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A praga do turismo

por jpt, em 13.05.18

Nestes últimos dias reflectindo sobre a incompetência dos nossos governos, inertes permitindo estas vagas de turistas populares, chegados aos magotes em voos "low cost", descaracterizando as nossas cidades, em particular a capital Lisboa, e seus centros históricos, tudo vasculhando em frenesim de olhares desatentos e de energúmenas selfies.

 

DSCN8538.JPG*

(otherie, por cpt)

 

Sei que mostrar a cara é uma estética-FB, alheia ao discreto charme blogal. Mas não há outra forma de colocar este postal.

 

 

 

 

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16 comentários

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De Darth Von Kälhau a 13.05.2018 às 11:41

"Nestes últimos dias reflectindo sobre a incompetência dos nossos governos, inertes permitindo estas vagas de turistas populares, chegados aos magotes em voos "low cost".


Os turistas estão a gastar mais: no ano (2016) passado, o consumo dos turistas ultrapassou os 23 mil milhões de euros, o equivalente a mais de 12% do produto interno bruto (PIB) do país.

Hotelaria e restauração explicam quase 40% da subida no emprego.

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, afirmou esta sexta-feira, 16 de Março, 2018, durante o 1.º Summit Shopping Tourism & Economy Lisbon, que o Turismo não está a matar as cidades portuguesas, defendendo que, pelo contrário, tem sido o crescimento turístico que tem permitido recuperar as cidades do abandono a que estavam vetadas, dando como exemplo a “reabilitação urbana”.

O centro do Porto estava em ruínas antes do boom turístico chegar à cidade invicta

Já agora o que é um turista popular? Distingue-se pelo casaco ou pelo IRS?




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De jpt a 13.05.2018 às 13:03

A sério, esses dados todos?
"Turista popular"? É essa gente que viaja low cost, sem gosto nem tempo.
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De Sarin a 13.05.2018 às 14:48

Porque viajar com gosto e com tempo depende do preço do bilhete e das estrelas do hotel?

E chamaria a essa definição, a Alice Vieira que me perdoe as semelhanças, "Viagem à volta do preconceito" ou "Gracinhas e desgraças de corte e costura de El-Rei Tadinho".

Há quem prefira pagar pouco nos meios de transporte e gastar o que quiser em entradas em museus e espectáculos; que prefira ficar instalado em b&b acolhedores e na rota da maré a escolher resorts e hotéis impessoais e apinhados; quem prefira viajar para conhecer as gentes que por sua vez lhe apresentam o país do que embarcar em viagens com autocarro de luxo e visita guiada aos pontos cuidadosamente escolhidos como turísticos.

Defender o país contra o preconceito é tão importante como defender o meio contra a descaracterização.
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De jpt a 13.05.2018 às 14:58

Obrigado pelo seu comentário
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De lucklucky a 13.05.2018 às 19:16

"Defender o país contra o preconceito é tão importante como defender o meio contra a descaracterização."

Interessante então num bairro só de brancos é racista protestar a chegada de pretos que compraram em liberdade apartamentos. E é.
Mas a chegada de brancos que também compraram em liberdade apartamentos num bairro de pretos/pobres ou qualquer outro grupo que o interesse marxista do momento designe como grupo oprimido já é "descaracterização" e "gentrification"?

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De Darth Von Kälhau a 13.05.2018 às 21:13

"Mas a chegada de brancos que também compraram em liberdade apartamentos num bairro de pretos/pobres"

Fala na Cova da Moura ou no Aleixo? O que Portugal tem de mais democrático é a pobreza. Atinge brancos, amarelos, pretos à bolas...
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De lucklucky a 13.05.2018 às 22:59

Então democracia é igualdade de resultados?

Caminhamos então para que a democracia seja a pobreza, miséria comunista e uma ditadura fascista com estrela vermelha a substituir o fascio seja onde pode existir prosperidade?
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De Opinantes a 13.05.2018 às 17:15

Caro, jpt

Vimos por este meio convidá-lo a participar na nossa comunidade e dar-lhe a conhecer "O site onde a sua opinião conta!"

Publique a sua opinião em www.opinantes.pt e ganhe um lugar de destaque perante a nossa comunidade e leitores. Os melhores artigos de opinião são partilhados com mais de 3 milhões de fãs no Facebook.

Ficamos a aguardar por um feedback da sua parte, o que antecipadamente agradecemos.
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De Darth Von Kälhau a 13.05.2018 às 21:14

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De jpt a 14.05.2018 às 00:56

Obrigado caro, opinantes

mas, de facto, a minha opinião nem para mim conta quanto mais para os outros ...

Felicidades e sucessos
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De V. a 13.05.2018 às 18:57

A ideia de ter os nossos políticos e sobretudo os nossos governantes a determinar quantas pessoas nos podem visitar (ie aqueles que vêm cá deixar toneladas de dinheiro que um país refém de funcionários públicos e da parasitagem das esquerdas não consegue fabricar) é ainda mais aterradora do que ter cá os franceses todos. Saiam do caminho. Desabitem.
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De Darth Von Kälhau a 13.05.2018 às 21:15



Eu sabia que o Lado Negro não o tinha ainda tomado de todo.
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De jpt a 14.05.2018 às 01:10

Este meu postal é similar a um que fiz no FB, lá com uma selfie com a minha filha, aqui com uma foto minha. O que é engraçado é o tipo de reacções. Eu sei que aqui há muito o culto dos comentários e o apreço pelos "comentadores residentes" e que nestes há o culto da contradição, como se isso fosse diálogo. Mas não é. De facto há a necessidade de ter uma política urbanística, de estratégias que obstem ao monofuncionalismo turístico dos centros das cidades (e pode-se elaborar sobre o assunto). Mas o meu pequeno texto é um pequeno apanhado de ditos e escritos usualmente botados sobre a recente explosão turística em Portugal - a esquerda burguesa sempre muito ciosa de receber estrangeiros desde que negros ou desvalidos ou, vá lá, infiéis, mas avessa a qualquer actividade ligada com o comércio e com o lucro; a direita burguesa, desgostosa com a desacralizacão dos ícones pátrios e com a xungaria da plebe visitante. Certo é que todos são turistas: foram ver os comunistas vintage a Havana, foram ao turismo sexual na Tailandia (elas mais na Gâmbia), os mais idosos nos cruzeiros no Mediterraneo, etc etc. Mas estão agora muito ofendidos e desagradados, enjoados at´

Ora aqui fotografo-me ou faço-me fotografar num dos pontos icónicos de Brugge, rodeado de turistas, no canal, esperando pelo barco ou já lá dentro, eu próprio com o lonely planet debaixo do braço, típico turista mais não podia ser. (Para além disso, mas isso não podem ver na foto, vim na Ryanair; paguei 73 euros)

E qual é a reacção dos comentadores residentes? A contraposição, a crítica pomposa. É mesmo uma questão de atitude, de pose. Que leva à constante incompreensão. Sob a aparência de diálogo. Mas só mesmo a aparência
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De Sarin a 14.05.2018 às 14:56

jpt deu uma definição preconceituosa de turista. E teve noção disso. Se não era acto de fé nem provocação, era o quê?
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De jpt a 14.05.2018 às 15:31

Chamava-se a isto, quando eu era novo, uma suave ironia. Que funciona, com incompreensões e compreensões, noutros contextos, similares a estes. Mas não em absoluto para alguns comentadores residentes do DO - como eu refiro acima, devido a um "desvio" atitudinal. E o debate, ou conversa, concordante ou discordante; com gente interessada e disponível seria tão mais interessante. Mas enfim, cada um constrói-se como quer. E pode.
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De Sarin a 14.05.2018 às 16:00

A fotogafia em conjunto com o texto era-o, ou pelo menos assim a entendi, tanto que ainda estive para pedir as coordenadas daquele lugar desértico e onde apenas se avistava um natural(mente) descontraído nos seus afazares diários.

Só que quando o ia fazer surgiu a definição de "turista popular" - que pode ter sido ironia, mas na forma tentada, jpt. Porque é um dos argumentos mais democráticos que conheço - é usado à esquerda e à direita pelos incomodados não com a descaracterização do meio mas com o não terem mesa no café. E não sabendo se jpt se importa com a falta de mesa para si ou com o excesso de esplanadas em dunas, pode crer que no meu caso é mesmo uma questão de atitude alertar para o conforto de quem vai mas também de quem está.

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