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A pergunta que ainda falta fazer

por Pedro Correia, em 23.01.19

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A propósito dos distúrbios que têm ocorrido nos últimos dois dias em quatro concelhos - Lisboa, Setúbal, Loures e Odivelas - assisto a inúmeras peças jornalísticas que procuram associar a pobreza à delinquência, o que é uma injúria lançada a todos os pobres. Lamentavelmente, em muitas destas peças sobra em propaganda política rasca o que falta em jornalismo. No tal "bairro da Jamaica" pertencente ao município do Seixal, de onde virão alguns destes alegados desordeiros, vivem 600 pessoas em condições miseráveis, ocupando prédios que se encontram inacabados há quase meio século.

Não será esta a ocasião de questionar a Câmara Municipal do Seixal - que desde 1976 tem sido gerida ininterruptamente pela CDU - por que motivo não realoja estas pessoas, atribuindo-lhes habitação condigna? É uma pergunta simples. Mas que, no entanto, continua por fazer. 

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58 comentários

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De Anónimo a 23.01.2019 às 12:10

"Seixal, que dia é hoje? ..."
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 14:32

23 de Janeiro de 2019, I presume.
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De Rão Arques a 23.01.2019 às 13:09

Ninguém quer responder porque há notáveis desordeiros e cadastrados em exercício que estão lá em cima.
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 14:32

Aguardarei que a pergunta seja enfim feita. E respondida.
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De Luís Lavoura a 23.01.2019 às 13:21

Tal como não se deve associar a pobreza à delinquência, também não se deve associar a falta de habitação condigna à delinquência.

Se o que está atualmente em causa é a delinquência ou a violência policial, então não é propriamente altura para estar a desviar a discussão para a falta de habitação condigna, porque essa falta não é desculpa nem para a delinquência nem para a violência policial.
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 14:36

"Desviar a discussão"? Isto não é desviar discussão nenhuma.
A pergunta que deve ser feita é precisamente esta. Nas últimas 48 horas, o País ficou a saber que centenas de pessoas vivem no concelho do Seixal, a 30 km de Lisboa, em condições infra-humanas neste século XXI. E que já vivem assim há décadas, sem que a Câmara local - que foi sempre da CDU - tenha solucionado o problema.
Não estou a imputar actos ilícitos aos moradores dessa zona - aliás situada bem perto da Quinta da Atalaia, um latifúndio do Partido Comunista. Estou a dizer que manter populações a "viver" ali, naquelas deploráveis condições, é - isso sim - um acto criminoso.
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De Maria Dulce Fernandes a 23.01.2019 às 17:43

Boa pergunta, Pedro.
A valha máxima " Faz o que eu digo, não faças o que eu faço" serve-lhes bem de carapuça. Grande exemplo às massas proletárias, exploradas e oprimidas, sessenhores.
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 17:48

Este partido recebe sempre um tratamento de excepção, Dulce. Raras vezes lhe dirigem uma pergunta incómoda.
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De Justiniano a 23.01.2019 às 13:21

Eu acrescentaria, eventualmente, mais 150 perguntas! A começar pela questão da natureza jurídica daquele "bairro"!! (espero que se não importe aquele passatempo nacional em França, incendiar automóveis. Fiquemo-nos pelos caixotes do lixo)
Há depois outras questões que se prendem com a imigração, assunto escaldante da actualidade, vantagens e desvantagens, em que a mera questão, por quem a colocar, fora do paradigma, progressista e esmaga nações, do direito subjectivo universal à migração, vence, no mínimo, amargo opróbrio!!

A indigência desembraiada do jornalismo não pára de me surpreender! Hoje, no editorial do Público, Manuel Carvalho numa óde à cobardia e sucumbência! Começa por enunciar, à laia de mestre escola, a ortodoxia da prudência e do bom juízo que nos insta a uma análise crítica, ressalvando, com as dúvidas que as imagens parciais lhe suscitam, ser mister apurar a natureza do sucedido. De seguida, impaciente, e sem mais, balda-se e conclui, porque sim "Só há uma forma de travar esses maniqueísmos e de proteger a necessária integridade da PSP: condenar sem reservas actos como o destes dias e exigir que tudo se esclareça."
Sim, queimar antes de ler, é um bom principio, Carvalho!!


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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 14:31

Eu insisto na pergunta, dirigida aos autarcas da CDU: porque é que a Câmara do Seixal permite, tolera, autoriza e avaliza que centenas de pessoas neste concelho que sempre votou nesta força política vivam em condições infra-humanas?
Parece-me uma pergunta elementar. Lamentavelmente, ainda não a vi ser feita por ninguém. Será tabu fazer uma pergunta destas a responsáveis autárquicos comunistas?
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De Justiniano a 24.01.2019 às 10:14

A simpatia condescendente que é oferecida à "vera" esquerda, que coincide com a questão do caro Pedro Correia, tem no JM Tavares um dos melhores exemplos. Este JM Tavares, à semelhança de outros "liberais-progressistas" portugueses, pretende, sobretudo, ser lido e considerado pela mesma esquerda progressista. Ou seja, pretende receber alvíssaras das autoridades intelectuais do reino e poder figurar entre os cromos "referenciais" do parlapatório nacional (a Grande Ordem do Papagaio).
Para tal está disposto a conceder, pela linguagem, o triunfo ideológico a qualquer esquerda. Sucumbe antes sequer de lhe darem a palavra. Não se trata de um caso de tibieza por vocação. Trata-se de um mero parlapatão.
Hoje, no Público, mais um exercício de magnânima soberba. Aventa como virtuoso o nascimento de nações em Portugal, animadas pelo ressentimento e a aversão crescente, recíproca. "Quem sabe não tenhamos assistido ali ao nascimento simbólico da comunidade luso- africana com que sonha Mamadou Ba. Esta é a parte boa.".

Adianta, o escriba JM Tavares, como muito positiva a agregação política de cidadão unidos pela razão exclusiva da sua identidade étnica e com o propósito de melhorarem as condições de vida da sua etnia. "...uma comunidade luso-africana, disposta a lutar pelos seus direitos e a melhorar as suas condições de vida.".."simpatizo com a causa."..." A notícia está na consciencialização daqueles jovens enquanto grupo organizado de pressão, dentro daquilo que são os modos tradicionais de intervenção na vida nacional. Extirpado de uma violência desnecessária, esse activismo faz falta a Portugal."

A parte má, diz o escriba Tavares, é o substrato marxista e o emprego da palavra "racismo" numa perspectiva crítica marxista (a raça como classe, que grande novidade!! Este Tavares ainda vai vencer cátedra). Com pena confessa que no melhor pano cai a nódoa!!

No mesmo pasquim, hoje, continuam as cassandrinhas vedoras de um fascismo à esquina que urge combater. As cassandrinhas estão na linha da frente desse combate. Francisco Assis e Batista estiveram de turno. O ritmo e a intensidade dramática de sempre. As professias cumprir-se-ão, nem que seja à força da vergasta!!

Só peço a Deus que me salve das distopias desta gente! É gente que não aprende nada nem esquece nada. São autenticas tragédias que se anunciam. Reproduzem, com zelo e empenho, alucinadamente, o que dizem querer combater. Se necessário for, criam Dragões para que os queimem com o fogo da goela!!
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De Bea a 23.01.2019 às 13:33

suponho que o bairro da Jamaica perdeu interesse. É verdade que não se consegue olhar para todo o lado, mas a quem interessam, verdadeiramente, os mais pobres?!
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 14:28

Os pobres só interessam, no discurso corrente, como trampolim para a demagogia de turno. De um lado e de outro.
O que esta história desvenda é a existência de um bairro (chamemos-lhe assim) no concelho do Seixal onde há mais de 40 anos centenas de pessoas vivem em condições infra-humanas sem que a câmara CDU tenha resolvido o problema nem seja agora interpelada pelos jornalistas sobre esta questão.
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De Bea a 24.01.2019 às 08:50

Deixam a lenha seca e pronta e admiram-se do fogo . Mas o pior é que haja vida humana que nasce e cresce em tais condições. Igualdade é coisa que nunca existiu excepto nos papéis ou como ideal. E cada vez há menos vontades individuais a lutar por ela.
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De Pedro Correia a 24.01.2019 às 22:57

Mais ainda, neste caso, porque entre os lugares-comuns habitualmente entoados pela CDU nas suas sessões de propaganda inclui-se o "direito à habitação", proclamado a todo o momento.
Pena que se esqueçam de apregoar tão belo princípio no concelho do Seixal, que gerem há quase meio século.
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De Vorph Valknut a 23.01.2019 às 13:58

Acutilante texto. Contudo é verdade que a pobreza e o desemprego estão associados estatisticamente a um aumento da violência. Isso e as assimetrias sociais. Países onde existe maior desigualdade existe mais violência e corrupção. Era interessante alguns candidatos a Bolsonaros aprenderem alguma coisinha...não basta oferecer armas. Seriam melhor os livros
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 14:26

Não é verdade que a pobreza e o desemprego estejam associados ao aumento da criminalidade. Associar os desempregados ao crime é algo muito grave.
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De Vorph Valknut a 23.01.2019 às 15:27

https://www.journals.uchicago.edu/doi/abs/10.1086/320275?mobileUi=0&journalCode=jle

Abstract In this paper, we analyze the relationship between unemployment and crime. Using U.S. state data, we estimate the effect of unemployment on the rates of seven felony offenses. We control extensively for state‐level demographic and economic factors and estimate specifications that include state‐specific time trends, state effects, and year effects. In addition, we use prime defense contracts and a state‐specific measure of exposure to oil shocks as instruments for unemployment rates. We find significantly positive effects of unemployment on property crime rates that are stable across model specifications. Our estimates suggest that a substantial portion of the decline in property crime rates during the 1990s is attributable to the decline in the unemployment rate


http://www.crest.fr/ckfinder/userfiles/files/Pageperso/kramarz/fkp_March_2008_final.pdf

https://www.nuffield.ox.ac.uk/users/papps/unemployment.pdf


I investigate the impact of unemployment on crime using a country-level panel data set from Europe that contains consistently measured crime statistics. Unemployment has a positive influence on property crimes.

https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0144818811000652


https://www.youtube.com/watch?time_continue=6&v=EtVfoIkVSu8

For example when unemployment goes up, stress goes up and so do rates of spousal abuse and associated aggression. Displacement aggression.

The poorer you are the more likely you are to be violent.
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 17:49

O que é que os USA têm a ver connosco?
São padrão universal?
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De Justiniano a 23.01.2019 às 15:09

Há nuances, meu caro! São elementos que influem, certamente, mas que não têm uma relação directa e necessária! Muito menos os tipos penais que integrem no tipo elementos de violência efectiva.
Há exemplos desconcertastes de um lado e do outro (onde o aumento da riqueza ou igualdade correspondem a aumentos da taxa de criminalidade - Fenómenos já estudados desde o século XIX, na sociologia e criminologia. De Durkheim a Merton. A escola marxista é a única que estabelece uma relação intrínseca directa entre a delinquência como fenómeno formal de ruptura normativa e as relações materiais de apropriação de riqueza do mundo liberal capitalista. No mundo marxista o crime seria uma reminiscência capitalista, incluindo os chamados crimes passionais, de luxúria e de honra. Ocorre que, na realidade, no mundo marxista, onde, de facto os níveis de distribuição de riqueza eram os mais aproximados da igualdade material, o fenómeno criminoso persistiu. Coisa que muito intrigou os teóricos)
Os exemplos limite apontáveis são os relativos a Estados falhados ou em vias de soçobrar, onde esses índices são irrelevantes!
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De Vorph Valknut a 23.01.2019 às 15:29

Justiniano, todos os estudos apontam uma correlação positiva entre crime e desemprego, justificado como causal por diversos estudos em neurociências
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De Justiniano a 23.01.2019 às 21:23

Não sei, caro Vorph, não percebo nada de neurociencias!! Correlações, para mim, são entre os alcalinos e os ácidos, na cozinha. Fora disso o esforço metafísico parece-me inútil!!
Um bem haja,
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De Anónimo a 23.01.2019 às 14:37

Hoje ao ler a lista dos "ladrões" da Caixa Geral de Depósitos... deu-me vontade de incendiar aqueles cabrões!

Pensei na minha pensão de velhice de 280 E !

Amendes
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De Pedro Correia a 24.01.2019 às 22:57

Espero que alguém aqui no blogue escreva sobre esta vergonha. Se mais ninguém o fizer, faço eu.
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De Luís Lavoura a 23.01.2019 às 18:32

Portanto, o Pedro Correia quer debater por que é que uma Câmara da CDU ainda não deu casa de borla aos pobrezinhos que vivem no seu concelho.
É sem dúvida uma discussão que vale a pena fazer, mas penso que ela não deve ser misturada com a discussão de saber se esses pobrezinhos têm ou não têm o direito de incendiar carros e caixotes do lixo, e de saber se a polícia tem ou não tem o direito de dar porrada nesses pobrezinhos.
Uma coisa são os desacatos que houve nas passadas 3 noites e a atuação que a polícia teve em relação a eles. Outra questão muito diferente é se as Câmaras da CDU têm ou não têm o dever (e a capacidade) de dar casa aos mal-alojados dos seus concelhos.
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 18:44

Paleio típico de burguês abastado, residente no confortável perímetro alfacinha. Um "progressista" com imenso horror aos subúrbios da Margem Sul, onde há gente a dormir em prédios esventrados nos municípios de maioria CDU, que gostam de proclamar o "direito à habitação" quando desaguam nos comícios em Lisboa.
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De Anónimo a 24.01.2019 às 10:51

Alguém que não está de acordo da maneira como o nosso dinheiro é gasto é logo "enchido" de nomes bastante jeitosos e jocosos. Porque se tem de dar casa a quem construiu de forma ilegal? Porque se tem de dar casa a quem não se quer integrar na sociedade? Porque se tem de dar algo a alguém que trafica droga, rouba, agride, incendeia e provoca constantemente as autoridades e não respeita nada nem ninguém? Bem, se calhar, nem todos os moradores desses bairros serão assim, ou praticam actos desta natureza... Mas não será necessário escrutinar quem terá direito a ajuda social? Ou é só dar casas e afins e nem haver "estudo" de cada caso»?
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De Anónimo a 24.01.2019 às 11:46

Concordo com Luís Lavoura, qual o dever de uma Câmara Municipal de alojar pessoas que vieram de fora e resolveram ocupar um prédio que se encontrava abandonado? A única obrigação da Câmara era a de já ter demolido esses edifícios há muitos anos e não a de arranjar casas a preço da chuva para pessoas que nem sequer trabalham, vivendo apenas de subsídios do Estado, subsídios esses que existem à custa dos impostos de quem trabalha e que nunca vandalizou bens alheios! E Pedro Correia, não ataque quem discorda do seu fanatismo acéfalo pois nem todos são ceguinhos!
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De Pedro Correia a 24.01.2019 às 13:52

Tens interesses imobiliários no concelho do Seixal, anónimo?
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De Anónimo a 23.01.2019 às 19:12

Boa malha Pedro, é mesmo isso, a miserável tentativa de colar a pobreza com a delinquência, é efectivamente uma injúria lançada a todos os pobres, ainda por cima quando a realidade nos mostra o contrário. A deliquência consta, por exemplo naquela lista de devedores à CGD e como se pode ver é tudo gente fina. A deliquência a estar associada a alguma coisa será de certeza àqueles finórios que geriram aquela empresa todos estes anos com as consequências que todos sabemos e que ainda têm a lata de ir à televisão defender que os mafiosos devedores não deveriam ser conhecidos, como o fez Faria de Oliveira, como se eu ou o Pedro tivéssemos cometido um outro qualquer crime para termos que pagar os desmandos desta gente. O Vara está dentro e está só, precisa de companhia, para quando Oliveira e Costa, ou Duarte Lima? Para quando a acusação a Faria de Oliveira, Carlos Santos Ferreira, João Salgueiro ou António Sousa?
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De Pedro Correia a 23.01.2019 às 23:58

Excelente pergunta. Hei-de voltar ao tema.
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De A.Vieira a 23.01.2019 às 19:18

Nunca o PCP mexeria um dedo para criar condições de dignidade a esses cidadâos, não estão organizados em comités de bairro e com palas nos olhos,


A.Vieira
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De Justiniano a 24.01.2019 às 14:25

Só peço a Deus que me salve do dia em que o PCP mexa um dedo para criar condições de dignidade em Portugal!! É deixá-los brincar às piscinas, à cultura, às associações e quejandos. Se andarem entretidos e a entreter já não vai muito mal, suporta-se!!

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