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A ler

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.05.16

"Austerity policies not only generate substantial welfare costs due to supply-side channels, they also hurt demand—and thus worsen employment and unemployment. The notion that fiscal consolidations can be expansionary (that is, raise output and employment), in part by raising private sector confidence and investment, has been championed by, among others, Harvard economist Alberto Alesina in the academic world and by former European Central Bank President Jean-Claude Trichet in the policy arena. However, in practice, episodes of fiscal consolidation have been followed, on average, by drops rather than by expansions in output. On average, a consolidation of 1 percent of GDP increases the long-term unemployment rate by 0.6 percentage point and raises by 1.5 percent within five years the Gini measure of income inequality (Ball and others, 2013).­
In sum, the benefits of some policies that are an important part of the neoliberal agenda appear to have been somewhat overplayed. In the case of financial openness, some capital flows, such as foreign direct investment, do appear to confer the benefits claimed for them. But for others, particularly short-term capital flows, the benefits to growth are difficult to reap, whereas the risks, in terms of greater volatility and increased risk of crisis, loom large.­
In the case of fiscal consolidation, the short-run costs in terms of lower output and welfare and higher unemployment have been underplayed, and the desirability for countries with ample fiscal space of simply living with high debt and allowing debt ratios to decline organically through growth is underappreciated." - aqui, na página do FMI, seguindo a notícia do The Guardian, 27 de Maio de 2016

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3 comentários

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De lucklucky a 28.05.2016 às 15:01

Só há duas hipóteses para esse texto, ou não se sabe pensar sequer e não se percebe a relação entre as coisas, ou é se desonesto ou se é a favor de Populismo monetário a la Venezuela com subidas de ordenados de 30% e inflação de 100%. Deve ser a última...

É claro que não ter mais dinheiro do crédito porque a produção de riqueza não acompanho esse valor provoca uma queda na riqueza disponível no momento.

Ora que surpresa.
Se cortarem o cartão de crédito amanhã não fica com menos para gastar?

Como a produção não acompanhou o valor do financiamento para o poder pagar, obviamente que esse consumo tem de ser restrito até ao momento em que a produção finalmente atinge o crédito que foi pedido.

E depois têm a lata de dizer neoliberais é que são especuladores financeiros.

Parece um mundo bizarro em que as pessoas não pensam sequer.
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De T a 28.05.2016 às 16:51

Isso é tudo bonito na teoria e também na prática em países com pujança económica e com verdadeiros partidos políticos e não meras centrais facilitadoras de negócios e de emprego dos aparelhistas - seria normal em países com capacidade comprovada, isto é com estofo económico para sustentar as "vivências da política". Nos restantes, onde se inclui Portugal e a Grécia, onde se promete o que não tem e constantemente se atira areia para os olhos do contribuinte, é apenas um bom pote para sacar desculpas, tal como o foi em 2008/2011.

Os sucessivos governos convidam os contribuintes para se sentar ao seu lado no nacional porreirismo, na ignorância do que é o mercado, os comércio livre, o base do base da economia, do lugar de Portugal no mundo, do que precisa para sobreviver, como chega o dinheiro, o que é a produtividade, como se alcança e o que é necessário para a sustentabilidade do que prometem ao eleitorado.

Assim, isentando-o de responsabilidade, os Sérgio da vida vão citando cirurgicamente Krugmans, Pikettys e estudos avulsos que sustentem esse continuo acto de ilusão que é a economia portuguesa, nada se mexe, nada se transforma e os dedos aos outros continuam, seguem-se as mesmas receitas de sempre, mas desta feita com o buraco cada vez mais profundo, até um dia ser tarde de mais. Quando o for, vai-se voltar a culpar o mundo por tudo aquilo que nós não conseguimos fazer. Baralha e dá de novo.

Alias, só num país assim é que Mortáguas e Costas sobrevivem a contar histórias de como um país que não imprime moeda e não tendo poder económico nenhum, pode sustentar-se por via do mercado interno, desprezando as exportações, por exemplo. Se isto não é brincar, não sei o que será.
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De lucklucky a 29.05.2016 às 01:12

O autor tem boa companhia, nem mais nem menos que Donald Trump.

http://www.telegraph.co.uk/business/2016/05/28/donald-trumps-wild-idea-about-dealing-with-debt-may-be-here-soon/

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