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Delito de Opinião

A palavra.

Luís Menezes Leitão, 09.10.14

 

Um dos factos que mais contribui para o desastre em que o nosso país foi colocado, é a falta de respeito dos políticos pela sua própria palavra. Para uma pessoa séria, a sua palavra vale mais que dinheiro no banco. Para os políticos, no entanto, a sua palavra de nada vale, e aceitam mesmo fazer tristes figuras em público para renegar essa palavra. É assim que os mesmos deputados do PS que apresentaram um projecto de reforma do sistema político, porque António José Seguro o decidiu, são capazes de o retirar porque António Costa pediu. Bem fez por isso António José Seguro em abandonar este parlamento, onde de facto não estaria a fazer nada.

 

Já Nuno Crato é, porém, um caso mais sério. Desde o primeiro momento, em que até se mostrou capaz de revogar prémios já atribuídos aos alunos, conforme critiquei aqui, que me parece uma pessoa sem as mínimas condições para ser governante. Um governante sério cumpre o que está decidido, permitindo às pessoas ter confiança no Estado. Já Nuno Crato diz uma coisa e faz outra, dando a seguir o dito por não dito. Quando utiliza os tempos verbais do "mantêm-se" ou "manter-se-ão" para renegar uma promessa feita a professores lesados, mostra ser alguém sem o mínimo respeito pelas pessoas que tem sob a sua tutela. E isso é muito mais grave que o caos que causou na colocação de professores.

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