O fenómeno simplesmente indica que o Homem não é capaz senão de funcionar em dois sentidos: avançar e retroceder. Sempre que a sociedade avança constata-se que o Homem, enquanto agente detentor de poder, não é capaz de ir mais além. Como tal regressa ao sistema tribal, pois é aqui que parece viver em segurança. Não admira, portanto, que o discurso das gentes se situe sempre entre enaltecer o passado e querer segurar o presente. Não ficaria mal de todo se ousássemos pensar o futuro. "Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará".
Em Portugal a separação entre o poder legislativo e o poder executivo será indiscutível ?. Sendo que os nomeados deputados, pelos partidos, em exclusividade, são eles mesmos previamente filtrados pelo partido ?. Sendo que serão eles que elegem como PM/executivo quem os pré-selecionou ?.
Consequentemente e sendo o discutível agregado -porque não claramente separado- poder "legislativo/executivo" que propõem (também) parte do complexo judicial, será, essa mesmo separação entre os 3 poderes, também claramente indiscutível ?.
Na prática, durante a vigência da actual Constituição, nunca houve dúvidas sobre essa separação em Portugal?.
As democracias representativas funcionarão bem nos países nórdicos porque "representam" eleitorados verdadeiramente preocupados com o bem comum. Nos países latinos também representam eleitorados e, nessa medida, também funcionam. O problema é que esses eleitorados não querem saber do bem comum para nada. Toda a gente acha a cunha perfeitamente natural e acha também natural a corrupção de muitos milhões, olhando de soslaio para quem contra ela se insurge e pensando com os seus botões: uhm! só falas porque não tiveste a mesma oportunidade, porque senão farias o mesmo... O mesmos eleitorados que também acham natural que as grandes leis sejam feitas à medida dos grandes interesses nos grandes escritórios de advogados. Sendo assim, como se pode falar de separação de poderes?! Só se for no papel. João de Brito