e emprego, política e corrupção e política externa.

As propostas foram levantadas com base nos Planos de Governo protocolados na Justiça Eleitoral, em informações publicadas em sites e redes sociais oficiais dos candidatos, em propostas enviadas pelas campanhas para a BBC Brasil e, por fim, em propostas feitas em entrevistas e debates eleitorais.

LINK-> https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45780779
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De jpt a 22.10.2018 às 14:53

Com tantos comentários que este postal tem tido, e é muito de saudar isso, só agora reparei nesta indicação que deixou, e que é preciosa para o entendimento do processo para quem está de fora. Obrigado
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De Sarin a 22.10.2018 às 16:21

Que pena não ter este comentário surgido no dia do postal, parte dos leitores tê-lo-ão perdido... espero que publique esta ligação em vários postais, para que possa ser lido com atenção pelos mais interessados e pelos mais desinformados. Aos enformados não adiantará muito, mas nunca será demasiado promover a leitura. Aliás, irei divulgar também.
Obrigada pela partilha.
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De jpt a 23.10.2018 às 05:03

É uma pena, o postal continuou com uma boa dinâmica de comentários informativos, muito pela gentileza de Cláudia Casarinni, mas não sei se as pessoas que leram e comentaram aqui vão, na sua maioria, atentando nisso
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De Sarin a 23.10.2018 às 07:14

Desconfio que passados 4 ou 5 dias um postal perde a sua validade - geralmente é para consumo imediato. Fica para a posteridade, claro, mas será uma posteridade revisitada em tom de pesquisa arqueológica ou não fossem os postais de opinião sobre actualidade soterrados pela actualidade que lhes vai sucedendo. É, efectivamente, de lamentar que tais bons contributos sejam serôdios; mas antes assim que inexistentes.
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De jpt a 24.10.2018 às 07:30

Num blog muito actualizado (como, felizmente, o é este DO), e ainda por cima colectivo, é assim. Não o era tanto há uns anos (nos "bons velhos tempos" do bloguismo, diz o saudosista bloguista veterano), onde por vezes as conversas em torno de um postal continuavam (como este, ainda que com poucos interlocutores, e muito pela gentileza de Claudia Casterinni - que colocou vários contributos dialogante relevantes, ainda mais interessantes porque esta temática conduz por todo o lado a posturas abrasivas que aqui, excepto logo no princípio, têm estado ausentes)
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De Sarin a 24.10.2018 às 08:47

Sobre posturas abrasivas, respondi mesmo agora noutro postal: muitos comentadores e talvez a generalidade dos juízes da praça pública olham parangonas sem analisar factos, causas e consequências. Criticam acriticamente, valham-nos a Língua Portuguesa e as palavras homónimas.


No postal do Alexandre Guerra resumi a minha opinião sobre o que se passa realmente no Brasil - deixar que a insegurança e o cansaço votem sem que os eleitores defendam realmente as políticas votadas não costuma resultar em países democráticos, temos o exemplo do Brexit e das reviravoltas de Trump como exemplo. Menos provável é que resulte com um candidato que abertamente assume medidas que agridem os elementares direitos humanos - os pertinentes contributos de Claudia Casterinni têm apresentado as diferenças programáticas e as causas para a rejeição do PT. Infelizmente, não (me) mostra estarem os eleitores concordantes com aquilo em que votam, e é aqui que o processo democrático falha, no Brasil ou noutro lado.
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De jpt a 24.10.2018 às 07:36

E tem outra coisa, neste postal. Pelo menos fica-me como arquivo, para mais tarde, se for caso disso, buscar sensações, impressões e ligações a textos sobre este processo. Que virá a dar que falar, com toda a certeza
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De Sarin a 24.10.2018 às 08:49

Também é uma boa função; mas há textos que "estrategicamente" deixam de estar publicados, sabe disso certamente. Tenho vários arquivos desses...
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De jpt a 25.10.2018 às 08:51

Há textos que desaparecem (dos sítios dos jornais) e dos blogs (já nem falo das redes sociais). Isso sublinha algo que há mais de uma década me causa alguma inquietação - e que já questionei a historiadores. Como fazer o arquivo da internet, de modo a permitir futuras (e já presentes) análises. Alguém me dirá que o Grande Irmão tudo guarda, etc. e tal, mas o meu ponto é mais prosaico, onde é a Torre do Tombo? Quão exaustiva é ela?
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De Sarin a 25.10.2018 às 08:58

Penso que os arqueólogos que investigarão a net estarão dotados de conhecimentos que lhes permitam escavar entre dll e outras areias demasiadas para a minha camioneta de utilizadora.
Mas sim, a volatilidade - e talvez por isso ter sido éter e ser agora virtual - é uma característica perigosa para o Passado e para o Presente. Enfim, a pele e papiro e o papel também não são eternos - e com o tempo foram os suportes dos registos escritos ficando mais frágeis...
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De jpt a 25.10.2018 às 09:53

Sim, mas em termos mais realistas, há cerca de 10 anos foi a Maputo um muito conhecido historiador e homem da imprensa, professor universitário e também bloguista. Disse-lhe desta minha interrogação - por exemplo não são havia (e há) autores que apagam os blogs, como havia sistemas que desapareciam (o weblog.com.pt, no quel tive o meu blog durante anos). Disse-me ele que compartilhava da minha preocupação e que tinha uma equipa a projectar um projecto (julgo que para a Biblioteca Nacional ou instituito do Livro, ou coisa assim) para abordar o tema do arquivo da produção blogal e afinal - que será importante para se fazer a história desta época. Mas nunca mais ouvi falar do assunto ...
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De Sarin a 25.10.2018 às 10:16

Algumas plataformas agora anunciam que podemos fazer cópias de segurança, mas não sei se será prática comum. Sei que, à superfície, perdi quase tudo o que escrevi entre 1998 e 2015, com excepção de alguns textos que repliquei noutros formatos e guardei. Haverá algures um disco que tenha fiapos de tal informação? Na minha garagem um, talvez, tal como outros terão nas suas, e talvez assim pedacinhos de todos permitam reconstituir um pouco do que fomos - como sempre se fez, afinal; mas acredito que a generalidade das plataformas tenha registos mais duradouros, como aliás demonstrou o Facebook. O acesso a estes é que poderá ser mais ou menos dificultado, entre areias do tempo e areias legais.

Há várias bibliotecas internacionais dedicadas não apenas à liberação da informação mas também à sua preservação, parte delas ligadas a universidades e outras a centros de pesquisa; mas desconheço qual a informação cuja preservação priorizam.
O projecto que menciona seria extremamente valioso, a questão que coloco é como lidará tal projecto com estas coisas de Protecção de Dados e Propriedade Intelectual e Algoritmos.
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De jpt a 25.10.2018 às 16:38

As questões legais serão muito complicadas - eu ria-me quando se falava de direito sobre isto do blogar: blogando em Moçambique num suporte internacional como me poderiam assacar responsabilidades sobre a Galiza, por exemplo. Claro que há ordenamento internacional mas será muito complicado, não é apenas a comarca a decidir.
Mas o mais importante é que o bloguismo (e os grupos anteriores, as redes sociais hoje arqueológicas, yahoo e H5) foram importantes para a história da comunicação e etc. Como abordar isso se as coisas vão desaparecendo (e como negar o direito de apagar?). Tenho pena, já bloguei sobre isto, já falei com o tal historiador renomado e em vários outros círculos mas nunca ouvi nada de substantivo
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De Sarin a 26.10.2018 às 00:30

Sobre o direito de apagar, tenho algumas dúvidas: tem acesso pago a um jornal. Este acesso, nos moldes actuais, não se restringe às publicações do dia. Se mantiver o acesso durante 10 anos, o jornal terá o direito de apagar textos antigos? Nos blogues torna-se mais fácil - embora eu entenda que quando publicamos algo estamos a ceder aos outros o direito de ler, independentemente de vedarmos ou não o acesso. Não tenho FB, mas há muitos anos, quando tive, poderia restringir o acesso como quisesse que nada impediria os meus "autorizados" de reproduzir as minhas publicações; portanto, o meu direito de apagar estava, logo ali, comprometido. O mesmo num blogue, esfera na qual sou neófita; já os comentários via plataformas Disqus ou Perfis Sapo, por exemplo, podem apagar as notícias e os blogues que quiserem mas os comentários continuam a existir, continuam pertença do comentador (apesar da eventual reprodutibilidade).

É uma matéria complexa, difícil, intricada. Mas pertinente. Quando souber algo, avise ;) (desculpe lá este hieróglifo moderno da pestana à banda, é um piscar de olho à moda do milénio 2 D.C.)
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De jpt a 26.10.2018 às 07:07

Eu referi o direito a apagar relativamente aos blogs, páginas pessoais (sim, presumo que haverá possibilidades tecnológicas, que desconheço, de recuperar o seu conteúdo junto das plataformas). As publicações de comunicação social é outra coisa, lá está é comunicação "social".
Quanto a novidades duvido muito que as venha a conhecer - até porque a febre blogal amansou, agora está tudo, os da geração bloguistica, no fb e no twitter - e nunca vi referido o assunto.
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De jpt a 03.10.2018 às 10:52

Está disponível alguma alma caridosa para dar conversa ao Luís Lavoura?
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De Pedro a 03.10.2018 às 11:11

Não posso. Vou tirar os ovários a uma gata. Lamento, ossos do ofício
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De Justiniano a 03.10.2018 às 11:16

Nã, um lugar mui perigoso!!
P.S. Na verdade aprecio o espírito romântico do Lavoura. É, no fundo, um sentimental
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De João André a 03.10.2018 às 11:45

Lamento, tenho que ir arrancar um dente ou dois sem anestesia.
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De jpt a 03.10.2018 às 11:58

Isto está mal, deixam o homem desamparado ... Ainda vai atazanar o juízo alheio noutro postal ...
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De Diogo Noivo a 03.10.2018 às 14:14

Dei ontem. Logo, estou isento desse penoso tributo até meados de 2020.
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De jpt a 05.10.2018 às 06:55

Meu caro, por solidariedade intra-DO essa reclamação não poderá ser concedida, e apelo ao coordenador-em-chefe para que o explicite. Que seja concedida essa isenção até meados de 19 será suficiente ...
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De Pedro a 03.10.2018 às 11:08

Obrigado pelo artigo , jpt!
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De jpt a 04.10.2018 às 17:18

por quem sois ..
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De Vento a 03.10.2018 às 11:17

O fenómeno Bolsonaro traduz-se em uma simples análise: não se pode impor uma corrente de pensamento esmagando uma parte da nação e princípios comuns.
Os neo-esquerdistas, ou os avançados civilizacionais, comportam-se por toda a parte de forma igual, isto é:
fazem-se de filhos pródigos mas actuam como o irmão do pródigo.

O problema dos avançados civilizacionais é não compreenderem que em tudo reproduzem o farisaísmo que encapotadamente fingem não ter, em nome de um humanismo.
Bolsonaro é efectivamente o homem indicado para servir de contra-fogo a esta realidade.
Outros surgirão por todo o mundo ocidental. Hillary Clinton, falsamente, tentou reproduzir os tiques desta corrente, e foi esmagada por Trump. As pessoas estão cansadas de romances na política e de poetas fingidores.
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De jpt a 03.10.2018 às 12:55

ou seja, os fariseus (bem corruptos, já agora) dos regimes dos "generais" podem impor "à nação". Os outros não. Já agora o que é que cimpuseram
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De Vento a 03.10.2018 às 21:55

As ilações são suas, refiro-me ao facto de julgar inferido no meu comentário uns poderem e outros não.
Querem impor, baseado também num sistema anárquico, uma corrente de pensamento e vivência com o objectivo único de satisfazerem suas aspirações políticas. A esta anarquia soma-se a ditadura legal persecutória para fazer do Estado uma espécie de "sinédrio", que determina condutas e pensamentos.

Os problemas das esquerdas são dois: ambas as correntes, as do socialismo e a dos neo-esquerdistas, aburguesaram-se; e a segunda diz respeito à tentativa da estalinização da vida política e social via jurisprudência.
Como a lei não liberta, prevejo que um dia a lei será liberta.
Aliás o farisaísmo consiste exactamente em determinar o puro e o impuro e o culto do "templo". Vivemos épocas assim, em nome do humanismo. Mas parece que só uns são humanos.
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De jpt a 06.10.2018 às 23:32

Eu não sei se o compreendi por completo. Mas há uma coisa que aduzo Eu sei pouco do Brasil mas a "esquerda" brasileira nem se aburguesou. Está corrompida e isso também é um alimento deste desvairado processo
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De Vento a 07.10.2018 às 12:00

Para melhor entender, aponto agora uma outra situação:
A oposição a Trump veio e vem dos meios de comunicação que se entendem como referência moral e assumem uma atitude patriarcal diante da suposta opinião pública. Mas são eles os fazedores de opiniões e, até agora, nada de consistente apresentaram para além de omitirem as fraquezas de quem apoiam.

O Brasil, desde há muito influenciado pelos "gringos" nestas e outras matérias, cavalgou a mesma onda.

Em conclusão, os neo-esquerdistas e as outras correntes ditas socialistas (vejamos o que fez o socialismo na Grécia e outras partes, e o que não está a fazer presentemente) a única coisa que mantêm é um apoio virtual, pois julgam que os media que os apoiam são a expressão popular. Como os media fazem muito ruído, eles, os neo-esquerdistas e a ala socialista, confundem fluxo de informação com consolidação efectiva de sua base eleitoral. Portanto, ficam em ponto morto e deixam que o seu suposto programa seja feito por outros. E sabe-se que o aburguesamento consiste precisamente em reproduzir os tiques pequeno-burgueses de condutas morais e sociais que entendem prescrever às nações. E nesta matéria essas condutas que prescrevem via jurisprudência nada mais nada menos são que a corrupção de princípios comuns e o esmagamento de uma grande parte das nações.
A semântica humanista de que se socorrem serve somente para justificar encapotadamente a corrupção destes princípios e o esmagamento referido com o objectivo de garantir um posto na cena política.

Finalmente, o socialismo, pretendendo limpar sua imagem, cavalga a corrente e acaba por revelar que tem uma mão cheia de nada para oferecer. Na Europa colocam-se de joelhos perante o diktat de Bruxelas, que reproduz a estalinização política e social via jurisprudência, isto é, procuram em sentido oposto estabelecer a sovietização da UE.
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De jpt a 08.10.2018 às 22:49

Bem, essa da estalinização via Bruxelas, francamente, é farinha que não uso.

Mas compro esse pacote da ilusão mediática - já não aquela velha versão marxista de que os órgãos de comunicação social nas mãos do capital (até judeu) alienam as massas mas, bem pelo contrário, desta realidade de que a pequena intelligentsia (jornalistas, pequenos-intelectuais liberais (aka franco-atiradores), funcionários públicos docentes) que tem a efectiva posse da comunicação social, com graus elevados de autonomia, criaram a ilusão de que influenciavam decisivamente (ou seja, alienavam) a opinião pública. Estas sucessivas derrotas desses meios de informação e a crescente influência das rizomáticas redes sociais (a auto-informação, em algum grau) mostra bem que os alienados estão nesse meio pequeno-intelectual.
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De Anónimo a 05.10.2018 às 00:45

Neoesquerdista era a sua mãe. Você é só mesmo escumalha.
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De jpt a 05.10.2018 às 06:57

Nunca percebi a pica que dá atirar insultos de modo anónimo ...
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De Pedro Correia a 05.10.2018 às 08:41

O imbecil anónimo, passe a redundância, deve estar a falar da mãe do pai. Ou seja, da própria avó.
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De jpt a 05.10.2018 às 12:05

Pobre velhota, com netos destes. Que cruz
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De Anónimo a 06.10.2018 às 01:19

Só mesmo gente como "jpt" ou o Pedro Correia é que acham que "neoesquerdista" é um insulto.
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De jpt a 06.10.2018 às 23:11

Obrigado pelas aspas
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De Sarin a 07.10.2018 às 12:06

Sou mulher, de Esquerda, Benfiquista, com formação de base em Ciências Naturais - acho que completamente diferente de ambos os mencionados. E também acho "neoesquerdismo" um insulto. Porque os paradigmas mudam, as técnicas evoluem, as políticas adaptam-se mas os Princípios Sociais e Económicos que definem Esquerdas e Direitas não.

Admitir o NeoEsquerdismo é admitir a torção dos Princípios.
É também admitir que as Esquerdas eram iguais porque unidimensionais. (Como as Direitas, já agora). Destas minhas perspectivas, vejo-o como um insulto. Tremendo.
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De jpt a 07.10.2018 às 13:52

Eu não acho "neoesquerdismo" um insulto, é uma descrição e, como a uso nestes tempos, também uma desvalorização. Mas de facto não é disso que falo (nem o Pedro Correia) A proposito de não sei o quê o comentador anónimo diz "neoesquerdista era a sua mãe. você é escumalha" - é óbvio que o conteúdo insultuoso não está nessa palavra ...
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De Sarin a 07.10.2018 às 14:45

Pelos motivos que enunciei, acho.
Filho-da-mãe também é descrição, e nem por isso menos insultuoso.


Claro que ser insulto depende também de o putativo insultado relevar ou não o tema, daí que muitas tentativas de insulto não passem disso mesmo, e outras expressões sejam insultuosas quando talvez o objectivo não fosse bem esse - as generalizações, por exemplo.
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De Vento a 05.10.2018 às 11:18

Simão, o fariseu, convidou Jesus para um banquete. Nesse almoço uma mulher de vida perdida, segundo eles, sabendo que Jesus aí se encontrava, fez-se convidada; e, por detrás de Jesus, verteu lágrimas que lavaram os pés do mensageiro, com seus cabelos enxugou-os e com perfume em frasco de alabastro ungiu sua cabeça.
Em resumo, esta mulher seguiu os rituais que um bom conviva devia oferecer ao receber alguém em sua casa (lavar os pés, ungir o convidado e dar o ósculo).

Mas a história não fica por aqui. Os fariseus ali presentes acusavam aquela mulher de pecadora; e diziam que se Jesus fosse um profeta saberia com quem lidava. Estabeleceu-se por ali uma série de perguntas e respostas e chegou-se à conclusão que a mulher era a que mais devia, mas também a que mais amava; sendo que, por contraste, os fariseus assumiam o contrário.

Porém, os fariseus, os que no seu círculo eram acusadores e mal-educados, cretinos, cobardes e hipócritas, também visitavam as mulheres e as viúvas quando o sol se punha, para não serem vistos. Mas pensavam eles serem os puros, pois seguiam a lei que não os libertava e, por via desta, oprimiam os restantes.

Usando as contradições dos fariseus, bem apontadas na concordância às respostas, poderá também inferir-se neste debate que os próprios fariseus assumem existirem filhos da mãe mas também filhos da pouca sorte.
Em qual deste rol se inclui um destes fariseus?
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De jpt a 08.10.2018 às 22:51

V. adivinhou o futuro próximo - isto parece um comentário às afirmações da Cancio sobre os brasileiros em Portugal
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De Anónimo a 08.10.2018 às 18:40

Concluído o 1º Turno, vejamos uma pequena parte do "Efeito Bolsonaro":

No SENADO o PT passou de 11 cadeiras para 4, enquanto que o PSL, que não tinha nenhuma, ganhou 4.

Na CÂMARA DE DEPUTADOS o PT perdeu 13 cadeiras e o PSL (o partido do Bolsonaro) passou de 1 (ele mesmo) para 52 deputados federais, tornando-se a 2ª maior bancada da casa.

Na ASSEMBLEIA LEGISLATIVA de São Paulo o PSL não tinha representantes; agora tem 15, que passam a constituir a maior bancada de deputados estaduais.

Na ASSEMBLEIA LEGISLATIVA do Rio de Janeiro o PSL tinha 2 deputados estaduais e agora passou a contar com 13, tornando-se assim a maior bancada desta casa.
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De jpt a 08.10.2018 às 22:55

Eu não conheço o compósito sistema político brasileiro mas é óbvio, isto foi um maremoto (tsunami, como se diz agora)
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De Anónimo a 09.10.2018 às 00:18

Assim é.
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De jpt a 09.10.2018 às 07:08

Tem razão, está a ser ("é", como diz) não "foi", como eu disse. A ver, como um comentador abaixo aventa, se as instituições brasileiras são o suficientemente robustas para se manterem num âmbito de funcionamento democrático - e nisso incluindo a influência no comportamento social
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De O SÁTIRO a 10.10.2018 às 00:48

creio que é muito parecido...ou copiado....dos EUA..

cada estado elege um número igual de senadores, independentemente do poder económico e politico, ( 2 nos EUA, 3..!!! no brasil,); para a câmara de deputados (House of representatives, nos EUA) os eleitos dependem do número de leitores..
mas enquanto nos EUA vigora o sistema uninominal (1 por círculo) no brasil há uma confusão tremenda porque são eleitos em lista, mas há também contagem individual de votos em cada candidato (não sei como se faz a conexão entre lista e individual..)

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De jpt a 11.10.2018 às 02:15

Bem, eu não me referia ao molde. A diferença é na sedimentação do regime: os EUA, por mais grande satã que se daquilo se diga, ou efectiva plutocracia (com tiques de república romana cada vez mais explícitos, e não só no kitsch do ritual político) têm dois séculos e meio de instituições democráticas a funcionar - e se o vector militar existe como pilar do país e do seu ideário não lhe é costume fazer golpes e tomar o poder. Já do Brasil não se poderá dizer o mesmo
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De Anónimo a 11.10.2018 às 12:13

No Brasil, a cada 8 anos são eleitos 2 senadores de cada Estado.
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De Anónimo a 11.10.2018 às 13:00

Estava relando postagens no DO e precisei ausentar-me para tratar de um assunto do condomínio (sou a síndica), quando a minha filha, uma adolescente de 15 anos, resolveu dar um pitaco e saiu bobagem para todo o lado. rs

Por isso a correção:

A cada quatro anos 1 ou 2 senadores são eleitos, já que apenas 1 ou 2 deles estarão com os seus mandatos para terminar, mas sempre há um total de 3 parlamentares de cada estado no Senado (1 ou 2 nos primeiros 4 anos dos mandatos, e 2 ou 1 nos últimos 4 anos).
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De jpt a 12.10.2018 às 18:33

E nós esquecemos muito e eu desconheço por completo o conteúdo substantivo do federalismo brasileiro
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De Anónimo a 12.10.2018 às 20:39

Penso que esta pode ser uma informação útil para entender um pouco melhor como funcionam as campanhas eleitorais no Brasil.

O empresário Rubens Ometto ocupa o 1º lugar no ranking de doadores "pessoa física" nestas eleições, tendo repassado 70 milhões de reais a 53 candidatos de 14 partidos diferentes. Deste grupo, 24 deles (de 10 partidos diferentes) conseguiram-se eleger, o equivalente a 45,3%.

Segundo a revista Forbes, a fortuna de Ometto é de 1.400 milhões de dólares. Atualmente, o empresário exerce a presidência do Conselho de Administração da COSAN, empresa com negócios nos segmentos de energia, gás e logística.
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De Anónimo a 12.10.2018 às 22:26

Rubens Ometto explicou que escolheu candidatos já com experiência e que se posicionaram a favor da “livre iniciativa”, e que um dos seus critérios foi doar para candidatos ligados ao espectro político da direita que se mostraram favoráveis às reformas previdenciária, política e tributária. “Penso apenas no bem do país, em ajudar o futuro presidente e em apoiar reformas que precisam ser feitas com toda a urgência”.
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De jpt a 13.10.2018 às 10:09

Bem, desde que os financiamentos sejam explícitos, de conhecimento público e como tal escrutináveis não vejo impedimento (a não ser que haja limites na lei). É evidente que pode ter os efeitos "norte-americanos", fazer político é para ricos que se derem bem com multimilionários mas isso pode ser debatido e combatido
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De jpt a 13.10.2018 às 10:06

Obrigado
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De Anónimo a 08.10.2018 às 18:58

Ainda sobre o "Efeito Bolsonaro":

Bolsonaro entra no 2º turno com larga vantagem sobre Haddad. Num total de 107 milhões de votos válidos, abocanhou 46% deles. Nas últimos 30 anos de democracia brasileira, ninguém que venceu o 1º turno perdeu o 2º.

A fenomenal arrancada de Bolsonaro no final da campanha trouxe várias surpresas nas eleições estaduais e ao Senado, pois ele arrastou o voto que elegeu apoiadores por todo o Brasil.

Quem olha para o mapa da votação também vê o naufrágio de vários nomes ligados ao petismo – de Lindbergh Farias a Eduardo Suplicy, de Jorge Viana a Fernando Pimentel, de Dilma Rousseff a Vanessa Grazziotin.

Soçobraram também senadores que tiveram papeis de destaque ao longo das gestões Lula e Dilma, como o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira, Romero Jucá, Edison Lobão e Roberto Requião. Políticos tradicionais foram varridos do Parlamento pela onda conservadora ligada a Bolsonaro, que só não ganhou no 1º turno por muito pouco. Ficou 16 pontos percentuais à frente de Haddad e, em média, 5,5 pontos acima das pesquisas da véspera.

Contra qualquer outro rival, é provável que Bolsonaro fosse derrotado por conta da alta rejeição que sofre, mas Haddad é o único que atinge um nível de rejeição quase tão elevado quanto o dele. E nem é exatamente uma rejeição a Haddad, e sim ao PT, a Lula e a tudo o que os 13 anos dos governos petistas significaram negativamente para o Brasil.

O principal fator responsável pela ascensão de Bolsonaro não é o seu programa de governo, nem a sua visão de país, muito embora boa parte do eleitorado concorde com ela. É a sua oposição visceralmente anti-PT. A maior parte dos seus eleitores não é composta por bolsonaristas convictos, e sim de anti-petistas.

Para tentar vencer a onda Bolsonaro, Haddad teria que afastar-se da mitologia petista, das fabulações sobre o impeachment da Dilma e da prisão de Lula. A marca da catastrófica gestão econômica de Dilma Rousseff – derrotada ontem na eleição para o Senado – e a corrupção petista desmascarada pela Operação Lava Jato, cujo ápice foi a prisão de Lula, destruíram a imagem no PT em setores da sociedade que se tinham beneficiado dos governos Lula, em especial na camada que ficou conhecida como “nova classe média”.

As urnas mostraram que a repulsa ao PT parece ser ainda maior do que qualquer aversão que Bolsonaro possa despertar...
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De jpt a 08.10.2018 às 22:57

Sim, é o comprovativo de que a "narrativa" do PT (para glosar o Lula de cá) não funciona nem funcionou. E que nem hoje falar de ex-petistas colhe algum sucesso nos "analistas" encartados
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De Anónimo a 08.10.2018 às 19:42

Dos 18 ministros do governo Temer, 15 não conseguiram se reeleger, assim como 10 dos 15 senadores alvos da Operação Lava Jato (investigados, denunciados ou já réus), o que significa que perderam a imunidade parlamentar. Assim, os seus processos serão transferidos do STF (onde desfrutam de relativa proteção) para as instâncias inferiores, que foi o que aconteceu com o Lula, que "já MORO na cadeia".

Obs: os 2 filhos de Bolsonaro conseguiram eleger-se como Senador pelo estado do RJ e como o deputado federal mais votado nestas eleições.

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De jpt a 08.10.2018 às 22:59

Pois, este governo actual também tem fama de predador. E, como diz, é capaz de ser agora um momento de grandes investigações

Quanto a isso dos filhotes, enfim, parentela na política cheira sempre mal

Obrigado pelas informações que aqui sumariou
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De Anónimo a 09.10.2018 às 00:07

Não por isso. É uma satisfação poder contribuir para que os seus leitores possam entender melhor o presente quadro eleitoral brasileiro, e as suas consequências no Congresso (Câmara de Deputados e Senado) e nas Assembleias Legislativas.

Já agora, um rápido comentário sobre o governo do Temer: todas as malandragens que podem ser praticadas na política daqui, o PT aprendeu com a turma do PMDB, que recentemente suprimiu o "P" (de Partido), na tentativa de se distanciar das maracutaias que Temer e a sua gangue sempre praticaram, e das quais muito se beneficiaram económicamente, aqui se incluindo o chefão, por cá chamado popularmente de Drácula. Mas não deu certo pois o povo é ingénuo, mas não é burro, o que foi demonstrado nas votações.

O PMDB (e o PSDB do Aécio Neves e do Alkmin) foi absolutamente triturado neste pleito, tendo perdido, em média nacional, 35% das cadeiras que desfrutava nas principais casas legisladoras.

E com o término do seu mandato em 31 de dezembro, Temer é mais um a perder o foro privilegiado (com ele as ações criminais só podem ser julgadas pelo STF) e a cair no prato da sopa do juiz Sérgio Moro.
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De jpt a 09.10.2018 às 00:49

Isso aí vai ser interessante de ver, se os tribunais conseguirem chegar-se a essa mole plutocrata. Agora, com o estilo deste quase certo novo presidente, arrisca a cair numa caça aos bruxos (e às bruxas) que será terrível
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De João Pedro Pimenta a 09.10.2018 às 02:33

Sempre achei que dos grandes defeitos da partidocracia brasileira (que são muitos), o maior era talvez a contínua existência do PMBD. Teve uma história importante, mas agora não passa de um agrupamento de caciques e burocratas sem ideologia nem princípios, que se agarra ao poder onde ele existe. Se acabasse faria um grande favor ao Brasil.
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De jpt a 09.10.2018 às 07:10

eu repito-me, sou um grande desconhecedor da realidade política brasileira e do seu sistema político, mas julgo que depois destas eleições será inevitável uma grande transformação das componentes partidárias - e não só pela queda de imensos bonzos. Um pouco, apenas como analogia, como aconteceu em Itália há umas poucas décadas
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De João Pedro Pimenta a 10.10.2018 às 00:43

Sim, caíram todos varridos pela corrupção, embora me pareça que o PT ainda conserve alguma força e muita militância. Mas é inevitável pensar que um congresso com vinte e tal partidos, com siglas muito parecidas (há não sei quantos trabalhistas, democratas, socialistas, o partido comunista brasileiro e o partido comunista do Brasil, etc) e com dirigentes sempre a saltar de partido em partido - não pode dar funcionar muito bem. Daí até aos mensalões para aprovar leis..
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De jpt a 10.10.2018 às 10:34

Pois, de facto para quem vê (aquilo nem dá para ver à vista desarmada) de fora trata-se de uma enorme confusão ... que propicia o caldo perfeito para a corrupção generalizada, os mecanismos de controlo interno nos partidos devem ser praticamente inexistentes.
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De Anónimo a 11.10.2018 às 15:44

Existem 35 partidos políticos no Brasi, dos quais 21 conseguiram eleger deputados federais. Jamais a Câmara de Deputados contou com tanta diversidade.
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De Anónimo a 09.10.2018 às 00:14

Uma correção: o governo do Temer tem 29 ministros. O que quis dizer é que "dos 18 ministros do Temer que contavam com mandato parlamentar, 15 não conseguiram se reeleger.
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De jpt a 09.10.2018 às 00:50

porventura que os outros 11 ministros não eram parlamentares
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De jpt a 09.10.2018 às 01:02

No meio disto, e porque no meio destes comentários me parece com alguma pertinência; deixo ligação a dois textos interessantes sobre estas eleições


https://observador.pt/opiniao/lula-a-iurd-e-bolsonaro-como-se-ganha-e-como-se-perde-uma-eleicao-no-brasil-parte-1/

https://observador.pt/opiniao/bolsonaro-e-edir-macedo-uma-alianca-para-ganhar-a-presidencia-do-brasil-parte-2/
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De Anónimo a 09.10.2018 às 01:30

Na sua maioria, sim, estando atualmente sem mandato (é comum que por não se conseguirem eleger ou reeleger, os principais figurões do partido consigam uma "boquinha" no governo).
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De jpt a 09.10.2018 às 07:15

Ainda que o sistema não tenha só virtudes há algumas qualidades na exigência de que os ministros (cargo político por definição) devam ser parlamentares eleitos
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De Anónimo a 09.10.2018 às 16:03

Duas caraterísticas têm sido apontadas no Parlamento eleito no domingo. A 1ª é a renovação. Pelas contas do Tribunal Superior Eleitoral apenas 49% dos deputados se reelegeram, a menor taxa desde 1994. No Senado, apenas 8 dos 32 que tentaram um novo mandato conseguiram.

E a 2ª é a nítida inclinação conservadora do novo Parlamento. Pela primeira vez desde a "Redemocratização" (iniciada com o término dos governos militares), partidos identificados com o campo que se convencionou chamar de direita terão presença majoritária sólida na Câmara, e também forte no Senado.

O destaque óbvio é a ascensão do PSL, de Bolsonaro, cuja bancada soma 52 deputados e 4 senadores . A ele somam-se deputados que integram a base evangélica, a base ruralista, os que defendem o liberalismo econômico e os tradicionalmente identificados com a segurança pública, sendo que foram eleitos 25 deputados (eram 10) e 3 senadores com vínculo militar.

Para Bolsonaro, será mais bem mais fácil montar uma coalizão capaz de governar do que para Haddad. O seu líder informal para negociar com o Congresso disse que 300 parlamentares (quase 60%) já declararam apoio ao novo governo, caso o 2º turno confirme a eleição de Bolsonato.
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De jpt a 09.10.2018 às 20:27

Obrigado Uma transformação radical - o Senado foi nitidamente pontapeado
Pois, dada a situação, por mais Efeito Bolsonaro que tenha desencadeado a coisa não se restringe a isso, os outros partidos foram nitidamente arrasados
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De O SÁTIRO a 10.10.2018 às 00:54

Nesse aspeto, bolsonaro conseguiu vitória importante e talvez inesperada.~
normalmente, era o MDB ou PMBD qquem servia de fiel da balança....tinha tantos eleitos que os PR tinham que negociar quer no senado quer na Câmara.
exemplo disso é TEMER......que pertencia ao MDB....
ou seja, o PT/LULA/DILMA previram logo dificuldades em obter maiorias, e escolheram Temer para a chapa....... Vice Presidente.......
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De jpt a 10.10.2018 às 08:34

Sim, convém sempre lembrar isso, foram eles que o escolheram e depois queixam-se
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De Anónimo a 11.10.2018 às 00:55

Acabou de ser divulgada a 1º Pesquisa do Instituto DataFolha para o 2º turno: Bolsonaro 49,5% - Haddad 36%.
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De jpt a 11.10.2018 às 02:31

Pois, aquilo está decidido .... ou pelo menos parece
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De Carlos Gonçalves a 03.10.2018 às 11:21

Também me pareceu que o Brasil não tinha passado a ser-lhe assim tão indiferente quanto proclamava outro dia a pretexto de Bolsonaro.
Sobre o que agora escreve, ofereço-lhe o pecado de em duas ou três linhas ter escrito algo de muito aparentado com o que aqui lamenta. E depois de ponderar o que agora escreve não me arrependo de nenhuma dessas duas ou três linhas.

(aqui: http://passaparedes.blogspot.com/2018/09/brasil.html
)
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De Carlos Gonçalves a 03.10.2018 às 11:46

"...também não há grandes diferenças quanto à valia dos principios democráticos entre os Fazendas e Mortáguas e estes redutores de Bolsonaro a um atrevido algo grosseiro."
Há,sim. Há uma esdrúxula e notável diferença: os "redutores de Bolsonaro", como lhes chama, nunca exigiram o silêncio de ninguém, nunca exigiram a ninguém que se inibisse de votar num qualquer candidato em eleições que nem sequer são as do seu país.
Pode algum Bolsonaro ser pior que os aliados desta canalha anti-democrática? Não creio. Não no séc. XXI. No séc. XX, quem usava tentar fugir dos seus paraísos era impedido a tiro e pelas costas (terá mais ou menos a minha idade e deve lembrar-se). Agora deixam-nos sair. Sem documentos, mas deixam. Acho que agora chamam-lhe "socialismo moderno" (cfr. BE). E por alguma coisa deve ser.
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De Justiniano a 03.10.2018 às 11:47

Como é evidente, caro JPT, e com todas as nuances que possam ser inseridas, não é a mesma coisa falar sobre a Venezuela ou sobre o Brasil. E muito menos sobre as Filipinas.
Se Castela, Galiza, Estremadura e Andaluzia são os únicos povos irmãos, o Brasil é um filho único que se perdeu na vida!
Vive, actualmente, uma crise existencial, severa!! Ou se mantém neste plano inclinado rumo à desagregação ou rompe rumo a um outro horizonte de eventos!
Os dados que dali brotam, criminalidade grave, coesão social (falta) e conflictualidade étnica e cultural são assustadores!! Há cenários de guerra declarada com melhores números per capita!
Será Bolsanaro a salvação ou a ruína final, não sei!! O que, no meio disto tudo, me parece excêntrico é, e repito as circunstancias que atravessa o Brasil, desconsiderar cenários de ruptura extra-sistemática como se o mais importante no meio disto tudo fosse a manutenção da ordem liberal e democrática!! Acho que devem começar pela ordem, como diz a bandeira!! Só assim se percebe a sedução da ideia de reinstituir a ditadura militar!!
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De jpt a 03.10.2018 às 12:11

Conheço bem esses argumentos, Fidel Castro podia ser ditador mas os cubanos viviam melhor do que os haitianos e isso. "Até amanhã, Camarada Justiniano", "avante" que "juntos seremos a muralha de aço"
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De Justiniano a 03.10.2018 às 12:32

Eu compreendo-lhe o exagero, até a mim me parece blasfémia!!
Mas há momentos na história dos Povos em que estas coisas acontecem! Não exulto com essa desgraça mas reconheço a sua possibilidade no horizonte próximo!
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De jpt a 05.10.2018 às 06:58

Eu também reconheço a possibilidade - é esse o problema
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De Justiniano a 05.10.2018 às 14:19

Não, caro JPT, o problema é que leva a essa possibilidade!!
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De jpt a 06.10.2018 às 23:11

o ovo e a galinha? O ovo veio primeiro, claro. E antes o Verbo.
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De Cláudia Casarinni a 15.10.2018 às 18:54

Por que Bolsonaro deverá ganhar as eleições? - 1

Num país onde 70% declaram preferir a democracia a qualquer outro regime, é essencial não apenas respeitar a vontade do eleitorado, mas também entender os seus motivos.

É provável que os 2 pró-nazis que agrediram uma jovem lésbica em Porto Alegre, os homófobos que atacam alguns gays em meia dúzia de lugares do Brasil e simpatizantes do fascismo o apoiem, mas nada disso faz de Bolsonaro um fascista ou um nazista.

Classificá-lo como alguém de “extrema-direita” que oferece riscos à democracia e acreditar que estamos na ante-sala de um golpe militar ou da ascensão de um regime autoritário só serve para acirrar ainda mais os ânimos já exaltados e dar razão àqueles que veem comprometimento ideológico tanto na academia quanto na imprensa. E as evidências de que Bolsonaro representa uma ameaça de ruptura legal ou jurídica são muito frágeis, se é que existem.

Um erro de categoria é classificar Bolsonaro de “liberal”, graças à conversão aos princípios de mercado promovida pelo economista Paulo Guedes, que tem vindo a encarregar-se da agenda econômica do candidato desde o final do ano passado.

Liberais não defendem o ensino religioso nas escolas públicas e não veem maiores problemas na privatização da Eletrobras. Qualquer um que já tenha lido Stuart Mill saberá distinguir o pensamento liberal genuíno do conservador, professado por boa parte dos apoiadores de Bolsonaro.

A aliança que permitiu a sua ascensão tem ingredientes do liberalismo econômico, do nacionalismo militar e do conservadorismo religioso, que estão presentes nos 3 ministros que Bolsonaro já confirmou, caso vença as eleições: Paulo Guedes (Economia), o deputado Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e o general Augusto Heleno (Defesa), este representando o retorno de um oficial general ao comando do Ministério da Defesa, algo quebrado nos governos petistas, que forçaram as Forças Armadas a serem comandadas por civis de esquerda, um deles até mesmo comunista convicto: Aldo Rebelo, do PC do B.

Mas o principal fator responsável pela muito provável vitória de Bolsonaro no próximo dia 28 não está entre aqueles que o apoiam. Está naqueles que disputam a eleição contra ele.

A história recente da democracia brasileira pode ser narrada como uma disputa entre petismo e anti-petismo. Bolsonaro é, hoje, o nome que concentra todo o sentimento anti-petista. E se dificilmente os seus apoiadores são todos “fascistas que apoiaram o Regime Militar”, ninguém tem dúvida de que sejam todos contra o PT.
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De jpt a 16.10.2018 às 16:33

Obrigado pelo seu olhar, muito mais esclarecido do que o deste bloguista, que vê o Brasil de muito longe. E sim, também me parece que o apoio ao confuso Bolsonaro vem muito mais de uma recusa do poder anterior do que de um apoio sistematizado a um seu projecto explicitado Como me dizia um amigo co-bloguista o Bolsonaro ganhou na primeira volta e deverá ganhar na segunda devido ao apoio dos FDTs (fartos disto tudo)
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De Cláudia Casarinni a 19.10.2018 às 15:55

Ora nem mais, nem menos.
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De Cláudia Casarinni a 15.10.2018 às 18:55

Por que Bolsonaro deverá ganhar as eleições? - 2

Bolsonaro soube adaptar para o seu eleitorado a estratégia petista criada por Lula do “nós contra eles". A oposição anterior ao PT tinha um caráter mais pragmático, de defesa de interesses. Por isso nunca teve a mesma força dos petistas. Com Bolsonaro, não. Os seus estrategistas políticos fazem oposição ideológica, combatendo o PT com as mesmas armas do inimigo, adaptadas para a guerrilha no meio digital.

Para propagar a sua narrativa, o bolsonarismo aperfeiçoou táticas que o PT consagrou. Dispõe de sites e blogueiros “amigos”, trolls e robôs nas redes sociais, um amplo grupo de esportistas, artistas, empresários, intelectuais e celebridades favoráveis a divulgar as suas versões.

Há muita ironia em ver/ler reclamações sobre “fake news” vindas de Haddad, cujo partido sempre financiou centenas de blogs e publicações camaradas para que disseminassem sistematicamente notícias favoráveis e construíssem a narrativa da perseguição ao PT por parte da imprensa, do Judiciário e das elites económicas e sociais.

Não menos irônica é a tentativa de atrair o apoio de políticos e eleitores “centristas”, em nome da reedição de uma Frente Democrática como foi o movimento das "Diretas Já", que enfrentou o Regime Militar. É como se o horroroso e irresponsável naufrágio econômico provocado pela Dilma ou a mega corrupção desmascarada pela Operação Lava Jato fossem pequenas notas de rodapé na história petista. Não custa lembrar que o "petrolão" foi o maior esquema de desvio de dinheiro público já desvendado no mundo.

Será que o PT espera que o eleitor simplesmente esqueça tudo isto, em nome de uma aliança democrática contra Bolsonaro? Continuará a insistir que Lula é vítima de perseguição política e que o impeachment de Dilma foi um “golpe”, algo que nem nossos adolescentes acreditam? Defenderá a continuação do aumento de gastos públicos e a política de campeões nacionais que aprofundaram a crise fiscal nos governos petistas? Continuará a negar o déficit da Previdência que o PT alavancou a níveis indecorosos?

Tanto no seu Programa de Governo quanto em declarações públicas, o PT errou ao defender mudanças na Constituição visando fortalecê-lo, assim como exercer controle sobre as atividades do Ministério Público e da Polícia Federal, além de defender a criação de mecanismos para limitar a imprensa, ou seja, para a censurar a bel-prazer, e ainda de interferir na independência das Supremas Cortes..

O próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cujas credenciais democráticas estão acima de qualquer suspeita, constatou o óbvio numa entrevista publicada ontem no "O Estado de S.Paulo": “Por que temos de apoiar "automaticamente" o Haddad? Quando o PT apoiou alguém "automaticamente"? Nunca. Então, com que autoridade moral o PT diz: ou nos apoiam ou são de direita?”.

O PT e Bolsonaro escolheram-se como adversários mútuos logo no início da campanha, 2 anos atrás, acreditando que um rival mais radical seria mais fácil de derrotar no 2º turno. E a realidade mostra que apenas um dos 2 tinha razão.

No governo, o PT descobriu que a vida não foi fácil num país com imprensa livre e judiciário independente. Já Bolsonaro pode estar feliz com a expressiva bancada que elegeu na Câmara (e até no Senado) e com a sua quase certa vitória, mas pode-se preparar por que o PT irá voltar à sua antiga tática (maldosa) da época do pré-poder, quando vivia para atirar diariamente pedras no telhado e nos vidros de quem se encontrava no poder.
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De jpt a 16.10.2018 às 16:36

Aqui o conhecido Sousa Santos já estabeleceu o porquê da vitória na primeira volta de Bolsonaro, três causas: 1) o colonialismo (juro); 2) alguns erros do PT, demonizados pelas campanhas da direita e sua influência na imprensa; 3) a "mão visível" dos EUA. Ficámos assim mais esclarecidos ...
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De jpt a 03.10.2018 às 12:09

Você está muito distraído Carlos Gonçalves, e isso é um defeito típico de bloguista que só lê o seu próprio blog (sei do que falo). Aqui no DO houve imensos escritos pró e contra o voto catalão, por exemplo. No bloguismo português ao longo dos últimos 15 anos imenso li sobre os votos em Bush, McCain, Obama, Trump, Roussef, o tonto do Hollande, o Brexit, no ballet Putin e Medvedev, na perenidade para-imortal de Merkel, etc. E etc. E etc.

Ou seja, não há prática alguma nem há obrigações morais - era o que faltava - para que as pessoas exprimam os seus desejos e opiniões sobre os países estrangeiros. É pura imaginação sua. Que aliás dá imenso jeito quando se trata de apoiar um escroque - melhor dizendo, um imundo filhodaputa - que faz apelos ao fuzilamento de 30 000 pessoas, à tortura, à destruição dos restos da floresta. Há gente que gosta disso, desses dizeres, dessas aspirações. Até bloga nessa aspiração. Pobre gente.
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De jpt a 03.10.2018 às 12:53

como é óbvio quis escrever "para que as pessoas não exprimam"
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De Carlos Gonçalves a 03.10.2018 às 14:38

Aqui a comentá-lo, acerca de "distrações" digo-lhe nada.
Mas era o que mais faltava que não pudéssemos exprimir-nos acerca da política interna brasileira, não sei de onde procede esse seu (aparente) equivoco de que me pronuncio em diferente sentido...
E não "apoio" nenhum escroque. O que acima do "escroque" eu temo são os que sentem que os brasileiros lhes devem obediência acerca não tanto de em quem devem votar, mas acerca de em quem não podem votar. Ou seja, temo os que exigem obediência sem oferecer soluções que não sejam as do costume. Em meu juízo, o escroque padece de grave incontinência verbal mas aquilo que sumariamente resume em "apelos ao fuzilamento de 30 000 pessoas, à tortura, à destruição dos restos da floresta", a acreditar nas sondagens - e desta vez eu acredito nelas, ao contrário do que sucedeu com Trump... -, parece merecer o favor da maioria dos brasileiros. Ironicamente, até parece sair robustecido na exata proporção do vigor de quem contra si berra nas ruas. O que eu temo são as minorias que na rua exigem que seja feita a sua vontade. Vejo que à primeira oportunidade me enfiariam num forno ou num qualquer gulag se um dia viessem a ter oportunidade de desconfiar em mim um qualquer adn eleito como inimigo de estado.
Vejo-lhes isso nos olhos e em cada gesto. Ou não acredita mesmo que são os cães silenciosos e não os que ladram como Bolsonaro que devemos temer?
O Brasil tem uma constituição e instituições que têm vindo a provar-se suficientemente robustas e funcionais. Não precisa dos medos que aqui lhe inventamos. Já tem os seus.
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De João Pedro Pimenta a 04.10.2018 às 02:12

Teme as minorias que o colocariam no gulag mas não quem apela a fuzilamentos em massa e à tortura? Então este texto era mesmo para si.
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De Carlos Gonçalves a 05.10.2018 às 08:33

Escreveu esse texto para mim? A sério? E eu para aqui convencido que não nos conhecíamos...
Seja como for, foi muito gentil. E agradeço-lho.
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De jpt a 05.10.2018 às 12:08

Estamos com rodriguinhos? Adequa-se-lhe, é isso mesmo, pela arenga fascista que deixa
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De Anónimo a 08.10.2018 às 19:46

Um comentário perfeito.
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De Anónimo a 03.10.2018 às 22:07

Os tratados internacionais mudam-se como tudo o mais. Não são eternos - pelo menos não vejo ninguém a rasgar vestes por não vigorar já o texto que estabeleceu, em 2100 a.C. os limites entre as cidades de Lagash e Umma da Mesopotamia,
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De jpt a 04.10.2018 às 17:19

Isso era internacional?
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De João Pedro Pimenta a 04.10.2018 às 02:15

Óptima reflexão e óptima passagem com o dedo bem na ferida. Porque por muito ruído desagradável que os activistas anti-Bolsonaro possam causar, isso não pode ser desculpa para a tese "os inimigos do meu inimigo meus amigos são", ou "se é para chatear a esquerdalhada, bora lá votar nele". Porque ao contrário do que muitos dizem, não é um mero conservador mais empertigado: é um fascista puro e simples. E é um termo que eu uso com muita parcimónia.
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De jpt a 04.10.2018 às 17:19

também eu, até porque parece mal ...
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De João Pestana a 04.10.2018 às 17:44

O problema é que é precisamente certas posições radicais da extrema esquerda que está a dar força à extrema direita (como aliás já foi dita acima).
Seja na Europa seja nas Américas já muita gente está farta do discurso da verdade única de artistas, jornalistas e fazedores de opinião. Especialmente fartos das cruzadas de facebook de gente fanática e intolerante que quer impor comportamentos e obrigam quem calha a exorcizar-se de algo que muito provavelmente nem fez ou disse.
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De jpt a 04.10.2018 às 22:16

pode ser mas, insisto, isso não é o significante
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De Anónimo a 05.10.2018 às 00:41

A "extrema-esquerda" matou 5 milhões de nazis durante a Segunda Guerra Mundial. O que é que o João Pestana faz para combater a extrema-direita?
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De jpt a 05.10.2018 às 07:01

Oops, agora um tipo é convocado para matar uns milhões da extrema-direita? Caramba, e ainda por cima num postal de minha autoria. Vade retro ó matador de nazis (é assim tão velho, você? ou é mesmo só daqueles que passou as últimas décadas a apoiar uns gajos que mataram uns milhões de não-nazis, belas figuras espetadas nas bandeiras e nos corações dos partidos e partidários agora geringoncicos)
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De Anónimo a 06.10.2018 às 01:20

É impressão minha ou o jpt acabou de se assumir como nazi?
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De jpt a 06.10.2018 às 23:12

é impressão sua
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De João Pedro Pimenta a 05.10.2018 às 20:49

Também, mas o princípio de "o inimigo do meu inimigo meu amigo é" é perigoso q.b.
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De Anónimo a 08.10.2018 às 19:47

Certíssimo.

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