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A hora de Marcelo

por Pedro Correia, em 09.03.16

MarceloRebelodeSousa1[1].jpg

 

De raros portugueses se poderá dizer - como dele é justo referir - que se prepararam desde sempre para a função presidencial, a partir de hoje exercida por Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa.

O sucessor de Cavaco Silva fez quase tudo quanto queria, do modo muito peculiar que é o seu: não lhe conhecemos ressabiamentos nem frustrações. É um homem bem resolvido em diversos planos, tanto quanto alguém o pode ser.

Acaba de cumprir a menos dispendiosa e mais bem sucedida campanha eleitoral de que há memória entre nós. Nenhum político actual consegue competir com ele em popularidade. Nem chega ao Palácio de Belém para ajustar contas com terceiros. Define-se pela positiva e este é um precioso atributo num país de gente deprimida - característica que não vem expressa em nenhuma alínea da Constituição da República mas que ele imprimirá ao seu mandato com a urgência necessária. Estou certo disso.

O que mais nos falta é aquilo que mais devia abundar nesta nação que, como dizia o poeta, durante séculos soube "navegar além da dor": alguém que olhe para um copo e o veja meio cheio.

Tão simples como isto.

Marcelo, que acaba de prestar juramento solene e pronunciar um  notável discurso inaugural como Presidente da República, é esse homem. E esta é a sua hora. Chega no momento certo.


2 comentários

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De Emotion Pictures a 13.03.2016 às 20:37

Parece haver algum grau de intolerância no seu comentário extremado e extremoso.

Se extremoso, pode ser sempre dar o primeiro prémio ao marketing-cliché de MRS. Terá MRS recorrido a algum coacher de imagem?

Já o lado extremado, mostra-se inadequado e gratuitamente depreciativo das obras de Byung-Chul Han e de Eva Illouz.

Quanto ao meu comentário, pode desagradar-lhe fortemente, mas não me parece extremista (explique porquê o seu exagero) nem cliché (desconheço algum comentário semelhante ao meu. Existe?).
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De Pedro Correia a 13.03.2016 às 21:06

O seu comentário está eivado de "radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista", como diria o sábio Álvaro.
Tirando isso, tudo bem.

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