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A Hungria e o social-fascismo

por jpt, em 13.09.18

orban.jpg

 

Face à longa deriva húngara contra os princípios e tratados que sustentam a União Europeia, o Parlamento Europeu votou um excepcional procedimento contra o governo de Orban, o decano da extrema-direita no poder no interior da UE. É um momento fundamental, a defesa de uma democracia húngara mas, mais do que tudo, acto (e nisso também símbolo) de combate à vaga anti-democrática europeia - para cuja definição o termo "populismo" é manifestamente insuficiente.

O PCP votou contra. Pode surpreender se recordado que Orban já em jovem militou contra o líder comunista Kadar. E que foi o desabamento do regime húngaro o toque de finados do "bloco de leste" em 1989 - quando a Hungria abriu a fronteira com a Áustria e aconteceu o imediato êxodo que teve "efeito dominó" -, que culminou na desagregação da URSS, esta ainda este ano louvada por Jerónimo de Sousa. Ou seja, à primeira vista nada associaria o PCP ao actual poder húngaro, e até se poderia perspectivar um acinte simbólico.

Mas este voto é relevante por duas vertentes. A política é óbvia, o PCP diz não reconhecer à UE autoridade e legitimidade sobre direitos humanos e democracia. Na realidade o PCP refuta autoridade e legitimidade à UE, é só isso. Expressa, neste momento tão simbólico, a sua aversão à união "pós-confederativa". Sublinhando que temos um partido no bloco político governamental que é anti-UE. E não há formas retóricas que o possam esconder, quando nem para votar contra um governo de extrema-direita o PCP cede nesse princípio.

A segunda questão é ideológica, de até pungente cegueira ideológica. Ao refutar à já algo acossada UE qualquer legitimidade política para afrontar a vaga anti-democrática, o PCP está, 80 anos depois, a reciclar a Terceira Internacional Comunista. Na desconsideração das democracias, em particular dos sociais-democratas, como "sociais-fascistas", não os apartando dos movimentos nascentes nazi e fascistas. A história foi o que foi, foi vivida e foi escrita. O PCP nada disso retirou.

Um último ponto: o PCP sempre teve fama (e algum proveito) de ser ortodoxo e monolítico. Este voto de ontem mostra bem que isso (já) não é verdade, pois são evidentes as contradições. Devidas a luta de facções internas ou mera deriva em cabotagem, o futuro próximo o dirá. Pois é uma total contradição de termos, políticos e ideológicos, viabilizar um governo socialista (efectivamente "social-democrata") - que não é uma "frente popular", será muito mais um "compromisso histórico" -, pois "contra a direita". E num âmbito europeu considerar que este tipo de articulação é impossível, que os poderes democráticos não têm legitimidade para enfrentarem a "(extrema)direita". É um desnorte.

 

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30 comentários

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De Pedro a 13.09.2018 às 09:19

Uma vergonha. Por esta e outras bem se vê quão democratas são os do PCP. A partir do momento em que livremente se adere à UE abdica-se em alguma parte da soberania. Há tratados e regras a serem respeitadas
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De Frederico a 13.09.2018 às 11:10

Sim, democratas, democratas são os tipos da União Europeia que atropelam quaisquer resquícios de soberania dos Estados membros enquanto não for lei a prioridade de França e Alemanha poderem escoar todos os seus produtos.

O Estado ou uma União Europeia só servem se estiverem ao serviço dos cidadãos e para os cidadãos. Pelo contrário, cada vez mais se nota que a União Europeia está ao serviço de um directório obscuro para a criação de um Governo europeu de plenos poderes e em que Portugal não passará de uma pequena freguesia. Nem Câmara Municipal será.

Enquanto isso, negam-se direitos e exigem-se sacrifícios aos europeus em prol de milhares de desconhecidos cuja maioria nem documentos tem, não se podendo rastrear de onde vêm. Tragam de volta os empregos que deslocalizaram para a China e podemos receber todos. Se não o fizerem, tem que se fechar as fronteiras e assumir de uma vez por todas que é necessária uma intervenção militar de larga escala na Síria, no Iraque e no Afeganistão. Ou então deixá-los viver em guerra com as suas milhares de etnias e tribos.

Achar que os comunistas são o grande problema é ridículo. Aliás, o PCP cava a sua sepultura cada vez que manifesta apoio a esse grande democrata que é o Maduro. O PCP, com a progressiva morte da geração que já passa dos 60 anos, vai naturalmente desaparecer.

É a própria União Europeia, por não estar a servir os cidadãos, é que está a escancarar a porta aos nacionalismos e aos extremismos.
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De Pedro a 13.09.2018 às 12:12

Portugal é o país da UE que mais fundos tem recebido. Não há "obra"que não tenha um outdoor a dizer - projeto financiado pela UE. E depois ainda mordemos na mão de quem nos dá de comer. ...
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De Anónimo a 13.09.2018 às 13:16

Pedro:
Desculpe-me o paternalismo, não dê troco a seres pré-históricos.
Estes dinossáurios andam, no Portugal Democrático, a pregar a única verdade ao cimo da Terra e a defender os trabalhadores (que não lhes passaram procuração para tal) e o que dizem os resultados:
Nem vou ao rigor dos números, pois são consultáveis no Portal das Eleições:
Em 1975: para 6,5 milhões de eleitores, o PCP teve 750 mil votos.
Em 2015: para 9,5 milhões de eleitores, o PCP teve 450 mil votos.
Dentro de uma geração ficam reduzidos à insignificância das insignificâncias.
Preocupações com eles para quê?
(Manuel Silva)
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De Anónimo a 14.09.2018 às 09:01

Tonyos
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De Anónimo a 13.09.2018 às 16:58

Todo o filho da puta morde a mão que lhe dá de comer. Veja-se essa escumalha da faixa de Gaza. O Obama e o Trump a mandar-lhes dinheirinho para esses criminosos encherem o bandulho, ao mesmo tempo que estes lhes queimavam as bandeiras USA em praça pública. O PCP é a mesma merda. É mandá-los prá Coreia e prá Venezuela.
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De Anónimo a 13.09.2018 às 18:39

Caro,
O orçamento da UE é feito com os contributos de todos os países. Ou seja, Portugal também dá dinheiro para o Orçamento. Mas os governantes da EU não são eleitos por ninguém. Quem elegeu Draghi, Juncker, Barroso, etc.que, por sua vez, não sabem o que é pagar impostos? Estamos à mercê de uma oligarquia que nos levam ao empobrecimento generalizado. Todo o dinheiro que vem para Portugal tem, vai ter e terá um retorno manchado de empobrecimento.
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De Pedro a 13.09.2018 às 21:46

O que mudou desde 1986, aquando da entrada, voluntária (os portugueses votaram nos partidos pró-europeus) de Portugal na CEE?

Já tivemos um português como Presidente da Comissão e vários comissários europeus. Isso diz bem sobre a parcialidade da UE….
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De Jose a 13.09.2018 às 13:37

Completamente de acordo! A união Europeia que defendo não é certamente a que nos querem dar! Mataram a "Europa das Nações", para a tronar no refugo do mundo, onde toda a escória se sente no direito de estar e mandar, tudo à custa dos nacionais de cada nação europeia! Os políticos desta Europa viraram as costas aos seus cidadãos. Preferem dar continuidade a um programa de destruição da nossa herança cultura greco-romana e judaico- cristã, mesmo com os seus erros no Passado, em favor de culturas, que quer queiram ou não nada de bom deram ao mundo! Há que reformular o regime político em Portugal e na U.E., se um dia os nossos descendentes quiserem continuar a viver a herança legada pelos nossos mais nobres antepassados!
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De Anónimo a 13.09.2018 às 14:46

É isso mesmo, felizmente ainda há gente que sabe pensar, parabéns.
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De Pedro a 13.09.2018 às 17:11

E a herança árabe?
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De Anónimo a 14.09.2018 às 09:25

Há já uns tempos para cá que ouço falar na "herança árabe" como estandarte cultural...a questão é que, a não ser a nível arquitetónico e talvez artístico, não vejo ou reconheço qualquer traço de uma cultura árabe relevante no panorama cultural Português. Corrijam-me se estiver equivocado.
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De Pedro a 14.09.2018 às 14:01

"questão é que, a não ser a nível arquitetónico e talvez artístico, não vejo ou reconheço qualquer traço de uma cultura árabe"


Veja quantas das nossas palavras são árabes. Olhe para a gastronomia….para a música/fado….
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De V. a 14.09.2018 às 16:45

Não há herança árabe nenhuma — até porque os sarracenos não eram árabes. De resto só deixaram as noras e se calhar a mania de fazer barraquinhas com tábuas. Tudo isso é uma boa merda.
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De Anónimo a 13.09.2018 às 20:33

a UE nao serve os seus cidadaos? lol. com cada coisa escrita.
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De Anónimo a 14.09.2018 às 02:03

Ninguém é obrigado a aderir à união europeia .se querem tem de respeitar as regras . Querem ser fascistas fiquem sozinhos.
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De V. a 13.09.2018 às 13:59

Não é uma vaga anti-democrática — é uma vaga que pretende salvaguardar a democracia da super-discriminação: o ponto sem retorno em que uns supostos injustiçados (que não são nada, apenas nunca fizeram a ponta de um corno) começam a ter nenhuns deveres e mais direitos do que os supostos privilegiados (que não são nada, porque trabalham há milénios para sustentar patifes).
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De O sátiro a 13.09.2018 às 14:50

Esta votação do PE é mais um passo de gigante em direção ao fim da UE...
Mas estes fanáticos loucos viram mesmo o que aconteceu na Suécia ?
E as mudanças já em andamento na Itália Áustria Polónia Dinamarca Eslováquia. ...
Sempre que há eleições a tenebrosa extrema direita aumenta os votos ?
Por mais campanhas de ódio insultos mentiras calúnias e censura contra essa tenebrosa direita, esquecem que o POVO acaba por saber a VERDADE?
Mesmo com uma nova STASI vergonhosamente imposta por Merkel. O POVO alemão já está farto ?
Mas quem manda na UE. O POVO ou os eurocratas a mamar e usar luxos ?
P . E e Merkel. Os coveiros da UE
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De João Pedro Pimenta a 13.09.2018 às 20:00

Ou seja, a UE tem de ficar calada com miúfa da extrema-direita. Até agora andou e não lhe serviu de nada. E durante anos andou a ralhar À Grécia por questões económicas e calada perante a Hungria em questões políticas.
O governo húngaro há muito tempo que não cumpre regras que subscreveu aquando da sua adesão à UE e ainda se ufana disso. Já era altura de assumirem os seus deveres, já que beneficiam do facto de estar nos 27. Se têm direitos, bom seria que pensassem nos deveres.
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De O sátiro a 14.09.2018 às 02:41

Na Hungria as eleições são livres, voto secreto, multipartidarismo, liberdade de expressão reunião. ..ou seja estado de direito democrático.
Recusa refugiados. .mas isso é fascismo? ainda agora juncker realçou a necessidade de mudar política de migração. O povo húngaro concorda com Orban e voto Orban..PIOR faz Merkel UK, Suecia que aprovaram leis que incriminam quem disser a verdade sobre o islamismo (por ex transcrição do al quran..) ou mostrar fotos e vídeos verdadeiros sobre os crimes islâmico.
Resultado? Neste momento o livro mais vendido na Alemanha, em poucas semanas, um retrato demolidor para o islamismo escrito por um ex dirigente do SPD e do Bundesbank.
É QUE NÃO HÁ MACHADO QUE CORTE A RAÍZ AO PENSAMENTO. ...
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De Anónimo a 14.09.2018 às 12:56

Que grande confusão. Mas quem é que falou em fascismo? Falou-se em extrema-direita, e no caso de Órban, populismo a rodos (quando esteve à frente do governo há uns 15 anos era bem diferente). Receber o dinheiro da UE sem cumprir os deveres que lhe cabem é muito bonito, mas não dá. E sim, receber refugiados é uma delas. Quantos muçulmanos vivem na Hungria, para andarem tão apavorados? E já agora, como é que se faz a contagem por religiões? Ou é preferível deixá-lo morrer todos no meio do mar porque são muçulmanos? Se a ideia é essa, não venham invocar valores cristãos sem os pôr na prática, como faz Órban. É que não há valor cristão mais alto do que a Caridade, e isso implica ajudar os que fogem à guerra a e À morte.
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De Manuel Fernandes Fernandes a 13.09.2018 às 15:13

O que eu, cidadão português e livre pensador, não reconheço é o direito de a UE capturar a soberania dos países europeus, principalmente o meu. A mando e a reboque dos cowboys lá foram ajudando a destruir uns países não alinhados para os entregar aos talibans e mercenários, obrigando os seus habitantes a fugir da sharia, assumir o estatuto de refugiados, morrerem afogados no Mediterrâneo ou chegar à terra prometida pelos cowboys e outros patrocinadores das primaveras árabes. A deriva húngara e outras derivas são somente fruto das fronteiras abertas pelo tratado "maistriste" que os donos da europa confabularam....
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De Pedro a 13.09.2018 às 17:10

As PPPs de Sócrates, mais as Rendas à EDP, mais a regalias do funcionalismo público - emprego vitalício, e quadros que se reformam com 10 anos de descontos - , mais os desvarios dos Polidesportivos "às moscas", os Estádios do Euro, e as Auto-estradas paralelas é da responsabilidade da UE?
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De Ilda Ribeiros a 14.09.2018 às 07:53

Concordo consigo! O povo português culpa a UE pelas suas desgracas, quando viveu e vive em conivência com a corrupção!
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De Nuno Dias a 13.09.2018 às 19:43

Parabéns!
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De O sátiro a 14.09.2018 às 03:03

Essa descrição dos países coitadinhos destruídos é pura fantasia.
Os talibãs dominavam o Afeganistão e muitas regiões do Paquistão à data do 11 Setembro. Claro o Clinton péssimo PR andava ocupado a violar mulheres e viúvas de amigos queria ele saber do bin Laden e das atrocidades da sharia..
As primaveras invernosas árabes encontraram um refém dos radicais terroristas islâmicos na casa Branca. Exato Obama e pior. Hilary e a sua sócia do servidor privado e da cama HUMA ABEDIN por seu turno sócia dos tresloucados islâmicos e do ISIS....

obviamente com TRUMP os assassinos islâmicos estão em pânico. ..desde os ayatollahs que apedrejam mulheres até ao criminoso de guerra Erdogan, genocida de kurdos e sócio do ISIS no tráfico de armas petróleo e meninas escravas pela fronteira turca.
Sendo criminoso de guerra , FECHOU AS FRONTEIRAS TURCAS AOS REFUGIADOS OBRIGANDO OS A FUGIR PEL9 MEDITERRÂNEO. e morrer afogados. ..como a célebre criança adam kurdi.....exato KURDO...impedido de fugir pela Turquia. ...
Os genocidas islâmicos fizeram o que queriam tb com Obama desde os invernos árabes aos criminosos de guerra Erdogan Assad e ISIS
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De Anónimo a 13.09.2018 às 17:22

Frederico sim, tem razão no que escreve. "...em que Portugal não passará de uma pequena freguesia...". Diría mais. Portugal já há muito tempo que não passa de uma pequena freguesia (falida) na União Europeia. E o presidente da freguesia ainda pensa, e se comporta, como fosse um PM de um País soberano.
Divertido, típico no terceiro mundo, mas carote.

Pedro é um bem intencionado ingénuo. Só que os "fundos" europeus são apenas o nome saloio utilizado para escamotear o escoamento da capacidade industrial alemã e francesa. Grande parte dos "fundos" nem cá chegam. Claro que há por aí muitos "Pedros" que ainda acreditam no pai Natal. Ou então são pagos para escrever infantilidades.

Entretanto os anéis (PT, Bancos, Transportes, Energia, Turismo) estão a acabar. Já não estão sob a administração da junta de freguesia. E depois.?.
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De Pedro a 13.09.2018 às 19:04

Meu caro, os empreiteiros das Obras "financiadas "pelo Estado, via fundos de coesão, são alemães? E os trabalhadores que trabalham nessas obras são germânicos?

Se fala de carros tem sempre a possibilidade de escolher a Mitsubishi, como eu.

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De Anónimo a 14.09.2018 às 01:32

Isto é o "lapis azul" da UE, ou fazes o que eu quero, ou então sanções. Isto é: Chantagem?...Ditadura?...Da UE - Ou importas migrantes, terroristas, etc...
E obrigas os cidadãos contribuintes a sustenta-los ou...Sanções.
Os países não são soberanos, os políticos venderam os cidadãos, aos caprichos deste "mangas de alpaca" da UE, só luxo, à custa dos contribuintes pobres. Bem fizeram os Britânicos. Quem se segue???...Vergonhoso. Viva a democracia e coragem do povo Húngaro.
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De Anónimo a 14.09.2018 às 17:18

Não diga (escreva isso) que eles começam logo aquela ladainha com os termos de que somos uns deploráveis e acabam a chamar-nos sociais fascistas.
No fundo é a estupidez habitual de quem vive em torres de marfim rodeadas de muros.

WW

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