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A pergunta que ainda falta fazer

por Pedro Correia, em 23.01.19

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A propósito dos distúrbios que têm ocorrido nos últimos dois dias em quatro concelhos - Lisboa, Setúbal, Loures e Odivelas - assisto a inúmeras peças jornalísticas que procuram associar a pobreza à delinquência, o que é uma injúria lançada a todos os pobres. Lamentavelmente, em muitas destas peças sobra em propaganda política rasca o que falta em jornalismo. No tal "bairro da Jamaica" pertencente ao município do Seixal, de onde virão alguns destes alegados desordeiros, vivem 600 pessoas em condições miseráveis, ocupando prédios que se encontram inacabados há quase meio século.

Não será esta a ocasião de questionar a Câmara Municipal do Seixal - que desde 1976 tem sido gerida ininterruptamente pela CDU - por que motivo não realoja estas pessoas, atribuindo-lhes habitação condigna? É uma pergunta simples. Mas que, no entanto, continua por fazer. 


58 comentários

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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 14:31

Eu insisto na pergunta, dirigida aos autarcas da CDU: porque é que a Câmara do Seixal permite, tolera, autoriza e avaliza que centenas de pessoas neste concelho que sempre votou nesta força política vivam em condições infra-humanas?
Parece-me uma pergunta elementar. Lamentavelmente, ainda não a vi ser feita por ninguém. Será tabu fazer uma pergunta destas a responsáveis autárquicos comunistas?
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De Justiniano a 24.01.2019 às 10:14

A simpatia condescendente que é oferecida à "vera" esquerda, que coincide com a questão do caro Pedro Correia, tem no JM Tavares um dos melhores exemplos. Este JM Tavares, à semelhança de outros "liberais-progressistas" portugueses, pretende, sobretudo, ser lido e considerado pela mesma esquerda progressista. Ou seja, pretende receber alvíssaras das autoridades intelectuais do reino e poder figurar entre os cromos "referenciais" do parlapatório nacional (a Grande Ordem do Papagaio).
Para tal está disposto a conceder, pela linguagem, o triunfo ideológico a qualquer esquerda. Sucumbe antes sequer de lhe darem a palavra. Não se trata de um caso de tibieza por vocação. Trata-se de um mero parlapatão.
Hoje, no Público, mais um exercício de magnânima soberba. Aventa como virtuoso o nascimento de nações em Portugal, animadas pelo ressentimento e a aversão crescente, recíproca. "Quem sabe não tenhamos assistido ali ao nascimento simbólico da comunidade luso- africana com que sonha Mamadou Ba. Esta é a parte boa.".

Adianta, o escriba JM Tavares, como muito positiva a agregação política de cidadão unidos pela razão exclusiva da sua identidade étnica e com o propósito de melhorarem as condições de vida da sua etnia. "...uma comunidade luso-africana, disposta a lutar pelos seus direitos e a melhorar as suas condições de vida.".."simpatizo com a causa."..." A notícia está na consciencialização daqueles jovens enquanto grupo organizado de pressão, dentro daquilo que são os modos tradicionais de intervenção na vida nacional. Extirpado de uma violência desnecessária, esse activismo faz falta a Portugal."

A parte má, diz o escriba Tavares, é o substrato marxista e o emprego da palavra "racismo" numa perspectiva crítica marxista (a raça como classe, que grande novidade!! Este Tavares ainda vai vencer cátedra). Com pena confessa que no melhor pano cai a nódoa!!

No mesmo pasquim, hoje, continuam as cassandrinhas vedoras de um fascismo à esquina que urge combater. As cassandrinhas estão na linha da frente desse combate. Francisco Assis e Batista estiveram de turno. O ritmo e a intensidade dramática de sempre. As professias cumprir-se-ão, nem que seja à força da vergasta!!

Só peço a Deus que me salve das distopias desta gente! É gente que não aprende nada nem esquece nada. São autenticas tragédias que se anunciam. Reproduzem, com zelo e empenho, alucinadamente, o que dizem querer combater. Se necessário for, criam Dragões para que os queimem com o fogo da goela!!

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