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A luz ao fundo do túnel

por Pedro Correia, em 15.04.14

Juros da dívida portuguesa caem em todos os prazos


22 comentários

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De Vento a 15.04.2014 às 14:05

Infelizmente, Pedro, não é por aqui que vem a luz. A nossa situação em nada se alterou com as políticas levadas a efeito, agravaram-se.

Isto significa tão simplesmente que os agiotas pararam com os ataques. Eles sabem que a situação anda má e que não há alternativas noutros quadrantes para o fluxo de capitais. Na China não se safam, na Rússia muito menos, nos emergentes ainda não, e os que lhes estiveram sujeitos no passado têm a muito activa.
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De Pedro Correia a 15.04.2014 às 14:20

Meu caro, estamos seguramente melhor do que em Junho de 2011, quando os juros da dívida portuguesa atingiram 11,4%.
Lembro-lhe que, segundo o Orçamento do Estado em vigor, pagamos 7,2 mil milhões de euros apenas em juros da dívida pública. Um valor que constitui cerca de 4,3% do PIB.
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De Vento a 15.04.2014 às 14:47

Pedro,

os juros estiveram nesse valor, mas não se esqueça que o BCE injectou massa a preços mais baratos.
Se tiver como referência o mercado paralelo os juros até estiveram mais altos. Mas nós não comprávamos aí a massa.
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De l.rodrigues a 15.04.2014 às 14:52

Não estamos melhor na medida em que a "melhoria" é completamente exógena. Ou seja, a nossa capacidade de sermos independentes destas flutuações dos mercados não se alterou com nada que o nosso governo tenha feito.
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De Pedro Correia a 15.04.2014 às 15:39

Sendo verdade que a fixação das taxas de juro é uma componente exógena, o dinheiro que pagamos por ele é bem endógeno. Ou seja: a notícia para nós é boa, tenha o mérito que tiver. Mesmo que recusemos o adjectivo "histórico", usado pelo jornal, para qualificar um nível de juros que não se registava desde Dezembro de 2009.

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De jj.amarante a 15.04.2014 às 15:02

A notícia está equilibrada, já o título embora verdadeiro é parcial. Um título adequado seria "Queda nos juros das dívidas soberanas europeias", ou "Queda nos juros das dívidas soberanas europeias incluindo Portugal". Para não nos pormos em bicos-de-pés.
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De Pedro Correia a 15.04.2014 às 15:41

Certo. Nem é caso, de todo, para nos pormos em bicos-de-pés. Mas há que tomar esta notícia pelo seu valor facial: especialmente positiva para um país como o nosso, que tem os constrangimentos que sabemos. A verdade é que ninguém há seis meses - já nem digo há um ano - antecipava este quadro. Juros a dez anos abaixo dos 4%.
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De Vento a 15.04.2014 às 14:49

Por favor, leia-se: têm a memória muito activa.
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De Tiro ao Alvo a 15.04.2014 às 16:25

O Vento saberá dizer-nos que nos meteu na mão de agiotas?
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De Vento a 15.04.2014 às 16:58

Sei sim.

As políticas de agiotagem levadas a efeito pela desunião europeia.
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De Tiro ao Alvo a 15.04.2014 às 19:07

Eu não perguntava pelas políticas, mas pelos políticos. Quais os políticos que nos meteram na mão de agiotas.
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De Vento a 15.04.2014 às 21:28

Todos, incluindo os da desunião europeia. Aquilo é que era ver eles a fornecerem tudo e mais alguma coisa para o sector da construção, para os bens alimentares, para as rodovias, bufunfa para os bancos, em suma tudo. A malta reinava que era mato. E até pagavam e subsidiavam para Portugal não produzir. Isso é que foram bons tempos, para eles. Até que os americanos entenderam que deviam refinanciar seus bancos por causa de uma borbulha que lhes apareceu nas nadegas, e os tipos da desunião também queriam assim porque parece que aquilo infectava-lhes também o assento.

Mas mais, pretendiam tudo privadinho por forma a que o estado deixasse de arrecadar massa por essa via e carregasse nos impostos; e os chineses, que andam a mijar por tudo quanto é terreno, para marcar território, de olho vivo que são lá se apresentaram ao serviço, e fizeram eles bem.

E o Passos & Cia., que queria ir mais longe que Sócrates para mostrar que além de igual é mais diferente nesta melhoria para piorar mais, chegou-se à frente, mas agora anda a desviar-se porque não quer morrer afogado.
É este o caminho dos que refundem ou refundam.
Espero ter dado a resposta. Se verificar que falta alguma coisita, por favor, não hesite em contactar.
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De Tiro ao Alvo a 15.04.2014 às 22:05

Não diga mais nada, Vento.
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De Vento a 17.04.2014 às 15:11

Sim, é tempo de ouvirmos outros:

http://www.youtube.com/watch?v=yrWZuD0J-qk


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De Miguel Ribeiro a 15.04.2014 às 17:02

Gostava de ver o Pedro fazer um comentário sobre a recente emissão de dívida da Grécia. Que causas justificam que um País com uma dívida pública próxima dos 180% do Pib, uma taxa de desemprego de mais de 25%, com o investimento a cair desde 2008, com deflação, com um défice em 2013 de mais de 12% do Pib, consiga que essa emissão tenha uma procura sete vezes superior à oferta e a taxa final seja inferior ao início da crise. Eu aposto no pai natal :)
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De José Manuel Faria a 15.04.2014 às 18:49

Muito bem observado.
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De William Wallace a 16.04.2014 às 05:40

As perguntas correctas não interessam!

Só o soundbyte para obliterar alguma da opinião esclarecida e informada que resta neste Portugal dos pequeninos em que ainda existem uns poucos que pensam pela sua cabeça e são por enquanto livres.
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De Pedro Correia a 17.04.2014 às 01:02

Aqui vai mais um 'soundbite', então: somos todos gregos.
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De FD a 16.04.2014 às 09:47

O país não mudou nem vai mudar. Os portugueses não vão mudar, os políticos que emanam desta massa também não vão mudar, nem os patrões ou empresários, trabalhadores, colaboradores, funcionários. Tal como não muda a mentalidade, não muda o querer escavar na ferida, para provar que afinal ainda é possível mais dor. Se a noticia é má, está tudo mal, se a noticia é mais ou menos, está mal, se a noticia até é boa (para qualquer médio entendedor), então está tudo mal na mesma - vocês é que não estão a perceber. Até parece a oposição e os números, só contam se forem maus. INE, ou trabalhas pá desgraça ou não vales ponta. Mas.... valerá a pena? Eu por mim punha uns bonecos nos jornais e estava bom. Merecemos é tudo o que há de pior. É engraçado que os caros comentadores escrevem como se todos aqui tivéssemos estado em férias forçadas em Marte, e por isso, não soubéssemos de todas as implicações do que se passou e do que se passa. É por isso que a noticia fica menos positiva? A situação inversa era preferível?
Enfim.
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De Pedro Correia a 17.04.2014 às 01:10

Há pessoas incapazes de distinguir entre o mau e o péssimo. Pior: há pessoas incapazes de distinguir entre o péssimo e o menos mau.
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De am a 16.04.2014 às 11:19

Isto é que anda para aí uma "dor de corno"!

Parasitas que preferiam um Titanic... Se lhes dessem ouro diziam que era pechisbeque!

Só vivam felizes e contentes na Coreia do Norte ou em Cuba... Emigrem!
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De Pedro Correia a 17.04.2014 às 01:14

Há quem não saiba sequer o que é o Titanic. Alguns ainda imaginam que se trata de um novo reforço do Benfica...

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