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A luz ao fundo do túnel

por Pedro Correia, em 19.06.15

Portugal volta a liderar o crescimento das vendas de carros na Europa. Em Maio foram comercializados em Portugal 18.343 automóveis ligeiros de passageiros, o que suplanta os 13.782 carros vendidos no mesmo mês de 2014. As vendas cresceram 33,1% em termos homólogos, a maior subida de toda a União Europeia. Nos primeiros cinco meses deste ano, as vendas acumuladas em Portugal totalizaram 79.585 veículos, o que representa um crescimento de 32,5% face ao mesmo período de 2014.

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42 comentários

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De Vento a 19.06.2015 às 23:30

É caso para dizer, Pedro, viva o TC e viva a banca que começou outra vez a abrir o crédito ao consumo.

Afinal a economia só cresce com disponibilidades financeiras das famílias e com a banca a largar dinheiro para ver se faz negócio.

Sem esquecer, obviamente, os carros que foram entregues para frotas de aluguer que operam no sector turístico.

Afinal eu sempre vou tendo razão. Perdoe-me este desabafo.
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De Pedro Correia a 19.06.2015 às 23:37

Está visto então, meu caro: o presidente do TC deve fundar um partido político e candidatar-se a eleições para governar. Se só ele está certo, nada mais lógico.
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De Vento a 19.06.2015 às 23:43

Não. Basta mostrar-lhes que, não obstante os bónus dados, a lei é para todos.

Mas continuo à espera que me desafiem para provar em como a economia cresce pelo consumo interno. Têm é de dizer-me que não cresceu por esse motivo e apontar-me números.

Mas isto não é contra si, amigo.
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De Vento a 20.06.2015 às 00:57

Para os espertos que não sabem que o aumento do consumo interno também se reflecte nas importações, vejamos aqui um exemplo:

http://www.noticiasaominuto.com/economia/393338/consumo-de-gasoleo-aumenta-7-7-e-gasolina-sobe-5-9-em-abril

e mais este:
http://www.sapo.pt/noticias/credito-ao-consumo-sobe-30-7-em-abril-e_557ee4f6d34cd919195c6f56

e mais este:
http://www.publituris.pt/2015/04/13/rent-a-car-acompanha-subida-de-vendas-de-viaturas-em-marco/

Há quem se julgue esperto, e eu tenho o máximo de prazer em contrariar egos vaidosos.
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De Vento a 20.06.2015 às 13:02

O chico-esperto de serviço tem sempre alguma coisa a dizer quando outros se antecipam a dizer o que ele gostaria de referir. Não admira que Portugal tenha caído neste baldio com tanto tipo a armar em gestor de pacotilha e ainda por cima a afirmar que tem obra feita.

Vejam bem que o consumo interno também não tem que ver com importações. Vejam bem que o crescimento interno nada tem que ver com o crescimento de outros sectores.
Vejam bem que o consumo interno nada tem que ver com empregos.
Vejam em que o consumo interno nada tem que ver com receita de impostos.

Vejam bem que se olha para Portugal em matéria de consumo interno como se este país fosse um Japão em matéria industrial e de fabrico de produtos.
A senilidade associada à vaidade saloia pensa que é douta.

É isto tipo de gente que diz ter feito grandes obras por ele.

E com seu ego humilhado pelas tristes figuras feitas debitam o veneno de que se alimentam.
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De da Maia a 21.06.2015 às 18:05

Para seu conhecimento, Vento, faço notar que lhe fiz uma crítica num comentário abaixo. Tratando-se de uma conversa com RMG, apenas serviu para ilustrar um exemplo de inutilidade discursiva. No entanto, como o envolve depreciativamente, acho por bem dar-lhe o conhecimento devido.
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De rmg a 21.06.2015 às 21:54


Comentei na resposta que dei a "da Maia" a sua actuação por aqui de há uns tempos para cá e, tal como "da Maia" faz, do facto lhe venho dar conhecimento.
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De lucklucky a 20.06.2015 às 11:27

É preciso ser cego para dizer que isto tem que ver com o governo ou o TC -o TC!? um dos maiores culpados porque Portugal não está menos mau e que existe para dizer que partes da Constituição podem ser violadas e por quem.

É o pensamento totalitário daqueles que pensam que toda a vida passa pela política.

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De luis barreiro a 20.06.2015 às 18:37

Segundo a cabeça d´vento, se o fidel aumentasse o salário cubano de 15 usd para 30 usd ou 100 usd ou melhor ainda 3.000 usd, o consumo interno aumentava e descobriu a pólvora.
Acreditar em histórias de crianças é o problema dos eleitores portugueses.
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De ás do volante a 19.06.2015 às 23:35

De carro emprestado anda-se sempre mais depressa.
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De da Maia a 20.06.2015 às 00:10

A Alemanha estava a precisar... e quanto à balança comercial, vamos lá ver então se, para compensar, as exportações estão "a bombar", usando a expressão de um governante/feirante.
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De rmg a 20.06.2015 às 00:29


Crescimento do consumo interno com a importação de automóveis?

Quantos pares de sapatos ou garrafas de vinho é preciso exportar para compensar um carrito de gama média que se importa?

Os stands de carros em 2ª mão estão cheios deles com poucos anos e poucos quilómetros por pouco dinheiro e é isto que se vê, não vá o vizinho confirmar que os tesos são de facto uns tesos.

Até os meus netos com 14/15 anos já perceberam a idiotice da ideia!

Nota- Pus um dos netos, rapaz finório - 90% a português ainda que não seja notável nas outras disciplinas - a ler um coitado que por aqui anda: da análise dele decorre que o dito, pelo tipo de conversa sem nexo, deve ter a idade do bisavô materno (o paterno nem os netos conheceram), isto é uns 90 anos...
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De rmg a 20.06.2015 às 01:00


A ideia de que a Alemanha precisa de vender carros em Portugal (ou sequer na Europa do sul) não faz grande sentido mas é ideia que anda por aí muito feliz, contente e aos saltos.

Por acaso alguém faz ideia de quantos táxis VW (só táxis...), um modelo específico para aquela função local, há em Xangai?

Pois há 200.000 (duzentos mil para não julgarem que eu pus zeros a mais).
E estão a substituí-los todos agora apesar de não serem muito antigos.

Por aqui se pode extrapolar para o resto da China e se pode inferir de como os nossos mercados aqui pela Europa são ridículos.

Às vezes as pessoas não medem bem o que dizem, é um facto, alguns de nós têm mais desculpa que outros.

Nota- Em Xangai há 3 (três) stands de automóveis da MacLaren, o que penso não existir em muitas cidades do mundo.
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De A corte de acólitos bate-lhes palmas a 20.06.2015 às 06:42

É por causa da Alemanha não precisar de vender carros em Portugal, já agora também na Grécia, já agora também material de guerra, por serem mercados pequenos, que não foi aceite a proposta do governo grego de cortar 400 milhões na Defesa para compensar os cortes nas pensões.
Mas a Alemanha não é culpada de tudo, o seu ajudante de campo tem interesses semelhantes e acompanha-a bem.
E a executiva do corte nos de baixo também, pois essa madame, que se passeia de malinha Louis Viton de 5 mil euros, ganha 400 mil€/ano livres de impostos. Para si tratam muito bem de se fazer pagar a peso de ouro e sem pagar impostos.
Para os outros defendem salários e pensões de miséria e impostos fortes.
Bem prega Frei Tomás.
Mas a corte de acólitos ceguinhos ainda lhes bate palmas.
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De rmg a 20.06.2015 às 16:33


Exmo Senhor "A corte de acólitos bate-lhes palmas"


Não leia só os pasquins cá da terra, há mais informação (e melhor) no mundo.

O Governo grego propôs um corte de 200 milhões e a Comissão Europeia é que propôs os 400 milhões, depois ficaram todos por ali porque o FMI não quis, não sabemos o que aconteceria depois mas admito que os gregos aceitariam pois gastam 7 mil milhões na defesa e são o maior comprador de armamento da União Europeia (e com mais razão da Zona Euro!).

Portanto os gregos propuseram um corte equivalente a 2.85% nas despesas militares (que não me parece grande coisa) mas admito que aceitassem os 5.7% propostos por Bruxelas (que grande coisa não me parece).

Mas talvez não saiba ou não se lembre que a Grécia esteve sujeita a uma ditadura militar entre 1967 e 1974 (conhecida como o "Regime dos Coronéis") e portanto também admito que o governo grego não estivesse muito interessado em cortes efectivos e não simbólicos nessa área "tão sensível".
Como em 1967 eu era recém-universitário e nesses tempos havia uns universitários politizados lembro-me bem, acho que até levei umas cacetadas à conta disso...

Quanto ao resto da sua conversa "chapa 3" já a conheço desde adolescente, eu fui adolescnte ali por 1960, enganou-se no alvo.
Se me lê por aqui já devia saber porquê.
Se não me lê por aqui isso só denota bom senso da sua parte.

Um bom domingo
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De Gosta dos 400 mil limpos da C. Lagardère a 20.06.2015 às 22:47

E o senhor não é acólito de nenhuma confissão?
Vê-se que não.
Parabéns.
Há quem veja mais facilmente um mosquito nos olhos dos outros do que um boi nos seus.
Verifico que gosta dos 400 mil limpos da Cristine Lagardère, para as malinhas da L. Viton a 5 mil euros.
Nisso não vê mal nenhum, ainda bem.
200 ou 400 mil euros de corte na Defesa não altera o argumento principal: foi recusado.
A vantagem da Troika é que tem 3 cabeças, revezam-se à vez para impor a sua vontade: desta vez foi o FMI a fazer o trabalhinho.
Sei muito bem o que foi o regime dos coronéis, mas isso não passa de uma nota de rodapé (grega, no caso) no ressentimento histórico dos povos daquela zona: o verdadeiro problema é a memória do Império Otomano e da razia que fez onde dominou.
Como o seu critério de avaliação das opiniões contrárias é o estereótipo, conduz a discussão para um campo em que as suas também podem ser consideradas chapa 3, vulgo conversa da treta, ou narrativa oficial da Troika, no caso.
Não se deu conta disso?
Se numa matéria tão básica, expressar opiniões num blogue, o senhor reage assim, está explicado o ambiente de crispação estéril que perpassa pela sociedade portuguesa.
Típico de um verdadeiro PREC, agora da Direita, tão insensato e pernicioso como o de 1975.



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De rmg a 20.06.2015 às 23:49


Exmo Senhor "Gosta dos 400 mil limpos da C. Lagardère"

Como pode constatar respondo sempre a toda a gente, mesmo aos que mudam de "nome" na blogosfera cada vez que escrevem 3 linhas enquanto eu assino "rmg" sempre desde há mais de 10 anos e nos vários blogs onde tenho participado, iniciais do MEU NOME, iniciais essas por que sou conhecido há quase 50 anos por todos os lados por onde passei e que até aqui no DO foram reconhecidas por gente que aqui chegou, se deparou com elas e me contactou a confirmar.

Como se isso não chegasse procurei (e consegui) que em cada blog onde comentei ou comento houvesse alguém (o autor ou um dos autores) que soubesse quem eu era, qual o meu nome todo e tivesse os meus contactos pessoais.

Quanto ao resto não vou contrapôr quem sabe tudo sobre o que eu penso ou deixo de pensar de assuntos que não me interessam, lá porque lhe interessam a si o que é que eu tenho a ver com isso?

A Sra. em questão ter uma mala de 5 mil euros ou Sr. Varoufakis ter um cachecol de mil euros deixam-me indiferentes, já um jogador de futebol ter muito mais do que eles é que não me deixa indiferente porque, mal ou bem, acho que a Sra. Lagardère ou o Sr. Varoufakis devem ganhar para a responsabilidade que têem, mesmo que eu ache que são uns idiotas chapados.

Portanto eu também poderia fazer-lhe uma série de perguntas "maliciosas" e depois "acusá-lo" das piores malfeitorias intelectuais porque não me deu respostas convincentes, como V. faz comigo, era decerto muito fácil.

Mas lá está, não posso.
Uma pergunta que eu costumo fazer é "onde estava V. no 24 de Abril de 1974"?

Eu sei onde estava, alferes miliciano a comandar interinamente uma companhia muito peculiar e muita gente que anda por aqui bem o sabe, com pormenores e nomes, portanto se eu inventar podem aparecer como "Anónimos" ou não a desmentir-me.

Agora quem é que sabe onde estava um "A corte de acólitos bate-lhes palmas" que nem um dia depois afinal já se chama "Gosta dos 400 mil limpos da C. Lagardère"?
Pois se a Sra. em questão nem sequer se chama Lagardère!

Passe V. Exa. um belíssimo domingo

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De IsabelPS a 20.06.2015 às 17:06

Por acaso li algures (sem confirmar, reconheço) que o FMI está estatutariamente impedido de aceitar (propor?) cortes na despesa militar (para compensar cortes nas pensões, neste caso). Parece-me plausível (o que diriam os gregos se na sequância de um corte desses tivessem a o mínimo problema com os turcos?). Mas a desinformação nesta saga é mais que muita. (Aqui, por exemplo, é o Juncker a queixar-se do mesmo numa entrevista ao Spiegel: "Instead of complaining about the Commission, Mr. Tsipras could one day tell Greeks that I have offered a €35 billion investment program for the years 2015 to 2020 to stimulate growth in his country. I haven't heard anything about that.")
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De da Maia a 20.06.2015 às 07:12

Bom dia.
O rmg podia ter respondido directamente, já que a única referência aqui à Alemanha foi feita por mim.
Enfim, esse tipo de atitudes, ficam com quem as faz.
Ah, e por favor, não caia na tentação ridícula de dizer que não se referia ao meu comentário... ou que eu é que "enfiei a carapuça", como é típico doutros idiotas de serviço.

Curiosamente, o seu primeiro comentário ia na linha do meu, sobre a balança comercial... mas talvez por saudades, não quis deixar de criticar o meu comentário de forma algo comprometida, ou enrascada, confesso que isso não percebi bem.

Não interessa, vamos lá à matéria que interessa.

Em contraponto, uma boa maioria dos táxis em Portugal é Mercedes, e Xangai, tal como Hong Kong, não são regra, ainda são excepção na China.
Este site
http://www.idealshanghai.com/travel/117090/
falava na ordem de 50 mil, mas é irrelevante, porque podem ter comprado ou encomendado mais 150 mil entretanto.

Nenhuma fabriqueta alemã se consolidou no mercado internacional pelas vendas que fez para a China, porque essas vendas são recentes.
Foi o mercado europeu que consolidou as geringonças alemãs, e por muito que tenham crescido as exportações para a China, a qualquer momento o governo chinês pode bem decretar que os carros e táxis devem ser chineses (só não o faz porque "ainda" não lhe interessa), e pronto... lá se foi o grande mercado chinês pelo cano de esgoto do convencimento simplista, de quem o tiver.

Mas a escolha da VW para tanto táxi deve ter sido certamente uma opção de mercado capitalista, não tem nada aspecto de ter sido uma decisão centralizada do governo comunista, mesmo, mesmo nada. Por isso, a VW pode confiar à vontade nos seus produtos, porque a escolha é claramente do consumidor.
Haja paciência...
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De rmg a 20.06.2015 às 14:37


Bom dia "da Maia"

Claro que me dirigia a si, a que propósito o iría negar, é isso que V. pensa de mim mesmo sabendo que sou dos poucos comentadores (além de si, por outras razões) perfeitamente identificado como pessoa física aqui?
Depois desde o "Enfim..." até ao "...serviço" e acabando no "enrascada" vem na linha do que já me disse uma vez e por isso por ali ficámos na altura.

Sabe V. muito bem porque não me dirijo a si, vá lá reler o que me escreveu a certa altura e de que eu acusei recepção sem entrar em discussão.
Admitirá fácilmente que não gostaria que, tendo V. comentado normalmente um autor deste post que é um respeitável professor universitário e com actividades importantes a nível comunitário, que se sabe "defender" muito bem sózinho, eu lhe escrevesse o que V. me escreveu.

E que receber outro comentário como aquele não me apetecia de todo, por isso escrevi "...alguns de nós têm mais desculpa que outros" naquilo que julguei que o "da Maia" considerasse um "elogio" indirecto e não uma "ofensa" directa.
Eu consideraria, mas enganei-me outra vez, cada um é como cada qual ...

Quanto ao resto não vou comentar
De resto eu sei que a VW pode confiar à vontade nos seus produtos, há 23 anos que tenho VW e neste momento até tenho 2 e não são própriamente da gama baixa, são é em 2ª mão e comprados qualquer deles com 3 anos por 60% do preço de novos, um com 7 anos e 170 mil kms e o outro com 14 anos e 260 mil kms (agora anda pouco, minha mulher quase deixou de guiar), parecem relógios suíços a trabalhar.

Pois se calhar "Haja paciência".
Mas se esperava de mim que eu me tivesse dirigido a si directamente (e aí terá razão), eu esperava de si que não aproveitasse um pretexto menor para me vir com a mesma conversa de há meses, com umas vagas insinuações de que eu talvez seja mais ou menos igual aos outros idiotas que refere.

É que eu, por estranho que isso lhe possa parecer, acho que o "da Maia" é um dos poucos comentadores que fazem cá falta, mesmo que eu não concordasse nunca consigo (o que não era o caso).
Nisso tem toda a razão, tenho "saudades" de o criticar e de que V. me critique de forma séria mas não me parece que o meu àparte (infeliz, pronto!) justificasse que fôsse buscar outra vez a tralha toda, eu já arrumei a minha há muito tempo.

E continuo a achar o mesmo apesar do seu novo acto de "comiseração intelectual" para comigo.

PS- Por acaso e por razões familiares conheço profundamente a História (com "H" grande) da Mercedes em Portugal incluíndo aqui os inícios "difíceis" dos táxis (ainda antes da IIWW) pois a marca não via com bons olhos a ideia.

Quanto aos táxis Santana em Xangai tem razão, são cerca de 50 mil, as minhas desculpas aos leitores, baralhei com o total das principais cidades.

O resto não percebo o que quer dizer.
Claro que nenhuma fabriqueta de nenhum produto que exista há dezenas de anos se consolidou na China, como é óbvio, é um mercado com 10 anos.
Mas será para o ano ou para o outro a 1ª economia mundial, é isso que interessa.

E a China nunca irá decretar nada disso porque os chineses já estão com gostos consumistas irreversíveis e, como todos os orientais, conhecem muito bem a História do seu país (e se a recente foi pródiga em boa vida para os pais e os avós das novas gerações!).
Vivi por aqueles lados em tempos, foi só num ano mas deu para perceber, por mais estúpido que por vezes eu pareça ser.

Continue de boa saúde

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De da Maia a 21.06.2015 às 01:35

Boa noite, rmg.

Compreendo que depois do desentendimento, cuidámos de não provocar desnecessariamente incómodos, a quem não queria ser incomodado.
Por isso, achei algo estranho o mimo indirecto sobre uma "ideia que anda por aí muito feliz, contente e aos saltos".
Ora "feliz, contente, e aos saltos" não é atributo à ideia, mas sim ao portador, pelo que preferi ignorar o "elogio" implícito, já que competições de adjectivação não me dizem nada... e foi por esse motivo que considerei melhor terminar estes diálogos.
A adjectivação que usei foi pela estranheza da "quebra desse protocolo", que me pareceu algo comprometida ou enrascada, em vez de ser assumida e frontal, por ser indirecta.

O ponto mais importante que quis salientar era o da balança comercial, que o rmg ilustrou melhor ainda nesta frase:
"Quantos pares de sapatos ou garrafas de vinho é preciso exportar para compensar um carrito de gama média que se importa?"


Tivesse esse comentário aparecido antes do meu, e eu não teria escrito nada, porque a observação estava feita, e bem feita.

A conversa restante é pelo diabo do detalhe a que quis dar mais importância, e como é óbvio, quando escrevi "A Alemanha estava a precisar..." era até com alguma ironia, mas não deixava de ter substância.
As contas não se fazem apenas pela importação chinesa de produtos alemães, fazem-se também pela massiva exportação chinesa para a Europa.
O assunto é demasiado complexo para caber em 5 palavras, e o desequilíbrio comercial entre a China e a Europa, foi a razão antiga para as Guerras do Ópio. Este problema arrasta-se no tempo, e não foi a primeira vez que a Europa se via a perder receitas infindáveis importando muito do Oriente, e exportando quase nada. A tentativa de usar o tráfico de ópio como forma de dobrar o consumo chinês, diz muito dos métodos usados pela civilização ocidental. Esse episódio está na origem dos primeiros artigos que Marx publicou no jornal New York Tribune.
Que a China tome o devido cuidado de não querer colapsar os clientes, fazendo-lhe agora o favor de comprar gerigonças, não é porque precise delas, é mais porque precisa de equilibrar as contas com os clientes, sob risco de ter um exército de 8 potências a invadir Pequim, como ocorreu em 1900.
A China escolheu os carros alemães como iniciativa estatal, tal como em tempos passados a Rússia comunista escolheu os carros italianos.
Nos anos 60 o grande sucesso era a Fiat, e do saudoso Fiat 124, Agnelli fundou um Lada adaptado aos invernos russos.
Desde essa altura, a URSS caiu e a Fiat também...

Por isso, como vê, podemos estender esta conversa por factores intermináveis, e assim, não me pareceu curial ver o assunto ligeiramente caricaturado como "feliz, contente e aos saltos"... e se a ideia era provocar, para restabelecer uma conversa saudável, não me parece ter sido o melhor caminho.
(Francamente, não percebi a que se referiu sobre o incidente com um "prof. univ."...)
De qualquer forma, estou sem muito tempo para alimentar aqui linhas e linhas de debate.

Cumprimentos
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De rmg a 21.06.2015 às 15:09


Boa tarde "da Maia"

Eu bem tentei acalmar as hostes admitindo duas vezes que tinha sido infeliz consigo naquele comentário mas, pelos vistos, o da Maia continua a sentir-se "atacado" nas mesmas coisas de que já me penitenciei e agora até acrescenta uma: a da "ideia que anda por aí muito feliz, contente e aos saltos".

E não anda?
Esta conversa não é recorrente em conversas de café, de autocarro, de pasquim e de rua desde há anos?
É algo só seu lá porque também falou nisso?
Portanto não estamos a falar de centenas de milhares de portadores (relembro que o conceito de "portador" é seu)?

Eu tentei no meu 2º comentário ser o mais franco possível, não tem tempo para isso ou não quer, concerteza por muitas e boas razões e portanto ficamos assim.
E eu neste momento não tenho paciência para determinadas coisas, nem sempre o gajo que está do outro lado e nunca se chora não tem razões graves para isso (razões graves para mim são sempre e só as muito graves de saúde e nunca as da minha saúde pessoal).

E claro que também não me parece que, dado o melindre permanente que continua a demonstrar nas suas palavras, me apeteça continuar a conversar consigo, a partir de certa idade há um tempo para nos ofendermos e um tempo para nos desofendermos ou não.
Se é não, é não, vai cada um á sua vida.

Ao resto não respondo e não me levará a mal: há coisas que diz que eu já sabia e há coisas que diz que eu não sabia, como sempre somos todos ignorantes ainda que em matérias diferentes.
Vir agora eu aqui dizer-lhe coisas que eu ache que não sabe não faz o meu estilo, parto do princípio de que os outros sabem o mesmo ou mais que eu até prova em contrário, sou mais adepto de dar opiniões pessoais do que apresentar ideias que vêm nos livros de História (ainda que eu saiba que isso não basta, é preciso ír lá percebê-las e isso sei que é o que V. faz).

A China não fará colapsar nada, por isso "compra" os clientes injectando-lhes dinheiro na economia sob várias formas (USA, Europa e BRICS, tudo diferente no modo mas igual no resultado).
O mundo mudou mais nos últimos 10 anos do que nos 30 anteriores, estarmos a ír buscar invasões de há 115 anos não me parece útil.
Isso faz-me lembrar a patetice à volta do livro do sr. Varoufakis só agora publicado entre nós e de que há dias falámos aqui.
A crise de 1929 ficou "arrumada" em 1954 quando John Kenneth Galbraith publicou "The Great Crash, 1929", passados os necessários 25 anos.

Só para ver como por vezes as conversas aqui na blogosfera se podem tornar "parvas" (não interprete mal) só porque ninguém pensa que do outro lado poderá estar, logo por acaso, um gajo que "viveu" qualquer coisita.
Vem o da Maia contar-me do Lada e não é que acerta num dos pouquíssimos portugueses que fez milhares de quilómetros a guiar um Lada Riva na Polónia em 1985 e 1986, nos tempos do Sr. Jaruzelski?
Pois é, por estranho que possa parecer, a maior firma de projectos de engenharia industrial alemã ocidental (RFA) à época tinha uma parceria com a maior firma de projectos de engenharia industrial polaca e um determinado tipo de instalações era exclusivamente concebido na Polónia com o apoio alemão.
E portanto aqui o rapaz e outro amigo e colega dele andaram por lá muito a visitar instalações e a ter discussões técnicas ainda que o projecto não tenha avançado por razões de concorrência da forte (na altura) indústria espanhola do ramo.
O mundo é pequeno e o carro patinava no gelo de Fevereiro que não era brincadeira, para além de que com temperaturas muito baixas as baterias ficam reduzidas a 10% da carga que tenham e portanto só pegava de empurrão.

Um bom resto de vida

PS- O professor universitário é por acaso alguém com quem estou 90% das vezes de acordo e que leio sempre com agrado
Só que ele optou por só lhe agradecer em vez de também me contrapôr e ficámos todos mais pobres em termos de blogue: V. desapareceu pouco depois e eu escolhi nunca mais comentar LML.

Só UMA ÚNICA vez discordei dele aqui.
Pode reler o que V. me escreveu na altura, bicada aqui, bicada ali, as suas opiniões interessam-me cada vez menos, não me responda que eu não estou a pensar em responder-lhe, tudo misturado com insistentes "isto não é nada consigo"
Então era com quem?

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/no-deal-713462
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De da Maia a 21.06.2015 às 18:00

Boa tarde, rmg.

Li-o, e já não me lembrava desse episódio.
Alguma agressividade em comentários públicos é frequente, e pode ser útil, desde que usada com conta e medida proporcional. A mim só me afasta a agressividade gratuita, porque é um total desperdício de tempo. Como a verdade não se pinta de tons cor-de-rosa, quem procura ser verdadeiro não tem que andar de pantufas, para não ofender os ouvidos dos outros.
Ora, esse peso e medida tem muito em conta o receptor, e "quem se sabe defender" pode bem ouvir tons mais crus, se isso for útil para o diálogo.

Como ainda não é preciso "carta de condução" para comentar, achei um absoluto despropósito "mandar" o LML comentar os assuntos da sua "competência". O velho ditado "cada macaco no seu galho", tem uma informação importante - é aplicado a macacos. Os homens devem questionar, e a sua competência é medida pela relevância objectiva do que dizem.

Por exemplo, também há muito tempo que deixei de comentar o Vento, porque é uma absoluta perda de tempo. Isso nem tem a ver com opiniões, pois até estarei mais vezes de acordo com ele... mas simplesmente porque há quem não consiga ser contrariado sem despejar uma série de provocações e insultos gratuitos e irrelevantes. Problemas de egos sobredimensionados para uma limitada capacidade mental, são do foro médico, e não vale a pena perder aqui tempo com eles.
Há quem faça deste tipo de fóruns o seu mundo, e procure uma relevância que não encontra doutra maneira, mas não é o meu caso. Eu apenas uso este espaço para dar uma opinião diferente, e quando considero que ela tem algum relevo. Se houver quem o tenha dito antes, escuso-me a repetir o mesmo. Não estou em nenhuma cruzada, apenas não me agrada que se fechem os olhos a certas coisas, só porque não convêm à narrativa alinhavada.

De resto, este seu comentário de resposta foi muito bem alinhado, e pouco mais tenho a dizer. Se entendi a crítica "feliz e aos saltos", pois julgo que isso é dos equívocos naturais no discurso escrito à distância. Ficando isso esclarecido, nada mais há a apontar.
Terei todo o gosto em discordar consigo de futuro, se achar conveniente.
Cumprimentos.

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De rmg a 21.06.2015 às 21:47


Boa noite "da Maia"

Agradeço a sua resposta.

Estou totalmente de acordo consigo só que não sei e acho que ninguém sabe onde é que, nos comentários à distância, se mede o que é "alguma" agressividade.
Sabemos quase todos muito bem o que isso é nos diálogos presenciais pois o tom, o sorriso ou a carantonha, o esclarecimento na hora em caso de mal-entendido, tudo isso e mais o resto que sabe tão bem ou melhor que eu vão dando os sinais necessários.
Mas aqui é complicado, de facto.

Claro que eu não fui um monumento de cuidados para com o LML quando me dirigi a ele e sei que usei um tom discutível.
Isto aqui é como muitos mails, arrependemo-nos de os ter enviado 30 segundos depois de o termos feito.
Mas admiti que LML me respondesse, confesso, nessa altura talvez pudesse ter "atenuado" o tom ou explicado melhor a minha ideia, dizer isto agora claro que é fácil e cheira a desculpa esfarrapada.

Acontece que há autores (e comentadores) a quem "perdoamos" menos determinadas coisas, precisamente porque os respeitamos mais.
Também "perdoamos" menos coisas aos amigos que aos outros, precisamente porque gostamos mais deles.
Ora eu conheço muito bem a carreira e a actuação pública de LML, temos pelo menos 2 amigos comuns ainda que ele não o saiba nem o tivesse que saber.
Portanto ali "passei-me" um pouco e não me devia "ter passado" nada, reconheço, são situações independentes.
É a tal coisa, cara-a-cara tínhamos acabado todos a rir e a beber mais um copo...

Também estamos mais que de acordo sobre a relevância objectiva do que se diz para medir a competência de cada um, acrescentando eu ainda que isso ainda se torna mais importante quando quem o diz está disponível para aceitar críticas e, last but not least, para alterar as suas ideias se fôr o caso.

De facto estes fóruns estão cheios de pessoas talvez sem grande vida "lá fora", por feitio, por opção ou por constrangimentos de todo o tipo, muitas vezes físicos e/ou derivados de doenças, todos conhecemos casos.
Admito assim encontrar nessas pessoas uma "revolta" geral contra o que as cerca e que descarregam no que está à mão, neste caso o teclado do computador.

Eu tenho um sogro que é uma jóia de pessoa mas que quando (por exemplo) lhe digo que vou para a Beira Alta e depois venho cá trazer a minha mulher e, sem desligar o carro, ainda volto para lá, fica visívelmente incomodado (e manifesta-o) porque com 90 anos já não pode fazer os 600 kms que eu faço de seguida com 68 anos (esquecendo-se que com 68 os fazia e eu nem sei se cá estarei aos 90...).
É humano, eu gosto muito dele mas é um facto constrangedor.

Isso remete-nos para o caso do comentador Vento que cita.
Tivemos um desentendimento que não vem ao caso, foi cada um à sua vida, leio o que ele escreve porque é uma pessoa com evidente cultura, mas enveredou recentemente por esse estilo que nem classifico e eu não tenho feitio nem formato para punching-ball e não gosto que façam isso aos outros.

Mas o que me confunde mais é que uma pessoa não pode apregoar os seus altos valores morais e religiosos a toda a hora e depois fazer exactamente o contrário na relação com os outros, por mais virtual que seja.
Já nem falo do ping-pong permanente com todos o que o provocam, refiro-me
a que quando já não andávamos muito "amigos" ele manteve sempre que rezava por minha mulher (que foi operada a um daqueles problemas que se classificam habitualmente de "doença prolongada") e eu sempre lhe agradeci a atenção e o cuidado.
E de repente , pum para a caridade cristã!

Claro que acho conveniente, é sempre conveniente entendermo-nos com quem achamos que vale mesmo a pena.
Mesmo que não fôsse este o desfecho da conversa manteria sempre que o "da Maia" faz cá falta e é das muito poucas pessoas que leria sempre, mesmo que nunca concordasse consigo.

Cumprimentos

PS- Não guardei óbviamente o link mas como sabia qual era o tema do post cheguei lá em 3 minutos, este blogue funciona muito bem a partir do momento que se sabe quem é o autor.

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De da Maia a 22.06.2015 às 17:39

Caro RMG, completamente de acordo, e acaba por relembrar outros tempos em que discordando, acabávamos por concordar no respeito essencial. Neste caso, mérito seu, devo dizê-lo.

Sobre o comentador Vento, que ele responda à letra a quem o chateia, é uma questão de estilo... Agora, já julgo que só prejudica a sua causa, tratar com chapa-zero todo o tipo de críticas, sejam elas mais sólidas ou mais bacocas.
Ao prejudicar a sua causa, prejudica a causa que é também comum a outros.
Do que me lembro, a única conversa mais ou menos séria que consegui ter com ele (ainda nem se tinha materializado como "vento") foi bem antiga:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5647098.html
Depois disso, se o comentei, nem me lembro onde.
Claramente pareceu-me que ele queria um espaço para "pregar aos infiéis", e o espaço reservado aos restantes seria o do "aplauso e deslumbre".
Ao fim destes anos, ele poderá não se ter apercebido, mas caiu em sintomas típicos de esquizofrenia... algo que é fácil ocorrer na sociedade moderna, cheia de segredos, códigos e complots, especialmente quando se é egocêntrico... e tudo gira em torno de si, seja positivo ou negativo.
Já Cervantes, quando ilustrou comportamentos quixotescos, identificou bem essa dissociação entre o mundo interior e o mundo exterior. Enfim, espero que ao procurar a sua Dulcineia, não abuse demasiado da montada no Rocinante.

Cumprimentos.
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De rmg a 22.06.2015 às 23:26


Caro "da Maia"
(e este "Caro" veio para ficar por mais que discordemos pois, ultrapassado o mal-entendido "à distância", concordámos em discordarmos honestamente)

E para confirmar o que digo começo por discordar: o mérito nunca é só de um, houve ali um momento do nosso diálogo anterior em que eu temi ter ido outra
vez um pouco além do que devia ter ido mas a sua reacção foi impecável.

O comentador Vento não era assim há poucos meses atrás.
Claro que sempre se achou intelectual e moralmente acima de outros (não pus "dos outros", tinha algum respeito por A ou B), mas sempre houve ali um mínimo de atenção ao que os outros dizíam e um mínimo de cuidado em relação àqueles que explicavam o que dizíam, por mais pateta que fôsse a explicação.

A partir do momento em que alguém aqui, como muitísimo bem diz "trata com chapa-zero todo o tipo de críticas, sejam elas mais sólidas ou mais bacocas" acaba por prejudicar "a causa que é também comum a outros".

E aqui pôs o dedo na ferida como raramente se vê pôr.
Este blogue é um dos blogues de referência como se pode constatar fácilmente e alguém que todos os dias e a toda a hora vem aqui dizer o que ele diz e tratar os que dele discordam como ele trata, acrescentando que vai votar PS, está a prejudicar gravemente o partido de quem se diz apoiante (o que pode ter várias interpretações).

Ora eu mantenho algumas ligações ao PS, fui nomeado nos governos de Guterres e pelos seus ministros da Economia (com um dos quais mantenho relações de amizade) para tratar de alguns problemas bicudos aí pelo país - até tive por alcunha "o bombeiro" - e ainda sou consultado muito pontualmente sobre assuntos da "minha competência" por gente desses tempos.

Quando diz que estaremos porventura perante a situação de alguém completamente "apanhado" por uma sociedade "cheia de segredos, códigos e complots, especialmente quando se é egocêntrico... e tudo gira em torno de si, seja positivo ou negativo" só lhe posso gabar a oportunidade da observação

Explico porquê com o que motivou o "corte de relações" com ele, nada de secreto pois estará aí algures.
Como já viu eu conto muito da minha vida pessoal, não conto nem metade mas conto muito, não tenho nada a esconder e os que já estiveram comigo bem o sabem.
A certa altura o comentador em causa começou a criticar atitudes minhas que eu aqui contava, quando dele nem sabemos se é homem ou mulher (pus-lhe a questão mas nunca respondeu), se é solteiro ou casado (falou uma vez na "esposa" mas num contexto em que tinha que invocar uma presença feminina), se é novo se é velho (o meu neto mais velho tem uma opinião interessante sobre o caso), se tem filhos ou não tem filhos (não tem ou não se dá com eles, é óbvio, quem os tem sabe logo quando os outros não os têm).

E o que me responde esta "boa alma" que vive envolto em segredos, códigos e complots quando eu lhe digo que me está a julgar na praça pública sobre factos da minha vida pessoal que eu próprio admiti?
Que ele também aceita ser julgado da mesma forma!

Como há um limite para desfaçatez dos outros que eu consigo suportar disse-lhe para passar bem ou algo do género.

O que mais me preocupa (e ainda agora fui dar uma volta pelas caixas de comentários) é que visito blogues como o "O Insurgente" (onde comentei em tempos) e o "Blasfémias" (onde nunca comentei) e vejo discussões sérias entre gente que discorda mas se respeita (a tal questão com que iniciou esta conversa).
E aqui no DO, onde isso acontecia, é agora quase impossível graças à presença de alguém que parece apostado em dar cabo disto tudo não sei porquê (mas tenho suposições).

De resto não me parece que nenhuma Dulcineia queira que ele a encontre.
Coitado do cavalo...

Cumprimentos

PS- Há que retomar o projecto de eu ír ter consigo algures onde lhe convenha.
Depois de amanhã irei para a Beira Alta com alguns netos mas estou sempre disponível, os meus netos são "cresciditos" e minha mulher (felizmente!) é uma mulher de armas como há poucas (os filhos só souberam do problema dela depois...).
Nos próximos 3 meses andarei entre cá e lá (na próxima semana tenho que vir a Lisboa fazer uma assinatura e voltar logo para lá, é mesmo "entre cá e lá").
Podemos acertar em qualquer altura, só que não encontro o "contacto", acho que me entende.

Cumprimentos


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De da Maia a 23.06.2015 às 22:31

Caro RMG,
ando a gerir mal o tempo, e respondo-lhe tarde. De qualquer forma agradeço o desfecho simpático. Muito do que me conta escapa-me porque nem sempre consigo acompanhar o DO, e por vezes passam-se semanas, ou mesmo vários meses, sem ler o que por aqui se escreve.

Quanto ao Panurgo (creio foi o primeiro nome com que aqui apareceu), quando ainda mantinha um blog chamado "Anjos e Prostitutas":
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4935887.html
a certa altura decidiu mudar de personagem, mas chegaram a conviver os dois
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5214952.html
... há certas características que deixam traço, e todos sabemos disso.

Percebe-se que vai muita confusão naquela cabecinha, e as contradições são por demais evidentes. O caso que relata não segui, e percebo que assim o tenha visto como exasperante.
Enfim, se dali vir sair um elogio a outro comentador, deite um foguete de S. João.
Vi agora que o RR decidiu parar o despique que ele mantinha com um dos vários comentadores, daqueles que não se identifica (... e que até pode ser o próprio). Acho que foi uma boa decisão, que favorece ambos, já que escusam de perder tempo a tentar ter piada com infantilidades. Ele certamente pensará de forma diversa, mas se falo dele, nem é só pelas causas que defende - eu falava mais do cristianismo/humanismo, do que do PS - porque o PS que ficou, parece-me ser o podre do pântano de que Guterres fugiu.

Bom, mas esquecendo o que interessa pouco, como lhe disse, ando bastante atarefado nestes tempos, para pensar em coisas dessas no próximo mês, mas deixo-lhe o clique.

Um abraço.
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De rmg a 24.06.2015 às 01:35


Caro "da Maia"

Responde-me quando pode, não é hoje é amanhã ou depois.

De facto já no link de ontem era bem visível o inconfundível estilo mas um dos links de hoje é extremamente curioso no "perfil": "Sobe Algueirão".
O mundo é pequeno, tão pequeno, nem é uma aldeia, é mesmo um quarteirão...

Não me tinha dado conta dessa atitude do RR e é de facto o mais inteligente nestes casos.
Ainda há dias noutro blogue me dei conta que já há uns anos se esgrimiam os IP's de cada um como ameaça não muito velada de escarrapachar lá as identidades, as pessoas ainda não perceberam que seja na "terra" ou na "nuvem" não há anónimos, alguém algures pode sempre saber quem somos e onde moramos, basta conhecer as pessoas certas no sítio certo e não ter escrúpulos.

Por isso procurei sempre estar perfeitamente identificado junto de autores de blogues que respeito.

De facto é frequentemente o próprio, é uma técnica velha e o estilo de "ataque-resposta" nunca varia, é tudo demasiado previsível.

Terá decerto notado que eu comecei por me referir à profunda hipocrisia do que passava os dias em prédicas cristãs e de repente insulta tudo e todos (há uma resposta a um comentador que o contradisse há uns 2 ou 3 meses atrás que são 20 linhas absolutamente vergonhosas).

Mas se ontem falei no PS é porque me parece que neste momento - e dado que muito poucos se lembram no dia seguinte do que leram na véspera - já muito pouca gente se lembrará do "Grande Moralista" e o que todos lêem é o "Grande Socialista".
E este, na minha opinião, esperando que um dia possamos falar calmamente de coisas que não vêm para aqui, ou é tão doido que só enterra aqueles em que diz acreditar ou não é mesmo nada doido e, muito pelo contrário, só ajuda os que finge odiar.

O que ficou do PS foi isso que diz, de facto.
De resto, ainda que tenha exercido algumas funções nas condições que mencionei, a escolha teve a ver com a minha actividade anterio pois era a única pessoa em determinada empresa com uma vasta experiência de gestão industrial e com 20 anos passados em meios políticamente "adversos".
Quando surgiram situações críticas tornei-me a escolha óbvia porque única naquele contexto específico.
Mas não deixei de querer contar esta história aqui e aproveitei o pretexto, por assim dizer.

E por ser esse o PS que nos resta eu escrevi há dias aqui que vou finalmente fazer a vontade a amigos e conhecidos que vêm do tempo da clandestinidade (deles) bem como a outros que fui ganhando ao longo de dezenas de anos (e mantenho) nos tais meios "adversos": a votar num partido, voto no PCP, por uma vez na vida!
Tenho é que tapar os olhos...

Quanto ao resto eu contacto-o um dia destes para ficar com as minhas indicações.
Quando o "da Maia" antever uma hipótese diz, põem-se 2 ou 3 datas em carteira e sem compromisso nenhum.
Meto-me no carro e pronto.
Pode ser daqui a um mês, daqui a 6 meses, daqui a um ano, não somos complicados, estamos sempre por aqui.

Outro abraço



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De V. a 20.06.2015 às 01:51

Carros e telemóveis: a eterna quimera dos labregos. Triste sina a nossa. Se gastassem o dinheiro em bom gosto, desenho, a apagar o urbanismo abarracado, etc etc (já nem digo em livros porque também já não há nada de jeito para ler praticamente) é que me surpreendia. Assim é a mesma bosta de sempre.
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De rmg a 20.06.2015 às 02:14


Confirmo a boa impressão que tenho do meu neto em questão.

Estive ainda a explicar-lhe que consumo interno de "produtos nacionais" e consumo interno de "produtos importados" são ambos consumo interno mas com consequências bem diferentes para a economia nacional.

Eu próprio sempre comprei carros em 2ª mão nos últimos 50 anos, nunca contribuí para a saída de dinheiro do país nessa matéria, já cá estavam todos os que comprei (aliàs vou trocar um deles em breve, faço 30 mil kms por ano mesmo reformado, não vivo de pantufas ao computador a cagar sentenças).

Mas o rapaz percebeu logo a ideia básica, com 15 anos é normal que se percebam estas coisas, até perguntou como é que os miúdos gregos vão poder continuar a comprar télémóveis e jogos de computador se os pais receberem numa moeda que vale menos e tiverem que pagar noutra que vale mais, dado que lá nada daquilo se produz.

Os que não têm filhos nem netos (ou a quem os filhos e netos mandaram bugiar) vivem naquele mundo do "aguentem-me isto" que eu tenho uma esperança de vida de X anos e se não me pagam a reforma ou o dinheiro passar a comprar metade "estou bem lixado".
E lá no fundo acrescentam "e quando eu morrer quero lá saber de quem cá fica" (esta já ouvi eu a 2 pessoas que até aí tinha repeitado).

Os que têm pensam neles próprios (é humano) mas também nos filhos e nos netos.
E esses terão talvez (talvez..) daqui a 70 ou 80 anos uns velhinhos e umas velhinhas que se lembrarão que tiveram uma avó ou um avô chatos como tudo mas que se preocupavam com eles.

Não os tendo (aos filhos e/ou aos netos) sobra mais tempo para grandes indignações e comentários inflamados (e malcriados, muitas vezes) mas não sobra mais nada, vazio total.





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De rmg a 20.06.2015 às 03:22


Meu bom Amigo

Repesquei este seu post agora mesmo, 3 e picos da manhã, a minha hora habitual de ír para a cama

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/penso-rapido-58-6756970

Precisava de o reler para relembrar o que andamos a fazer aqui e continuar a escrever por cá, um dos pouquíssimos sítios onde ainda venho e certamente aquele onde venho mais e onde mais me empenho em ír além da espuma das coisas.
Nem sempre o consigo mas acho que o tento, muito em especial tento escrever textos que sirvam a alguém para alguma coisa, se possível com opiniões baseadas em factos e na minha experiência de vida e não nos meus preconceitos e interesses do momento.

Como sabe tenho por aí umas "preocupações novas", todos temos mas ninguém tem culpa disso aqui e por vezes irrito-me inútilmente, não sou melhor nem pior que os outros.
Tenho-me contido mas hoje acho que "me passei" um pouco, lamento o facto.

O Deus que alguns invocam tanto (e que também é o meu) tratará decerto a contento do assunto...

Uma boa noite para si

PS- Este meu comentário é "no-reply", claro.

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De William Wallace a 20.06.2015 às 07:21

O Pedro Correia ás vezes engana-se e repete os post´s e este deve ser o mais repetido, até tem o mesmo título da luz ao fundo do túnel mas cá para mim é mesmo a locomotiva a vir na nossa direcção.

Gostaria neste aspecto de realçar que "linka" uma publicação não especializada no sector automóvel, sendo estas as mais bem informadas e isentas por estranho que pareça, "linkar" um dos dois jornais económicos que não souberam prever o colapso do BES não me parece de lógico, aliás concedo mais poder interventivo / inquisidor a um jornal desportivo do que a estes dois jornais económicos que vivem de publicidade travestida de noticias, a sua independência é muito pouca ou nenhuma e estão falidos.

Quanto á noticia em si, é respeitante a 1 (UM) mês do ano e o que conta é o saldo final além de que teria de se contabilizar muito bem quais os destinos que são dados a esses automóveis e quem os adquiriu e de que forma.

Mesmo que possa ser encarada como uma boa noticia, não o é pois quem adquiriu carro não o fez por gosto de upgrade mas por necessidade que decorre essencialmente de factores negativos como seja a ineficácia / custo dos transportes colectivos (que ainda vai aumentar mais) ou pela necessidade absoluta pois o chaço que lá tinham em casa já estava nas lonas ou já não podia circular em determinadas zonas e ficava mais "barato" comprar mais um utilitário de 10 mil euros do que arranjar o carro velho.

Aqui fica um link a sério :

http://www.autoblog.it/post/718356/mercato-auto-europa-ad-aprile-nuovo-segno-piu

" Fin qui i numeri globali all’interno dei quali, tuttavia, va notata la diffusa tendenza non solo italiana alla riduzione degli acquisti da parte dei clienti privati ormai abituati a prolungare la vita della “vecchia” auto a fronte della costante crescita delle vendite a favore delle “flotte” aziendali e in particolare del noleggio. Un fenomeno quest’ultimo da seguire con sempre maggiore attenzione. "
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De Pedro Correia a 20.06.2015 às 08:30

Ah, como eu aprecio os leitores que em vez de luz ao fundo do túnel preferiam que houvesse um túnel escuro ao fundo da luz...
São os mesmos que me replicam com estatísticas de Abril a números de Maio. Os mesmos que consideram escasso um horizonte de cinco meses para avaliar uma tendência. Os mesmos que consideram irrelevante a venda de quase 80 mil automóveis entre Janeiro e Maio. Os mesmos que talvez preferissem ver Portugal não no topo desta lista mas no último lugar. Os mesmos que dissertam sobre a "ineficácia" dos transportes públicos talvez sem os frequentarem diariamente, como eu os frequento sem detectar nada disso. Os mesmos que apontam a imprensa "desportiva" como referência moral e ética.
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De William Wallace a 20.06.2015 às 10:11

No site que " linko " os números mais recentes são os de Abril, trata-se de uma publicação especializada e que compõe o texto com gráficos credíveis e facilmente interpretáveis, veja lá que até a Islândia de que ninguém fala AGORA, está á nossa frente no mês de Abril.

Se ainda não fizeram a noticia de Maio é porque provavelmente necessitam de mais dados (relativos a Itália) para poderem fazer um artigo credível e não somente atirarem uns números para o ar quando convém, aliás forma essa de propaganda que aparece e desaparece conforme os interesses.

E sim mantenho o que disse em relação aos jornais económicos cá do burgo, são o que são e se o Pedro Correia quiser rebater esteja á vontade, mas dê factos...

Quanto aos transportes públicos , de facto não uso, 1º porque estou em casa em semi-vegetação , 2º e acaso não estivesse ficava mais barato em tempo e dinheiro usar automóvel próprio ou ir á boleia de amigos / colegas.

Quanto ao túnel escuro ao fundo da luz deve de facto ser mais um mito urbano...
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De Pedro Correia a 20.06.2015 às 23:40

Caro William Walace:
1. A Islândia não é membro da União Europeia.
2. Os dados referentes ao período Janeiro/Maio foram divulgados pela Associação Europeia de Construtores de Automóveis.
3. Tem razão, em boa parte, nas críticas que dirige à imprensa especializada em assuntos económicos. Mas neste caso trata-se de uma notícia com fonte especificada e credível.
4. Compreendo as suas razões, e não devo questioná-las, mas garanto-lhe: os transportes públicos (pelo menos os de Lisboa, que utilizo diariamente) são eficazes. Desde que não estejam em greve, o que acontece excessivas vezes - apenas no sector público.
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De William Wallace a 21.06.2015 às 07:56

A minha referência á Islândia advém do facto de ser mencionada no site que linko "

O facto de ter lido á "pressa" o conteúdo que o Pedro Correia linkou " nem deu para me aperceber que no mesmo confundem União Europeia com Europa que são entidades bastante distintas o que só reforça o facto de considerar que o jornalismo económico em Portugal está MUITO ABAIXO em termos de qualidade em relação ao jornalismo desportivo e que a informação está por isso deturpada apesar de a fonte referida ser fidedigna.

Outro pormenor no texto em causa refere-se ás marcas citadas em particular sendo no caso a Chevrolet que optou por encerrar a sua operação em Portugal daí a queda abrupta nas vendas, o facto de não se mencionar que a Smart pertence á Mercedes, assim como a Jeep pertence á FIAT (agora FCA ) e em contraponto refere-se que a MINI pertence á BMW.

Quanto aos transportes públicos de Lisboa, a minha referência advém do facto de que com a privatização os mesmos irão piorar de qualidade e aumentar de preço ainda mais sendo que o panorama já não é famoso, isto dito por quem conhece bem a temática uma vez que acompanha o fenómeno das lutas dos seus trabalhadores.
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De Pedro Correia a 21.06.2015 às 10:06

Os transportes públicos são HOJE ineficazes porque DEPOIS DE AMANHÃ irão ser subconcessionados a privados (como, se resto, já hoje sucede na generalidade das capitais europeias e em muitas cidades portuguesas, como comprovam o Metro do Porto e a Fertagus em Lisboa)? É uma lógica que não consigo atingir. Reafirmo: são eficazes - excepto quando fazem greves de 24 horas "contra a privatização": só no metro já vão sete este ano (à média de mais de uma por mês) e anuncia-se outra para o dia 28. Com isso prejudicam não a entidade patronal, o Estado, que nesses dias nem gasta dinheiro em salários, mas os utentes, ou seja aqueles que não têm carro ou dinheiro para utilizá-lo nas deslocações diárias para o trabalho, centros de saúde ou centros de emprego.
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De rmg a 20.06.2015 às 16:05


Caro William Wallace

Nos 15 dias que passo em Lisboa todos os meses ando SEMPRE de transportes públicos (Metro, autocarros e eléctricos, pois moro no percurso do famoso 28 e acabo as minhas voltas de 3 horas diárias a pé almoçando na Rua da Conceição).

Ora eu não acho que os transportes públicos em Lisboa funcionem mal, mas reconheço que basta entrar numa estação de Metro e ver no placard que faltam 5 minutos para o próximo combóio para ouvir toda a gente à volta num "5 minutos, isto está cada vez pior!", de facto o ideal era passar um de 30 em 30 segundos.

Como poderá eventualmente ler em comentários anteriores meus nunca escondo que posso andar de carro e os tenho, mas quem não anda de transportes públicos não conhece o país onde vive.
Ora eu gabo-me de o querer conhecer e sei bem que o nosso amigo Pedro Correia também e andar de transportes públicos conta nisso.

De resto penso que desconhece que as zonas onde os chaços não podem circular não são zonas para onde as pessoas que têm chaços os levassem todos os dias, pelo que gastar uns bons milhares num carro que se desvaloriza 40% nos 3 primeiros anos não colhe muito para quem, como eu, vive precisamente na tal zona onde os chaços têm a circulação limitada e onde existe a maior concentração de transportes públicos da capital.

Quanto às razões pelas quais muitas pessoas compram carros isso então é mais que evidente por exemplo aí nas "terras altas" que como sabe conheço muito bem.
"Vanity, all is vanity" e em Portugal o que parece é, não podemos achar isso numas situações e não ver isso noutras.

Como vivi noutros distritos, nomeadamente 8 anos em 2 alentejanos, um notóriamente mais "rico" que o outro, sei bem que nestas matérias também o tecto de uns é o chão dos outros, um carro "banal" em Viseu pode ser uma "bomba" em Beja (é uma imagem mas não tanto como parece).

Não há chaços nas lonas no sentido em que se fala aqui porque quem tem chaços nas lonas não tem, na sua maioria, meios para comprar carros novos.

Pintar um carro muito bem pintado ("como novo") custa no máximo 1000€, pôr um carro "como novo" de interiores e motor custa uns 1500€ (mais coisa menos coisa), comprar um carro equivalente novo custa - para o caso de um carro novo de 15 mil euros - talvez uns 12 mil com a entrega do anterior (no limite o anterior até pode não valer nada mesmo, estou a falar de situações de "valorização anormal" do anterior para concretizar o negócio).
E este carro desvaloriza 40% nos 3 primeiros anos (sei disso, só compro carros com 3 anos há 50 anos, por + ou - 60% do preço de novo, mas nos representantes oficiais com a respectiva garantia de pelo menos 1 ano).

Dito de outro modo, em 3 anos as pessoas perderam (neste exemplo) 4800€ ou 130€ por mês, se o carro fôr mais caro é só fazer a proporção.
É muito dinheiro para muita gente ter como encargo permanente mas nunca encontrei muitos que se preocupassem com esta conta na altura em que se sentam num carro a cheirar a novo num stand.

E decerto sabe como a quantidade maluca de stands em 2ª mão do distrito de Viseu está cheia de excelentes carros.

De resto penso que aquela ideia de pôr ano e mês nas matrículas lixou o mercado de 2ª mão num país em que a aparência conta tanto.

Lembro-me sempre que quando adquiri este último na VW, com 3 anos e 70 mil kms e com que só ando na A1 entre Lisboa e as "terras altas", levei uma vez uns conhecidos meus.
Foram só elogios ao carro até olharem para a matrícula, afinal na altura e com 4 anos eu tinha comprado "um carro velho" (sic) para eles.

Melhores cumprimentos

PS- A Italia tem carros feitos lá, a "guerra" é outra.

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De William Wallace a 21.06.2015 às 08:43

O seu texto é longo mas vou tentar dar-lhe o meu ponto de vista.

De facto tem razão, andar de transportes públicos é uma forma de conhecer o País onde vive, eu não ando mas já andei, actualmente para ver / sentir o estado da arte não preciso de o fazer e apesar de sair muito pouco de casa tenho outras formas de o fazer (outros indicadores diria).

Quanto aos chaços estou a falar de carros com 12/15 anos (que na minha óptica não são chaços) aliás em muitos casos são até "melhores" que muitos carros mais recentes sendo que o estado dos mesmos depende sempre do tratamento que lhes é dado pelos donos e diz-me a experiência que mais depressa gastam dinheiro numa pintura do que em utilizar bom componentes / consumíveis mas isso decorre da mentalidade latina.

A desvalorização dos automóveis é a que refere (se não for mais) mas discordo largamente dos valores que menciona para pintura / embelezamento ou reparações a nível de motor ou outros órgãos sensíveis Digamos que tenho um conhecimento um pouco mais além do que o comum das pessoas.

Quanto aos stands de usados em Viseu de facto são como cogumelos e o mercado está parado apesar de se verem nos mesmos veículos MUITO RECENTES.

A compra de carros NOVOS de 10 a 15 mil euros é feita essencialmente por quem ou não tem e precisa mesmo ou quem tem mas já esta mas já está mesmo mas mesmo nas lonas e de um momento para o outro tem uma avaria / acidente com perda total ou quase total, é a minha visão pela informação que vou tendo.

Em termos de carros "banais" o que lhe posso dizer é que só um conhecedor pode avaliar se um carro é banal ou não, a maioria das pessoas não sabe diferenciar nada, mas mesmo nada, pode ver um MERCEDES classe A ou um novo classe C e não saber qual é e então se for um baixo de gama o mais provável é não saber que tem um motor RENAULT igual ao de um Megane ou Clio mas só porque é MERCEDES já é um must , mas é o País que somos.

Eu próprio tenho á minha disposição (não é meu) um modelo que será visto como banal mas é o único cá pelo burgo e do anterior que tive só havia para aí uns 5 e ambos de marcas muito generalistas.

A transcrição que fiz em italiano decorre da necessidade de serem postas aquelas questões também para Portugal e que no caso citado no Post do Pedro Correia me parecem as mais pertinentes, aliás é ver só os comentários originais feitos no conteúdo linkado .

Cordiais cumprimentos

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De rmg a 21.06.2015 às 16:02


Caro William Wallace

Agradeço a sua resposta e a paciência de me ler.

Não sei se há outras maneiras de o fazer porque eu não conheço outra.
Mesmo assim distingo o Metro onde vai tudo calado e com ar de zombie do eléctrico onde o único português sou eu muitas vezes (e cada vez mais).

Há uns tempos ainda havia uns carteiristas que até já me davam as boas tardes (não estou a brincar, tenho excelentes histórias com eles - salvo seja - desde o dia em que um me insultou e agrediu porque olhei para ele quando estava a "trabalhar" e acabou "meu amigo") mas o novo comandante da esquadra aqui da zona que abrange o 28 começou a prendê-los todos e o "negócio piorou muito" (sic de um deles para mim há dias, aí numa viela da Mouraria).

Portanto o autocarro é que é de facto o único meio de conhecer o país onde se vive: muitas vezes vou daqui até Benfica, é quase uma hora (outra na volta) a ouvir desabafos, conversas ao télémóvel, discussões ocasionais, tudo e mais alguma coisa de uma amostragem perfeitamente "ao calhas" de portugueses e portuguesas.
Não tem nada a ver com ír ao café, por exemplo: mesmo que sejam sempre outras pessoas não deixarão de ser habitualmente pessoas aqui do sítio e, portanto, uma amostra "localizada".

O exemplo que lhe dei é simples.
Como tenho um carro cheio de raspões e mossas próprias de quem vive num bairro antigo de Lisboa, ou o pinto ou o troco.
Ora o orçamento que me deram no distrito de Viseu e em oficina em que acredito, só para a pintura e acertos de chapa (não tem ferrugem), com utilização de tinta Glasurit foi de 1000€ (claro que se pode dar "um banho" por 300€ e disfarça, mas não é essa a minha ideia se ficar com ele).
Se o meu caro conhece o assunto e tem outras sugestões fique certo que lhas agradeço.

O problema de interiores e motor já foi uma estimativa minha, sou muito "maricas" com os carros porque os quero aguentar muito tempo e portanto esse problema não tenho (só não posso evitar que os lixem por fora).

Mas estofos rôtos são passíveis de coima e chumbo na inspecção e carros com 12 anos são passíveis de precisar de tubos novos por toda a parte para além de que muita gente se fica pela (sempre cara por causa da mão-de-obra) mudança da correia da distribuição aos 120 mil kms quando, se fizerem poucos quilómetros no dia-a-dia, deviam usar um critério de tempo passado desde a última e não de quilómetros feitos, pois a tal de correia não se estraga só com o uso mas também com a falta dele.

Partiu-se-me há muitos anos uma correia da transmissão com 80 mil kms de uso , um caso raro, mas paga a conta aprendi a lição.
E aprendi também que, se não tivesse voltado instintivamente a dar à chave, talvez pudesse acontecer que a "desgraça" fôsse menor.

Não me terei explicado bem porque a sua resposta é clara e evidente o seu raciocínio.
O que eu queria dizer é que, por exemplo, um VW Passat é um carro que no distrito de Viseu passa completamente despercebido e será dos mais vulgares no parque da Quinta da Magarenha mas se atravessar Beja já não passa completamente despercebido e provávelmente seria dos mais notados no parque de "Os Infantes" em Beja (só que não tem parque...).

Quanto ao resto é bem verdade, lembrei-me dos Jaguares X-type que no fundo são um derivado do Ford Mondeo, paga-se o emblema (paga-se quem compra, dão muita chatice...).

Obrigado pelo seu comentário adicional sobre o link italiano.

Cumprimentos alfacinhas (que na próxima 4ª espero passar a beirões)
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De Marquês Barão a 20.06.2015 às 11:16

Como dirá Costa, as sondagens valem o que valem. Só com vendas absolutas á saída do stand para nos mandar dar uma volta e na retoma só dar metade.

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