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A pandemia dentro da pandemia

por Pedro Correia, em 22.09.20

Durante o recente estado de emergência em Espanha, 59 cadáveres ficaram por reclamar em Madrid. Imagino que terão sido pessoas como qualquer de nós: riram, choraram, conviveram, sonharam, amaram. Foram a «palha pensante» de que falava Pascal, aludindo à fragilidade da condição humana.

Na nudez absoluta da morgue, ninguém as procurou: incineradas ou depositadas na vala comum sem um lamento fúnebre, tornaram-se mero dado estatístico para discussões à hora do jantar. 

Esta é uma pandemia dentro da pandemia: a de que menos se fala mas a que mais devia preocupar-nos, pois comprova como se tornaram inóspitas as sociedades que criámos, gerando desenfreadas correrias que conduzem a lugar nenhum. Quantos dramas humanos se ocultam sob as luzes citadinas? Quanta dor silenciada na perpétua vigília de quem é incapaz de adormecer? Quanta solidão povoada de fantasmas assombrando noites que nunca verão nascer o sol?


66 comentários

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De Elvimonte a 22.09.2020 às 11:39

Para quantos desses defuntos não terá a morte sido redentora?

Provavelmente prisioneiros numa qualquer ante-câmara da morte (vulgo lar de idosos), alguns apenas a vegetar enquanto outros, com menos sorte e perdidos na consciente desesperança derradeira, vergavam sob o pesado fardo duma existência degradante.
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 11:46

Degradante é haver 59 cadáveres por reclamar na morgue de uma capital europeia no século XXI.
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De Anonimus a 22.09.2020 às 12:31

Não percebo o porquê.

Há pessoas que não têm ninguém, vivem sós.
Outros podem não ter familiares, ou tendo, aqueles não têm posses.

Há quem viva só por opção, ou por má fortuna.
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 12:45

Há até aqueles que nem nome têm. Coitados. "Assinam" Anonimus.
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De Anonimus a 22.09.2020 às 13:40

Porquê coitados?
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 14:26

Despojados de tudo. Até de nome e apelido.
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De Anonimus a 22.09.2020 às 14:37

Tanto ícone da humanidade é assim. O Zico. O Banksy. O Jack. O poeta anónimo.
Prefiro concentrar nas ideias e actos do que nos nomes.
O Pedro concentra-se nas assinaturas exclusivamente quando os conteúdos o contrariam, sabe-se lá porquê.
Na verdade, tem todo o direito, o seu blog, as suas regras. E liberdade de opinião para tod@s.
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De V. a 22.09.2020 às 15:00

Há quem viva só por opção, ou por má fortuna.

Ou traição
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De Anónimo a 22.09.2020 às 16:15

É o caso da Albertina dos palitos!
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 16:29

Sua parente?
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De V. a 22.09.2020 às 18:18

É o caso da Albertina dos palitos!

Se forem palitos de Penacova até vão bem servidos — que são grandes e esculpidos em choupos do Mondego.
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De Anónimo a 22.09.2020 às 21:55



Palitos de Penacova a terra dos palitos....
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De Antonio Vaz a 22.09.2020 às 23:05

«Há quem viva só por opção, ou por má fortuna.»

Anonimus,
Cá vai um texto sobre o excerto sublinhado do que escreveu no seu comentário…
Parte 1:
«Hoje de manhã apareceram-me lá dois agentes da GNR, graduados. Um deles falava; outro ia tomando notas. Sugeriram que eu fosse para a Assistência Social, ali estaria bem, eles conseguiriam isso.
Imaginas-me numa sala a ouvir velhos (os que falam, que os outros babam-se) à espera do almoço?
Passei quase toda a minha vida por universos concentracionários (…).
Os agentes disseram-me que voltavam para me persuadir.
À saída digo-lhe: “encostem a porta, por favor”.
De repente, ocorreu-me uma fábula de Esopo (grego que foi traduzido pelo fabulista francês La Fontaine) e chegou até nós por Bocage. Um lobo passa, com as costelas salientes, nos flancos, por um cão de pêlo muito luzidio. Diz-lhe o cão: “Tu escusas disso, pá!” O lobo ouvia. “Tenho ali a casota para me abrigar da chuva; refeições e as festas dos filhos da casa que gostam de mim.”
O lobo reparou numa depressão que havia à volta do pescoço desse cão, no pêlo.
“Que é isso, pá?”
“É da coleira…”
“Ora, ora…”»
- Sebastião Alba, “Memórias do Cárcere: Fábula

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De Antonio Vaz a 22.09.2020 às 23:07

Parte 2:
Alba, poeta e não só (mas, acima de tudo, elevado até, à posterior, à mais convincente categoria de “vencido da vida”), resistiu os seus últimos 13 anos como o “cigano-bêbado” (que se mantinha uma barraca onde raramente até se abrigava, era apenas para, julgo eu, não querer ofender os sem-abrigo com a sua opção quase ascética!) Dinis…(ou Dinizinho) não quis morrer no dia (dito) de azar e, por isso, matou-se um dia depois, no mês de Outubro de 2000, deixando-se atropelar por uma motorizada em Braga. Uma motorizada! Um amigo meu, sobre um outro amigo nosso com quem tinha cortado todas as relações de empatia (mas não a de ódio!), descrevia-o como o único gajo que tinha conhecido que se tinha deixado atropelar por uma bicicleta…
Dizem que, num dos seus inúmeros bolsos, o Dinizinho, transportava consigo como que uma espécie de testamento numa folha de papel amarrotada, pelo tira do bolso, volta a embrulhar no bolso, onde teria manuscrito que todo o seu “espólio” seria até «fácil de verificar: dois sapatos, a roupa do corpo e alguns papéis que a polícia não entenderá».
Sim, o seu cadáver não ficou por reclamar e até foi a enterrar em Torre de Dona Chama, a terra dos seus pais, porque apesar de tudo, a partir de meados da década de 90, passou a ser considerado como um dos nomes relevantes da nova literatura em português! E por nomes relevantes desses nome relevantes!
Dizem também que ganhou 1 e 500 contos num prémio qualquer (prémio de poesia ITF da cidade de Braga) em 1997 e que esse dinheiro, assim como aquele que lhe diziam, deveria vir dos direitos de autoria das suas obras, acabou sempre por os canalizar para as suas (duas… pelo que sei!) filhas de que até ele se queixava inúmeras vezes, de que evitavam qualquer contacto com ele, pela “vergonha” em que ele se tinha transformado… mas que, evidentemente, até nunca deixariam também de se manifestar “indignadas” com os «59 cadáveres (que) ficaram por reclamar em Madrid»…
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De Elvimonte a 22.09.2020 às 14:35

Nota-se que nunca viu ninguém dos seus amarrado a uma cama de hospital. Nota-se que nunca lhes viu os hematomas e as escaras depois de os trazer para casa.

Nota-se que desconhece aquilo que se passa nas ditas ante-câmaras da morte com muitos dos que sofrem de demência e alzheimer. Nota-se que nunca lhes ouviu os gritos lancinantes que apenas os sedativos abafam.

Nota-se que nunca ouviu ninguém, outrora fervoroso opositor da eutanásia, a pedir que o matassem, tantas e tão violentas eram as dores que o despedaçavam.

Por isso volto a perguntar: para quantos desses defuntos não terá a morte sido redentora?
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 15:03

Não se ponha a fazer conjecturas sobre aquilo que ignora, disparando totalmente ao lado.
É um conselho que lhe dou: acautele-se contra essa arrogância. Aceite-o se quiser.
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De Elvimonte a 22.09.2020 às 18:29

Antes ignorasse. E aqui o que nos separa é mesmo isso: eu já vi e ouvi, ao contrário do que parece acontecer consigo.
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De Vento a 22.09.2020 às 17:18

Elvimonte, pense nisto:
"Quem fecha os ouvidos ao clamor do pobre também clamará, mas sem que lhe respondam".
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De Elvimonte a 22.09.2020 às 19:09

Há pessoas que não conseguem nem fechar os ouvidos, nem fechar os olhos.
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De Vento a 23.09.2020 às 12:08

Meu caro Elvi, você quer levar o assunto para a eutanásia. Esta é uma espécie de grife do BE que nada mais sabe fazer que não as gritarias do apocalipse.
Se não existisse o suicídio auto-infligido (que não preconizo), eu diria que a eutanásia seria a alternativa.
Para os 80.000 nascimentos/ano que ocorrem nesta nação temos uma taxa de 25% de abortos. Isto é, de assassinatos e infanticídios.

A conversa do BE, e dos que necessitam de umas migalhas para se manterem no poder, em torno desta temática e de outras ditas radicais está a conduzir a reacções que os isolará ainda mais. Espere mais um pouco para confirmar isto.
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De Elvimonte a 23.09.2020 às 15:32

Nunca quis e não quero. Entre outras coisas sei o que se passa na Holanda.

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De Manuela a 22.09.2020 às 23:32

Ora bem!!!
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De marina a 23.09.2020 às 10:50

È isso mesmo , só quem nunca viu alguém assim pode achar que a morte não é um acto de misericórdia para por fim à tortura infligida por outros humanos.
Infelizmente , o meu pai teve de passar por isso , acamado 3 anos , 3 anos sem se mexer sozinho para nada. e teve sorte , no meio desta miséria toda , porque esteve sempre em sua casa , com família
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De Elvimonte a 23.09.2020 às 15:38

A minha solidariedade, Marina.
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De Makiavel a 22.09.2020 às 17:57

É degradante sim. Em Lisboa também acontecem funerais aos quais ninguém assiste, exceptuando uma pessoa que os acompanha e que presta esse serviço. Muito antes da pandemia vi uma reportagem na televisão sobre esses funerais.
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De Manuela a 22.09.2020 às 23:31

Há tantas razões possíveis... basta estar atento.
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De Anónimo a 23.09.2020 às 13:20

Exatamente, não sabemos a razão... Espanha tem enorme comunidade na américa latina, essas pessoas estão ou impedidas de viajar, ou a lutar com os seus próprios problemas, a vida também não está fácil por lá...Haverá casos de negligência familiar, mas (quero acreditar) que não serão todos.
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De Manuela a 22.09.2020 às 23:28

Concordo!
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De balio a 22.09.2020 às 11:46

Muito me admira que, numa cidade como Madrid, e em tempos de crise económica, somente 59 cadáveres tenham ficado por reclamar. É que, enterrar um cadáver fica bastante caro. (Cá em Portugal, uns quatro mil euros no mínimo.) E nas grandes cidades, e alhures, há montes de pessoas sem parentes, ou praticamente desligadas deles.
Sei que em Lisboa há bastantes idosos que doam o seu cadáver para a investigação médica, ou para dissecação nas universidades, somente para em troca terem a garantia de, após usado, o cadáver ser enterrado com dignidade.
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 12:46

Não se esqueça de inserir essas disposições no seu testamento vital.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 22.09.2020 às 13:09

Há outros, cadáveres, que deviam ser estudados em vida.
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 14:27

E há os cadáveres adiados. Que não procriam.
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De ShakaZoulou a 22.09.2020 às 22:56

Quem doa o corpo para investigação médica, nao lhe deve interessar a dignidade do cadáver, como pensa que se sabe quanto tempo demora um corpo humano a ser decomposto num esgoto
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De Anónimo a 23.09.2020 às 13:45

Mas se a família não tiver possibilidade, a Camara trata do enterro - ok é um a ataúde menos luxuoso, mas é digno. E já agora todas as comunidades o fazem - há uns anos tive que tratar do funeral de um jovem estudante guineense (só porque não havia mais ninguém para o fazer e a família não tinha meios) e a mesquita de Lisboa compreendeu a situação (certamente não única) e tratou de tudo com grande humanidade - creio que paguei algo irrisório, 30 ou 40€..
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De Robinson Kanes a 22.09.2020 às 12:44

E segundo consta, existem 30 000 por reclamar no "Valle de los Caídos" o que levou o "Podemos" a solicitar a destruição do local... :-)

P.S.: em Portugal casos desses não faltam, corpos não reclamados, mesmo quando ainda são vivos, fará mortos :-(
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 12:56

Tanta comoção a propósito de tanta coisa, e nem uma notícia (por cá) a propósito disto.
A vulgata oficial chama "cidadãos" às pessoas. Pura mistificação.
Em vida, somos contribuintes. Depois de mortos, somos dados estatísticos.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 22.09.2020 às 13:07

Em vida só é cidadão, "de pleno direito", quem é contribuinte. Daí se ouvir, quando não se gosta de alguém , "vai mas é trabalhar, pá!".
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De Robinson Kanes a 23.09.2020 às 13:13

Conheço bons cidadãos que não descontam... :-))))
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De Robinson Kanes a 22.09.2020 às 13:21

O Pedro é da área, e espero não o deixar ofendido, mas tem sido uma realidade crescente em muitos aspectos.

Ainda recentemente desliguei o rádio do carro porque uma rádio nacional por cá dizia que Espanha estava a colapsar e era o caos (alegadamente segundo uma fonte do "El Confidencial" e uma enfermeira - o "El Confidencial" e somente uma enfermeira, uau, que dois...). Ao mesmo tempo, por toda a Espanha, a RTVE, o "El País", o "El Mundo", o "La Razón" e até o "La Vanguardia" falavam do entendimento e da "paz" entre Pedro Sanchez e Isabel Días Ayuzo, Presidente da Comunidad de Madrid acerca desta matéria e de todos os esforços encetados para combater a pandemia.
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De Anonimus a 22.09.2020 às 14:38

Até descobrirem alguém famoso entre os não reclamados.
Aí vira a agulha para o drama humano.
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 15:05

Sabe-se lá se não havia, entre esses, alguém outrora considerado "famoso".
Mera poeira, "essa puta chamada fama", como dizia o Hemingway.
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De Robinson Kanes a 23.09.2020 às 13:15

Olhe, ainda hoje, bem a propósito:

“Cada ocho minutos muere una persona en la lista de espera de la dependencia y no nos importa nada”. Son palabra del presidente de la Asociación Estatal de Directoras y Gerentes de Servicios Sociales de España, José Manuel Ramírez Navarro, quien alerta del grave retroceso del sistema de dependencia y critica que no haya una inversión para solventarlo en un momento de "máxima necesidad".

Las estadísticas que ofrecen desde la asociación, actualizadas este mes de septiembre, sustentan la advertencia de Ramírez. En lo que va de año, 35.277 dependientes han fallecido en lista de espera sin haber recibido la prestación que les correspondía por derecho o sin ni siquiera haber sido valorados, y la cifra supera ya a la de todo 2019, cuando murieron 32.000 personas que estaban en el terrible "limbo" de la dependencia."
RTVE
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 22.09.2020 às 13:04

De uma ou outra forma todos nós somos solidários solitários.
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De Anónimo a 22.09.2020 às 13:48

A (des)propósito : para o que já se está a passar , e tudo o que está na forja, "aqui ao lado" , será conveniente revisitar o período 34/39 ( não, não se trata de engano , é mesmo 34...).
Pessoas graves e sensatas dizem-me, com ar paternal e suficiente, que os tempos agora são outros.
Serão?...


JSP
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De Anónimo a 22.09.2020 às 17:31

Tem todos os ingredientes de uma nova vaga bolchevique, agora com umas novas cores mais modernaças,novos slogans, e novos alvos, novas capas, novas "preocupações".
A atitude está lá.
E não é só Espanha.
Quem não conhece a história, está condenado a repeti-la ?
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De Anónimo a 22.09.2020 às 14:23

"Comos se tornaram inóspitas as sociedades que criámos"

Não é para ser do contra mas as sociedades que criámos não são assim por acaso, são assim porque nós, os seus criadores, somos assim.
O Thomas Hobbes já explicou isso há uns anitos valentes.
E civilização - bem, a civilização não é mais do que uma camada de verniz que criámos para disfarçar e que como agora se vê estala facilmente.

Tu que costumas publicar de vez em quando uns posts jeitosos sobre literatura, entre muitos outros lê, ou relê, um romance recente, fabuloso, que te diz como se podia matar judeus durante o dia e ouvir um quarteto de cordas do Beethoven depois de jantar. O livro é - As Benevolentes, de Jonathan Littell.

Cumprimentos
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 14:28

Hobbes explicava isso nos diálogos imaginários com o Calvin.
Só podiam mesmo ser imaginários, pois ele era um tigre de peluche.
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De Anónimo a 22.09.2020 às 16:41

Seria bom perguntar a um qualquer agente funerário de Lisboa, quantos cadáveres não reclamados aconteceram nos hospitais de Lisboa em 2019, logo fora da pandemia.
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De Pedro Correia a 22.09.2020 às 16:50

Menos do que em 2020, seguramente.
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De Anónimo a 22.09.2020 às 17:01

Não pude ir ao funeral de pessoas por quem tinha muito respeito. Limitei-me a rezar na minha tristeza. Tenho amigos que estão muito mal e é quase certo que não poderei estar nos seus funerais. Tudo por causa do distanciamento social que devemos respeitar.
E por falar em distanciamento, acho que se deve falar, também, desse pato bravo e azeiteiro que dá pelo nome de António Salvador, presidente desse respeitável clube de futebol que é o Braga. Pois bem,
""O SC Braga não foi feliz frente ao FC Porto. A bomba de Castro (21’) colocou-nos na frente do marcador, mas numa altura em que os dois treinadores já pensavam no que iam dizer às respetivas equipas no intervalo, eis que surgem dois golos de rajada por parte do nosso adversário. O penálti assinalado por alegada falta de Raúl Silva (45’+3) sobre Marega levanta várias dúvidas: será que a mesma falta teria sido assinalada no meio-campo? E se as cores das camisolas fossem outras?"
Isto foi dito pelo referido pato bravo.
E como parece que ainda ninguém lhe deu a devida resposta, vou dar-lha eu:
Pois é, o problema foi mesmo esse, a cor das camisolas. O árbitro prejudicou a equipa vestida de azul. Não se enganou nas faltas. Enganou-se nas cores, ó pato bravo.
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De o cunhado a 22.09.2020 às 20:01

Ora aqui está a explicação para os 59 cadáveres votados ao desprezativo ostracismo do mundo.
Tudo devido ao Salvador ter reclamado do penalti.
Nada como discorrer quem sabe para a clarificação da obtusa humanidade.
E depois vem o Pedro Correia epigramatizar sobre a relevância craniana anónima.
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De Anónimo a 22.09.2020 às 17:48

Leopedro.
Muito provavelmente, teriam sido idosos abandonados nos lares/depósitos que nem sequer podiam ter visitas dos familiares. Lá vai o tempo, que também morriam como tordos, mas eram as irmãzinhas da caridade que tomavam conta deles, agora é muito caro um católico tratamento desses.
E a propósito, nem uma palavrinha para aqueles beijinhos, abraços e todos ao molho na Convenção do Chega? Que saudades tenho daqueles comentários ao piroso e confrangedor/caricato ajuntamento do 1º. de Maio da Alameda e da Festa do Avante.
´tá bem, nesta, nem vale falar, era tudo gente fina sem hipótese de contágio e nas outras era um problema muito sério para a saúde pública. Pcebo.
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De Anónimo a 22.09.2020 às 17:54

Chocar-me-ia mais, se fossem encontrados algures, já sem vida por falta de assistência médica. Certamente também aconteceu (e deve acontecer diariamente), mas não é tema de noticiário, talvez por ser a dura realidade das sociedades "modernas", ignora-se tudo o que é incómodo. Dada a dimensão da cidade, também me parece manifestamente pouco, dada a quantidade de gente sem condições mínimas de subsistência que vive pelas ruas daquela cidade e por tantas outras cidades por essa europa fora.
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De Pedro Correia a 29.09.2020 às 09:15

Bastaria um para me chocar.

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