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A minha indignação bem expressa

por Pedro Correia, em 10.09.19

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Lamento muito ter de me pronunciar aqui contra a minha alma mater, mas acho péssimo que a Universidade Católica se promova no estrangeiro e no próprio País deturpando o nome da nossa capital.

Lisboa. Uma das mais belas palavras do idioma de Camões. Que, por acaso ou talvez não, coincide com nome da principal cidade portuguesa.

Acontece que a Católica, por motivos que não consigo descortinar, optou por abastardar Lisboa, adulterando-lhe a grafia, agora adaptada ao amaricano que vai dando cartas em certos círculos bem-pensantes.

É uma aberração.

 

Devíamos aprender com os nossos irmãos brasileiros. Alguém imagina uma instituição brasileira a deturpar os nomes das duas principais cidades do país, Rio de Janeiro e São Paulo - orgulhosamente escritos assim, na universal língua portuguesa que nos serve de poderoso traço de união?

Alguém imagina os brasileiros a escreverem "St. Paul" ou "River of January" para caírem nas boas graças do falso cosmopolitismo que galopa por aí?

Nem pensar.

 

Aqui fica o meu lamento. Aqui fica o meu protesto.

Aqui fica a minha indignação. Ao ver a falsa primeira página do Expresso do último sábado com a falsa manchete que aqui reproduzo e alguns dos títulos que junto também. Todos escritos num peculiar jargão luso-amaricano em que o português é praticamente empurrado para a borda do prato.

Deixaram-me envergonhado. E tenho a convicção de que muitos professores e muitos dos actuais alunos da Universidade Católica pensam como eu.

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100 comentários

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De Anónimo a 10.09.2019 às 00:51

Na qualidade de antiga aluna da Católica, subscrevo.

Não ficarei surpreendida se receber publicidade à Católica OPorto Business School. Por enquanto, ainda é Católica Porto, mas por muito do que lá conheci, não me admiraria que mudásse.

Isabel
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 09:33

Andam a impingir-nos esta novilíngua abastardada como se fosse o novo esperanto universal.
Destruindo, de passagem, a língua portuguesa. Cada vez mais contaminada de 'amaricano' com chancela do mundo académico.
Continuarei a levantar a minha voz em protesto. Sobretudo contra esta tendência totalmente inaceitável de mudarmos, por nossa exclusiva iniciativa, a grafia de Lisboa - e a do "Oporto" para lá caminha.
Algo que nenhum brasileiro faz ou faria em relação às suas cidades.
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De Anónimo a 10.09.2019 às 12:05

Depois de tanto ensino (espero que não faça como alguém meu conhecido que fez a licenciatura na U do Minho, fez lá possivelmente um curso qualquer e agora escreve que se formou na Católica) e não sabe que mudasse não leva acento. Basta ser uma palavra grave.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 13:32

É grave. Mas não agudo.
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De João Espinho a 10.09.2019 às 14:41

Não deixa de ser grave.
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De Claudino Caridade a 10.09.2019 às 19:15

O pretérito imperfeito do verbo mudar apenas leva acento (agudo), nas primeira e segunda pessoas do plural. Já assim era há mais de 60 anos, quando aprendi isso na antiga 4ª. classe, e assim continua a ser, pelo que "mudasse" (primeira e terceira pessoas do singular) não tem qualquer acento.
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De Anónimo a 10.09.2019 às 14:00

Obrigada pelo "lamiré" do acento grave,
mas de facto não faço como a sua conhecida. A Católica onde fiz o curso diz-me mais do que pode imaginar.

Sempre a aprender ou desaprender com as constantes lições de quem julga os outros sem os conhecer.

Isabel
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De Anónimo a 10.09.2019 às 16:23

Têm razão. Sem apelo nem agravo. Foi grave, dou a mão à palmatória.
Sempre dei erros. E, contra todas as expectativas, quanto mais leio e escrevo mais erros dou. Sempre me tentei corrigir e agradeço que me corrijam, salvo quando o fazem com sobranceria, que é quase sempre uma manifestação de falta de inteligência.

Isabel
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De Anónimo a 11.09.2019 às 01:16

O problema não é seu exclusivamente de certeza, eu próprio já me deparei diversas vezes com dúvidas acerca de como escrever certas palavras sobretudo ao enviar sms (sim eu ainda sms da forma tradicional). Os smartphones estão de tal modo "programados" para o acordo ortográfico de 1990 que torna-se difícil não escrever com erros, já para não falar do pc's . E depois temos de acrescentar a nossa comunicação social que já adoptou esse famigerado acordo.
Valha-nos o DdO que faz gala e muito bem em não adoptar essa treta.
Quanto ao anglicismo e o amaricano também não gosto mas por vezes caio na esparrela até porque as pessoas os adoptaram tão naturalmente como beber água porque dizem dá um certo ar de modernidade.

WW
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De Anónimo a 11.09.2019 às 13:19

É verdade, obrigada. :)
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De jpt a 11.09.2019 às 02:26

Eu escrevo imenso, escrevo imensas patetices (e aqui no blog boto algumas) e farto-me de fazer erros ortográficos (então na hifenização estou muito à deriva, decerto também por causa de tanto AO90 lido). E farto-me de ler erros ortográficos. Alguns são graves, imensos são cansativos - principalmente os da moda. E alguns são agudos. Envergonho-me dos erros que faço (alguns são "gralhas" mas outros não) e irrita-me o estado da escrita pública - não estará pior, apenas as redes sociais trouxeram muita gente para a escrita publicada, em textos ou comentários.

Mas nada me irrita tanto como os patetas que para aí (e aqui) andam à cata dos erros ortográficos dos outros, deles se servindo para desvalorizar as ideias de quem os comete. Pobres ortógrafos, vazios, nulos.
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De João Espinho a 11.09.2019 às 13:46

@JPT - concordo consigo. Sinto-me um pateta sempre que deparo com expressões como "á 2 meses atrás". Salto para outro texto sem cuidar de ver a ideia. Muitas vezes afasto-me das ideias de textos onde abundam as calinadas ortográficas. É uma patetice minha, um defeito, mas não resisto em comentar #chupacamões. Por vezes respondem-me "era só para ver se estavas atento". Pronto, cumprimentos e abraços deste ortógrafo pateta, vazio e nulo. :-)

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De Anónimo a 11.09.2019 às 14:11

Caro JPT, vindas de quem escreve tão bem, as suas palavras são bálsamo. Obrigada.

E, sendo o assunto estrangeirismos, aproveito para corrigir outro erro que cometi no comentário inicial. Deveria ter escrito Oporto em vez de OPorto.

Isabel
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De Anónimo a 10.09.2019 às 12:08

É como o saloio (que me perdoem os saloios, gente honrada) de Oeiras. Oeiras Valley como se o nome em amaricano (puro) alterasse a estrutura económica e social do concelho.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 13:31

Também. E como o outro, que andava aos pulinhos que nem uma papoila a querer vender o "Allgarve", já mencionado por outros leitores.
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De Anónimo a 11.09.2019 às 01:20

A publicidade é outro cancro, já não existem publicitários, existem marketeers and so on...

WW
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De Anónimo a 11.09.2019 às 01:34

Allgarve ou Allarve !
A pandilha do 44 anda toda aí mas ainda lhes aparam as jogadas agora, sabem muito...e fizeram muito.

WW
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De Chico da Silva a 10.09.2019 às 17:57

mudásse? mudastí ai-se-ti
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De Anónimo a 10.09.2019 às 01:44

Mais valera escrever tudo em amaricano.
Os cidadãos tudo permitem desde que não seja anatemizado pelos directórios partidários.Cidadões.
Fez bem em chamar a atenção para o nem-carne nem peixe em que se transmutou essa instituição.Com deus e com o diabo.
Abrenúncio.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 09:34

Raisparta a "Católica Lisbon" mais as suas amaricanices.
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De Anónimo a 10.09.2019 às 13:16

Nem por este caminho salvaremos a nossa língua… A grande maioria dos "amaricanos" nem sabe onde fica este retângulo que, desde sempre, tem dado cartas em muitos domínios (muitos bons e álbuns menos bons…)
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 13:30

Eles querem lá saber. Alçam a pata, sai esguichadela sobre os "indígenas" e seguem em frente.
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De Anónimo a 11.09.2019 às 01:37

Ainda bem que não sabem...podiam ter ideias...

WW
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De V. a 10.09.2019 às 01:54

Essa gente do marketing é toda burra, subserviente e saloia e nem à chapada lá vai — deviam era ser todos encarcerados no forte de... Penish.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 09:39

Já aceitamos tudo de tal maneira que mal se ouve uma voz crítica em relação ao fim de Lisboa, e do Porto, cada vez mais intitulados (pelos próprios portugueses!) de "Lisbon" e "Oporto" para agradar aos novos monopolistas do idioma.
Com os basbaques do costume a bater palminhas.
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De Luís Lavoura a 10.09.2019 às 10:08

Eu o que não entendo é porque é que mantêm o "Católica" em português. É que os estrangeiros nem devem perceber como aquilo se lê. Mais valia porem "Catholic Lisbon". A mistura de português e inglês em "Católica Lisbon" é ridícula.
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De V. a 10.09.2019 às 11:06

Sem dúvida, o que se deve fazer é abrir o nosso derrière aos estranjas.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 13:37

"Shit happens",como diria uma sumidade da 'Católica-Lisbon'.
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De V. a 10.09.2019 às 20:25

"Como dizem os meus filhos, shit happens"... Já nem me lembrava desse artista da motocicleta.
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De Luís Lavoura a 10.09.2019 às 10:10

muitos dos actuais alunos da Universidade Católica

Já lá vai o tempo (por exemplo, em 1969) em que nas universidades havia estudantes. Agora há infantis "alunos".

Atualmente, "estudantes" só nos liceus. Nas universidades são promovidos a "alunos".
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De Luís Lavoura a 10.09.2019 às 10:31

Em inglês os "pupils" são promovidos a "students".
Em francês os "élèves" crescem e tornam-se "étudiants".
Em alemão @s pobres "SchuelerInnen" passam a prestigiad@s "StudentInnen".
Só em português é que os importantes "estudantes" são degradados, quando crescem, a infantis "alunos".
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De João Espinho a 10.09.2019 às 14:45

Utilizou o feminino em alemão por alguma razão especial?
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De Luís Lavoura a 10.09.2019 às 16:02

Utilizei um masculino/feminino ("SchuelerInnen" quer dizer "alunos e/ou alunas") porque é assim que sempre vi utilizar quando trabalhei numa universidade alemã, já há muito tempo. Escrever somente "Studenten" é na Alemanha inadmissível, porque implicitamente desconsidera as estudantes do sexo feminimo ("Studentinnen"). Portanto, em vez de se escrever "Studenten und Studentinnen" abrevia-se para "StudentInnen".
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De João Espinho a 10.09.2019 às 17:40

De acordo. O tema masc/fem também tem estado na agenda na Alemanha. Nas Universidades, para "contornar" alguma indisposição, começou a aplicar-se o substantivo Studierende, que engloba estudantes masculinos e femininos. Nos últimos livros que tenho lido ainda não vi esta última referência. Porém, sei de fonte segura que este novo substantivo é utilizado e não tem sofrido contestações. Quanto a Schüler e Schülerin, não me admiro se criarem o substantivo Lernende. Cumprimentos.
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De Anónimo a 10.09.2019 às 11:35

Tem graça, a mim 'aluno' (discípulo) soa-me a bastante menos pretensioso do que 'estudante'. O termo estudante lembra-me logo a palhaçada da praxe. Mas lá está, são gostos.

Isabel
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 16:41

O termo "estudante" lembra-me um velho futebolista da Académica de Coimbra.
Ou o "Fado do Estudante" cantado pelo Vasco Santana no filme 'A Canção de Lisboa'.
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De Anónimo a 10.09.2019 às 10:32

A católica apenas está a apanhar onda de um marketing tendencioso desde há bastante tempo. Quem não se recorda da campanha de promoção da região de turismo do Algarve junto dos bifes com o nome "Allgarve". A culpa é nossa enquanto povo que não protege a própria língua enquanto símbolo da nossa identidade ao permitirmos a constante integração de estrangeirismos no palavreado do dia a dia. Mais valia que o Camões enquanto "influencer" tivesse colocado um "post" com os Lusíadas e esperado feedback dos followers,
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 16:42

Achamos sempre bem a tudo desde que seja escrito com "língua da estranja". Para dar ares.
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De Anónimo a 10.09.2019 às 18:28

"Allgarve" era o nome de um programa dito cultural que vigorou durante um Verão há alguns anos no Algarve. Bem diferente de estar "na " Quarteira o que em termos de comunicação social acontece muitas vezes.
Também a maioria dos programas televisivos utilizam muitos termos ingleses, penso eu erradamente. Quanto aos erros ortográficos, alguns de nós dão, a maioria,
e poucos não dão!
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 21:06

Muitos deles dão para os dois lados.
Dão erros em português e em inglês.
De uma coerência inabalável.
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De Robinson Kanes a 10.09.2019 às 10:43

Pedro,

Não é só a Católica - e sabe que até posso entender na medida em que se procuram captar alunos estrangeiros. Além disso a Católica está a competir com escolas internacionais, Portugal já não é propriamente o campeonato da instituição. Choca-me mais a isenção de impostos e taxas que esta instituição tem e recentemente este caso tenha sido abafado, inclusive pelo guardião-mor (ou servo) da Igreja em Portugal, o próprio Presidente da República.

No entanto, quando digo que não é só a Católica existem muitos mais - aliás, deve saber que deixei o meu emprego e uma das (entre tantas) situações operacionais que me levou a deixar o mesmo foi a criação de conteúdos, eventos, processos e material de comunicação em inglês, inclusive quando apenas para o mercado português! É óbvio que a critica não se fez esperar e alguns foram um autêntico "flop" - e quando estamos correctos na nossa opinião, tendemos a ser atacados por quem escolheu o caminho errado.

Sabe que em Portugal, existe muita gente da praça e que quer chegar à praça com a utilização exagerada do "american english" e sabe porquê? Porque acham que lhes dá notoriedade, estatuto e... Se não estiver em inglês ninguém vai. Eu também uso, inclusive na escrita (sempre em itálico) mas convenhamos que...

Faz-me lembrar alguém que dizia que era simples estar numa reunião com portugueses - bastava repetir as últimas frases uns dos outros e debitar anglicismos mesmo que descontextualizados. Tenho tido reuniões, Pedro, só com portugueses e a falar de coisas pouco técnicas e onde em 5 palavras, 4 são anglicismos da moda.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 16:45

Sim, debitar anglicismos - melhor dizendo, americanismos - é o que está a dar para embarcar no ar do tempo. Há mesmo quem fale e escreva nessa espécie de crioulo que usa três palavras dum idioma e três doutro sem querer dizer rigorosamente nada.
Tivemos até um especialista na matéria, o desaparecido doutor Zeinal Bava. Esse patusco falatava no tal crioulo enquanto ia enchendo o bornal.
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De Ssssstress a 10.09.2019 às 10:51

Como é uso dizer-se: assino por baixo este seu protesto!

Questiono-me: quem tem destas ideias foi estudante na Católica?
Cumprimentos!

§-Allgarve, lembra-se?
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 13:29

Muito boa, essa pergunta sobre a autoria de tão bizarras ideias e a passagem (ou não) pela Católica.
Sou capaz de apostar que não.
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De André Miguel a 10.09.2019 às 11:04

Detesto estes inglesismos principalmente no meio empresarial. Agora só há managers, meetings, profits, sales leads... Uma foleirice tremenda promovida por pindéricos que se julgam muito modernos mas não conseguem enxergar para lá da ponte 25 de Abril.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 13:36

Geralmente é gente que fala com soberba dos "parolos" e dos "provincianos".
Sem perceber que este é um dos maiores exemplos de "parolismo", na sua expressão mais caricata.
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De João Espinho a 10.09.2019 às 14:49

Esqueceu-se dos coachers.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 16:46

E os profilers e os influencers e a pata que os pôs.
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 21:10

E os spin doctors e os storytellers.
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De Anónimo a 10.09.2019 às 11:13

"Alguém diz com lentidão:
“Lisboa, sabes…”
Eu sei. É uma rapariga
descalça e leve,
um vento súbito e claro
nos cabelos,
algumas rugas finas
a espreitar-lhe os olhos,
a solidão aberta
nos lábios e nos dedos,
descendo degraus
e degraus
e degraus até ao rio.

Eu sei. E tu, sabias?"

Pelos vistos na católica não sabem...
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De Pedro Correia a 10.09.2019 às 13:38

Não sabem nem sonham.

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