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A inveja é o desporto nacional

por Pedro Correia, em 21.11.19

image[1].jpg

 

Ao contrário do que muitos supõem, o maior desporto nacional não é o futebol: é a inveja. Pura e dura.

Como os comentários lidos e ouvidos nas últimas 24 horas sobre a ida de José Mourinho para o Tottenham confirmam, uma vez mais.


50 comentários

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De Maria Oliveira a 21.11.2019 às 10:40

maldita inveja, é um mal da humanidade desde as suas origens;
pois que o Moutinho os cale a todos ; há os da inveja mas também há os tugas que sabem se distanciar e destacar pela positiva!!!
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 12:32

Mourinho (tal como Moutinho, noutra escala) é alvo de dois tipos de invejosos.
Os compatriotas que não lhe perdoam o facto de ser o mais bem sucedido treinador português de sempre e os compatriotas que não suportam o facto de ser o segundo treinador mais bem pago da actualidade.
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De Luís Lavoura a 21.11.2019 às 14:27

Quem é o mais bem pago?
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 16:57

Pep Guardiola.
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De Psicogata a 21.11.2019 às 11:57

Escrevi hoje num post:

"Os portugueses são mesmo mesquinhos e invejosos, não conseguem ficar felizes com as conquistas dos outros e são incapazes de aprender com elas, acredito mesmo que é precisamente o contrário, o seu desporto favorito é rebaixar e arranjar justificações completamente absurdas para tentar diminuir essas conquistas."

Infelizmente o desporto favorito dos portugueses é a inveja e estes ainda não perceberam que não ganham rigorosamente nada com isso a não ser a famosa dor de cotovelo.
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 12:33

Sábias palavras, caríssima Psicogata.
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De Vorph Valknut a 22.11.2019 às 09:01

A psicogata é portuguesa? . Se os portugueses são invejosos, a psicogata também o é. Se não for invejosa, os portugueses não são invejosos. Se for invejosa e não for portuguesa, nem todos os portugueses são invejosos.
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De Psicogata a 22.11.2019 às 09:19

Se se eu tiver nacionalidade portuguesa, mas não me sentir portuguesa?

Há sempre excepções à regra.
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De Vorph Valknut a 22.11.2019 às 09:55

Eu quando saio de Portugal, e vou para França, Inglaterra sinto-me em casa. Quando do norte, vou para Lisboa, sinto-me estrangeiro em terra portuguesa
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De Pedro Correia a 22.11.2019 às 10:06

Com esse nome não admira que se sinta estrangeiro.
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De Psicogata a 22.11.2019 às 10:18

Gosto muito de Portugal, mas, no geral, não me identifico com os valores da sociedade portuguesa e com a forma como os portugueses encaram a vida, não são todos, mas são em grande e suficiente número para generalizar.
Sinto-me em casa em Portugal, mas às vezes no meio de portugueses sinto-me uma estranha.
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De Vorph Valknut a 22.11.2019 às 13:46

E os valores da sociedade alemã, francesa e inglesa? O melhor que estes países são os estrangeiros
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De Psicogata a 22.11.2019 às 14:56

Não comparei com nenhum país, nem sequer disse que os outros eram melhores, apenas disse que não me identifico com os da sociedade portuguesa.
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De André Miguel a 21.11.2019 às 13:39

Camões é que nos topou, a ultima palavra dos Lusíadas não é por acaso.
Somos provincianos, pindéricos, mesquinhos e invejosos, mas chiques a valer!
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 16:57

Camões conhecia como poucos a chamada "alma nacional".
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De Anonimus a 21.11.2019 às 15:59

O Zé Mourinho...

Muita inveja(?) porque durante muito tempo não passou de um tradutor /carregador de malas.
Ou porque teve, jovem, oportunidades que muitos consagrados (tipo Machado) nunca tiveram.
Ou porque nunca enveredou pelo estilo português do falso humilde, bem pelo contrário.

De qualquer modo, a sua empregabilidade recente deve ter feito sorrir certos empresários... e dirigentes.
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 17:01

Grita-se contra o mau funcionamento do "elevador social" mas é inevitável: todos os casos de sucesso, sem excepção, são de imediato alvos das críticas mais soezes e contundentes.
Muita gente por cá preferia que ele não funcionasse de todo.
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De Anónimo a 21.11.2019 às 18:34

É mais um centro de interesse para mim - ver os jogos ou os resumos dos Spurs.
Boa sorte, Mourinho!

João de Brito
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 20:56

Digo o mesmo. Torço pelo sucesso dele em Londres, tal como torço pelo sucesso de Jorge Jesus no Rio.
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De Lelo Mão Rápida a 21.11.2019 às 21:27

Se o José só vencerr em Londrres e o Jorrge só vencerr no RRio, o segundo perrrde a Liberrtadorres e o primeirro ainda vai acabarr a trreinarr, outrra vez, o Leiria.
Sucesso parra os dois em Londrres, no RRio e na rreforma, uma velhice feliz parra os dois.
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 22:22

Não acrrredito. Sem sombrrra de rrrrrancor?
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De João Campos a 21.11.2019 às 19:02

O Mourinho cometeu dois "pecados": foi muito bem sucedido, e sempre se recusou a alinhar pela falsa modéstia tão característica dos portugueses. Já seria mau ele ser o melhor - mas admiti-lo? Isso é que não pode ser.

Enfim, nem com mil Mourinhos sairíamos da cepa torta.
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 21:01

Infelizmente tens razão, João. E é como dizes: o facto de ele não alimentar a hipocrisia da falsa modéstia - espécie de passatempo nacional - contribuiu para alargar muito o número de invejosos.
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De Vorph Valknut a 22.11.2019 às 08:56

No meu tempo Morinho passaria, pelas sua maneiras e palavras, por um tipo deselegante, mal criado, arrogante. Quanto à humildade, penso que foram os gregos clássicos, mais os romanos, que a cultivaram como virtude. Aliás, julgo que a humildade é vista como virtude em qualquer texto sagrado, exceptuando a Bíblia satânica de Lavey.

E depois essa da falsa humildade ser tipicamente portuguesa. Falta-lhe mundo. Fale com um francês... Outra vez a porcaria do discurso essencialista do Ser português. O Campos é português e falso humilde?
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De João Campos a 22.11.2019 às 15:19

O Vorph, que não me conhece de parte alguma, diz que me "falta mundo". Haverá casos piores, mas infelizmente dou-lhe razão, mesmo que tenha acertado por acidente. Se tivesse ficado por aí, saía a ganhar. Mas não. Depois, do alto do seu paternalismo, diz-me que fale com um francês - podia ter sido um checo, um congolês, um malaio, mas saiu-lhe um francês para exemplo. E aí já atirou ao lado: trabalho há muitos numa multinacional francesa e todos os dias falo com franceses e francófonos. Dos meus inúmeros contactos com franceses poderia apontar-lhes vários defeitos (e várias qualidades), mas, genericamente falsa modéstia não seria decerto um deles.

No resto, se estiver para aí virado, sugiro-lhe (sem humildade) que releia o que escrevi. É que não fiz quaisquer comparações com outros povos - disse apenas que somos assim, pronto. E, apesar de o discurso público estar cada vez mais literal, para alguém que saiba ler (e v. sabe) uma generalização como "os portugueses são assim ou assado" não significa que todos os portugueses individualmente sejam assim ou assado.
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De Vorph Valknut a 22.11.2019 às 15:58

Ó João, somos iguais aos outros. Há tipos arrogantes, humildes, falsos humildes, educados, deseducados, independentemente de serem portugueses, alemães, checos, chineses.
Não acredito no Essencialmismo, nessa coisa antiga, do Ser Português, do Cunha Leão . Aliás, essa visão é perigosa porque, dá aso a que alguns, aqui, ou em florestas mais negras , se julguem Seres diferentes.

https://www.fnac.pt/O-Enigma-Portugues-Cunha-Leao/a305315
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De Anonimus a 22.11.2019 às 17:59

Bla bla bla
Se o homem é (foi em dado momento) o melhor do mundo, por que raio não o haverá de dizer? Ele, ou o Ronaldo, afirmam ser os melhores, ou estar entre os melhores dos melhores.
Ah, não se pode dizer, têm que ser humildes.
Sim, coisa portuga.
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De Pedro Correia a 22.11.2019 às 18:28

Portuga mesmo.
Humildes, de chapéu na mão - isso é que é bonito.

Diziam que o Salazar é que nos induzia a ser assim, mas o Salazar já deixou o poder há mais de meio século e este comportamento social continua a ser de bom tom.
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De Anonimus a 23.11.2019 às 10:16

A modéstia pratica-se, não se diz.
O CR mostra a sua modéstia quando, aos 35 anos, treina como se tivesse 18, quando não o precisa fazer.
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De Miguel a 21.11.2019 às 20:07

Ainda se a "inveja" servisse para raciocinar e compreender como é imoral e sobretudo contraproducente que os gajos da bola ganhem tanto e os professores (e os enfermeiros, e outros deste calibre...) tão pouco. Mas nem isso ...
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 20:53

Imoral? Imoral porquê?
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De Miguel a 21.11.2019 às 22:14

É que a malta se divertia tanto a ver a bola há 50 anos como hoje, nem mais nem menos, e isso sem que então se gastassem os balúrdios que se gastam agora. É imoral ser calhau ao ponto de gastar cada vez mais para assistir ao mesmo espectáculo. É imoral porque é imoral ser assim tão estúpido. Pior ainda quando a estupidez é colectiva. Qual foi a melhor selecção de todos os tempos? O Brasil do doutor Sócrates, 1982. QED.
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De Pedro Correia a 22.11.2019 às 08:54

Nem pense nisso, meu caro. De "vitórias morais" está o futebol cheio. Nós, portugueses, adoramos celebrar as vitórias morais - aquele período "dourado" que se prolongou por décadas em que deslumbrávamos pelo "futebol bonito", embora perdedor.

Quando finalmente vencemos um troféu a sério - o Campeonato da Europa de 2016, em França, derrotando a selecção anfitriã na final - não tardaram as críticas ao seleccionador e aos jogadores pelo "mau espectáculo" proporcionado.
Nós adoramos celebrar o fracasso e menosprezar o sucesso. É uma marca cultural, muito portuguesa.

P. S. - A melhor selecção de sempre foi brasileira, sim. Mas a de 1970, que venceu o Mundial. Com Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino e Jairzinho.
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De Miguel a 23.11.2019 às 17:13

O problema com as vitórias morais não era a derrota em si, mas a hipocrisia expressa: a incapacidade de reconhecer que o adversário nos tinha sido, ou era mesmo, superior.

O Brasil de 1982 era a equipa mais bonita (juntamente com a França, outra derrotada em mais outro jogo memorável), mas a Itália foi superior nesse jogo e nesse torneio. Não houve vitória moral, qual foi o drama?

Sim, o Brasil de 1970 era fantástico mas, lá está, para existir não precisou de salários de milhōes nem de orgias de "merchandising" como hoje. É uma questão de medida ou, mais exactamente, de falta dela.
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De Pedro Correia a 25.11.2019 às 09:18

O problema das vitórias morais era contentarmo-nos com a derrota no momento decisivo e ficarmos a celebrar os triunfos anteriores a esse momento.

Questão de mentalidade. Que pessoas como José Mourinho, Cristiano Ronaldo, André Villas-Boas e Fernando Santos mudaram para sempre.

A partir deste momento - o das vitórias reais - o período anterior, o das vitórias morais, ou virtuais, equivale à pré-história.

Hoje é consensual que andámos a celebrar derrotas. A quase-vitória de 1966, a quase-vitória de 1984, etc.
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De João André a 21.11.2019 às 21:16

Coisa que não entendo: temos que torcer pelo sucesso dos compatriotas mesmo que não gostemos deles (por um motivo ou outro)? Não digo que gosto ou desgosto do Mourinho (nos últimos tempos ele só me enerva, mas tempos houve em que gostei dele), mas não percebo essa do patriotismo (ou será nacionalismo) bacoco.

No futebol gosto de jogadores e treinadores por motivs que não têm a ver com nacionalidades e sim com personalidades e estilos. Nos treinadores, adoro Klopp, gosto do futebol das equipas de Guardiola mas não do seu estilo pessoal. Em Mourinho, não gosto do seu futebol actual e não gosto do seu estilo actual. Perdeu o interesse para mim depois do Real Madrid, onde as coisas correram mal (também é do clube...)
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De Pedro Correia a 21.11.2019 às 21:29

Não há obrigação nenhuma, João. A prova é que muitos portugueses se apressaram nas últimas 48 horas a criticar Mourinho.
O facto de ele ter ganho oito campeonatos em quatro países, duas Ligas dos Campeões, uma Taça Uefa e uma Liga Europa num total de 25 troféus, o facto de ter sido votado por quatro vezes o melhor técnico de futebol do mundo e o facto de ser agora o segundo treinador mais bem pago do planeta não são motivos de orgulho mas de crítica dos compatriotas.

Nós adoramos enaltecer e celebrar o fracasso.
E detestamos vencedores, sobretudo quando são portugueses como nós.
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De João André a 21.11.2019 às 21:45

Continuo sem compreender porque razão havemos de ter motivos de orgulho por aquilo que José Mourinho conquistou. Eu não tenho. Admiro (admirei muito mais no passado, mas continuo a fazê-lo) o profissional, mas não tenho motivo de orgulho. Nem ele nem eu escolhemos ser portugueses, foi acaso. Eu não tive qualquer influência nos sucessos dele, nem sequer a mais infíma que eu consiga imaginar. Como tal, não tenho orgulho.

É como com a vitória de Portugal no Euro 2016. Muitos colegas me deram os parabéns. Por diplomacia aceitei-os, mas não os mereço de forma nenhuma. Não fui a nenhum jogo da selecção (nem a qualquer outro evento), não comprei qualquer merchandising, não assino nenhum canal televisivo que permita transmitir um euro que seja à FPF e nem sequer pago impostos em Portugal. Nem sequer fiz o mesmo para qualquer clube que tenha portugueses e que pudesse assim, de forma muito indirecta, beneficiar a selecção.

O sucesso foi deles e de quem, de alguma forma, por mais pequena que seja, contribuiu para ele. Não meu. Eu não tive orgulho. Apenas felicidade.
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De Vorph Valknut a 22.11.2019 às 08:42

Pedro, pelo que li, a maioria dos comentários eram contra Varandas e não, directamente, contra Mourinho. Quanto a Mourinho é, em estilo, um Jorge Jesus do Estoril. Arrogante e mal educado. Se ganha jogos? Sim,mas prefiro o Senhor Guardiola
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De Pedro Correia a 22.11.2019 às 09:01

Excerto de algumas opiniões só na caixa de comentários mencionada:

- «O Tottenham é a próxima vítima do Mourinho, especialista em indemnizações escandalosas por despedimento. 17 milhões é o que o rapazinho vai ganhar. Já deve estar a esfregar as mãos de contente com a indemnização que vai receber.»

- «Nos últimos anos e mesmo tendo no plantel os jogadores que quer, pagos a peso de ouro, o treinador mais melhor bom do mundo em vez de coleccionar títulos colecciona indemnizações.»


- «Mourinho foi corrido do Real porque em 4 anos não ganhou a Liga dos Campeões, troféu realmente importante para eles. (...) Arrogante, mal educado, nunca deixou de ser tradutor.»

- «Este é o treinador que rasgou a camisola do Sporting Clube de Portugal.»

- «Já temos o grupo dos amigos do tradutor. Agora vem aí o grupo dos amigos do mestre da táctica.»

O homem ainda não se estreou no novo clube e já está a receber estes disparos letais dos compatriotas que torcem em absoluto pelo seu fracasso.
Como acontece com aqueles imbecis que, por cá, gritam "Messi! Messi!" quando vêem o Cristiano Ronaldo.

O ódio ao sucesso é atávico entre nós.
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De Vorph Valknut a 22.11.2019 às 16:01

Chiça, qual o gene, e em que cromossoma existe esse essencialismo, que faz dos portugueses intrínsecos invejosos? Virá no porData?
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De Pedro Correia a 25.11.2019 às 09:19

Não é preciso cromossoma nenhum, nem digressão filosófica alguma.
Basta uma incursão breve pelas redes sociais.
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De Vorph Valknut a 25.11.2019 às 09:44

Recomendo que frequente outras. Há por aí muita gente boa
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De Pedro Correia a 25.11.2019 às 09:52

Eu não frequento nenhuma. Elas é que vêm ter comigo, queira eu não queira.
Não adianta fazer como a avestruz. A realidade não está debaixo da areia.
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De Vorph Valknut a 25.11.2019 às 10:14

Sinceramente sigo apenas uns quantos blogues virados mais para fotografia, diarísticos, etc. E o Delito, obviamente. Mas, ando cada vez mais cansado da política. E Facebook, Twitter, etc, nunca tive, nem pretendo ter. Talvez a minha conclusão peque pela fraca amostra.
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De Pedro Correia a 25.11.2019 às 10:40

Faz bem. Indício de sanidade mental. Isso e apreciar a boa mesa do Machado.

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