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A liberdade e os outros

por Teresa Ribeiro, em 07.10.20

Sofia foi este fim de semana a um casamento onde estiveram 200 convidados. Eu não conheço a Sofia, mas por causa dela durante 14 dias vou evitar algumas pessoas e reforçar os cuidados no convívio com aqueles que tenho de contactar diariamente. Custa-me condicionar assim a minha vida, mas não quero ser um risco para ninguém. Mal sabe a Sofia, que nunca vi, mas que está todos os dias em contacto com a minha filha - que vive comigo - o trabalho e preocupação que o seu programa de fim de semana me está a dar. Podia agir como se nada fosse? Podia. Mas dei cálculo de probabilidades na escola e uma festa para 200 pessoas, onde se come e se dança durante horas, é um risco. Se apanhar o bicho através da minha filha, ao menos sei que fiz o possível para o não transmitir a ninguém.

Haverá quem considere isto excesso de zelo, ou até mesmo histeria. A questão é que não tenho bola de cristal. As estatísticas que alguns gostam de brandir, revelam que o novo coronavírus faz poucas baixas e afecta seriamente pouca gente, mas nunca poderei saber, em antecipação, se todas as pessoas que pertencem ao meu inner circle vão reagir bem a uma investida do bicho. Daí as minhas cautelas e caldos de galinha. Daí ter também dificuldade em perceber aqueles que fazem questão de continuar na sua vidinha de sempre, reivindicando o direito a viver como querem e lhes apetece.

Ao fazê-lo, ao desprezar as normas de segurança sanitária, todos os dias atentam contra a liberdade dos outros, pois  expõem-se e, pior,  impõem-se a terceiros. Incluindo familiares, colegas e amigos. Mas esta é a parte da liberdade individual que não lhes interessa discutir: a que afeta os outros. 

 


117 comentários

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De Ana D. a 07.10.2020 às 16:10

Revejo-me em absoluto nestas suas palavras!
A nossa liberdade individual não pode, nem deve, pôr em causa o respeito pelo próximo.
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De Teresa Ribeiro a 07.10.2020 às 17:19

Ana D.,
Creio que seria bem mais simples combater a propagação do vírus se todos respeitassem este princípio...
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De Anónimo a 09.10.2020 às 12:44

Na verdade em geral não há respeito pelo próximo. Na verdade quase ninguém se preocupa com os outros mas com o seu "umbigo". É a ver quem consegue ser mais hipócrita!

O texto termina dizendo e bem:
"Mas esta é a parte da liberdade individual que não lhes interessa discutir: a que afeta os outros". O que acontece aos outros NÃO interessa!
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De Anónimo a 09.10.2020 às 22:04

"Camilo Lourenço entrevista Dr Gabriel Branco; Porta voz dos Médicos Pela Verdade Portugal"
https://www.youtube.com/watch?v=Oz9G2UOEsqU
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De Lobos disfarçados de cordeiros a 11.10.2020 às 11:22

Embora o texto fale sobre o novo coronavírus, o título é "A liberdade e os outros", e sobre este assunto há muito mais a dizer. Como muitos já falaram sobre o novo coronavírus, vou falar noutro assunto bem importante. Além disso temos de distinguir o comportamento do cidadão comum de outros comportamentos. Também em parte a comunicação social é responsável pela pouca cultura do povo pois predomina informação irrelevante, divertida, sensacionalista, fútil.

Sabemos que informação é poder e por isso sempre quiseram controla-la, sempre quiseram impedir o povo de saber certos assuntos considerados incómodos ou que por outros motivos não interessa que sejam do conhecimento público.

Antes do 25 de Abril a censura era essencialmente praticada pelo Estado, agora é pela comunicação social. Eles confundem liberdade de imprensa com liberdade de mostrar ou ocultar o que entenderem de acordo com os seus interesses. O que eles publicam passa a ser a realidade, o que eles ocultam ou mesmo censuram é como se não existisse. É pior do que "fake news", pois essas ainda as vemos e assim podemos nos defender. Ver mais aqui:
https://visao.sapo.pt/opiniao/ponto-de-vista/2020-08-26-falemos-de-censura/
https://visao.sapo.pt/opiniao/ponto-de-vista/igualmente-desiguais/2020-09-11-se-a-televisao-nao-mostrou-entao-nao-aconteceu/

Por vezes a comunicação social fala em falta de transparência em certos poderes, mas ela também existe no 4º poder, neles próprios.

De facto há um problema com "A liberdade e os outros" pois a ocultação de informação relevante é uma forma de enganar.
"Mas esta é a parte da liberdade individual (de imprensa) que não lhes interessa discutir: a que afeta os outros".
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De Lobos disfarçados de cordeiros a 13.10.2020 às 21:30

Verifiquei que publicou o meu comentário mas estranhamente (ou não) o assunto não lhe interessou e nem os links ajudaram. Eu quando comento tento falar em algo importante e com fundamento mas se estiver errado, devem dizê-lo.

Eu disse que embora o texto fale sobre o novo coronavírus, o título é "A liberdade e os outros", e é este título que deve prevalecer e não o novo coronavírus. Mas parece que a "A liberdade e os outros" só interessa se associada ao novo coronavírus, o que não compreendo.

Este post tem vários comentários, como deve imaginar não li muitos deles, mas duvido que haja algum que fale neste assunto. Assim sendo o meu comentário o único a falar neste assunto importante, seria esperado que respondesse.

Como foi dito num comentário em cima, o que acontece aos outros NÃO interessa. Mas olhe que o assunto do meu comentário não afecta só os outros, afecta todos que consideram a informação importante e que a usam pelo que deverá estar incluída.

Como o assunto é importante, o seu silêncio faz-me lembrar uma grande frase conhecida que termina com "O que mais me preocupa é o silêncio do bons".

E eu não tenho problemas em contribuir para os outros terem muitos comentários pois o que me interessa é falar em assuntos pertinentes.
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De kika a 07.10.2020 às 16:40

A liberdade é de certa forma como a inteligência. Existem várias.
A minha líberdade é de evitar por todos os meios não ser infectada.
Nem paranóia nem excesso de nada apenas respeitar as regras que se
impõem nesta terrível situação.
Se todos forem como a Teresa Ribeiro talvez se possa travar esta calamidade.
Amanhã tinha um jantar programado em casa de amigos que são como família.
Anulei quando hoje os casos aqui onde vivo aumentaram para 700.
Não, ainda não podemos viver como antes do Kung- Flu.

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De Teresa Ribeiro a 07.10.2020 às 17:24

Exacto, Kika, basta que façamos a nossa parte. Mera questão de civismo.
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De balio a 07.10.2020 às 17:08

Em minha opinião, a atitude da Teresa está errada e só leva à destruição da vida social e da vida económica.
Sendo o vírus perigoso para uma percentagem pequena de pessoas, a atitude correta é exigir que somente essas pessoas se cuidem e evitem contactos perigosos.
Ou seja, não é a Teresa quem tem que evitar ter contactos com as outras pessoas, são as outras pessoas que pertençam a grupos de risco quem tem que evitar contactar com a Teresa.
Tomemos o exemplo de professores que dão aulas. Um aluno não pode nem deve faltar à aula lá porque pensa que pode estar infetado. São os professores que pertencem a grupos de risco quem tem o direito (previsto na lei) de se escusar a dar aulas (presenciais).
A Teresa está na situação do aluno: pensa poder estar infetada. Mas não deve, por isso, eliminar ou restringir a sua vida social e económica. São as pessoas que pertencem a grupos de risco (como sejam os professores no exemplo que dei) quem deve reduzir drasticamente a vida social deles.
Se toda a gente agisse como a Teresa advoga neste post, a sociedade e a economia rapidamente paralisariam, pois quase toda a gente tem boas razões para pensar poder estar infetada.
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De Teresa Ribeiro a 07.10.2020 às 17:30

Se toda a gente colaborasse no que devia ser um esforço comum, aí sim, é que poderíamos ajudar a economia, pois nunca teríamos de chegar a medidas extremas para evitar o colapso dos serviços de saúde.
Onde é que este meu comportamento contribui para paralisar a economia? Continuo a trabalhar e a consumir.
Quanto aos grupos de risco: já sei, Lavoura, que é um darwinista. Para si os velhos e os doentes são inúteis com quem não temos de nos preocupar. Coisa mais triste!
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De balio a 07.10.2020 às 17:45

nunca teríamos de chegar a medidas extremas para evitar o colapso dos serviços de saúde

Eu acho que os serviços de saúde servem para nos tratar da saúde. Não somos nós quem temos que contorcer a nossa vida para evitar incomodar os serviços de saúde!
Nós evitamos ficar doentes porque não gostamos de estar doentes, porque estar doente é desagradável (e perigoso). Não evitamos ficar doentes para evitar sobrecarregar os serviços de saúde!

Continuo a trabalhar e a consumir.

Acredito que sim, no caso específico da Teresa. Mas, se toda a gente agisse como a Teresa, uma vez que há múltiplas pessoas que não podem trabalhar e consumir sem ter contactos sociais estreitos, a economia colapsaria.

Aliás, basta ver o que se está a passar: os restaurantes e os hotéis estão à rasca, porque múltiplas pessoas consideram perigoso frequentá-los.

os velhos e os doentes são inúteis com quem não temos de nos preocupar

Jamais disse tal coisa. As pessoas em grupos de risco devem proteger-se e evitar contactos sociais, e as outras pessoas devem compreender que elas ajam assim, e ajudá-las a agir assim. Mas não são as pessoas que não estão em grupos de risco quem é suposto modificar a sua vida para proteger as pessoas que estão nos grupos de risco.
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De Zacarias Castanho a 07.10.2020 às 21:44

Estamos de acordo.
Aí, aí, aí, que posso apanhar gripe, aí, aí, aí não desço as escadas que posso torcer o pé.
Estamos a criar um medo cénico sem qualquer relação com a realidade concrecta.
Neste particular, tem razão, balio.
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De Teresa Ribeiro a 08.10.2020 às 11:53

Continuemos, pois, concentrados no nosso umbigo.
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De Teresa Ribeiro a 08.10.2020 às 11:52

Balio:
Durante uma crise sanitária, é expectável que os serviços de saúde percam a sua capacidade de resposta e em situações excepcionais como esta, claro que os cidadãos não se podem eximir das suas responsabilidades cívicas.
Sim, os grupos de risco devem ter especiais cuidados, mas não podem ser ostracizados pelos outros, isso não é solução. Mas para que tal não aconteça, os seus familiares próximos têm de fazer a sua parte, evitando os comportamentos de risco que é fácil evitar.
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De balio a 08.10.2020 às 15:01

os grupos de risco devem ter especiais cuidados, mas não podem ser ostracizados pelos outros, isso não é solução

Não vejo por que não.

Segundo me contaram, na Suíça, durante o pico da pandemia, o governo proibiu os avós de contactarem com os seus netos. O que é uma medida eminentemente racional (as crianças podem infetar-se à vontade, mas não convém que transmitam a infeção aos idosos).

É claro que uma tal medida seria mais custosa em Portugal, onde há o costume de as famílias serem muito unidas através das gerações.

Mas isso não legitima que famílias que queiram ser unidas oprimam as outras famílias - como a minha, por exemplo - obrigando-as a ter cuidados que elas não querem nem precisam de ter.
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De Pedro G a 09.10.2020 às 13:11

concordo.
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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.10.2020 às 00:15

Se toda a gente colaborasse no que devia ser um esforço comum, aí sim, é que poderíamos ajudar a economia, pois nunca teríamos de chegar a medidas extremas para evitar o colapso dos serviços de saúde.

Está aqui tudo. O colapso do serviço nacional de saúde e do serviço de dívida nacional.
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De Teresa Ribeiro a 08.10.2020 às 11:54

Vorph, como eu aprecio o seu poder de síntese :)
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De balio a 08.10.2020 às 09:32

Onde é que este meu comportamento contribui para paralisar a economia?

A própria Teresa diz no post que gostaria que a Sofia não tivesse ido ao casamento com 200 pessoas. Mas, se todas as pessoas agissem como a Teresa pretende que a Sofia tivesse agido, não haveria casamentos com 200 pessoas, o que constituiria um grande mal para toda a vida económica que depende dessas festas.
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De Teresa Ribeiro a 09.10.2020 às 12:08

Para a economia é melhor haver casamentos adaptados às actuais circunstâncias, com grupos mais restritos de convidados, como um dos colaboradores testemunhou, do que nenhum - como nos arriscamos a que aconteça se a economia tiver de fechar outra vez.
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De balio a 09.10.2020 às 12:36

Portanto, a Teresa acaba por concordar comigo em que os seus medos prejudicam a vida económica: para a Teresa, a escolha é entre prejudicar tudo de uma vez (fechando a economia), ou prejudicar pouco a pouco (mantendo uma economia "adaptada às atuais circunstâncias").

Casamentos com grupos mais restritos de convidados não são menos perigosos, apenas contaminam menos gente. Tanto faz estarem duzentas pessoas a dançar num salão com 400 metros quadrados, como estarem cem pessoas num salão com 200 metros quadrados. Se a Sofia foi a um casamento com 200 pessoas, isso não faz mal, desde que esse casamento fosse num espaço suficientemente amplo (ou ao ar livre), como calculo que tenha sido, uma vez que os convidados todos do casamento (e os seus organizadores, e os trabalhadores) têm noção do risco.
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De Teresa Ribeiro a 09.10.2020 às 13:09

Não se trata de "prejudicar pouco a pouco a economia", mas sim de fazer contenção para evitar que feche de todo.
Esse casamento de 50 pessoas que alguém descreveu nesta caixa de comentários regeu-se por normas especiais. Cito de cor: só dez pessoas na capela, as restantes assistiram à cerimónia ao ar livre, através de um ecrã. Banquete creio que feito no exterior, com mesas devidamente distanciadas.
Claro que mesmo assim envolveu risco, até porque não estou a ver as pessoas a dançar ou a fazer pose para as inevitáveis fotografias de máscara. Mas pelo menos tentou-se mitigar os riscos.
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De balio a 09.10.2020 às 14:24

Qualquer casamento, seja com 50 ou 200 pessoas, pode ter pouco risco. Basta que a igreja no qual é realizado seja suficientemente grande, que o almoço seja ao ar livre e numa área vasta, que não se realize baile, etc.
Estou em crer que o casamento ao qual a Sofia foi, e que tanto medo causou à Teresa, terá sido assim, uma vez que os organizadores do evento, os seus trabalhadores, e os próprios participantes, todos estavam conscientes do risco que corriam.
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De Adalberto Freamunde a 08.10.2020 às 04:10

Vá dizer isso às centenas de mortos, que o único pecado que fizeram foi estar no seu cantinho em casa ou num lar, até que o irresponsáel do filho ou neto que se marimbou para a protecção e distanciamento lhes levou o virus para casa.O que se está a passar com os velhos tem um nome genocídio, de que você é um defensor.
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De balio a 08.10.2020 às 09:35

Vá dizer isso

Vou dizer o quê?

Eu já disse que as pessoas idosas podem e devem tentar proteger-se, e que devem ter a ajuda das outras pessoas nesse esforço.

Se o filho ou neto habita com um idoso, deve colaborar no esforço de o proteger.
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De Anónimo a 09.10.2020 às 10:46

É de facto um genocídio.
Mas não é aquele que a televisão lhe vende.
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De Descontos a 08.10.2020 às 09:12

E as pessoas de risco que dependem de terceiros, como é o caso da minha mãe, que depende de mim, que tenho de sair para trabalhar?

E quando têm de aceder a espaços médicos?

Ela está isolada em casa e mesmo assim, por minha causa e por causa das pessoas que têm acesso a mim, está em risco de ser infectada. É justificável arriscar a vida de terceiros por causa de uma festa?

Discordo. O impacto do vírus na vida de todos está dependente da sua capacidade de propagação e isso é uma responsabilidade de todos.

Mais, é falacioso dizer que a doença só afeta grupos de risco, quando há crescentes dados a apontar para danos para a saúde até para quem não teve sintomas.

Se todos fossem responsáveis, conseguiríamos manter a propagação em mínimos que permitiriam que não tivéssemos os níveis de mortalidade (Covid e não Covid) que temos.

E quanto ao "grupo pequeno de pessoas", não são sacrificáveis. Não é numa sociedade assim, que eu quero viver.
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De balio a 08.10.2020 às 10:31

Se a sua mãe é idosa e mora consigo, naturalmente que você deve ter cuidado para não se infetar.
Mas há muitíssimas outras pessoas que não precisam de ter cuidado, porque são imunes e porque não moram com pessoas suscetíveis. E essas pessoas devem viver a sua vida à vontade.
Claro que o vírus pode sempre causar danos. A toda a hora nós estamos a ser contaminados com vírus de diversas variedades, e todos eles podem potencialmente ser danosos. A vida é perigosa... Mas não é por isso que devemos deixar de a viver. Não tem sentido ficarmos todos malucos por causa de mais um vírus, que é somente um de entre muitíssimos que existem. Ao fim e ao cabo, é para isso que todos nós temos um sistema imunitário.
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De Pedro G a 09.10.2020 às 13:18

É que é isto mesmo
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De Anónimo a 08.10.2020 às 09:58

O meu marido é diabético, pertence ao grupo de risco. Nota que nós ainda não temos 40anos! E tal como ele existem milhares de pessoas que são doentes de risco. Não são eles que têm que ter cuidado (que já o têm) somos nós que somos saudáveis que temos que respeitar as normas e regras, pois qualquer um pode apanhar.
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De balio a 08.10.2020 às 10:26

Se o seu marido é diabético, deve ter cuidado para não se contaminar. E, naturalmente, você também deve ter.
Vocês os dois devem ter cuidado. Mas deixem os outros, aqueles que não precisam de ter cuidado, contaminar-se à vontade. Não lhes queiram impôr regras nem restrições.
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De Leoa a 09.10.2020 às 12:46

Você tem a certeza de que este vírus não lhe fará mal nenhum? Tem a certeza de que este vírus não deixa sequelas nos assintomáticos? Tem a certeza de que pertence ao grupo dos que são assintomáticos?
Fez algum check-up médico total para o comprovar?
Não sabe que, mesmo que tenha um estilo de vida saudável, há doenças que podem aparecer "do nada" e que o/a pode deixar mais frágil (e por isso pertencente ao grupo de risco) de um momento para o outro?

Já percebi que não se interessa com a saúde dos outros... E a sua já lhe interessa?

Se todos tivessem cumprido as regras e usassem máscara na rua (quando há pessoas nas redondezas) não estaríamos a passar por esta faze agora (já com hospitais com UCI's esgotados).
Já agora, não são só os nossos velhotes que estão a ir para as UCI's. A idade média está a baixar, cada vez mais...
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De Anónimo a 09.10.2020 às 20:31

Graças a essa filosofia "inteligente" já vamos em mais de 1300 por dia. Não tarda, podendo ou não, fica tudo parado sem ser necessário impor o que quer que seja. É só o número de óbitos começar a aumentar por ausência de capacidade do SNS ... e os assuntos resolvem-se todos ... os sanitários, económicos e sociais.

Tudo obviamente porque ainda há quem "tenha a certeza" que o vírus não lhe fará mal, apesar de não haver certezas relativamente aos casos recuperados, e ache que não seja necessário um compromisso de evitar o que for possivel evitar relativamente à vida pré pandemia.
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De Makiavel a 12.10.2020 às 09:17

Subscrevo!
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De Carlos Sousa a 07.10.2020 às 17:34

Como é que você pode pretender viver em liberdade e querer condicionar a liberdade dos outros?
Se você se sente desconfortável,use equipamentos de protecção e cumpra a distância social, qual é o problema?
Alguém a impediu?
Ou aqueles que se recusam a fazer parte desta histeria colectiva têm de ser os bodes expiatórios?
Já confirmou que morreu mais gente o ano passado de gripe do que este ano de covid?
Veja no google,está lá tudo.
Acha que isto é um problema de saúde?
Veja quantas pessoas morreram a mais sem ter a ver com o covid.
Se a economia colapsar você vai proteger o quê?
Acha que é um problema de saúde uma pessoa estar desde Março com menos 1/3 do vencimento?
E aqueles que ficaram sem emprego?
Não contribua para este alarmismo social, lembre-se do tempo da troika em que quiserem meter os novos contra os velhos, até lhes chamaram a "peste grisalha ". Agora querem fazer o mesmo, mas ao contrário que é os velhos contra os novos, por causa das festas.
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De Teresa Ribeiro a 07.10.2020 às 18:57

A questão é quem condiciona a liberdade de quem. Acha que quem não cumpre as regras sanitárias não afecta os outros? Ao expor-se arrisca-se a adoecer e a contaminar terceiros e se muitos o fizerem, aí sim, põem a economia em risco.
Chama alarmismo ao que eu chamo bom senso. Custa assim tanto colaborar, lavando as mãos e usando máscara quando se justifica?
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De Carlos Sousa a 07.10.2020 às 20:02

Quem é que condiciona a liberdade de quem?
Então, se ninguém a proíbe de usar equipamento de protecção, porque é que você quer obrigar os outros a usar?
Se eu não usar protecção, como é que contamino os outros se usarem protecção?
Já reparou que a argumentação é sempre com premissas falaciosas?
Compreendo perfeitamente aquilo que quer dizer, mas já reparou que se a economia colapsar as máscaras e o gel vão ser os seus problemas menores?
Será que sete meses ainda não são suficientes para aferir a letalidade do vírus?
Lembra-se das previsões catastrofistas feitas em Março? Acha que aconteceu alguma?
Ou acredita que este vírus fez este percurso até aqui, mas só agora é que vai atacar a sério?
O que eu penso é que não podemos entrar neste clima de alarme social se efectivamente quisermos acabar com esta pandemia.
Imagine que a televisão passava a dar diariamente o número de mortos covid com o número de mortos de outras doenças.
Dou o exemplo de um dia em que morreram quatro pessoas de covid, (ou com covid)e morreram 80 de doenças cardiovasculares.
Isto não tem a ver com saúde, isto é um problema económico que começou com a guerra comercial entre a China e os EUA.
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De Teresa Ribeiro a 09.10.2020 às 12:11

Sabe-se que as máscaras não asseguram protecção total, é por isso que quando há concentrações, todas as pessoas devem usar máscara.
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De Carlos Sousa a 09.10.2020 às 12:36

Eu não critico as pessoas por usarem máscara, o que eu critico é as pessoas que me querem obrigar a usar máscara. São coisas diferentes, é como se me estivessem a racionar o ar que eu respiro.
Por este andar, qualquer dia vamos ter de pagar para respirar.
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De Anónimo a 11.10.2020 às 12:45

"Se eu não usar protecção, como é que contamino os outros se usarem protecção?" Santa ignorância.

A máscara destina-se essencialmente a proteger quem rodeia o seu utilizador e não o próprio, daí a necessidade de encarar o uso de máscara como qualquer boa prática que indicie respeito pelo outros e nos permita uma coexistência pacifica e saudável em sociedade.

Quanto à economia colapsar, se todos pensarem como pensa, o SNS entrará em colapso e a economia colapsará "voluntariamente" por inerência, independentemente das liberdades que cada acha que tem direito.
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De Anónimo a 12.10.2020 às 20:53

Você tem a sua opinião sobre as máscaras, na minha opinião também denota uma santa ignorância. E pode constatar facilmente no aumento de alergias faciais em pessoas de pele sensível, e na maioria das crianças.
E quanto a infecções pulmonares, daqui a uns tempos falamos.
É tudo muito bonito quando falamos da coexistência pacifica e saudável em sociedade, mas a realidade é que esta pseudo pandemia
trouxe à superfície as características mais reles do ser humano.
O egoísmo quando no início esgotou os stocks papel higiénico, álcool, gel .
A bufaria quando está sempre pronto a fazer queixinhas.
A prepotência quando se faz valer do cargo que ocupa para extravasar as suas funções.
E a última não menos importante o moralismo quando se acha no direito de ditar sentenças como se fosse o detentor da verdade absoluta.
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De Miguel Alferes a 11.10.2020 às 13:02

Nem me vou dar ao trabalho de comentar as suas teorias absurdas da conspiração. Basta apenas ler a parte em que escreve

"Se eu não usar protecção, como é que contamino os outros se usarem protecção?"

Para ver que de facto você não percebeu sequer o mais básico ao fim de 9 meses de constante informação: O uso de máscaras é sobretudo eficiente e recomendado para protegermos os outros de nós, não o contrário, por isso goste ou não goste tem de usar máscara sim para evitar contagiar os outros..
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De Anónimo a 11.10.2020 às 14:23

Confundir o não perceber com o recusar entrar em alarmismos bacocos, penso que há uma grande diferença.
Informe-se, leia outras fontes, e utilize a própria cabeça para emitir opiniões.
Lembre-se que a segunda guerra começou depois de uma grave crise económica.
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De Descontos a 08.10.2020 às 09:18

"Já confirmou que morreu mais gente o ano passado de gripe do que este ano de covid?
Veja no google,está lá tudo. "

Fui ver:
"Flu: The World Health Organization estimates that 290,000 to 650,000 people die of flu-related causes every year worldwide."

Global Deaths (COVID)
1.055.833

Fonte de informação:
https://www.hopkinsmedicine.org/health/conditions-and-diseases/coronavirus/coronavirus-disease-2019-vs-the-flu
https://coronavirus.jhu.edu/map.html
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De Carlos Sousa a 08.10.2020 às 10:30

Foi ver, fez bem. Mas eu estava a referir-me a Portugal.
No mundo, a maior ou menor disseminação do vírus depende não só das condições atmosféricas mas também dos sistemas de saúde dos respectivos países.
Já agora que lhe completei a informação, gostaria que confirmasse que em Portugal
os números da gripe do ano passado foram muito mais graves que os números da covid deste ano.
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De Bruxa Mimi a 08.10.2020 às 17:12

Gripe: 3000 (número redondo); Covid: 2000 (número redondo). Os números dizem que tem razão, mas os números não dizem tudo, parece-me.
Quantas pessoas se preocupam em não contagiar os outros quando têm gripe? Há em Portugal (e certamente não só em Portugal) uma certa tendência para o "heroísmo" de ir às aulas ou ir trabalhar, desde que nos aguentemos em pé. Até ao Covid, ninguém usava máscara se estivesse constipado, com tosse ou até com febre ("Tomei um paracetamol e vim trabalhar. Era uma chatice se faltasse."). No Japão, usar máscara era já um procedimento normal nessas circunstâncias, por respeito aos outros. Cá, não. Por isso, é normal que muitas pessoas contagiem outras com o vírus da gripe e que as mais frágeis acabem por não resistir.
Nesta pandemia, muita gente passou a ter os outros em consideração - ficando mais em casa, usando máscara, etc.. Se os cuidados (ou falta deles) que a generalidade das pessoas tem tido ao longo dos anos, relativamente à gripe, tivessem sido os mesmos desde que a Covid se instalou no nosso país, os números de mortos seriam outros - GARANTIDAMENTE.
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De Carlos Sousa a 08.10.2020 às 20:24

Neste momento o problema não está no contágio, o problema está no alarme social que é criado para gerir uma situação absolutamente normal.
Estamos a ser massacrados diariamente com números irrisórios de mortos covid em relação a outras doenças e com a agravante de estarem a ser negligenciadas.
Só para ter uma ideia, em 2018 as doenças do aparelho respiratório mataram mais de 13 mil pessoas, e que destaque é que mereceu na comunicação social?
Vamos lidar e encarar a covid sim, mas sem fundamentalismos, e de forma racional, sem condenar as pessoas a penas domiciliárias e medidas comprovadamente anti sociais.
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De Bruxa Mimi a 08.10.2020 às 21:57

Concordo que se devia dizer - se tiver que ser dito - o número total de mortes, indicando de que morreram, e não apenas os relacionados à Covid.
Mas não concordo que se deva continuar a vida como se nada se passasse.
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De Anónimo a 10.10.2020 às 15:35

Irrisórios? Deve ser daqueles que só acha que os números deixam de ser irrisórios quando fizer parte deles.
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De Carlos Sousa a 10.10.2020 às 16:02

Acha que sim?
Sou doente cardíaco, tinha uma consulta em Agosto, adiaram para Dezembro, tive agora novo adiamento para Março de 2021, se calhar vou fazer parte dos números, mas não é destes, é dos outros. Não acha que é tempo de parar com a histeria?
Olhe o dia de hoje 1600 infectados, mas apenas 5 mortes, sabe quantos morreram de outras doenças?
Parem com esta loucura, não alimentem o alarme social.
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De Anónimo a 09.10.2020 às 11:00

Pois, os números...
"CDC reveals just 6% of COVID-19 related deaths in US list that as only cause"
https://www.youtube.com/watch?v=5m04TCkz6Og
Cada um calcula como melhor se ajusta à narrativa, há inclusivamente um caso reportado de morte em acidente de viação, testado positivo - logo - COVID...
E nem vamos falar na quantidade absurda de falsos-positivos nos testes: digamos assim: os testes PCR testam pequenos segmentos ADN - por absurdo, diria o seguinte: se quiséssemos testar quem era hipopótamo, visto que também somos mamíferos, e por partilharmos ADN das orelhas, muitos iam testar "positivo".
Para combater a ambiguidade e a violação dos postulados de Koch diriamos "hipopótamos assintomáticos".
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De Teresa Ribeiro a 09.10.2020 às 12:16

Pois, caro anónimo, os números são sempre manipuláveis, por isso neste caso prefiro acreditar que se em todo o mundo se tomam medidas drásticas para controlar este vírus, medidas que afectam seriamente toda a economia global, é porque o assunto é sério.
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De Carlos Sousa a 09.10.2020 às 15:14

Não duvido que seja sério, mas já reparou que em plena pseudo pandemia os super ricos duplicaram as fortunas e a pobreza aumentou exponencialmente?
Continua a achar que morrer de covid é pior que morrer de fome?
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De CAL a 07.10.2020 às 18:08

Cara Teresa Ribeiro,


li há instantes uma partilha sobre a situação de Israel que me parece relevante no âmbito desta discussão. Digo-o, atendendo ao facto de ser o primeiro país no mundo a voltar a uma situação de total confinamento e por a fonte ser altamente qualificada. Tanto assim é que o modelo desenvolvido por este cientista (Eran Segal) foi adoptado pelo governo israelita. Diria que o zelo que a cara Teresa Ribeiro revela, é o que todos - em consciência - deveríamos defender.

https://twitter.com/segal_eran/status/1313831721981415428?s=19

Sinceros votos de que se mantenha 'negativa'. :)
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De Teresa Ribeiro a 07.10.2020 às 18:57

Muito obrigada, CAL
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De Elvimonte a 11.10.2020 às 14:11

Parece que os confinamentos estão a passar de moda. Descobriu-se recentemente o que já se sabia desde o século XIX sobre a nulidade dos seus efeitos epidemiológicos e sobre os terríveis danos colaterais que acarretam. Quem o afirma é a OMS. Aleluia.

"World Health Organization Tells Leaders To End The Lockdowns"
https://www.youtube.com/watch?v=W4PuvmWqp4k

Talvez a Great Barrington Declaration esteja a produzir frutos que outros documentos semelhantes não conseguiram produzir.
https://gbdeclaration.org/
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De Elvimonte a 07.10.2020 às 18:26

Para além de medidas não-farmacêuticas existem também medidas profiláticas centradas no efectivo desempenho do sistema imunitário, no reforço da imunidade viral e no bloqueio de mecanismos de infecção.

Da Business Insider:

«The physician's statement said Trump "remains fatigued but is in good spirits." Conley added that the president has also been taking zinc, vitamin D, famotidine, melatonin, and a daily aspirin.» [vd. protocolo de tratamento MATH+]

De facto, o médico da Casa Branca só pode ser excelente. As substâncias que o presidente dos EUA vinha a tomar coincidem com parte das recomendadas no capítulo profiláctico do protocolo de tratamento MATH+, à excepção da aspirina. A evidência científica sobre os seus efeitos é avassaladora, em particular no que se refere à vitamina D.

Neste blogue, onde comecei a advogar o uso obrigatório de máscara em recintos fechados em Março, já escrevi sobre vitamina D, zinco, ionóforos deste, entre os quais a hidroxicloroquina, a melatonina e a quercetina, a famotidina, a ivermectina e o protocolo de tratamento MATH+. Sempre suportado na evidência científica. Ainda não escrevi sobre a bromexina e não sei se me resta alento para o fazer.

Também já abordei, suportado pela evidência das estatísticas e pelos contributos de conceituados professores de Cambridge, Oxford, Harvard e Stanford, entre eles um galardoado com o Nobel, a falácia dos testes RT-PCR, a inexistência de correlação entre testes positivos e óbitos, a fase de extinção da epidemia em que nos encontramos, em acordo com a clássica função de Gompertz, e os consequentes indícios de que estaremos a atingir a chamada imunidade de grupo.

Como deu "cálculo de probabilidades na escola" e por tudo o que escrevi anteriormente, faça uso desse conhecimento e tenha uma postura mais esclarecida e mais relaxada, até porque o stress é um dos inimigos do sistema imunitário. As gripes Asiática e de Hong Kong, cada uma delas, foram responsáveis por um número muito superior de óbitos sem que o pânico e a histeria se tivessem apoderado das pessoas.


PS - Great Barrington Declaration: a política de saúde e de protecção sustentável que subscrevo. https://gbdeclaration.org/

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De Teresa Ribeiro a 07.10.2020 às 19:03

E espumar contra a adopção de simples medidas de prevenção, insultando quem o faz, não será uma forma de histeria?
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De Elvimonte a 07.10.2020 às 23:19

Espero que não se esteja a referir a mim. Eu não vejo e as duas pessoas a quem já dei a ler o meu comentário também não vislumbram qualquer referência insultuosa da minha parte.

Aliás, para quem escreve "Neste blogue, onde comecei a advogar o uso obrigatório de máscara em recintos fechados em Março" (Elvimonte), o que corresponde à verdade, como poderá confirmar, careceria de fundamento lógico contrapor "E espumar contra a adopção de simples medidas de prevenção, insultando quem o faz" (Teresa Ribeiro). Não faria qualquer sentido.

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De Vorph "ги́ря" Valknut a 08.10.2020 às 00:18

Garanto-lhe que se juntar tudo isso acaba cagado, literalmente. Curado, não sei.

Adenda :
Teresa, desculpe o calão
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De Anónimo a 09.10.2020 às 12:24

Ao ler a sua intervenção poupou-me o trabalho de o fazer. Está aì tudo. Muito obrigado.

PS: Também já tinha subscrito a Great Barrington Declaration.
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De ShakaZoulou a 07.10.2020 às 19:15

Para mim quem defende o distanciamento social devem ser pessoas que não têm mais que uma relacao sexual por mês e sempre com o mesmo parceiro e como não sentem falta querem impôr à restante população que se abstenham tambem, para eles não é dificil, o resto da população que siga o propósito superior. Viver, festejar, beber, conviver, divertir, jogar domino, juntar-se aos amigos na taberna e emborcar é malvisto quando o propósito superior é sobreviver ao Covid e depois à gripe, à tuberculose e por ai fora.
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De Anónimo a 08.10.2020 às 09:45

"Para mim quem defende o distanciamento social devem ser pessoas que não têm mais que uma relacao sexual por mês"...
Ohh que raciocínio elaborado...
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De ShakaZoulou a 08.10.2020 às 13:13

Vou elaborar melhor, 6 meses não é igual para todas as pessoas, para alguém de 25 anos é o dobro do tempo de vida em relação a alguém de 50, mas se se medir os a vida em realizações mas não em tempo, é muito mais. Os de 25 perderam neste confinamento 250 horas de convívio, umas 25 bebedeiras e umas 150 que as, porque os de 50 decidiram em restringir as liberdades de toda a gente "A bem da nação" já que para eles a sua quecazinha mensal, a falta de convívio com estranhos e a bebedeira solitária não lhes faz nossa na sua sobrevivência.
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De Anónimo a 08.10.2020 às 20:54

“A bem da nação”, sugiro que um video com procedimento de intubação endotraqueal seja mostrado a cada cidadão que não cumpra as regras sanitárias (como as fotos de carcinomas pulmonares nos maços de tabaco). Está provado que as imagens chocantes são eficazes em termos de prevenção. Talvez assim possamos evitar a perda de 480h na vida de quem permanece (média) 30 dias em coma induzido/confinamento, a que acrescem 540h despendidas na recuperação de sequelas... Para quem tem o azar de topar c/ a estirpe mais agressiva, c/ 25 ou 50 anos, é igual - não há “quecazinhas, convívios nem bebedeiras”. Muita Saúde!
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De ShakaZoulou a 08.10.2020 às 22:13

Porque mostrar esse tipo de video, quando a proabibildade de alguem necessitar devido a este virus é baixissima. Gosto mais de pornografia do que de programas hospitalares. gosto de viver e gozar os prazeres da vida e talvez muitos idosos também preferem viver, abraçar as pessoas que gostam, sem terem barreiras fisicas entre eles, conviverem entre eles ao invés de esperarem a morte escondidos em casa de robe ou num lar sem qualquer interacao social, como alguem decidiu. "A bem da nação". Quem tem medo fique em casa, deixe viver quem quer viver.
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De Ana a 07.10.2020 às 19:35

Olá Teresa, concordo inteiramente consigo. O problema é que há muita falta de civismo no mundo e com a desculpa da liberdade de uns já se cometeram muitas atrocidades a outros. Com a questão ambiental é a mesma coisa, pela liberdade de uns poluírem muitos outros vão sofrer. Mas eu ainda tenho fé que os sensatos sejam a maioria silenciosa deste país. Ana
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De Teresa Ribeiro a 08.10.2020 às 12:02

Exactamente, Ana. A liberdade tem as costas largas.
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De Bea a 07.10.2020 às 20:08

A cautela, em princípio nunca fez mal a ninguém. Mas imagine que não sabia da festa da Sofia. Imagine que alguma pessoa com quem contacta - e pode não ser do seu círculo chegado - é veículo transmissor assintomático e nem sabe. Pode suceder-lhe o mesmo, ser infectada, contagiar, e etc, etc. Suponho que as pessoas em geral deviam ter um bocadinho de bom senso e não fazer nem participar em acontecimentos onde haja muita gente. Isso é importante.
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De Teresa Ribeiro a 08.10.2020 às 12:04

Bea,
Claro que se não soubesse da festa, não tomaria precauções acrescidas. Mas sabendo, não consigo ficar a assobiar para o lado...
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De Bruxa Mimi a 08.10.2020 às 17:13

Claro! Tão simples, e tão difícil de perceber, por alguns...
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De Bea a 08.10.2020 às 23:31

...e um chá a sua filha por ter participado na festa.
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De Teresa Ribeiro a 09.10.2020 às 12:35

Não foi a minha filha que participou na festa, mas uma colega com quem ela está, todos os dias, a menos de dois metros de distância durante várias horas.
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De Bea a 09.10.2020 às 22:24

Ah, perdão.
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De António a 07.10.2020 às 20:17

Cara Teresa, você está coberta de razão. Mas por alguns comentários já deve ter percebido que a liberdade, para muitas pessoas, significa a liberdade delas. Nenhuma outra.
É assim que se gera a discórdia, a polarização e o ódio. Pois se não respeitam o meu direito à liberdade, sou tentado a extremar a minha posição. Se não mostram solidariedade com os mais fracos e vulneráveis, a minha tolerância desce a zero.
Estão dispostos a contraír uma doença contagiosa? Seja. Podem garantir que não vão com isso consumir recursos preciosos e não contagiam ninguém? Se podem, vão em frente. Se não podem, e não podem, deixem de ser estúpidos. Não é sensato lançar uma pá de balas para uma fogueira com gente em volta - nem todas vão detonar, nem todas vão acertar, das que acertarem nem todas vão matar - mas é uma acção estúpida.
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De Teresa Ribeiro a 08.10.2020 às 12:05

É isso, António. Solidariedade e umbiguismo não combinam.
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De ShakaZoulou a 08.10.2020 às 22:29

Há paises a pensarem em leis para o crime de homicidio a quem saiba ser positivo para o virus e contagie alguém que venha a morrer devido ao virus. Proponho de que os medicos desistam do juramento de Hipócrates, se alguém adoecer por maus hábitos que provocaram essa doença recusem o tratamento. O estado tambem pode começar a cortar nas despesas de saúde já que quem tem comportamentos de risco não devem receber tratamento. Já agora porque não proibir todos os contactos fisicos, uma necessidade animalesca pouco conviniente a seres racionais com tecnologia que substituaria tão bem essa necessidade
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De António a 09.10.2020 às 13:19

Há países para tudo.
A proposta de não tratar quem tenha comportamentos de risco data dos anos 80.
O estado tem cortado consistentemente nas despesas de saúde desde a primeira legislatura deste governo.
Já faltou mais para este governo proibir todos os contactos físicos.

Quem tem comportamentos de risco não “deve” receber tratamento - não é “devem”.
Não é “conviniente”, é “conveniente”.
Não é “substituaria”, é “substituiria”.

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