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A Primavera está à porta

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.03.17

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As declarações de Assunção Cristas e o silêncio do PSD deixam muito pouco espaço para outras interpretações. O Conselho de Ministros do anterior Governo nunca discutiu as questões da banca, nem sequer às quintas-feiras. Discutir a banca para quê? Artistas, marialvas e fadistas tinham mais que fazer. Enquanto os portugueses sofriam cortes nos vencimentos, viam os impostos subir, apertavam o cinto e emigravam, havia quem pusesse o dinheiro em bom recato com os vistos do companheiro Núncio. E os ministros reuniam-se para tomar chá, combinar privatizações, almoçaradas e jantares e alegremente trocarem tachos e panelas. Os Conselhos de Ministros do Governo de Passos Coelho, ficámos agora todos a saber pela voz de uma das protagonistas, eram uma espécie de reuniões da tupperware.

Despachado o Melo para Bruxelas, em Lisboa ficaram coelhinhos, melros e andorinhas.

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13 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 15.03.2017 às 20:21

Meu caro! É muito simples.
Nas próximas eleições vote no Coelho.

Para além da Garrigues, uma sociedade de advogados onde Paulo Núncio trabalhou com o papel específico de gerir a relação da petrolífera venezuelana PDVSA (transferindo capitais para o Panamá através do BES) - jornal Público, onde se revelou que Paulo Núncio trabalhou também na Zona Franca da Madeira durante dez anos.

Segundo o jornal, “este facto é relevante, uma vez que a publicação de dados sobre a Madeira foi a única dúvida oficial levantada por Núncio para não publicar dados sobre offshores”. 

Relvas já tem 31,7% da Pivot, parceira do último candidato ao Novo Banco .

Foi também com a ajuda de Dias Loureiro que, em 2004, Daniel Sanches chegou a ministro, no Governo de Santana Lopes, com a tutela da Administração Interna. Três dias após a vitória de Sócrates, em 2005, estava o anterior Governo em mera gestão, Sanches adjudicou o negócio do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) a um consórcio liderado pela SLN, para a qual trabalhara entre 2001 e 2004. O contrato deste sistema de comunicações entre as polícias era da ordem dos 540 milhões de euros

A governante, Maria Luís Albuquerque, teve vários papéis: primeiro porque decidiu o cancelamento dos "swaps", depois por ter, ela própria, liderado a área financeira de uma empresa (Refer) que contratou "swaps", todos eles considerados simples e não complexos no estudo do IGCP (tutelado pelo Ministério das Finanças).
Houve outras polémicas laterais em torno da governante (tinha ou não autorizado um "swap" da Estradas de Portugal quando deu o seu "sim" a um financiamento pedido pela empresa, que tinha agregado um "swap"?) mas Maria Luís Albuquerque ficou no Governo, enquanto secretária de Estado do Tesouro e Finanças – tendo posteriormente sido promovida a ministra com a saída de Vítor Gaspar.
 Ao contrário de dois secretários de Estado, Paulo Braga Lino e Juvenal da Silva Peneda, que se demitiram para não prejudicar as pastas que tutelavam...

etc e tal




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De Alexandre Policarpo a 16.03.2017 às 01:19

Não tem mais nada para fazer do que vir aqui escrever parvoíces?
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De Mr.LambMcKey a 16.03.2017 às 22:39

Parvoíces que incomodam.

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