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A palavra.

por Luís Menezes Leitão, em 09.10.14

 

Um dos factos que mais contribui para o desastre em que o nosso país foi colocado, é a falta de respeito dos políticos pela sua própria palavra. Para uma pessoa séria, a sua palavra vale mais que dinheiro no banco. Para os políticos, no entanto, a sua palavra de nada vale, e aceitam mesmo fazer tristes figuras em público para renegar essa palavra. É assim que os mesmos deputados do PS que apresentaram um projecto de reforma do sistema político, porque António José Seguro o decidiu, são capazes de o retirar porque António Costa pediu. Bem fez por isso António José Seguro em abandonar este parlamento, onde de facto não estaria a fazer nada.

 

Já Nuno Crato é, porém, um caso mais sério. Desde o primeiro momento, em que até se mostrou capaz de revogar prémios já atribuídos aos alunos, conforme critiquei aqui, que me parece uma pessoa sem as mínimas condições para ser governante. Um governante sério cumpre o que está decidido, permitindo às pessoas ter confiança no Estado. Já Nuno Crato diz uma coisa e faz outra, dando a seguir o dito por não dito. Quando utiliza os tempos verbais do "mantêm-se" ou "manter-se-ão" para renegar uma promessa feita a professores lesados, mostra ser alguém sem o mínimo respeito pelas pessoas que tem sob a sua tutela. E isso é muito mais grave que o caos que causou na colocação de professores.


4 comentários

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De Sérgio de Almeida Correia a 09.10.2014 às 07:42

É apenas mais um caso patológico a somar a tantos outros.
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De M. S. a 09.10.2014 às 08:52

Eu digo mais: de pura incompetência e má preparação para o cargo, que exige muitos conhecimentos que manifestamente não tem.
Apesar de ter sido transformado em «especialista instantâneo em Educação» e levado ao colo por muita gente depois de ter apresentado o demagógico e incoerente livro «O Eduquês em discurso directo».
Eu fiquei incrédulo com uma confissão sua, no início do seu tirocínio educativo. Foi num programa numa TV por cabo (não me lembro nome qual o canal, terá sido há uns 4 ou 5 anos), da autoria de Francisco José Viegas, em que este ia à casa (mais concretamente à biblioteca, do entrevistado, onde decorria a conversa), que ouvi a sua confissão naïf de que se tinha começado a interessar pela educação porque tinha encontrado, havia pouco tempo, um livro americano sobre o assunto que lhe despertara a curiosidade: fiquei logo esclarecido sobre o homem; a seguir li com muita atenção e critério «O Eduquês em discurso directo». Desde ataques deselegantes a quem nunca o tinha atacado, nem até hoje o atacou, até contradições insanáveis, há lá de tudo.
Foi a ter sido transformado em «especialista instantâneo» em educação pela mão do papa anti-eduquês com aquele livro, e também através de alguns programas de televisão onde era convidado frequente, demorou o tempo que a espuma da cerveja leva a solta-se da garrafa quando tiramos a cápsula.
(Nota: o que digo não deve ser entendido como defesa do eduquês, modismo como tantos outros, factor nefasto como muitos outros que afectam a Educação. O problema é o centramento ideológico-programático de que foi alvo por parte de algumas pessoas que levou à obscurecimento dos restantes factores que condicionam negativamente a Educação).
A Educação é uma matéria demasiado complexa para ser entregue a pessoas mal preparadas, que não a conheçam suficientemente, que se movem apenas por fanatismo ideológico, como é o caso de Crato.
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De l.rodrigues a 09.10.2014 às 10:30

Há uma coisa que os povos que vivem em democracia têm de compreeder, mas que pelos vistos é difícil:
Não se podem eleger para o Governo políticos que acreditam na destruição do Estado. Sobretudo com maiorias absolutas.

O resultado é, obviamente, destruição.
Aquilo a que assistimos não é incompetência, é sabotagem.
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De lucklucky a 09.10.2014 às 12:39

Muito bem.
Pode-se começar pelo que disse do desastre que é Ministério da Educação e do faz mantendo-o na mesma.

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