A morte, essa perigosa socialista
A turma do resfriadinho está a ficar nervosa. Quer o povo na rua, a bulir, que é para isso que o povo serve, mas o mundo continua paralisado. Muito religiosa, esta seita sempre sacrificou tudo ao seu deus todo poderoso. O deus universal a quem na América chamam dólar e por cá é conhecido por vários nomes: massa, carcanhol, pilim, papel, taco, pastel, graveto, caroço, bago, guito... Quase tudo designações carinhosas, pois como diz a canção, "money makes the world go around".
De facto não há quem o possa negar, até os corações mais empedernidos, que teimam em colocar a vida humana acima da vida empresarial, admitem que não se pode viver muito tempo sem facturar. E é neste equilíbrio de prioridades que agora se está a jogar tudo. Só que não é fácil, pois estamos a falar de uma quadratura do círculo, em que ir trabalhar pode ser um perigo, apesar de ser perigoso não ir trabalhar. Mas já divago...
A turma musculada do resfriadinho considera que já se perdeu demasiado tempo com este choradinho. A Covid-19, afirmam a brandir estatísticas, mata menos que uma gripe vulgar. De facto os números, esses sonsos, servem para provar tudo e o seu contrário, portanto quando a turma do resfriadinho apresenta as suas contas, bate tudo certo.
O problema é quando a senhora da foice chega e lixa tudo. Contra factos não há estatísticas que valham e na pantalha nunca se viu nada assim. Gatos pingados sem mãos a medir, valas comuns abertas em Nova Iorque (dá para acreditar?). No Brasil já se viu familiares enterrar os seus próprios mortos por falta de coveiros disponíveis e até já houve defuntos a sair da pista em hora de ponta e a aterrar no funeral errado. Itália, Espanha, França, Reino Unido, o mundo dito civilizado ficou de joelhos e tudo por culpa dessa senhora que se veste de negro, mas cuja lingerie só pode ser vermelha.
Essa perigosa socialista que - já se percebeu - tem ligações óbvias ao lobby dos ambientalistas, com a sua foice (onde será que pôs o martelo?!), anda a gozar com quem só quer voltar ao business as usual, desacreditando a sua versão dos factos. Mas que estúpida!

