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A ladeira

por João Campos, em 05.08.16

Pode dizer-se muita coisa sobre o caso Rocha Andrade  - Galpgate? -, mas não se poderá dizer que todo o episódio não tem sido educativo no que à vetusta "ética republicana" diz respeito. Como os exemplos vêm, deviam vir, de cima, doravante os portugueses passam a estar mais preparados para lidar com a Autoridade Tributária (não se arranjava designação menos fascista?). Falhou o pagamento do imposto e recebeu a cartinha de multa com o jurozinho respectivo? Peço desculpa, Dona Autoridade, não sabia que isto devia ter sido pago há cinco anos; vou já ali regularizar a coisa e deixe lá isso dos juros, pode ser? Naturalmente, uma vez começada a descida da ladeira, o fundo da encosta é o limite - que é como quem diz, a lição bem pode ser aplicada às outras cabeças da hidra que é o Estado. Pois, Senhora EMEL, não sabia que não podia estacionar em cima da passadeira, mas guarde lá o bloquinho e esse tanganho para as rodas que eu tiro já o carro e fica tudo bem, não é? E como após falhar na curva já só resta mesmo o silvado, Ah, Menina ASAE, não sabia que tinha moscas na sopa, mas deixe-me ir ali ao tacho tirar as outras e a coisa passa.

 

É frequente comentar-se que em Portugal temos os políticos que merecemos; mas após anos e anos de chicos-espertos iletrados a chegarem a deputados e a ministros (a lista seria exaustiva, já que abrange todo o espectro partidário), começo a duvidar desse dizer popular. Que diabo: podemos até ter muitos defeitos, mas no fundo não fizemos mal a ninguém ao ponto de merecer isto. 

 

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9 comentários

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De João Campos a 06.08.2016 às 19:59

Só a designação é todo um programa.
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De lucklucky a 07.08.2016 às 12:12

É de assinalar que a Assembleia da Republica não parece nada preocupada em perder poder para as Autoridades.

A razão é que os deputados e os políticos em geral sabem bem que o seu poder está directamente ligado ao que a Autoridade Tributária conseguir cobrar.
As promessas para ganhar votos só podem existir com dinheiro dos outros.

Outra a razão é que quando se critica a ASAE ou a AT não se critica nenhum Ministério logo não se critica o Ministro.
É mais uma capa de protecção. O trabalho sujo é feito "ex-machina".

Esta seria com a RTP/RDP as duas ultimas coisas que o Estado abandonaria.
A ironia é que iria borda fora primeiro a própria Assembleia da Republica.

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