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A oposição

por Pedro Correia, em 07.12.18

tomada_de_posse_xxi_governo_376356c8ce[1].jpg

 

Reparem em quem causou maior mossa a António Costa no último mês. Terá sido alguém da oposição? Nem por sombras. Foi o líder parlamentar do PS ao promover um levantamento de rancho da sua bancada contra a ministra da Cultura, incondicional de Costa e protegida do primeiro-ministro. Carlos César não hesitou em partir praticamente ao meio o grupo parlamentar socialista para encostar às cordas a ministra a propósito da pseudo-superioridade civilizacional dos cidadãos urbanos que detestam touradas, forçando o Executivo a baixar para a taxa mínima do IVA os ingressos em espectáculos tauromáquicos.

Isto, repito, foi a maior contrariedade sofrida pelo chefe do Governo neste último mês, marcado pela discussão parlamentar do Orçamento para 2019. A oposição, encabeçada por Rui Rio, foi dócil e branda: aliás passou o tempo a lamber as feridas, pois afogou-se em trapalhadas devido ao escândalo dos deputados que marcaram presença nas sessões parlamentares mesmo quando estavam a centenas ou milhares de quilómetros de distância, só para empocharem a espórtula diária que a lei lhes confere.

Está nisto, a oposição: totalmente inane. Já repararam no sorriso de Costa, cada vez mais rasgado?

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60 comentários

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De Luís Lavoura a 07.12.2018 às 18:22

Isto, repito, foi a maior contrariedade sofrida pelo chefe do Governo neste último mês

Eu diria que de forma nenhuma, essa história da divisão do grupo parlamentar socialista a propósito do IVA das touradas pouco ou nada incomodou António Costa. As maiores contrariedades que ele sofreu no último mês têm sido as greves em diversos setores - dos juízes, dos enfermeiros, dos comboios, dos guardas prisionais, etc etc etc. Isso é que tem incomodado António Costa e os portugueses. A história do IVA das touradas é apenas um romance de cordel político, basicamente inócuo.
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:44

Nem o maior serventuário do Governo é capaz de escrever "António Costa e os portugueses", por essa ordem de precedência. Como você faz, provavelmente sem se aperceber.
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De Costa a 07.12.2018 às 22:12

O que são "setores"? Aquela corruptela de "professores"?

Costa
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De Anonimus a 07.12.2018 às 22:50

O António Costa viu uma cirurgia adiada por causa da greve e chegou tarde ao trabalho porque não teve comboio?
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De Sarin a 07.12.2018 às 18:45

Em compensação, Cristas queima cartuchos em todas, e por esta atarefada líder populista, perdão, dos Populares, apurar-se-iam responsabilidades políticas por tudo o que se faz no País E passa na televisão.
Concordo com ela, devo frisar. Apenas lamento que não sejamos coincidentes nos prazos; eu peço tal desde 1984, ela pede desde 2016... Epifanias, precisam-se. Ou isso ou banhadas d'ética. Resmas!
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:45

Pede responsabilidades desde 1984 porquê? É conservadora de museu?
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De Sarin a 07.12.2018 às 21:56

Quase, Pedro, quase, por vezes sinto-me museu, as ideias velhas que não se cumpriram a bradar alto por vingança... ideias, não sonhos

... e, no caso, gostaria de dizer que desde 1984 mercê de Orwell, mas a causa é mais prosaica: foi quando assumi a minha consciência política e muito pouco partidária. Fui precoce :)
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De Luís Lavoura a 08.12.2018 às 17:18

Só em 1984 é que assumiu consciência política, e ainda por cima precocemente? Bolas! A Sarin é muito mais jovem (ou menos velha) do que o que eu pensava...
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De Sarin a 08.12.2018 às 17:50

Obrigada, LL, noutro discurso consideraria elogio conceder-me a sabedoria dos meus avós, mas assim nem sei que lhe responda, já que desmistifiquei o carrapito de velha conservadora de museu... ou bibliotecária, nas costas o xaile de lã por minhas mãos tecido enquanto aguardava Ulisses...

Seriamente, e sendo ofensa ou elogio, a idade que tenho em nada altera o que escrevo e defendo, portanto esqueça as contas que faz para antes de 1984, tem muito por onde escolher. Pessoalmente, gosto de 1904 :)
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De Anónimo a 07.12.2018 às 19:01

Costa sabe que tem os santanistas e os passistas a trabalhar para ele, eis a razão do sorrisos cada vez mais rasgados!!
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:45

E tem gajos como tu a lamber-lhe as botas.
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 19:16

Pedro, vamos ser francos:

O País necessita ,urgentemente , de uma Reforma do Estado, através da possibilidade legal de despedimentos, na Função Pública ( e Órgãos de Soberania, como os Juízes e Militares, por manifesta incompetência ), tal como no Privado. Acabarem com essa monstruosidade da Progressão Automática, na função pública, por antiguidade. Reforma do regime eleitoral. Diminuição da carga fiscal e não reposição salarial da função pública....acabarem com taxas/burocracia que prejudicam o trabalhador privado.....ou seja tudo medidas que custam votos e tachos... assim é o deixa andar....eles "andem" aí entretidos.
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:46

Haja touradas. Com IVA a 6%.
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 22:18

https://eco.sapo.pt/2018/12/07/do-salario-as-ferias-o-que-separa-o-publico-do-privado/

Horário, férias, plano de saúde, despedimentos e até salários. Os funcionários públicos gozam de múltiplas vantagens em relação aos trabalhadores do privado.
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De Anónimo a 08.12.2018 às 00:09

Perfeitamente de acordo.
Pode ser o programa do partido aliança !

WW
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De Pedro Vorph a 08.12.2018 às 10:47

WW precisamos de partidos novos com gente nova e não com velhos conhecidos
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De Anónimo a 08.12.2018 às 13:17

Estava a fazer uma ironia em relação ao partido Aliança, sei bem qual o objectivo da sua criação.

WW
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De Pedro Vorph a 08.12.2018 às 18:02

Faltou-lhe o emoji para eu perceber
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De Sarin a 08.12.2018 às 21:33

Penso que chamar-lhe repartido seria mais adequado.
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De Anónimo a 10.12.2018 às 15:54

Mas porque não é o sector privado a aplicar as mesmas leis para os funcionários públicos? Concordo que haja uma avaliação séria da competência de funcionários públicos, mas diminuir os direitos para os por ao nível do privado é retrocesso. Isso é desculpa típica dos abastados sectores empresariais portugueses, que querem colocar os trabalhadores do privado contra o público, mas a realidade é que não querem dar essas benesses aos trabalhadores, criando a ilusão que os trabalhadores do estado são preguiçosos e têm imensos benefícios, na prespectiva de travar as pretenções de aumentos e direitos no privado, na lógica de que os funcionários públicos ganham muito, e o privado ganham o justo. Maior falácia. Mudar o regime eleitoral é golpe de estado, e sabemos bem quais são as pretensões, dos grandes empresários portugueses, na qual sabemos que eram grandes partidos que sairiam beneficiados, ou seja os mesmos que eles já apoiam, mas reforçados.
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De Anónimo a 07.12.2018 às 19:27

In "Observador":

"A França enfrenta assim um paradoxo que Portugal e a Europa do sul conhecem bem: quanto menos dinâmica é a economia, mais castigada é a sociedade por impostos, porque os governos precisam de compensar as clientelas, e não há outra via senão o fisco e a dívida. Eis como duram os Estados europeus, navegando entre duas revoltas possíveis: a dos contribuintes e a dos dependentes."

A.Vieira
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:47

Em França temos o "liberal" Macron a atulhar os contribuintes cada vez com mais impostos.
A revolta dos franceses, bem justificada, começa logo por aqui. Alguém lhes vendeu gato por lebre.
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De lucklucky a 07.12.2018 às 22:39

https://www.reuters.com/article/us-oecd-tax/government-tax-takes-at-record-high-with-france-in-top-spot-oecd-idUSKBN1O411Y

"France overtook Denmark as the most taxed country in 2017"

Mas a parte parte importante é esta:

"government tax revenues in developed countries hit a record high, the OECD said"

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De Luís Lavoura a 08.12.2018 às 17:23

France overtook Denmark as the most taxed country in 2017

Certo. Mas a parte importante dessa notícia é que a alegadamente muito liberal Dinamarca foi na verdade, até ao ano passado, o país com mais impostos do mundo. Também a afamadamente liberal Suécia, um país de grande sucesso e progresso económico, tem impostos altos que se farta. (Como raio é que ela consegue crescer apesar de tantos impostos, é coisa que os liberais fariam bem em perguntar-se.) E até a Hungria, que o Luís Naves nos costuma informar ser também um país bué de liberal, tem muitos mais impostos que Portugal! E esta, hem?
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De Anónimo a 07.12.2018 às 19:29

Espero que "quem ri por último ri melhor" !

A.Vieira
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:48

O último a rir é o que vai fechar a porta.
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De Anónimo a 07.12.2018 às 19:32

Espero que "quem ri por último ri melhor" !

Função Pública 35 horas >>>>>>635 euros
Privado 40 horas >>>>>>>>>>>>>600 euros

A Vieira
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:48

Dois países dentro de um só. O país dos "direitos adquiridos" e o país dos sem-voz.
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De Sarin a 07.12.2018 às 22:02

Há quem goste de a usar para apenas se queixar. Chorar em coro resulta, mas no privado chora-se em coro nas falências, não nas tentativas de recuperação - convenhamos que parte do patronato não ouve quem lhes tenta falar, e o termo "patronato" é por tais usado em toda a sua plenitude: "à patrão".
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De Anonimus a 07.12.2018 às 22:53

Como é que recupero 10 anos sem "progressão na carreira" e aumento de salário?
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De Sarin a 08.12.2018 às 12:33

Já experimentou:
Chorar em coro?
Falar e trabalhar para ajudar a empresa a ganhar o dinheiro que lhe permitirá tal recuperação?
Exigir ao Estado que seja justo nas medidas laborais mas também que não asfixie as Micro e PME, base do (nosso) tecido empresarial, tratando-as como se Macro?
Exigir ao Estado que regule a coisa pública garantindo as infraestruturas necessárias mas também impedindo os desvios, como p.ex fábricas novas instaladas fora de parques industriais, em zonas protegidas ou habitacionais, tão habituais no jeitinho autárquico cujos PDM têm mais rombos do que Tancos?
Alertar os seus directos locutores para o acima?
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De Anonimus a 08.12.2018 às 18:13

Ou seja, tudo aquilo que os professores têm feito.
Entendido.
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De Sarin a 08.12.2018 às 20:02

Entendeu? Não parece.
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De Anonimus a 08.12.2018 às 23:47

Claro que entendi.
E a Sarin, entendeu?
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De Sarin a 09.12.2018 às 09:36

Dirigida a mim, aquela sua afirmação inicial? De todo, presumo engano seu. Dirigida a terceiros, sim.
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De Manuel da Rocha a 10.12.2018 às 16:25

Pode falar com Assunção Cristas e boa parte da bancada do PSD que apoiou a CIP na ideia de passar o salário mínimo para 300 euros mensais e 60 horas de trabalho semanal, como sendo a base dos horários de trabalho das empresas portuguesas. É só votar no CDS, PSD ou Aliança, e os 300 euros por 60 ou mesmo 66 horas de trabalho semanal, serão o ponto base de toda a economia nacional. Entretanto, o estado deixa de ter quaisquer serviços e os médicos, enfermeiros e funcionários judiciais, passam a receber o mesmo que os outros.
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De Rão Arques a 07.12.2018 às 19:57

Bem combinado.
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:50

Costa sente-se bem apoiado, com a "oposição" a funcionar como bengala do Governo.
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De António a 07.12.2018 às 20:39

A oposição profissional era o Bloco e o PCP. Cada vez que Passos Coelho tossia enchiam as rotundas de cartazes. Morreu um velhinho! Uma mulher deu à luz na ambulância! Os jovens fogem do país! Nem mais um cêntimo aos bancos enquanto houver crianças com fome!
Entretanto veio a Geringonça, Pedrógão, Tancos, e mais impostos, e mais incêndios, e estradas que caem. E agora morrem mesmo crianças. E as mulheres não dão à luz em ambulâncias porque não há ambulâncias. Nunca mais vi um cartaz polémico. O que por aí anda há meses é a dizer que as propinas baixaram. Quanto mais não seja, o Bloco tem poupado um dinheirinho extra em cartazes com esta sua nova maneira de fazer oposição. E até podiam dispensar o porta-voz, que Rui Rio fala por eles.
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De Pedro Correia a 07.12.2018 às 21:51

Costa fez com o Bloco no País o que já tinha feito com o vereador bloquista Sá Fernandes em Lisboa: meteu-os na algibeira.
E vai sorrindo cada vez mais.
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De Anónimo a 08.12.2018 às 10:37

" Nunca mais vi um cartaz polémico." Ó António, a ser verdade o que diz só se pose concluir que você e os seus correligionários são uns incapazes e têm o que merecem. Ou quer que sejam os outros a colocar cartazes ao seu gosto?
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De António a 08.12.2018 às 13:51

Nem gosto sequer de cartazes publicitários nos cruzamentos e rotundas, e alguns desses ainda têm alguma estética. Cartazes políticos nem com maionese. E todos desfeiam as cidades, mupis incluídos. Não há, portanto, “cartazes a meu gosto”. A meu gosto havia mais árvores. Nenhum cartaz.

Dito isto, os cartazes do BE davam um estudo interessante, por serem sempre duma grande agressividade ideológica, em paralelo com zero coerência. Por exemplo um dos últimos dizia, em letras de 6 metros, “NACIONALIZAR OS CTT - SERVIÇO PÚBLICO, SERVIÇO DE QUALIDADE”. Além de nenhum serviço público ter qualidade, os CTT são um dos piores exemplos, desde que os conheço. E os problemas dos CTT são derivados duma mudança no modo como comunicamos, o core-business deles, a correspondência, foi-se. Podiam ter feito como a Deutsche Post, que hoje controla a DHL, a Chronopost, a Seur, e tirou partido do aumento de movimento de encomendas causado pelas compras online. Tinham o monopólio, foram comidos, ainda públicos, justamente porque sendo monopólio e públicos, nunca haveria problemas com salários ao fim do mês. Adaptarem-se? Para quê?

Os do PCP limitam-se quase sempre a palavras - “trabalho”, “saúde”, “educação”, “soberania” - tão específicas como vagas. Os do PSD e CDS confundem-se com os da REMAX, são uma desgraça. Os do PS andam numa terra de ninguém, mas também são muito maus.

Finalmente, não me confunda com algo que não sou. Não sou líder de culto nem pertenço a nenhum, não tenho, por definição, correligionários. Só não gosto de ver mentiras em letras garrafais, e percebo bem demais porque razão desapareceram. É certo que o BE tem descaramento para protestar à tarde contra leis que votaram a favor de manhã, mas a ausência dos mamarrachos é tão demagógica como eles eram.
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De Anónimo a 08.12.2018 às 18:08

"A meu gosto havia mais árvores. Nenhum cartaz." Percebi: a sua política é o trabalho.
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De António a 08.12.2018 às 20:36

Ora aí está! É por isso que tenho muito desprezo por gente cuja profissão é estar sentado a uma secretária magicando modos de me sacar o que me custa a ganhar, para que possam continuar sentados a uma secretária. Ou no banco de trás dum Mercedes. Ou em dois sítios ao mesmo tempo.
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De lucklucky a 07.12.2018 às 22:36

Uma cultura(Marxista) única no jornalismo dá obviamente como resultado um regime de partido único.

E a quem é que os políticos procuram agradar? já há muito que não é aos eleitores mas aos jornalistas-comentadores que são quem forja as opiniões que são repetidas milhares de vezes e por isso aceites como verdades por outros jornalistas-comentadores...um circuito incestuoso.

Por isso aquilo que preocupa um candidato a político "normal" é que lhe chamem populista e xenófobo(por estar contra a imigração ilegal).

Ora isso deixa os "anormais" como única oposição.

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