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A igualdade é só para os outros

por Pedro Correia, em 12.03.18

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O secretário-geral do PCP juntou-se à manifestação promovida em Lisboa, no sábado, pelo Movimento Democrático das Mulheres - um dos vários organismos criados ou tutelados pelos comunistas, tal como o Conselho Português para a Paz e a Cooperação, a Intervenção Democrática, a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos, o Partido Ecologista "Os Verdes" ou a Confederação Nacional da Agricultura.

Disse na altura Jerónimo de Sousa que "as mulheres importantes" estavam ali, na Baixa lisboeta, "e não no congresso do CDS". A comparação não foi a mais feliz: o CDS é hoje liderado por uma mulher, Assunção Cristas, algo que nunca aconteceu na história quase centenária do Partido Comunista Português. O CDS já teve uma mulher a liderar o seu grupo parlamentar, algo que nunca aconteceu na bancada vermelha em mais de quatro décadas de democracia.

Declarou ainda Jerónimo que se juntava à manifestação do MDM como forma de se expressar contra a discriminação das mulheres. O dirigente do PCP podia começar por combater essa discriminação na sua própria casa: nenhum dos candidatos presidenciais até hoje apresentados pelo partido da foice e do martelo em 40 anos de democracia era do sexo feminino. E o Comité Central comunista, com 146 membros, integra apenas 37 mulheres - ou seja, 24,5% do total.

Longe, muito longe mesmo, da igualdade e da paridade que os comunistas muito apregoam e pouco praticam.

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60 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 12.03.2018 às 11:20

Bem apontado!
A Ilda ainda reage?
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 11:21

Protesta contra a desigualdade. Ela e a Odete.
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De Vlad, o Emborcador a 12.03.2018 às 11:42

https://youtu.be/rkPZ0e_5F6w

Para trabalho diferente, salário igual. E "adespois" ( AO2020) sem guito para o dentista.

Vi a Odete, há uns anos, durante um jantar, em Setúbal. Recitava Ary sobre uma travessa de arroz de tomate com petingas. Adiantada a hora aplaudi, não sem antes esconder a faca da mesa. Lia António Sardinha. Reparei que todos eles mastigavam apenas para um dos lados. Saí enjoado.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 14:07

Sardinha entre petingas? Isso foi um manifesto atentado à igualdade.
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De Vlad a 12.03.2018 às 21:52

Pedro, deixo-lhe outro manifesto!

Queremos justiça, transparência e decência na política educativa e da ciência em Portugal
Para: Presidência da República, Assembleia da República, Primeiro-Ministro, Ministros da Educação e da Ciência, Reitor da Universidade de Lisboa, Conselho Científico do ISCSP, Docentes e Investigadores

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT88661

Já jantei....umas salsichas com uns ovos...cheguei tarde....escola, dança hip- hop...sogros ...o habitual...espero que tenha comido melhor que eu.

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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 22:14

Em noite de bola, só como uma bifana. Foi o caso.
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De Costa a 12.03.2018 às 11:45

Nada a estranhar, na verdade, tendo em conta que se está perante uma organização não conservadora, mas sim claramente reaccionária. Em qualquer caso, muito oportuno este brevíssimo resumo. Um caso de "verdade a que (não) temos direito".

Costa
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 14:09

Este pretende ser um exemplo de combate ao jornalismo preguiçoso que por aí prolifera.
Não basta recolher as declarações de X ou Y. É preciso confrontar as palavras com os factos.
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De Fatima MP a 12.03.2018 às 13:38

Há que combater a discriminação, sim, mas também o sectarismo e, já agora, o obscurantismo e a ignorância, porque é disso que se trata. A estética da cara feia, do punho erguido, da ameaça, do desrespeito e do insulto por quem não comunga dos mesmos dogmas velhos, poeirentos e tão desmoralizados. Como é possível, levantar a bandeira da discriminação, lançando mão de um acto discriminatório, separando mulheres importantes de não importantes...??? Muito louco.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 14:06

O secretário-geral do mais machista partido português atreve-se a passar atestados de feminismo aos restantes partidos - neste caso ao CDS, liderado por uma mulher e com 8 mulheres entre 18 deputados.
É preciso ter muita lata.
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De singularis alentjanus a 12.03.2018 às 15:27

Como alentejano, nem sei como começar. Vejo a grande maioria dos meus concidadãos ligados ao PCP. Em pleno século XXI, com tanta informação do que foi a grande tragédia das 110.000.000 de vítimas do comunismo, as minhas gentes continuam a votar no PCP.
Daí ser obrigado a concluir que não as posso considerar pessoas de bem. A atestá-lo está o meu dia-a-dia com elas. O fulano tal tem isto e aquilo, eu tenho o direito de o ter também. A Direita é uma cambada de ladrões. Decididamente, o alentejano não presta, que investe em pessoas que querem matar o investidor?
Tivemos a sorte do Marcelo Caetano se lembrar de Sines, e o Alentejo ser rico em minerais, senão éramos uma miséria economicamente, nada que o PCP não deseje, pois só tem sobrevivência onde ela existe.
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De Vlad, o Emborcador a 12.03.2018 às 17:22

Razão tinha o Henrique Raposo. O melhor que o Alentejo tem são os porcos. E o vinho...e os queijos ...a doçaria também não está mal, não senhor....as alentejanas, bem nutridas....mas mais nadinha de nada.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 17:25

Calma. Sou capaz de fazer uma lista de cem motivos para gostar do Alentejo.
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De Vlad, o Emborcador a 12.03.2018 às 17:42

Ponha-me no extremo da lista.
Nascido em Lisboa, criado no Alentejo e feito no Norte
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 17:55

Lamento, mas será precedido na lista pelo queijo de Serpa, pelo vinho de Estremoz e pela vitela de Mértola.
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De Vlad a 12.03.2018 às 18:25

Isso tudo em cima de mim? Lá se vai o Castrol!
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De a 13.03.2018 às 12:02

A beleza das planícies na imensidão da paisagem...O silêncio entrecortado por grilos e/ou cigarras em modo concerto...O céu mais estrelado e as estrelas cadentes...A serenidade...[O Verão - as férias grandes - na minha infância]
São inúmeros os motivos para se gostar do Alentejo - já para não falar da gastronomia - mas eu sei, tenho uma costela, sou suspeita.
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De Pedro Correia a 13.03.2018 às 12:09

Muito bem. Vale a pena ser "suspeita", em casos desses.
Qualquer dia faço aqui uma lista de vinte (ou trinta ou cem) motivos para amar o Alentejo.
Mas depois terei de fazer o mesmo em relação ao Minho, às Beiras, a Trás-os-Montes, ao Ribatejo e ao Algarve. Sem esquecer as ilhas.
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De a 13.03.2018 às 12:29

Força!...sem deixar nenhum dos outros de fora [todos têm o seu encanto]
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De Beatriz Santos a 14.03.2018 às 11:26

Pois faça a lista para todas essas regiões. Porque cada uma tem os seus particulares motivos de atracção.
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De Beatriz Santos a 13.03.2018 às 00:01

O senhor, como o dito raposo, não ama o Alentejo. Mas consegue encontrar-lhe mais coisas boas que ele; e talvez não lhe pertença por nascimento ou vivência. Esse rapaz é um caso patológico, não estima a terra que o viu nascer, viveu nela e tudo que aprendeu foi a encontrar-lhe os defeitos. De uma coisa pode ele estar certo, não há muita gente assim.
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De Pedro Correia a 13.03.2018 às 11:53

O Henrique Raposo não nasceu no Alentejo.
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De Beatriz Santos a 14.03.2018 às 11:22

Ainda bem. Desconhecia esse facto mas fico contente que assim seja. Pelo Alentejo e por todos os alentejanos dos quatro costados. Retiro o que disse, não é patologia. Será mesmo mau carácter ou excesso de desdém, veneno em demasia.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 17:26

O PCP já teve muito mais poder no Alentejo do que tem hoje, Singularis. Nem se compara.
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De Anónimo a 12.03.2018 às 15:40

Isso ainda há-de ser resultado do fachismo.O trabalho de reeducação dentro do partido continua até se conseguir a paridade.Calhou a um partido riacionário apresentar melhor resultado interno.Mas será possível tais mulheres riaças serem consideradas iguais? Marx ainda serve de exemplo,fazendo os trabalhos domésticos,dispensando criadas,moirejando nas fábricas lado a lado com os operários,encabeçando as greves.Foi há pouco a evocação dele.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 17:27

Marx, na verdade, também não era grande defensor da igualdade de género. Longe disso.
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De Vlad a 12.03.2018 às 18:26

O que o Marx gostava era do guito da Engels
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De Vlad, o Emborcador a 12.03.2018 às 18:55

Cada vez escrevo pior. Mas por outro lado penso sucessivamente melhor...Pedro , será uma sina dos intelectuais?



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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 20:09

Está no bom caminho, Vlad. Mas tente escrever de forma um pouco mais hermética e obscura: só assim será um verdadeiro intelectual.
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De Cristina M. a 12.03.2018 às 20:59

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De Vlad, o Emborcador a 12.03.2018 às 23:22

Pedro, consultando o currículo dos membros do Comité Central do PCP, deparei-me com uma jóia :

Fulano, operário, Beltrano, eletricista, Silva, manobrador de grua, Lopes, metalúrgico e depois. ...Filipe Vintém
Intelectual. 36 anos de idade.

Intelectual é profissão de fé?

http://www.pcp.pt/comite-central-do-pcp
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 23:48

São duas das "profissões" mais em voga entre os membros do CC do PCP: "empregado" e "intelectual".
Eufemismos para ocultar a realidade: são afinal funcionários do partido.
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De Luís Lavoura a 12.03.2018 às 16:25

a igualdade e a paridade que os comunistas muito apregoam e pouco praticam

Eu não sou especialista em propaganda do PCP mas, pensando bem, parece-me que os comunistas apregoam a igualdade, sim, mas não a paridade. Os comunistas defendem "salário igual para trabalho igual" mas nunca defenderam, que eu me recorde, a ocupação igual de cargos de poder por mulheres. (Aliás, isso é normal, porque os comunistas preocupam-se mais com os trabalhadores indiferenciados e menos com os poderosos.) A moda moderna de defender paridade nos cargos de poder nada tem a ver com a propaganda comunista.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 17:28

A paridade não é matéria de opção nem de estados de alma: é para cumprir o que vem na lei.
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De Vlad, o Emborcador a 12.03.2018 às 17:40

"Os comunistas defendem "salário igual para trabalho igual"

O PCP tem por regra que os seus eleitos mantêm o mesmo salário que recebiam antes de assumirem aquelas funções. Jerónimo de Sousa, por exemplo, fica com o vencimento de cerca de 700 euros, o mesmo que auferia quando era operário metalúrgico.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 17:52

Ainda há operários metalúrgicos?
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De Vlad a 12.03.2018 às 18:27

A Lisnave já acabou??!!
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 23:49

Acabou a Setenave. A Lisnave transferiu-se para Setúbal. Nunca mais foi a mesma.
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De Teresa Ribeiro a 12.03.2018 às 16:27

Muito oportuno, Pedro.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 17:01

Sempre em defesa da paridade, Teresa.
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De Anónimo a 12.03.2018 às 20:03

Preparava-me para comentar este post mas depois de lidos os comentários, basicamente, disseram o que eu ia escrever...
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 20:06

Mas não se iniba. É sempre possível acrescentar qualquer coisa.
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De Robinson Kanes a 12.03.2018 às 20:12

Por vezes penso que quem inventou a figura de estilo do paradoxo estava a pensar em partidos como o PCP e outros que tais...
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 20:33

Um partido que ainda se intitula "comunista" e se proclama anti-UE e anti-euro enquanto apoia um governo que tem como ministro das Finanças o presidente do Eurogrupo.
Só paradoxos.
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De Robinson Kanes a 12.03.2018 às 20:40

Tão anti-UE mas que não recusa ocupar os lugares que tem no Parlamento Europeu...

Tão anti-UE que muitos dos seus militantes, com cargos públicos e não só, não dizem que não aos programas europeus de financiamento...

E também deve ser anti-impostos, porque foge deles como muitos fugiam de Estaline... Os outros que paguem...

Só paradoxos...

Pergunto a Jerónimo de Sousa se é por isso que as mulheres que interessam, inundaram também a Câmara de Loures, mesmo que não soubessem praticamente ler nem escrever... Algumas bem próximas do mesmo.
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De Pedro Correia a 12.03.2018 às 20:44

São boas perguntas. Infelizmente o nosso jornalismo político deixou há muito de escrutinar o PCP, ao contrário do que faz com os outros partidos.
As perguntas que se impunham, em termos jornalísticos, ficam quase sempre por fazer.
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De Beatriz Santos a 13.03.2018 às 00:36

Bom. Já aviso que não sou comunista nem nada. Mas afinal, que se espera que Jerónimo diga senão que as mulheres que se manifestam pela igualdade, e o pcp promove, são as verdadeiras democratas?! Ora essa.
Sei bem que Assunção Cristas é mulher e presidente de um partido chamado CDS, que esse partido até tem outras mulheres em cargos políticos e respeita a lei da paridade. Honro-o por isso. Pergunto-me é se, em consciência, serei capaz de pensar que umas e outras se equivalem. Um presidente pode ser uma nódoa, ninguém vale pela posição que ocupa, mas pela forma como realiza essa ocupação. E nem as presidencias são todas iguais. O chefe da ex PIDE DGS era provavelmente presidente ou director, exercia a função também provavelmente com zelo, mas não deixa de ser execrável, se é que ainda vive. Não quero fazer juízos de valor sobre os dois partidos políticos em causa e que se situam no extremo um do outro. Mas Jerónimo foi fiel ao que sempre afirmou e às convicções do PCP. É verdade que existem inconsequências no Partido Comunista, que é um partido conservador e pouco flexível, mas reconheço-lhe o valor de lutar pelos mais desfavorecidos e, os seus militantes têm uma história de maus tratos e perseguições no antigo regime. Ao CDS não sei que reconheça nem historicamente. Mas gostei da blusinha de seda de Assunção, as cores que vestia, entre o rosa e o violeta, ressaltavam no fundo azul.
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De João Pedro Pimenta a 13.03.2018 às 02:07

Ao CDS pode reconhecer a única votação negativa à Constituição de 1976 tal como era nesse ano (excessivamente ideológica e marxizante). Não é coisa pouca.
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De Beatriz Santos a 14.03.2018 às 11:18

Há gente de valor em todos os quadrantes e ninguém é branco ou preto a tempo inteiro. E hoje, o CDS concorda com a constituição que existe ou preferiria mudá-la?!
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De João Pedro Pimenta a 14.03.2018 às 22:19

Pelo que ouço preferia mudá-la. Já o PS e PSD alteraram muito do que vinha originalmente na CRP, e que era a sua faceta mais descaradamente ideológica (como a irreversibilidade das nacionalizações).
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De singularis alentjanus a 13.03.2018 às 12:07

A que chama a senhora "lutar pelos mais desfavorecidos"?
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De Beatriz Santos a 14.03.2018 às 11:33

Chamo apoiar os trabalhadores, lutar por criação de empregos, contra recibos verdes e a precariedade. Suponho que o PCP faça a defesa das classes trabalhadoras e distribua a sua actividade por outros sectores como a saúde e educação. Mas não conheço o partido em direitas e avessas.

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