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A pergunta que se impõe

por Diogo Noivo, em 23.11.17

 

"Em finais de 2015 havia alternativa, íamos virar a página da austeridade, era todo um mundo novo que se prometia, feito de mais dinheiro no bolso de todos, porque o anterior Governo era um malvado que, vá-se lá saber porquê, queria tirar-nos o dinheiro todo e estava sempre a falar no défice das contas pública e na dívida. Havia dinheiro a rodos e ai de quem se atrevesse a alertar que não era possível. Seria devidamente insultado e perseguido pela turba anónima das redes sociais, classificado de “pafiano” ou educadamente insultado como “liberal”.

Em finais de 2017 estamos a ser acusados de viver na ilusão de que é possível dar tudo a todos, porque afinal não é. E não é por maldade, é porque afinal, pasme-se, não há dinheiro e não é possível apagar o passado, eliminar a crise e a troika. Mas isso não era exactamente o problema de 2015?"

 

Helena Garrido, "(Des)ilusões de ricos pobres", Observador (23.11.2017)


3 comentários

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De Rão Arques a 23.11.2017 às 13:10

Fizeram a festa do Zé gastando-lhe o nome, não ganharam vergonha ou não aprenderam nada, tal como a inútil e amorfa plateia de basbaques.
Se o assustador animal feroz ainda saia da toca, este traste manhoso que lhe prestou vassalagem encobre-se com as dóceis chocas da manada..
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De Beatriz Santos a 23.11.2017 às 21:24

Mas afinal, será que por mudarem as pessoas os problemas deixam de existir? Parece-me que as soluções é que não serão bem as mesmas e que é nisso que se aposta quando se muda o staff governativo. E, apesar dos ditos problemas, temos de reconhecer que as soluções não foram iguais. Mas é verdade, os portugueses gostam é de milagres e governos milagrosos. Ah, pois é. Mas é que desses não há.
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De Pedro Correia a 23.11.2017 às 21:53

Excelente artigo da Helena. Mais um.

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