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A manifestação dos taxistas.

por Luís Menezes Leitão, em 09.09.15

 

Tenho utilizado a Uber por toda a Europa e posso garantir a enorme qualidade do serviço prestado. Não vejo que ilegalidade possa haver nesse serviço. Antes da Uber, também já tinha contratado serviços de transfer através de agências de viagens, tendo o carro sempre à minha espera quando chego ao aeroporto, não sendo por isso obrigado a recorrer aos táxis. Haverá alguma diferença entre contratar um transfer por via de uma agência de viagens ou fazê-lo através de uma aplicação informática? Sinceramente não vejo.

 

Os taxistas dizem que os carros contratados pela Uber só têm seguro para ocupantes e não seguro de passageiros dos transportes colectivos, que são de montante superior. A questão é que o capital mínimo de qualquer seguro automóvel, que abrange sempre os ocupantes do veículo, é de 5 milhões de euros, e nunca ninguém em Portugal recebeu, que eu saiba, uma indemnização por acidente automóvel sequer de um décimo desse valor. A questão do seguro é por isso irrelevante para o passageiro.

 

O que já não é irrelevante para o passageiro são os elevados preços dos serviços de táxi em comparação com os da Uber, tendo há meses inclusivamente surgido a proposta de uma tarifa única de vinte euros no aeroporto de Lisboa, dos quais um euro seria para pagar à ANA, para esta pagar à Câmara de Lisboa a abusiva taxa turística que ela quer cobrar na capital. Temos aqui um preço totalmente desproporcional ao serviço prestado para financiar os próprios prestadores e terceiros estranhos à actividade, o que constitui um grave atentado aos direitos do consumidor.

 

Argumentam ainda os taxistas que têm que ter alvará para exercer a sua actividade, pelo qual pagam elevados valores, não podendo, por isso, o transporte de passageiros ser exercido por pessoas que não tenham esse alvará. Bem, há uns anos atrás, Marcelo Rebelo de Sousa andou a conduzir um táxi por toda a cidade para fazer campanha à Câmara de Lisboa, e não me parece que o assunto tenha preocupado quem quer que fosse.

 

 

O que esta história da Uber e dos táxis demonstra é a existência de um excesso de intervenção do Estado na actividade económica, que impede a entrada de novos players no mercado, e funciona como uma barreira à inovação e à criatividade. Tal só demonstra o acerto da posição de Ronald Reagan, quando afirmou neste discurso: "In this present crisis, Government is not the solution to our problem. Government is the problem".

 

É, por isso, um grave erro dos taxistas esperar que o governo proteja o seu negócio e inviabilize o da Uber. O progresso é imparável e os negócios evoluem através da concorrência e da inovação, e não através do proteccionismo. O dia em que os taxistas se manifestaram e apelaram ao governo contra a Uber foi precisamente o dia em que a Uber mais lucrou na sua actividade.


29 comentários

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De JOAO MELO a 09.09.2015 às 08:23

A argumentação é razoável desde que defenda que os taxistas não possam ser sujeitos (também) a qualquer condicionalismo: nem alvarás, nem cartas de condução específicas, nem tabelamento de preços, nem condições específicas das viaturas, nem restrições geográficas, NADA!
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De Firmino Cacheirinha a 09.09.2015 às 14:45

Falam de todos os argumentos menos dos impostos. Quem presta o serviço paga iva? tem uma empresa e estão inscritos na segurança social? não gosto da atitude e serviço da maioria dos taxistas, mas tem que haver igualdade nas obrigações para todos.
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De lucklucky a 09.09.2015 às 17:40

"A argumentação é razoável desde que defenda que os taxistas não possam ser sujeitos (também) a qualquer condicionalismo: nem alvarás, nem cartas de condução específicas, nem tabelamento de preços, nem condições específicas das viaturas, nem restrições geográficas, NADA!"

E porque é que os taxistas nunca pediram tal coisa? agora são ultrapassados pela História.
As regras absurdas do mercantilismo, o pré-socialismo que sempre nos enfermou e sempre esteve presente na nossa cultura.

O comportamento dos taxistas é de quem protestou contra os primeiros taxis. Taxistas que estariam contra o motor de combustão interna e a favor do cavalo e da carruagem.

Usam a violência contra outros a quando das greves.


Explica se necessário fosse porque em Portugal nunca poderia nascer uma nova industria, uma nova invenção. Ameaça sempre as capelinhas todas reguladas.
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De Anónimo a 09.09.2015 às 10:20

Aqui vai uma ideia que não paga direitos de autor (nem precisa seguro ou alvará). E que tal as associações de taxistas criarem uma plataforma tal como a UBER, oferecendo exactamente o mesmo tipo de serviço/qualidade a preços mais baixos, em vez de armarem arraiais como o de ontem?
É fácil criticar a UBER, mas o comportamento , dos taxistas no dia a dia, cada vez mais se aproxima de comportamentos selvagens do que de pessoas ditas "normais". Acresce o facto do parque automóvel, que no caso dos taxistas nem preciso descrever, apenas pergunto para que servem as inspecções periódicas e como é que aquelas viaturas passam nas mesmas.
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De jo a 09.09.2015 às 15:34

A plataforma Uber só é vantajosa em relação aos táxis porque os serviços prestados são mais baratos. E são mais baratos porque não têm as obrigações legais e os impostos do serviço de táxis.

Serviços de chamar táxis por telefone existem há anos.
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De Tiro ao Alvo a 09.09.2015 às 17:09

O JO não sabe o que é a UBER. E já se esqueceu daqueles versos onde se diz que "o mundo pula e avança".
O JO ficou parado no tempo, amarrado à sua ideologia e à espera das indicações do seu Partido. Coitado.
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De jo a 09.09.2015 às 19:09

Tiro ao Alvo.

Veja lá se avança (não lhe peço que pule porque pode tropeçar). Existem várias pessoas que não vão aos partidos perguntar o que pensar.

É um defeito de quem está formatado pensar que o mundo pensa todo como ele.

Pergunte lá ao controleiro o que me há-de responder.
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De Tiro ao Alvo a 11.09.2015 às 13:47

JO, está muito enganado - eu não sou desses. Nem sou dos que aprenderam toda a filosofia do Partido e agem de olhos fechados, no convencimento de que estão sempre alinhados com os seus correlegionários. Mas nem sempre isso acontece, como desta feita o JO demonstrou.
Passe bem.
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De passado adiado a 09.09.2015 às 11:03

o problema deste país é só um:
os governos levam "séculos" a atualizar a legislação.
e quando o fazem é precisamente para "proteger" os seus " benfeitores" por mais umas décadas.
por isso, enquanto este tipo de atitude não mudar, infelizmente vamos continuar como dantes, na mesma.
ah, mas muda uma coisa: o tempo - os anos passam
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 09.09.2015 às 11:19

A UBER veio para ficar. Os táxistas só têm de se adaptar aos novos tempos. O estado também tem de rever a regulamentação de licenciamento dos táxis. Dizem que o regulamento tem 129 páginas...
De qualquer modo, entre um serviço competente e mais barato prestado por gente civilizada como é a UBER e um serviço mal cheiroso e mal educado prestado por burgessos como os que foto do post nos mostra, como utente a minha escolha está feita.
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De Luis Fanico a 09.09.2015 às 11:24

Estes srs ainda não perceberam que o vento não se para com as mãos. A verdade é as pessoas andam fartas do serviço prestado pelos taxistas. A concorrência só lhes faz bem e os clientes agradecem.
Não vou andar mais em taxis não gosto do vosso serviço, prefiro outras alternativas como a Uber.

Quando tem um presidente que incita à violência, para mim esta greve fica associada à fotografia acima.
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De boreas a 09.09.2015 às 11:40

Eu conto pelos dedos as vezes que andei de taxi.so em necessidade imperativa, acho que o serviço de taxi é caro.mas eles pagam os impostos os da uber pagam? Nem legalizados são.logo você ao usar esse serviço está a contribuir para a fuga a eles.
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De Teresa a 09.09.2015 às 11:44

Há tantos anos que não ando num taxi que enho de andar a ver aqui e ali para tentar entender toda a polémica.
O que vejo nas agressões dos taxistas foi exactamente a razão que me levou a deixar de usar o meio - energumenos que nos impõem os seus modos (a falta deles), que conduzem como se estivessem numa gincana da santa terrinha e a falta de segurança - física, social, moral e psicológica. São autênticos bullies que pensam que toda a gente é lixo a quem fazem o frete de levar como querem e por onde bem entendem.
Posso ser injusta com alguns mas certamente não com a maioria. E pelas imagens não me parece que tenham mudado, ou evoluído.
Pela mesma razão se foi deixando de ir ao comércio de bairro.
Irra, que esta gente não aprende!
E nunca tive necessidade de recorrer à Uber mas para ser sincera se tivesse de o fazer por tudo o que ouvi até agora seriam eles os escolhidos. Habituem-se! Há dinheiro mas também há escolha de como e com quem gastá-lo
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De Miguel a 09.09.2015 às 17:55

Depois de ter deixado o meu comentário e ter vindo confirmar a publicação, aproveitei para ler os restantes e, muito honestamente, este que eu, aqui, vou deixar, será apenas uma divagação sobre aquilo que eu penso, respondendo com a mesma liberdade de expressão, com que deixou o seu comentário.
Pior que os fundamentalistas religiosos (que já sabemos o que esperar das suas ações), há um outro grupo muito maior e mais perigoso.
Tal como acontece com as religiões, elas não têm nada de mal, pelo contrário, cada uma, à sua maneira, tenta orientar as pessoas para praticar o bem, no entanto, todas elas acabam por ter que lidar com fundamentalismos e, até em nome do cristianismo, se matou e queimou seres humanos.
Voltando ao tal grupo, maior e mais perigoso, há quem diga que são os ignorantes mas, isso, somos nós todos, o grande problema está nos fundamentalistas ignorantes que, sabem sempre tudo, têm sempre soluções imediatas, nunca se questionam nem sequer têm dúvidas, apostam nas escolhas individuais e, num perfeito egoísmo, o que acontece aos outros é problema deles e, esquecem-se que pertencemos a uma espécie que só consegue sobreviver em sociedade, algo que só por si, existe num equilíbrio muito precário e, como uma metáfora que em tempos ouvi, poder-se-á dizer que será como tomar conta de um cristal muito frágil e muito precioso que se pode partir em qualquer momento. Quando isso acontece, presentemente, temos exemplos por todo o mundo, de instabilidade, insegurança, motins, guerras, caos... se andar atenta, pode ver que quase tudo, já serve para acabar num conflito violento... até as primaveras árabes têm acabado em invernos ou... infernos.
De tempos a tempos, por motivos mais ou menos óbvios, depois desses fundamentalistas ignorantes, andarem completamente cegos ao que se passa em seu redor, seja, ao sofrimento de colegas despedidos, um vizinho nas mesmas ou outras circunstâncias, ou até nem reparar nas pequenas injustiças que vão acontecendo por perto... basta os média mostrar uma imagem e, de repente, fazem brotar todas as lágrimas de crocodilo como se tivesse sido algo único que tenha acontecido no Paraíso.
No entanto, o problema não acaba aqui... um belo dia, cai-lhes "a mosca" no prato, mesmo à frente do seu nariz e é... "ó tio ó tio"... que eu nunca fiz nada para isto acontecer, violência? caos? insegurança? não tenho culpa nenhuma... e, como de costume, irão encontrar, rapidamente, um bode expiatório, o tumulto pode crescer mas, serão os primeiros a lavar as mãos como Pilatos. Claro que é livre de escolher, como e onde, gasta o seu dinheiro mas, quando a "trampa chegar à ventoinha", lembre-se:
Iremos perecer, apenas, por falta de conhecimento, e não é só a bomba que o ocidente larga num país distante que traz consequências mas também, pela soma de todas as decisões individuais, por mais pequenas que elas sejam, o seu impacto acabará por moldar o futuro coletivo de Todos nós.
Gotas de água e grãos de areia, juntos, fazem mares e praias.
E para equilibrar aquela da "trampa e da ventoinha"...
Deixo aqui, uma frase de Madre Teresa de Calcutá e, de como ela bem sabia, da importância de "cada pequena gota":
“O que eu faço, é uma gota no meio de um oceano. Mas sem ela, o oceano será menor.”
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De William Wallace a 09.09.2015 às 23:37

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De Miguel a 09.09.2015 às 12:06

Acredito na sua sinceridade ao dizer que não vê onde está o problema mas, isso é uma das coisas que mais me assusta, haver uma grande maioria de pessoas que olha superficialmente para um problema.
Aliás, a espécie humana está cada vez mais "enterrada" em problemas por não fazer, precisamente, aquilo que a distingue de outras espécies, conseguir prever, com antecedência, resultados futuros de escolhas feitas no presente. Se reparar, estamos a viver uma época muito interessante porque, a todos os níveis, desde a política ao cidadão comum, o que se tornou fulcral e importante é, apenas, avaliar ganhos imediatos ou a satisfação momentânea dos desejos, sem nunca avaliar as suas consequências futuras.
Eu não apoio A nem B, limito-me a observar factos e a antever as possíveis consequências ou implicações futuras e, nem perco tempo em qualificações de boas ou más porque o mais importante é saber, quando elas passam a irreversíveis, à medida que se vão fazendo determinadas escolhas. Presentemente, nem pensar em "atacar" ou avisar sobre as consequências, desta obsessão com a satisfação imediata, será mera perda de tempo, seja a teclar ou a "gastar saliva". Ver um problema de uma forma empírica é um dos maiores riscos e só aumenta, em percentagem, o risco de se passar de mal a pior.

Facto: Um recente estudo comprova matematicamente que, em menos, de 10 anos a população mundial vai perder mais de um terço dos postos de trabalho, com a sua substituição por robots, apps, onde quase tudo pode ser automatizado, bastará olhar para as máquinas que já imprimem em 3D; peças para montar, próteses, roupa, casas... e está para sair uma que pode imprimir, simultaneamente, com 10 materiais diferentes... até em vidro. Automóveis e camiões sem condutor... "a procissão ainda vai no adro".
Ainda agora, uma empresa resolveu substituir todas as pessoas por robots para que as entregas das compras feitas por Net fossem mais rápidas. Nas portagens, nas compras, as assistentes telefónicas, as compras no supermercado onde prescindem da operadora, até pedir um hambúrguer no McDonald´s, todos colaboram e até preferem que tudo seja automático... mas, à tarde, vão à manifestação gritar contra o desemprego... Naturalmente que há categorias profissionais que pensam estar a salvo desta catástrofe mas, será por puro desconhecimento sobre a evolução tecnológica e aqui, até pode parecer ficção científica.
Basta retirar, da perceção subliminar da realidade, o fator do ganho imediato que até se consegue ver que, os taxistas, nem sequer são os primeiros, apenas, acrescentam mais um grupo aos que estão a começar a sentir os efeitos de um futuro previsível.
Apesar de eu pensar que já passámos, há muito, o ponto de não retorno, para obter respostas, é preciso procurar... não entre quem ganha ou perde no presente mas, quem vai ganhar no futuro, não só dinheiro mas, uma inimaginável concentração de Poder e Controle a nível global, sobre populações que serão, maioritariamente, constituídas por precários, com trabalhos eventuais e um desemprego em massa.
Como eu, muitos estão a acordar para o problema e, aqui entrará, outra peça do puzzle, o porquê desta quase imposição da entrada de milhões de pessoas na Europa que, novamente, não interessa qualificar ou dividir entre, os de bom ou mau coração mas, numa base de honestidade intelectual, retirando os fatores emocionais, nacionalistas ou xenófobos, apenas ver as suas consequências previsíveis (e aqui há muito a dizer) porque, no final, só interessa saber... a quem servirá no futuro, esta entrada de milhões de migrantes sem fim à vista? Para poder fazer o quê?
Se olhar para a História, há muitas situações em que até consegue interrogar-se como foi possível, isto ou aquilo, ter acontecido... como tanta gente pode ser levada ao engano... e a fazer determinadas escolhas... pois nada mais simples, quando se tem uma maioria a olhar para o presente, dando inteira liberdade aos que estão a trabalhar com os olhos postos no futuro. Há muito que já passámos a fase de estar tudo delimitado a país ou países, porque neste novo Paradigma, o grande problema é não poder conter os estragos porque estamos só a começar a sentir os efeitos da concentração de Poder a nível Global e, aqui, cada um, é livre de pensar, se isso será bom... ou mau.
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De William Wallace a 09.09.2015 às 14:01

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De Susana a 09.09.2015 às 12:12

Então o seu contra-argumento aos alvarás e o seu valor astronómico é o prof. Marcelo ter andado de taxi um dia de um lado para o outro e ninguém se ter incomodado com isso...

Com estes argumentos de monta, para quê discutir?
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De Anónimo a 09.09.2015 às 12:17

Reveja o comentário sobre seguro de ocupantes... não está correto.
Creio estar a confundir Responsabilidade Civil com seguro de ocupantes e passageiros.

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