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A implosão do PS.

por Luís Menezes Leitão, em 18.08.15

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Depois do Bloco de Esquerda, que literalmente implodiu em pequenos partidos, o que estamos a assistir agora é à implosão do PS. Efectivamente, o derrube de Seguro por António Costa causou imensas feridas, que se acentuaram com o disparatado posicionamento do PS à extrema esquerda, e ainda mais com o patético apoio a Sampaio da Nóvoa, que obviamente iria fracturar o partido em dois. Se alguém tem dúvidas sobre o posicionamento ideológico de António Costa, que veja a sua última declaração: é contra os contratos de trabalho a prazo. Só que o contrato de trabalho a prazo foi uma invenção de Mário Soares em 1976 para tornear a rigidez da legislação laboral. O que António Costa pretende é assim voltar a 1975, o que também constitui um tempo áureo para o seu candidato presidencial. Na verdade, o que se vê em Nóvoa, para além de uma absoluta ausência de currículo político, é uma ideologia muito marcada, o que naturalmente constitui um grave óbice para uma candidatura a Belém. E não são os seus passeios de bicicleta no Algarve, por baixo de um sol arrasador, que o transformarão num bom candidato.

 

Maria de Belém pode não ser uma candidata muito forte, mas não assusta o eleitorado do centro, ao contrário do que Nóvoa e pelos vistos o próprio António Costa estão a querer fazer. Não admira por isso a multiplicação de apoios que está a ter no PS, a que se associa o ódio declarado dos apoiantes de Nóvoa. Durante a campanha para as legislativas, o que o PS discute acaloradamente são assim os seus candidatos presidenciais, o que demonstra um partido em implosão. E o único responsável por isso é António Costa. Mas em bom rigor, ele está a colher a tempestade dos ventos que semeou. Tivesse Seguro continuado no cargo, e o PS estaria calmamente a caminhar para a vitória. Com António Costa, passou a ficar tudo em causa.


17 comentários

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De Os totós promovidos a estadistas a 18.08.2015 às 09:37

Quando dá jeito até os totós são alcandorados à categoria de grandes estadistas: o totó Seguro, na altura, era o melhor seguro da vitória da coligação do governo.
O incómodo no PS com o desempenho deste jota totó de 50 anos, que quanto à formação se havia limitado a comprar, aos 40, um diploma de licenciatura em Ciência Política numa daquelas chafaricas a que chamam universidades, que nunca tinha feito nada na vida senão levantar-se e sentar-se na cadeira de deputado, digo, o incómodo no PS era de tal modo que, tanto no partido como na opinião pública se criticava o tabu de Costa, se avançava para limpar o partido daquela tralha segurista e ganhar as eleições ou se esperava sentado.
As Primárias mostraram bem a situação e a vontade dentro e fora do PS.
E as sondagens da altura começaram logo a mostrar a diferença de expectativas.
Mas acontece que, perante a possível vitória do PS, tocaram as sinetas e, em determinados momentos-chave da transmissão da mensagem da mudança, surgiu o que já sabemos: o anúncio da prisão do pulha do Sócrates em pleno Congresso, e os outros acontecimentos mais recentes que sabemos terem minado o impacto Costa.
Seguiram-se-lhes algumas azelhices do próprio Costa, a crise na Grécia e alguns indicadores mais esperançosos na economia, esmagadoramente fruto da política do BCE e da baixa do preço do crude, nunca vista desde há anos.
Os resultados das sondagens voltaram praticamente à época do totó Seguro.
Pudera, lidasse ele com os efeitos no eleitorado do PS das trafulhices do Sócrates e poderia comparar-se entre os dois.
Assim não.
Mas como o senhor L. M. Leitão se move por ódio ao Costa (e ao Sampaio da Nóvoa) esquece tudo isto.
E transformou o totó Seguro num grande estadista.
E agora também a Maria de Belém (que há-de ver o palácio homónimo por um canudo) numa grande personalidade política. Uma pessoa que nada de relevante fez na vida, politicamente, e que, profissionalmente, não saiu do normal desempenho das pessoas normais.
O que a habilita a ser uma boa PR?
Nada.
Valha-nos que talvez seja o Rui Rio o preferido dos Portugueses, já não se perde tudo pois esse, ao menos, em determinados aspectos da vida, nas continhas, tem a noção de que se não deve gastar mais do que se tem.
Vamos ver se dará um bom PR nos outros aspectos.
Depois se verá a sua preferência de L. M. Leitão irá para esta grande estadista no confronto com o Rui Rio.
Certamente que virará depressa o bico ao prego.
Não é por M. de Belém ser uma grande estadista que L. M. Leitão tanto aposta nela nesta fase, trata-se de uma aposta instrumental, para derrotar o seu 2.º ódio de estimação, Sampaio da Nóvoa.
Tal como o enaltecimento recente passado do totó Seguro era instrumental contra o Costa.
A isto chama-se hipocrisia política, jogo político baixo, em que parece que se quer uma coisa querendo-se outra.
Para um professor universitário, não político, não está nada mau.
Viva a sociedade civil (afinal, igual à «sociedade» dos políticos).

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De gty a 18.08.2015 às 17:25

"Uma pessoa que nada de relevante fez na vida, politicamente, e que, profissionalmente, não saiu do normal desempenho das pessoas normais."

Foi presidente do PS. Se isso é uma irrelevância política...
Mas o ilustre comentador lá saberá.
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De Luís Menezes Leitão a 18.08.2015 às 20:03

Eu não odeio Costa nem Sampaio da Nóvoa. Não os quero é à frente do meu país, que é uma coisa muito diferente. Quanto ao argumento de Seguro passar pela mesma situação que Costa está a atravessar é totalmente absurdo. Seguro nunca seria afectado pela prisão de Sócrates pois tinha tido o cuidado de distanciar o PS da sua governação. Costa é que se candidatou para reabilitar o passado de Sócrates, como Ferro Rodrigues declarou no parlamento. Os resultados estão à vista.
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De Anónimo a 19.08.2015 às 00:37

Se não odeia Costa, porque razão o atacou permanentemente como presidente da Câmara?
Deixou a Câmara bem pior do que a encontrou, como deve saber.
Dívida baixou de mais de 1,2 mil milhões para 700 milhões, funcionários reduzidos em quase 3000, IMI mais baixo do país há 3 anos, pagamentos a fornecedores regularizados e em prazos aceitáveis.
Queria mais em tão pouco tempo?
Ou queria o Paraíso na Terra?

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De Luís Menezes Leitão a 19.08.2015 às 06:54

De facto, deixou a Câmara bem pior do que a encontrou, apesar de o governo lhe ter dado 300 milhões a troco de leite de pomba.
A recolha de lixo nas ruas foi atirada para as juntas de freguesia, juntamente com os trabalhadores que reduziu, e passou a ser irregular. E a circulação automóvel tornou-se impossível, como se vê na disparatada rotunda do Marquês. Quanto ao IMI foi lançado um adicional, mesmo antes de Costa se ir embora, a que eufemisticamente se chama taxa de protecção civil, e que irá ser paga em Novembro, para não coincidir com as eleições. Isto chega?
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De Anónimo a 19.08.2015 às 10:51

Se nós pegarmos em 2 pessoas gémeas rigorosamente iguais em tudo (imáginárias, como é evidente) e, de uma, esquecermos os seus defeitos, e, da outra, esquecermos as sua virtudes, obtemos Deus e o Diabo.
O senhor ignora, por ódio, as coisas boas do Costa e só vê as más: portanto, o Costa é o Diabo em pessoa.
Ao menos tenha a humildade de ler toda a imprensa dos 6 meses anteriores à entrada de Costa na Câmara.
E tenha a humildade de comparar com a situação hoje.
Faça esse exercício de humildade, se for capaz, pois essa é uma qualidade de que carece bastante.
E diga quanto custa a taxa de Protecção Civil e quanto custa 0,2 a mais de taxa de IMI (a passagem de 0,3, a mínima possível, que Lisboa tem, para 0,5, a máxima possível que muitas autarquias têm) num prédio de 150 mil euros de VPT. 300 euros anuais adianto-lhe eu.
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De Luís Menezes Leitão a 19.08.2015 às 12:44

Para si António Costa é um santo. Até quando lança taxas absurdas. E o IMI de Lisboa é o mais alto de toda a área metropolitana, em virtude dos elevados coeficientes de localização. Compare o valor patrimonial de uma casa em Lisboa com o dos concelhos à volta. Se em Lisboa o IMI fosse fixado no máximo, ninguém o conseguiria pagar. Mas nem isso chega, pelo que ainda é preciso lançar mais taxas sobre os desgraçados dos munícipes.
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De Olhe o que faz, deixe o Costa em paz a 19.08.2015 às 16:03

Senhor Doutor:
Para mim Costa nem é santo nem diabo. Já o critiquei publicamente num artigo de jornal pela inacção na activação do plano das cheias de Lisboa (o tal dos 150 milhões, adormecido desde 2007).
Portanto, não me venha com essa de o santificar.
Mas não o odeio porque sim, como o senhor, que até inventou problemas no Marquês que as 2 rotundas vieram resolver.
Passe por lá, fale com os taxistas.
Agora o IMI: quem define os coeficientes de localização é o governo, não as câmaras.
Estas apenas podem pôr as taxas entre a mínima e a máxima, e Lisboa há 3 anos que tem a mínima.
Se o senhor ganhasse 650 euros ilíquidos, tivesse uma filha com 20 anos desempregada e um filho no 8.º ano e pagasse quase 0,5 de taxa, como um amigo meu paga numa câmara comunista da Margem Sul, o que dá 700 euros por ano, saberia dar o valor aos 0,3 de taxa de Lisboa.
E saberia defender os proprietários lisbonenses pedido justiça relativa no IMI, que não tem existido desde 2004, explicando a urgência em acabar com a vergonhosa Cláusula de Salvaguarda e em baixar as taxas para todos, sem comprometer as receitas das câmaras.
Até o presidente da ANMP pediu isso recentemente ao 1.º ministro, a baixa das taxas, pois a CS acabou, felizmente, este ano.
Em contrapartida, o senhor sempre andou a pedir a manutenção da CS não se importando com a injustiça que provocava.
E depois critica o Costa?
Olhe para o que faz.

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De Luís Menezes Leitão a 19.08.2015 às 20:55

Sei muito bem o que faço. Defendo os proprietários contra a subida abrupta de impostos e contra o lançamento ilegal de taxas, e critico o desbaratar de dinheiros públicos em obras absurdas como as duas rotundas do Marquês. E continuarei a fazê-lo. Por muito que isso desagrade a António Costa e aos seus apaniguados.
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De Argumentos: porque sim! a 19.08.2015 às 22:45

Por ser quem é, sempre pensei que tivesse outro argumentário que não fosse porque sim.
Não gosta do Costa porque sim.
Não gosta das rotundas porque são do Costa.
Não gosta da gestão da câmara porque foi do Costa.
Que tristeza!

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De Anónimo a 18.08.2015 às 10:01

Seguro iria vencer sem problemas, isso era uma certeza. Homem íntegro, sem nada que se lhe pudesse apontar o dedo. Quanto a estes comentários, o único que buscam, é desmoralizar o PS e com isso, beneficiar a coligação. O PS posicionou-se à extrema esquerda e... Esta extrema direita que tem trazido, até hoje, aos portugueses? O que podemos ver é a aliança com aqueles que esmagam as classes médias, para se enriquecerem a eles mesmos. É ver o que a Alemanha tem lucrado com a crise grega, já vai em 100 mil milhões, o que mostra bem o que fazem os partidos da direita. Vamos ver o que já lucrou com a nossa? Muito certamente. Nóvoa não tem currículo político porque o currículo, de Cavaco Silva era tão grande e foi tão mau Presidente que ficará na história, como o Presidente que mais tempo de governação teve e que apesar disso, foi um péssimo Presidente. Perante isto, não é por aqui que vamos porque se formos quanto mais currículo, pior político. Maria de Belém não assusta, Nóvoa assusta, logo, vamos dizer mal porque com o mal dizer é que lucramos.
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De lucklucky a 18.08.2015 às 13:50

@Anónimo a 18.08.2015
Foi a política do endividamento que apoias que levou aos resultados que tu condenas.
Basicamente só pensas no presente.
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De Anónimo a 18.08.2015 às 23:49

Luckyzinho a 19.08.2015: Não! Qual presente!!! Penso no passado, presente e futuro! Penso em gente grande que pensa no passado, presente e futuro!
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De William Wallace a 18.08.2015 às 14:32

Onde é que me posso inscrever para ajudar a dinamitar o PS ?

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De Luís Menezes Leitão a 19.08.2015 às 06:55

Não é preciso inscrever-se. Eles sozinhos dão bem conta do recado.
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De Reaça a 18.08.2015 às 16:09

Manel Nambuangongo Argel, apoiou...piorou!

Dá mala-pata!
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De Anónimo a 19.08.2015 às 13:20

"Tivesse Seguro continuado no cargo, e o PS estaria calmamente a caminhar para a vitória."

poesia.....

Gosto, especialmente, do "calmamente".

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