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A glória póstuma do assassino

por Pedro Correia, em 05.06.18

 

Há um nome de um assassino que nunca me sairá da memória: Shiran Bishara Shiran. Foi o indivíduo que matou traiçoeiramente Robert Kennedy, irmão do malogrado presidente, na cozinha de um hotel em Los Angeles, quando o ex-procurador-geral dos EUA, com apenas 42 anos, acabava de ganhar a decisiva primária da Califórnia pelo Partido Democrata, o que o colocava em excelente posição para concorrer à Casa Branca.

Corria o mês de Junho de 1968 - faz hoje 50 anos. Eu era um miúdo mas já acompanhava com todo o interesse as imagens dos telejornais e Robert Kennedy foi o primeiro dos meus heróis. Fixei para sempre o rosto escuro e triste daquele indivíduo natural da Palestina que, ao premir o gatilho, matou também para sempre os sonhos de milhões de norte-americanos. Escapou por um triz a ser executado, após ter sido condenado à morte, pois a pena capital acabou entretanto por ser abolida no estado da Califórnia, e ainda hoje está detido. Um destino bem diferente do de Lee Harvey Oswald, o assassino de John Fitzgerald Kennedy a 22 de Novembro de 1963 e por sua vez assassinado dois dias mais tarde, em Dallas, por um tal Jack Ruby, figura do bas fond. Este último foi o primeiro homicídio transmitido em directo pela televisão – para os EUA e para o mundo todo. Algo impensável em 14 de Abril de 1865, quando John Wilkes Booth assassinou o presidente Abraham Lincoln enquanto este assistia a uma representação teatral em Washington.

Tenho pensado muitas vezes neste primeiro magnicídio que vi noticiado. Pensei nele, por exemplo, a propósito do massacre na Noruega ocorrido em Agosto de 2011. O que assassinos deste calibre procuram, sob um pretexto político, religioso ou outro qualquer, é um grau máximo de notoriedade – se possível à escala universal. A repetição até à náusea do seu nome, nos mais diversos órgãos de informação, constitui uma homenagem involuntária à barbaridade do acto que praticou. O seu nome banaliza-se, ganhando uma espécie de estatuto de imortalidade. Foi assim com Booth, foi assim com Oswald.

 

 

É por isto que me revejo por inteiro nestas linhas que Jorge Almeida Fernandes escreveu há sete anos no Público. «Em Julho de 356 a.C um anódino Eróstrato incendiou o Templo de Artemisa, em Éfeso, de que se dizia ser uma das “sete maravilhas do mundo”. Assumiu que o fizera como desesperado meio de alcançar a glória. O sacrilégio foi condenado com a morte. Como póstuma punição, os magistrados proibiram os efésios de jamais citarem o seu nome, que foi também apagado de todos os documentos. Mas um historiador de outra cidade nomeou-o, outros o repetiram e Eróstrato entrou na História. Ninguém conhece o nome do arquitecto que desenhou o templo de Éfeso. Tal como Eróstrato, B. está a ganhar.»

B. é o assassino norueguês. Sempre me recusei a escrever e até a fixar o seu nome. Como certamente sucedeu com Almeida Fernandes, indignou-me vê-lo a toda a hora impresso e difundido pelos órgãos de informação. Como se de um filantropo ou um benemérito se tratasse. Como se fosse uma figura familiar, muito lá de casa. Como, no fundo, fosse um de nós.

Não é um de nós. Nenhum assassino merece integrar-se no nosso reduto íntimo. Por mim, nenhum jornalista deveria atribuir-lhe o estatuto de Eróstrato do nosso tempo. Retemos na memória o nome de demasiados assassinos, o que constitui uma espécie de caução póstuma aos seus actos criminosos. Entristece-me saber que jamais apagarei da memória o nome de Shiran Bishara Shiran – o primeiro homicida de que ouvi falar quando percebi, menino ainda, que o Mal é capaz de triunfar sobre o Bem e assombrar-nos para sempre. Como um lado lunar dos contos de fadas. Na vida, ao contrário do que sucedia nos filmes e séries da nossa infância, nenhum final feliz está garantido.

 

Texto reeditado e adaptado, no dia do 50.º aniversário do assassínio de Robert Kennedy

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58 comentários

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De Meister Von Kälhau a 05.06.2018 às 15:42

Pedro, veja o número avassalador de documentários, livros, sobre a IIGG, cujos protagonistas são os Carrascos Nazis, cabendo aos Aliados um papel secundário. A maioria sabe quem foram, reconhecem em fotografias, Himmler, Rommel, Manstein, Goebbels, Mengele, Donitz, mas quantos reconhecem os seus homólogos adversários?

O mal sempre foi mais fascinante que o bem. Talvez daí o sucesso das séries sobre serial killers quando comparadas com outras sobre jardineiros.

Quanto a Oswald ter matado Kennedy, Pedro, penso que já ninguém acreditava nisso. Mas, tristemente, enganei-me!



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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 18:43

Sim, os carrascos nazis são um bom exemplo.
Todos passaram à posteridade, enquanto as suas vítimas ficaram para sempre sepultadas no anonimato.
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De Maria Dulce Fernandes a 06.06.2018 às 13:08

Faz parte do fascínio pelos monstros. Todos os contos de fadas com lindas princesas e prncipes encantados, têm o mal representado na bruxa, no ogre, no gigante, que são personagens muito mais interessantes do que os amorosos apaixonados, que só dão nome à história, porque os monstros morrem no fim, numa tentativa da vitória eterna e incondicional do bem e do happily ever after.
Vivemos segundo um código. Qualquer religião prega o bem e apela à fraternidade e ao amor pelo próximo. É isso que se espera na prática de todo e qualquer um de nós. Condutas desviantes, antissociais, delitivas provocam o fascinio do porquê, e são normalmente case study.
É por isso que se esmiuça a pessoa do criminoso numa autópsia psicológica interminável , relegando para segundo plano as vítimas que passam a engrossar a injusta lista anónima dos que pereceram num holocasto de uma insanidade , de um delírio alucinado singular ou colectivo.

Lembro-me de ser miuda e de ver nas sombras da noite não o Gato das Botas, valente e destemido, mas sempre o gigante feiticeiro... ou o Parras, o Homem do Saco, o Grande Lustucru... as ansiedades dos medos são monstros que se alimentam de adernalina.
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De Pedro Correia a 06.06.2018 às 13:44

Excelente comentário, Dulce. Candidata-se a comentário da semana.
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De Meister Von Kälhau a 06.06.2018 às 14:26

Já???!!
Tenho também aí uns bons...

Aposto que a Maria Dulce é prima do Pedro....ou então prima do César

Veja-me este. O bem de uma época é o mal de uma outra. Tudo depende da necessidade da época....Tenho melhores....
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De Maria Dulce Fernandes a 06.06.2018 às 16:24

Tenho 3 primos chamados Pedro e 5 sobrinhos...

De qual César? Do Júlio ou do Octávio ? ... são os únicos que conheço bem...
Estou em crer que o Von Kälhau quer chamamar- me velha, mas subentendidamente...
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De Meister Von Kälhau a 06.06.2018 às 19:39

Pela maneira como escreve e pensa diria que ainda está boa para umas curvas apertadas
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De Sarin a 10.06.2018 às 13:25

Ai, vanitas vanitatum...

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De Meister Von Kälhau a 06.06.2018 às 14:40

A evolução de tudo faz-se pelo que as épocas presentes classificam de desviantes. Giordano Bruno Copérnico, Galileu, Einstein, todos eles seres maldosos. Ousaram desafiar o Bem da época.

Quanto aos nazis também o seu Mal serviu para um Bem. Os EUA que o digam através de Von Bräun e Reinhard Gehlen
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De Anónimo a 05.06.2018 às 15:44

Permita-me por uma vez concordar consigo. Terroristas não deviam ter os seus nomes recordados pois é isso o que pretendem. Recorde-se os nomes das vítimas, não das bestas que as mataram.
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 18:42

Os nomes das vítimas, pelo contrário, são geralmente omitidos.
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De Anónimo a 05.06.2018 às 19:13

"Os nomes das vítimas, pelo contrário, são geralmente omitidos." Toda a gente (ou quase toda) sabe o nome do cão Zico. Da criancinha que ele matou ninguém sabe. Milhares assinaram a favor de Zico, pela criança poucos se importaram.
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 20:02

Fez bem em lembrar isso.
A propósito, releitura recomendada:
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5170805.html

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De Anónimo a 05.06.2018 às 21:45

Só que aí a culpa é do dono do cão e não do cão em si. Não que o assunto me importe realmente, mas um cão não tem consciência do que faz. Já o dono deveria saber que não pode deixar um cão perigoso à solta.
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De Anónimo a 05.06.2018 às 22:51

"Só que aí a culpa é do dono do cão e não do cão em si". De acordo, um cão não tem direitos nem deveres nem a noção de culpa. Para mim o problema é que milhares de pessoas se preocuparam com o cão e nada, ou muito pouco, com a criança. O cão ser abatido não tem a ver com culpas nem vingança nem direitos dos animais mas simplesmente com o termos necessidade de nos livrarmos de um animal perigoso que poderia repetir o acto. O impressionante é tanta gente defender o animal ante a perspectiva de ser abatido (sem saberem o seu grau de perigosidade) comparado com a pouca importância dada á criança que foi o que me comoveu. Está-se a amar demais (parece-me) os animais irracionais em detrimento das crianças e dos idosos e, em geral. dos humanos.
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De Anónimo a 06.06.2018 às 00:06

Se abater o cão ressuscitasse a criança, eu seria o primeiro a defender o abate. Para mim a vida de uma criança é obviamente mais importante que a vida de um animal perigoso.
Mas abater o cão não vai ressuscitar ninguém. O cão deve sim ser mantido longe de pessoas.
Mas como já disse, é um assunto que não me aquece nem arrefece.
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De Meister Von Kälhau a 05.06.2018 às 15:45

A newsman with CNN has uncovered evidence of a second gunman in the assassination of U.S. Sen. Robert F. Kennedy back in June 1968.

It's an audio tape known as the Pruszynski recording, the only known sound recording of the gunshots fired during the Bobby Kennedy shooting at the Ambassador Hotel in Los Angeles (Kennedy was a candidate for President of the United States when he was killed there in June 1968).

Audio experts agree: the Pruszynski recording changes history.

See the startling results of the investigation conducted by these independent audio analysts. Hear the actual sounds of the RFK shooting. And learn the back story to this fascinating discovery, as well as find out what could happen next in the Robert Kennedy murder case.


The original CNN International "BackStory" report, viewed in this YouTube video clip, was aired on television on June 5, 2009.


https://www.youtube.com/watch?v=qLvtNurS4fM
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 18:44

Nada mais fatigante que essas teorias da conspiração norte-americanas. São os mesmos que juram que o Elvis não morreu: foi raptado por marcianos.
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De Meister Von Kälhau a 05.06.2018 às 19:03

Pois….e as Armas de Destruição em Massa, no Iraque, foram encontradas.

Pedro, abra a mente….
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 20:04

Já passámos para o Iraque? Que grande salto.
Quando chegarmos à Coreia do Norte, avise.
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De Meister Von Kälhau a 05.06.2018 às 22:39

Anda desinteressado...desinteressante
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De Pedro Correia a 06.06.2018 às 13:16

Desinteressante é ver que ninguém fala do Robert Kennedy 50 anos depois. Tentei-mas sem sucesso.
Confirma-se: a memória colectiva anda cada vez mais frouxa.
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De Meister Von Kälhau a 06.06.2018 às 13:31

Desinteressante é os documentos sobre o assassinato dos irmãos só serem desclassificados em 2080, salvo erro...
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De Luís Lavoura a 05.06.2018 às 16:08

O nome Shiran Bishara Shiran está mal escrito, é Sirhan. Ver https://en.wikipedia.org/wiki/Sirhan_Sirhan.

Pobre homem, está na cadeia há 50 anos. É uma barbaridade, uma desumanidade que nenhum homem merece. Em Portugal, felizmente, há uma pena máxima de 25 anos.
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 18:44

Obviamente, a wikipedia é que escreveu mal.
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De Anónimo a 05.06.2018 às 22:06

Concordo com a pena máxima de 25 anos. No entanto, isso é pouco para gente como o terrorista norueguês. Com esse tipo de gente não há reabilitação possível.
Por outro lado, quando esse monstro sair da prisão, pode ser que tenha um grupo de pessoas à porta da prisão para lhe fazer a folha.
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De Luís Lavoura a 05.06.2018 às 16:11

Recordamos sempre o nome Gavrilo Princip de um assassino célebre. É até herói nacional num país europeu.
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 18:41

Em Portugal há quem recorde o Buíça, outro assassino.
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De Anónimo a 06.06.2018 às 00:07

O Buíça matou foi pouco. No entanto não se recorda os nomes dos antifascistas que mataram Mussolini ou Carrero Blanco.
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De Pedro Correia a 06.06.2018 às 13:14

Aparece sempre alguém a glorificar um assassino. Hoje calhou-lhe a si. Amanhã será outro 'skinhead' qualquer.
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De Anónimo a 05.06.2018 às 18:06

Que fazer de Hitler, Stalin ou Mao, então?

Ou a partir de quantos mortos “ganhamos o direito” a sermos nomeados?

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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 18:41

Você "ganha direito" a assinar os seus comentários, mesmo não tendo assassinado ninguém.
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De Anónimo a 05.06.2018 às 19:10

"mesmo não tendo assassinado ninguém." Uau, como é que sabe?
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 20:00

Pólvora seca não mata ninguém. Como diz o velho provérbio popular que acabo de inventar.
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De Anónimo a 05.06.2018 às 22:08

"Uau, como é que sabe?"
Deve ser daqueles que faz ameaças do tipo "já tenho o teu IP" que é a versão Internet do "lá fora levas".
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De V. a 05.06.2018 às 20:26

Por isso é que a comunicação social europeia (composta de europeus que querem ser extintos e indivíduos de outras proveniências que os querem extinguir) não se cansa de tratar os assassinos islâmicos como bons rapazes, com família, a quem correu mal a vida — a dar-lhes uma causa, quando não tem causa nenhuma a não ser a inveja e o ódio.
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 20:29

"Os jovens". É assim que chamam com insistência aos assassinos.
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De Meister Von Kälhau a 05.06.2018 às 21:32

Penso que os chamam mais de desempregados.
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 21:39

Desempregado não é 'sexy'.
Jovem, é.
Os altifalantes mediáticos adoram tudo quanto é 'sexy'.
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De Anónimo a 05.06.2018 às 22:12

"Jovem" também era a escumalha neonazi que foi a Charlottesville e à qual Trump se referiu como "very fine people".
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De V. a 05.06.2018 às 23:19

Não esses foram lá porque queriam que a estátua do General Custer ou lá o que era não fosse retirada — porque os dems e a maioria negra quer re-escrever a história como gostam de fazer todos os grupinhos de idiotas e os povos com tendências para o totalitarismo e a supremacia racial (como é do caso dos Afro-americanos que transformaram os problemas raciais numa "moeda social" — o contrário do que fez Nelson Mandela, por exemplo).
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De Meister Von Kälhau a 05.06.2018 às 22:37

Anda distraído. Sem ocupação conhecida informam-nos quando desses jovens nos falam.
Já dizia o outro , o trabalho liberta. O trabalhinho como um atestado de boa gente. É próprio da juventude o sangue na guelra e o idealismo. Desonestidade seria um velho acomodado inconformado. Aliás basta olhar para as fotografias para sabermos a idade. Agora ao dizerem "desempregado" manifestam aí um propósito ideológico "marxista"
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De Anónimo a 05.06.2018 às 22:12

Onde você escreveu "islâmicos" na verdade queria escrever "cristãos brancos".
Basta ver como os meios de comunicação americanos se referem a quem faz os tiroteios nas escolas americanas ou ao terrorista que atropelou dez pessoas nos subúrbios de Toronto.
Ou eram vítimas de bullying, ou não conseguiam ter relações sexuais com alguém (porque será?)... Como se não houvesse mais ninguém no mundo que fosse vítima de bullying ou tivesse falta de sexo.
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De Meister Von Kälhau a 05.06.2018 às 22:49

Regra geral quando têm apelido branco branqueiam ,com uma perturbação psicológica , o terrorista. Já quando têm apelido mouro dizem-no desempregado. Assim reforçam a mensagem pretendida. O "árabe" para além de terrorista é parasita. Abaixo os refugiados!
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De V. a 05.06.2018 às 23:26

Não. Queria escrever mesmo islâmicos. Sou anti Islão. E eles também deveriam ser. Até porque confundem o islamismo com "raça" para ver se sacam alguma simpatia dos palermas esquerdóides que os defendem. Aquilo é uma ideologia fascista escravizante — razão pela qual se dá tão bem no Oriente e nas indonésias onde são todos verdadeiramente racistas e sectários e escravizam crianças e famílias inteiras e depois andam pelo facebook a chamar racistas aos europeus e coisas do género. Os africanos em África fazem o mesmo. E você se calhar também.
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De Meister Von Kälhau a 06.06.2018 às 08:29

Lá está o V com o seu humor...

Diz-se Anti:
"pretos, árabes, indianos, comunistas, esquerdóides" (desculpe se me esqueci de alguém)

E depois afirma que os outros são propagandistas de uma ideologia do Ódio.

Um fartote!
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De V. a 06.06.2018 às 19:08

Não tenho nada contra pretos, indianos e árabes — apesar de ter a noção absoluta de que pretendem ocupar o mundo inteiro e estão a deturpar as convenções democráticas para obter vantagens que já não são dadas aos verdadeiros nativos dos sítios (quase racismo colonial, dir-se-ia). Mas tenho tudo contra ideologias que estão erradas de acordo com os meus princípios como o islamismo ou o comunismo, que aliás são facetas da mesma moeda e é por isso que se dão tão bem e um tem sido o conveyer belt do outro através de actividades criminosas como a produção de ópio, escravatura e criminalidade a todos os níveis incluíndo grupos como a ETA ou o IRA que sempre estiveram ligados quer aos partidos comunistas quer à Líbia e a outros países que patrocinaram grupos separatistas revolucionários cujo objectivo sempre foi a instalação de PRECs e não de pátrias antigas e originais.
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De Meister Von Kälhau a 06.06.2018 às 21:50

Talvez....

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Tráfico_de_drogas_pela_CIA

A invasão do país pelos Estados Unidos não diminuiu o problema do ópio, pelo contrário. A produção registada em 2017 é quase o triplo da contabilizada em 2000, ano que antecedeu o início da operação americana na região, iniciada após os ataques de 11 de setembro de 2001.

A Rússia não compreende a recusa dos Estados Unidos em erradicar as plantações de ópio no Afeganistão, declarou hoje Serguei Lavrov, ministro russo dos Negócios Estrangeiros, durante o fórum internacional "Objetivos de desenvolvimento do milénio na Europa do Leste e Ásia Central".

https://www.dn.pt/globo/asia/interior/russia-critica-recusa-dos-eua-em-erradicar-plantacoes-2046112.html

O Ópio tem pagado no Afeganistão a ajuda americana/europeia, como pagou, no passado as milícias na Nicarágua (Contras). Como hoje o petróleo a paga no Iraque.

https://www.theguardian.com/news/2018/jan/09/how-the-heroin-trade-explains-the-us-uk-failure-in-afghanistan

Quanto à Líbia e Kadhafi:

https://observador.pt/especiais/sarkozy-e-kadhafi-uma-historia-de-negocios-obscuros-aliancas-e-traicoes/
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De V. a 08.06.2018 às 00:08

A linha de mercado negro que vai da Coreia do Norte/Afeganistão/Kosovo e entra pela Europa fora até aos vários kasbahs de Bruxelas e os problemas de droga na América são problemas distintos, a meu ver. Há alguns pontos de contacto, porém, como o facto de a droga ser produzida em larga escala dentro de narco-estados comunistas, como é o caso da Venezuela que é a plataforma de distribuição de droga para todo o mundo capitalista.

(Com o óbvio regozijo de estarem a sacar dinheiro a um inimigo ao mesmo tempo que lhe vendem veneno e o procuram destruir — mas do qual dependem para sobreviver porque eles sozinhos não sabem produzir nada a não ser assassinos e gente esfomeada — tudo gente porreira, portanto)
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De Mário Gonçalves a 05.06.2018 às 20:53

Um assunto que merecia que os pensadores e filósofos (?) se pronunciassem, nos ajudassem a perceber, a aceitar.

Nem vale a pena referir a celebridade de Hitler ou Estaline, ou mesmo Beria, Pinochet, Pol Pot... Alguém conhece um escritor, pintor, poeta, cambojano? Não. Mas Pol Pot, sim: fez História. Bolas. São poucos os Imperadores Romanos que o vulgo conhee: mas Nero é um deles (e se calhar por motivos falsos).

Por tudo o que diz, é gratificante matar, quanto mais ou quanto mais importantes pessoas melhor. Garante um lugar na memória. Provavelmente, é um crime lesa-humanidade que a História - os historiadores - deveriam corrijir, apagando as referências a essa gente. Mas outros dirão que matar, ser assassino, mesmo por simples procura de celebridade, é uma forma de humanidade. Os animais não matam para ser recordados.

Já pensei nisso, devo dizer. No sentido em que tentei 'sentir' o gozo que me daria, em desespero, sair para a rua aos tiros, ter a primeira dos jornais no dia seguinte. Fazer-me explodir em fogo de artifício junto a um mercado. Que diabo, só me faz medo e uma sensação de vácuo, negrura, abismo...vómito...

Mário R. Gonçalves
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De Pedro Correia a 05.06.2018 às 21:38

É de facto uma questão que nos faz pensar muito. A inversão de valores em toda a medida. Com o beneplácito do sistema mediático dominante.
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De singularis alentejanus a 05.06.2018 às 22:25

É preciso não esquecer que a história dos USA assenta na ponta de um Colt ou de uma Winchester, usadas por deportados brancos da Europa.
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De Mário Gonçalves a 05.06.2018 às 23:19

Sim, mas indo por ai, então em que assenta a história da Península (mata-mouros, mata-bruxas), dos nobres colonizadores (mata-pretos, mata-aborígenes, mata-incas e mata-aztecas)... não acaba mais. Que me lembre, a única invasão de território que não deu morticínio foi a do ártico polar - os esquimós foram poupados.

Mas penso que o que está em causa neste post é apenas matar para ganhar celebridade mediática e posteridade.
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De V. a 06.06.2018 às 00:47

Curiosamente, quando Portugal deixou o Brasil os índios estavam lá todos. E as florestas também. Intactos. Agora é que estão a ser exterminados. Tal como as cidades — que eram bonitas e agora são bairros de lata. Ora tente lá descobrir porquê.
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De Meister Von Kälhau a 06.06.2018 às 08:22

Todos não direi....havia por lá uns Bandeirantes tramados.

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De Anónimo a 06.06.2018 às 15:02

É caso para dizer que os britânicos "were not sending their best". E o mesmo se pode dizer dos portugueses, espanhóis, franceses, belgas, alemães, etc.
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De Anónimo a 06.06.2018 às 15:28

Será que quem matou Robert Kennedy foi essa pessoa????
Pelo que li, posso estar errado, foi um tiro na nuca que o matou e esse palestiniano esteve sempre na frente de Robert, nunca pelas costas e tinha uma pistola que disparava somente 8 tiros e numa gravação ouve-se 13 tiros...
Talvez a historia seja diferente do que está a escrever. Muitos "ses" nas tragicas historias dessa familia.

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