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aljube.jpg

Ao que consta a antiga deputada comunista (PCP) Rita Rato Fonseca será nomeada directora do Museu do Aljube - Resistência e Liberdade. Sobre a (in)qualificável decisão é necessário ler este texto no Malomil. Letal.

Adenda: bem lembra o Pedro Correia que a atrevida ignorância histórica da então deputada Fonseca foi referida aqui no Delito de Opinião, aquando dos "dislates" proferidos: "Gulag? Nunca ouvi falar", entre outras indecências ...


37 comentários

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De Pedro Correia a 08.07.2020 às 09:53

Inteiramente de acordo com o texto de António Araújo.

Leitura complementar:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/1103032.html

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De jpt a 08.07.2020 às 10:03

bem lembrado.
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De jpt a 08.07.2020 às 10:05

mas, aqui entre nós, e ainda que discordando da sua nomeação para este posto, julgo que a ex-deputada comunista (PCP) - estará em trânsito ou esta nomeação é coisa de quotas? - é perfeitamente nomeável para aquela tua rubrica das sextas-feiras.
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De Anonimus a 08.07.2020 às 10:45

A Rita Rato ainda não é quota (não seu para resistir).

Perfeitamente integrável na rúbrica das sextas!
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De jpt a 26.07.2020 às 05:39

as visitas ao museu do aljube vão aumentar
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De fatimap a 08.07.2020 às 10:00

Realmente, palavras para quê?
É a política, estúpido!
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De Vento a 08.07.2020 às 10:43

Vamos lá ver, não vejo qualquer problema que Rita fosse ou seja nomeada directora do museu sem ser formada em história. Todos sabemos que a história é muitas vezes manipulada pelas visões pessoais do autor que busca sempre encontrar um ínfimo átomo para tentar dirigir a história para a realidade que imagina e pretende que se imagine, exaltando estas e procurando afundar outras.
Eu não necessito de um historiador para me explicar o que ocorreu em Portugal no 25 de Abril e pós 25 de Abril. E também sei que nem tudo aconteceu como dizem ter acontecido antes, durante e depois de 25. Assim, o que para mim é romance para outros é história.

Porém não se dirige um Museu sobre Resistência e Liberdade sem se admitir a resistência feita às liberdades contrariadas pelo mundo Soviético de então.

O PCP é um partido importantíssimo no espectro político nacional. Mas não pode apresentar melhores alternativas se pretender manter uma estória que não se identifica com a história.
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De fatimap a 08.07.2020 às 12:59

"Porém não se dirige um Museu sobre Resistência e Liberdade sem se admitir a resistência feita às liberdades contrariadas pelo mundo Soviético de então.

O ponto é esse.
Não tanto um problema de ausência de formação académica específica, mas a ignorância olímpicamente assumida sobre factos históricos relativamente recentes e incontornáveis. Ignorância - e não uma legítima interpretação pessoal, por mais polémica ou discordante que fosse. E, claro, também essa coisa de somenos que é a natureza desses factos - Resistência e Liberdade - ser a própria justificação do Museu, constituindo, inclusivé, a sua designação.
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De El Profesor a 08.07.2020 às 13:13

Claro que não precisa. E por isso é que o ensino da História deve ser sempre feito com distanciamento. Não pode um historiador analisar, leccionar ou escrever teses sobre o 25 de abril, caso o facto o tenha influenciado pessoalmente de qualquer forma.
Essa deveria ser a premissa mais importante na docência da História. No início da minha actividade fui assistente de um grande professsor que se recusava a lecionar o estado novo, por ter vivido sob o seu jugo e daí achar não ter a distância necessária para leccionar. Conheci um professor judeu, numa universidade francesa, já falecido, que não aceitava leccionar sobre o nazismo, pois foi uma das suas vítimas e no entanto era um dos maiores entendidos na matéria, com vastos conhecimentos sobre o assunto.
Hoje em dia esse distanciamento não existe, nem os professores têm esse princípio. Hoje temos historiadores afectos a partidos políticos com liberdade para ensinar nas universidades públicas, matérias sobre as quais não se conseguem distanciar. Para cúmulo, vemos algumas das suas teses fazerem parte dos programas curriculares. A educação serve para ensinar, não para sugerir. Serve para formar, não para formatar.
Infelizmente temos no nosso país uma série de actividades desempenhadas por pessoas sem qualquer formação na área. Somos o país dos canudos, dos drs ponto, dos doutores por extenso, dos engs. e dos engenheiros.
Basta um curso superior, muitas vezes tirado à pressão, outras vezes sem interesse nenhum, para passarmos de imediato a ser considerados para uma função.
Umas vezes somos subqualificados para a função, noutras, muitas, somos sobrequalificados. Somos o país que exige um curso superior para ser empregado bancário, quando esse mais não é que um empregado de balcão de fato e gravata. Exigimos licenciados em farmácia para atenderem aos balcões das farmácias.
Temos licenciados em marketing a fazerem assistência telefónica.
Nos 90s criaram os cursos profissionais e tecnológicos que absorveram milhões em subsídios, no entanto nunca formamos os empregadores para lhes dar mercado de trabalho.
Continuaram a contratar licenciados, quando um tecnológico com formação específica era preterido. E para exercer funções que não exigiam licenciaturas. Mas era bonito. E pagavam uma miséria.
Esta miúda, para além de ser ignorante é estúpida. E para além de ser estúpida é mentirosa. E no fim, é completamente inqualificada para o cargo.
Este é mais um caso de cunhas e quotas.
E as quotas dão nisto. Basta ser de determinado género, ou de determinada cor, para se agarrar o lugar, sem haver mérito ou qualificação.
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De Anónimo a 08.07.2020 às 14:57

Para:El Prof.

Se me permite só um pequeno reparo...

"....A educação serve para ensinar, não para sugerir.."

Discordo

Sugerir também pode ser uma forma de educar




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De El Profesor a 08.07.2020 às 18:16

Pode, eventual e pontualmente, mas não pode ser a regra nem a doutrina.
Por sugerir quero dizer influenciar.
E quando um professor influencia e sugere, implica que o aluno deixe de fazer a interpretação factual de uma determinada matéria, para expor a sugestão dada pelo professor.
Ou seja, o aluno não aprende determinado assunto, o aluno assume a posição tomada pelo professor.
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De Isabel a 08.07.2020 às 13:17

A historia é uma ciência social e, como tal, incorpora sempre uma dose de subjectividade.
Depois há os que, com honestidade, não escondem a influencia da sua parte de subjectividade na análise dos factos e os que a escondem ou a negam porque não vêem mais longe do que a ponta do nariz e não suportam qualquer ataque certeiro à própria crença. Claro que também há os que querem deliberadamente enganar. Isto, qualquer que seja a posição do historiador.
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De El Profesor a 08.07.2020 às 14:54

O ensino da História incorpora uma regra simples, mas infelizmente não cumprida por todos.
A regra é: o facto A comprova o facto B, podendo o facto C influenciar A ou B.
Mas nunca uma idéia ou ideologia pode comprovar um facto.
A idéia pessoal pode no máximo interpretar o resultado de um facto, ou o que o originou, mas nunca pode ser interpretado como certeza absoluta.
Ou seja, a idéia interpreta, mas não comprova e deve sempre dar espaço a outras idéias e interpretações.
Por isso o docente deve tentar ao máximo restringir-se a factos e não a opiniões.
Para isso, servem a teses, que quando bem feitas conseguem levar a que os factos comprovem as nossas idéias, indo ao seu encontro e não o contrário.
E nunca, mas nunca omitir factos nem adulterá-los, de forma a irem de encontro às nossas convicções pessoais.
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De Isabel a 08.07.2020 às 17:04

Obrigada pela esplêndida explicação. Infelizmente nem sempre o que deve ser é. E o problema é que as pessoas não são preparadas para estarem atentas às manipulações que, cada vez mais, vão estando na moda.
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De singularis alentejanus a 08.07.2020 às 23:05

"O PCP é um partido importantíssimo…" Como é possível o senhor dizer tal? um partido que sustenta uma política que fez e faz milhões de mortes pelo simples facto das vítimas terem ideias diferentes. Veja o que se está a passar neste momento em Hong-Kong.
A História contará a verdadeira saga do povo alentejano, que mais não queria que pão e justiça social, e que foi vilmente aproveitado pelo PCP. A um esfomeado se lhe prometeres barriga cheia, leva-lo a todo o lado.
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De Vento a 09.07.2020 às 12:14

Singularis, traduzirei minha afirmação, que mantenho, com uma breve resenha histórica.

Não há dúvida nenhuma que a acção do movimento cristão, maioritariamente católico, Solidariedade, com a notável e decisiva ajuda das intervenções de João Paulo II, foi o motor do desmoronamento do bloco soviético. Em 1968 também na Polónia existiu um movimento católico de contestação ao regime pouco falado ainda hoje pelos historiadores.

Pretendo com esta informação esclarecer que tão mortal quanto o que o PCC faz em Hong Kong foi o neoliberalismo ocidental que não só submeteu à morte milhões de ocidentais como pretendeu levar essa mesma morte para lá das antigas fronteiras do bloco soviético.
Isto originou o que hoje conhecemos como a anexação da Crimeia e de parte da Ucrânia, cuja intervenção Russa no contexto foi necessária. A partir desta anexação assistimos posteriormente à derrota do Isis, graça à intervenção Russa na Síria, restituindo fronteiras, bem como ao surgimento de países a leste, Hungria e Polónia, reivindicando sua soberania e demonstrando afastamento ao neoliberalismo mortal ocidental, sem esquecer a acção alemã e francesa neste processo de morte.

Como em matéria de neoliberalismo e de acção eficaz sobre a morte, e refiro-me a morte ontológica, os covids revelaram-se extraordinariamente democráticos, concluída esta reflexão, e sabendo que em Portugal em matéria de morte, especulação e exploração o PS, o Bloco e o PSD não se constituem como vectores contrários e credíveis na inversão desta universal tendência, o PCP é uma reserva que será bastante útil e decisiva até que outros se alinhem neste processo de conversão, cuja ajuda inequívoco foi suscitada pelos covidizinhos. Portanto, os animais ainda aí também para ajudar os homens nesta tarefa em particular.
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De Luís Lavoura a 08.07.2020 às 11:06

Lamentável decisão da EGEAC.
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De João Sousa a 08.07.2020 às 11:18

É mais um exemplo da casta a apoderar-se de tudo o que é Estado.

(E não é o EGEAC, responsável pela gestão do museu, presidido pela filha de Ana Gomes? Nem estou a colocar em causa a competência de Joana Gomes Cardoso mas, que diabo... isto já cansa. Portugal não é, apesar da sua pequenez, um país como a Islândia em que todos são primos uns dos outros.)
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 08.07.2020 às 11:21

O texto de Malomil é brutal. As respostas de Rita Rato são arrepiantes.

Sim, não faz sentido. Temos de acabar com esta duplicidade de critérios. Fascismo não é Comunismo. Mas Fascismo e Comunismo são regimes ditatoriais. E julgo condenável nomearem-se comunistas para museus alusivos à Liberdade
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De JPT a 08.07.2020 às 13:10

O museu em causa é, essencialmente, um santuário ao Partido Comunista Português. Aliás, o conceito de "resistente anti-fascista" foi apropriado pelo Partido Comunista Português, e com "direito de conquista", como diria o Sr. Alfredo "Marceneiro", dado que, para efeitos práticos, e tirados os primeiros tempos (do dito "reviralho"), os únicos efectivos "resistentes" à ditadura do Dr. Salazar e sucessor foram os defensores da ditadura do Sr. Lenin e sucessores (das diversas seitas dessa religião). Por isso, não tenho nada contra ser uma comunista ultra-ortodoxa a gerir aquilo, mas tenho tudo contra ser eu a pagar-lhe o salário (e a restante despesa dessa cripta dos gloriosos estalinistas).
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 08.07.2020 às 14:11

Jpt maiúsculo, lemos decerto livros diferentes. Em Portugal, no Estado Novo, a verdadeira oposição estava nos quartéis, representada por oficiais republicanos da velha guarda ou por sinistros germanofilos ou admiradores do Duce. O PCP estava infiltrado até à medula pela PIDE. O PCP a partir de 60 estava acabado. Quem segurou Salazar foi o prestígio militar de Óscar Carmona
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De JPT a 08.07.2020 às 14:58

Não leu a parte do "tirados os primeiros tempos (do dito "reviralho"). Mas vá lá ao museu e conte-me onde está essa gente que refere (esse é que é o assunto). E siga para o Forte de Peniche e continue a procurar.
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De Vorph "Girevoy" Valknut a 08.07.2020 às 17:09

"Ocupando postos chave a nível político e militar desde a remodelação ministerial de agosto de 1958, um grupo de homens, no qual se distinguiam os já referidos Botelho Moniz, Almeida Fernandes e Costa Gomes, foi constatando, ao longo dos anos, a impossibilidade de pôr em prática um conjunto de reformas consideradas essenciais não apenas para a reorganização da instituição militar, como também para o próprio regime poder lidar com os novos desafios que se adivinhavam em termos coloniais. Assim, apesar de a origem mais direta do movimento conspirativo que culminou na Abrilada se poder situar numa reunião do Conselho Superior Militar que teve lugar nos primeiros meses de 1961, o significado profundo do episódio não poderá ser devidamente entendido se não recuarmos pelo menos a agosto de 1958 quando, no rescaldo das eleições presidenciais desse ano, os homens acima referidos passaram a ocupar importantes posições no governo liderado por Oliveira Salazar."

Sendo que tradicionalmente o Reviralho vai até 40, veja que ainda em 50 ele ardia por baixo. Se não houve mais ataques ao regime, tal deveu-se exclusivamente ao papel mediador de Óscar Carmona.
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De Anónimo a 08.07.2020 às 13:37

O apoio do PCP ao governo tem um preço. Há muito que este partido deixou de o ser. O PCP é uma empresa. E familiar.
É uma nomeação perfeitamente absurda. Rita Rato não tem formação nem cv para isto. No PC não há ninguém melhor?
Adelaide
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De Luís Lavoura a 08.07.2020 às 17:17

Rita Rato não tem formação nem cv para isto.

Acredito que não, mas a EGEAC diz que fez um concurso que não era pelo cv nem pela formação, e sim pelo "projeto" apresentado e por entrevistas. Ou seja, não era um concurso de graus académicos, mas sim de projetos. O que é legítimo.
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De ChakraIndigo a 08.07.2020 às 15:01

Basicamente estamos a falar de alguém com um perfil de interpretação de factos históricos semelhantes a Mário Machado, caso este tivesse sido convidado para dirigir o Museu do Holocausto.

Em vez de um problema do machado a cortar a raiz ao pensamento, temos um outro problema que é um rato que segue obediente o som do flautista.

Um país à beira-mar plantado.
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De Luís Lavoura a 08.07.2020 às 15:31

No sítio da EGEAC está escrito que

"Este processo [de recrutamento para seleccionar uma nova direcção] contou com diversas candidaturas e resultou na selecção de Rita Rato Fonseca, que se destacou pelo projecto apresentado e pelo desempenho nas entrevistas realizadas com o júri."

De onde se conclui que terá havido umas tantas candidaturas, que cada uma dela apresentou um projeto, e que cada uma delas foi entrevistada por um júri. Ter-se-á pois tratado de um processo de seleção com alguma seriedade (a acreditarmos na EGEAC), que Rita Rato não terá ganhado sem luta.
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De Anonimus a 08.07.2020 às 16:23

Se está escrito, só temos de concluir isso.

Se tivessem escrito que o processo contou com diversas candidaturas e resultou na seleção de Rita Rato Fonseca, que se destacou pela militância partidária e pela cunha apresentada nas entrevistas realizadas com o júri, aí sim teríamos razão para duvidar do processo.
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De Anonimus a 08.07.2020 às 16:20

Ela pode ter percebido Goulash. Ou Gulab. Sabem o que é um gulab? Pois não...

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