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A pergunta que ainda falta fazer

por Pedro Correia, em 23.01.19

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A propósito dos distúrbios que têm ocorrido nos últimos dois dias em quatro concelhos - Lisboa, Setúbal, Loures e Odivelas - assisto a inúmeras peças jornalísticas que procuram associar a pobreza à delinquência, o que é uma injúria lançada a todos os pobres. Lamentavelmente, em muitas destas peças sobra em propaganda política rasca o que falta em jornalismo. No tal "bairro da Jamaica" pertencente ao município do Seixal, de onde virão alguns destes alegados desordeiros, vivem 600 pessoas em condições miseráveis, ocupando prédios que se encontram inacabados há quase meio século.

Não será esta a ocasião de questionar a Câmara Municipal do Seixal - que desde 1976 tem sido gerida ininterruptamente pela CDU - por que motivo não realoja estas pessoas, atribuindo-lhes habitação condigna? É uma pergunta simples. Mas que, no entanto, continua por fazer. 

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58 comentários

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De Justiniano a 23.01.2019 às 15:09

Há nuances, meu caro! São elementos que influem, certamente, mas que não têm uma relação directa e necessária! Muito menos os tipos penais que integrem no tipo elementos de violência efectiva.
Há exemplos desconcertastes de um lado e do outro (onde o aumento da riqueza ou igualdade correspondem a aumentos da taxa de criminalidade - Fenómenos já estudados desde o século XIX, na sociologia e criminologia. De Durkheim a Merton. A escola marxista é a única que estabelece uma relação intrínseca directa entre a delinquência como fenómeno formal de ruptura normativa e as relações materiais de apropriação de riqueza do mundo liberal capitalista. No mundo marxista o crime seria uma reminiscência capitalista, incluindo os chamados crimes passionais, de luxúria e de honra. Ocorre que, na realidade, no mundo marxista, onde, de facto os níveis de distribuição de riqueza eram os mais aproximados da igualdade material, o fenómeno criminoso persistiu. Coisa que muito intrigou os teóricos)
Os exemplos limite apontáveis são os relativos a Estados falhados ou em vias de soçobrar, onde esses índices são irrelevantes!
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De Vorph Valknut a 23.01.2019 às 15:29

Justiniano, todos os estudos apontam uma correlação positiva entre crime e desemprego, justificado como causal por diversos estudos em neurociências
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De Justiniano a 23.01.2019 às 21:23

Não sei, caro Vorph, não percebo nada de neurociencias!! Correlações, para mim, são entre os alcalinos e os ácidos, na cozinha. Fora disso o esforço metafísico parece-me inútil!!
Um bem haja,

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