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A ler e, como de costume, a esquecer rapidamente

por José António Abreu, em 05.02.16

O Mercado Interno: Um Modelo Esgotado, de Mário Amorim Lopes, n'O Insurgente.

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7 comentários

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De Manuel a 06.02.2016 às 13:09

Então talvez não seja bem assim, mas antes que isto fique por esclarecer, peço-lhe um pouco do seu tempo.
Um país rico é também um país que vende/exporta mais do que compra/importa, concorda?
Se não concorda é porque acredita que um país com balança comercial deficitária pode ser tão rico como um país com balança comercial superavitária, certo?
Se não concorda é porque acredita num mundo a funcionar com Homens que trabalham e produzem sem direito à propriedade nem direito à materialização dos seus sonhos e desejos. Porque acredita que um mundo justo e saudável é um mundo onde uns produzem para doar o excedente do produto do seu trabalho a outros que possuem necessidades. Quanto tempo vai funcionar esse modelo de sociedade? Porque vou eu criar excedente quando posso ficar deitado no meu sofá e, porque sou humano e velhaco como todos os humanos são, já arranjei forma de provar que tenho muita necessidade e outros que trabalhem para me sustentar? Onde vou buscar motivação para encontrar o meu talento, a minha vocação, a virtude da criação, se não preciso de dar para receber, ou se sou obrigado a dar o que crio a quem precisa, mas também a quem gosta de simplesmente viver comendo o fruto do trabalho alheio?
De não concorda já chega, vamos agora ao caso de você concordar:
Vamos pegar na minha afirmação " para haver ricos tem de haver pobres" e vamos tentar imaginar que podemos ser todos ricos. Todos os países e todos os Homens a venderem mais do que compram, você consegue conceber um mundo assim? Eu não. Afinal quem comprará/consumirá o excedente de produção de todos os países e de todos os Homens?
De uma forma ou de outra vamos ter sempre o mesmo problema: a exploração do Homem sobre o Homem. A única diferença é que num modelo quem não faz nada é que come o fruto do trabalho alheio e assim sociedade fica desprovida de força que a impulsione para o progresso, fica estática. No outro modelo, temos igualmente de lidar com o problema da exploração do Homem sobre o Homem, mas uma vez que a sociedade glorifica o talento e reconhece o mérito do trabalho, certo que também o trabalho desonesto, mas ao menos ganha inspiração e força para progredir, para evoluir e os Homens ganham força para viver a vida com o direito de trabalharem e lutarem pelos seus sonhos.
O mundo nunca será perfeito, mas uma vez eternamente imperfeito que ao menos esteja vivo.

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