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A festa do caminho para a pobreza

por José António Abreu, em 02.08.16

Hoje elegemos aqueles que prometem gastar mais e prometem conseguir da UE a autorização para nos tornar mais pobres. O facto do senhor alemão nos emprestar dinheiro para gastarmos mais no Estado, não nos faz mais ricos, faz-nos mais pobres. Mesmo que parte desse dinheiro que pedimos emprestado para pagar o Estado nos venha a beneficiar, vamos ficar a dever a totalidade desse dinheiro. Na verdade, só parte do dinheiro que gastamos no Estado beneficia o país e, no entanto, o país assume a totalidade da dívida. Tal como no passado o escudo desvalorizava nas nossas carteiras, hoje os euros que temos vão desaparecendo porque ganhamos alguns, mas ficamos a dever muitos.

(...)

Mas se estarmos no euro e não termos moeda própria criou este efeito de pedirmos aos nossos políticos para que nos tornem mais pobres e ataquemos os comissários europeus que tentam impedi-lo, há um efeito que, não sendo positivo, é esperançoso para os nossos filhos. Esse efeito é que a dívida que está sobre a cabeça dos nossos filhos, resolve-se em 30 anos, mas também se resolve em 250 km. Como os filhos de milhares de pessoas neste país que deixaram de ter este problema porque foram trabalhar para outras zonas desta economia que vai de Lisboa até Vilnius. Aos poucos, Portugal vai desaparecendo da frente do Estado português. A maioria já nem vai votar porque, na verdade, é irrelevante para as suas vidas. E muitos começaram já a usar o facto de serem europeus para mandarem Portugal para trás das costas. Este povo que faz força por ser pobre, felizmente tem filhos que recusam sê-lo. Se é verdade que vamos empobrecendo porque vamos criando uma dívida ao mesmo tempo que trabalhamos e isso não nos afeta no imediato, para quem está a começar a vida isso funciona como um tampão, porque uma sociedade que vive para pagar impostos, não tem empregos. A nossa recusa em aceitar os conselhos da comissão europeia, leva-nos aquilo que de mais importante temos: o futuro.

Por isso estamos mais pobres a cada dia que passa e é por isso que os senhores da comissão insistem connosco. E não estamos mais pobres por azar, estamos porque merecemos e escolhemos. O mesmo ministro das Finanças alemão disse há umas semanas que a sua maior preocupação era Portugal. E isso é bom, que ele se preocupe connosco. O mau, é nós não nos preocuparmos nada e continuemos a fazer festas porque vamos para mais pobres. O lado positivo da coisa é que pode ser que os nossos filhos venham visitar os pais cá na terra. Talvez por altura das festas…

João Pires da Cruz, no Observador.


13 comentários

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De jo a 02.08.2016 às 20:03

Quem ouve esta gente não os leva presos.
Qual foi a redução da dívida conseguida com o programa de austeridade?
E o défice não devia ser 2% em 2015?
E o crescimento não ia ser 4% ao ano a partir de 2015?

O dinheiro que foi pedido emprestado para salvar bancos foi culpa do Estado?
Quem foi responsabilizado criminalmente após várias falências gigantes, algumas delas com acusações de fraude?
Quais foram os negócios ruinosos que foram revertidos?
Diminuíram os salários e facilitaram os despedimentos para as pessoas não emigrarem?
Não chegaram a propor criar ajudas logísticas do Estado à emigração?
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De JgMenos a 03.08.2016 às 01:19

Tanta interrogação para evitar uma pergunta: porque não podem ser despedidos os funcionários públicos se o seu empregador está falido?
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De jo a 03.08.2016 às 22:32

O número de funcionários públicos diminuiu e muito. Ou houve um genocídio ou houve despedimentos.
Claro que pode dispensar mais médicos, enfermeiros, bombeiros, professores, soldados, polícias, juízes.
No limite faz o trabalho deles que fica muito bem feitinho.
A quantidade de cravas que quer que os funcionários públicos trabalhem de graça e que os serviços mantenham a qualidade é impressionante.
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De JgMenos a 06.08.2016 às 17:42

Bl+a, bl+a...resposta à pergunta: NADA!
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De da Maia a 03.08.2016 às 02:16

Ainda que falte o vocalista Carrapatoso, e o solista Vaz Guedes, o Bando dos Carrapatos anima sempre as festas de Verão.

As "Boys Band", têm mais jeito para "Boys" do que para "Band". Se fossem "Band" tinham mesmo que tocar qualquer coisa.

São Boys que não vivem do Estado em primeira mão, vivem em segunda ou terceira... ou seja, dos negócios que têm através dos amigos que têm no Estado.
Não são o Boy da arena, são as vacas leiteiras que o convencem a ir para o curro.

Soa a paleio de taxista, mas com a Über Alles é apenas sintonia em música programada.
Nos bancos, por trás, soa o castiço Fado das Consultoras.
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De Daniel João Santos a 02.08.2016 às 22:05

aceitar os conselhos da União Europeias: mais austeridade? mais cortes? mais pobreza? Conselhos como os do FMI que agora o próprio diz que foram errados?
O pior, para muitos, como o citado no texto, será se esta geringonça acertar no menos 3 por centos sem cortes adicionais. Depois, será a altura de ver quem dá o braço a torcer.
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De JgMenos a 03.08.2016 às 01:26

Mais um que combate a pobreza com dívida.
Quanto aos 3% basta que estejam quietos em tudo menos a aumentar impostos como fizeram (excepção ao pagamento dos votos) e vão continuar a fazer.
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De Nuno a 03.08.2016 às 10:01

Ao fim de anos com o FMI cá e a malta ainda não sabe (ou não quer saber) como aquilo funciona.

O FMI não diz nada disso. Um centro de estudos fez um estudo preliminar para o FMI onde se discute que talvez algumas das políticas aplicadas não tenham sido as melhores.

Já aconteceu meia dúzia de vezes e surgem sempre parangonas a dizer que "o FMI admite que errou", que se reflectem em muito pouco em termos das avaliações e do acompanhamento que o FMI faz aos países.
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De lucklucky a 05.08.2016 às 05:50

"aceitar os conselhos da União Europeias: mais austeridade? mais cortes? mais pobreza? Conselhos como os do FMI que agora o próprio diz que foram errados?"

Mais uma vez as mentiras do jornalismo enganam as pessoas. O FMI não disse nada disso. Aliás não disse nada.

Que tal ir ler o estudo e ver a letras do disclaimer que diz que não é a opinião do FMI?
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De JgMenos a 03.08.2016 às 01:31

Uma boa análise que exprime perfeitamente o oportunismo abrilesco que se abaterá sobre as novas gerações.
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De Vento a 03.08.2016 às 11:26

Vamos lá então ao primeiro apontamento. Na realidade o senhor alemão lá vai mandando brasa com os dinheiros que envia. Porém, o dinheiro que é enviado, sabe o senhor alemão e devia saber quem escreve, está aí para evitar o que acontece com as águas paradas. Isto é, evapora-se e ganha sais venenosos.

Assim sendo, ao senhor alemão, para sua sobrevivência, não lhe resta alternativa que não a de aceitar esta situação. Para ele é melhor receber juros, e aumentar a dívida, a não receber nada. Portanto, interessa-lhe a pobreza que gera. No entanto, é-lhe conveniente que no meio de tanta pobreza haja alguém que fique um pouco menos pobre para poder pagar os juros. Condição esta que vem sendo enaltecida por quem anuncia a festa de uma pobreza que vem a caminho e que, no entanto, já aí está há bastante tempo.

Fiquei também a saber que o futuro só existe se seguirmos os conselhos da comissão europeia. Acrescenta-se ainda que os filhos deste povo, recusando-se a ser pobres (infere-se aqui que a pobreza já existe e não vem aí), lá vão emigrando. Bem, parece-me que estamos a viver a saga portuguesa dos anos 50, 60 e 70, anos estes em que só ficava em Portugal quem era miserável, rico e/ou hipotecado ao estado e aos padrinhos de outras actividades. Sendo estes últimos uma espécie de classe de guardas da moral e dos bons costumes. Estou certo ou estou errado? Portanto, só emigrava quem não queria ser pobre, os outros ficavam, mais alguns, muito poucos, que contestavam.
Parece-me que são os filhos dos tais guardas da moral e dos bons costumes que hoje se arvoram na mesma condição e gritam em nome de seus filhos a condição que lhes ofereceram, se outra melhor, entretanto, não surgir numa qualquer viela tradicional onde as quotas de empregos são atribuídas.

Aparentemente quem escreve ou é rico ou está remediado. E se não é rico ou remediado é um pobre que gosta de viver em Portugal, ou, em última análise, alguém que corre alegremente para a meta da pobreza que anuncia vir por mãos de outros, mas que já foi oferecida. Talvez eu esteja errado, e antes perante um amor cego que se contenta com uma cabana.
Vivá festa! Vivó amor!
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De ariam a 03.08.2016 às 19:30

Enquanto não houver um número suficiente de pessoas que "acordem" e vejam qual é a estratégia deste globalismo onde estão, propositadamente, a empobrecer todas as populações a nível global, nesta Agenda 21 que não passa do controlo do Mundo por menos de uma centena de pessoas, onde os políticos passaram a ser marionetas para endividar os países até conseguirem que os cidadãos, do sol à água, já não haja mais nada onde cobrar e passem a ser, apenas, escravos de Corporações (neste caso é bom saberem que apenas 4 já controlam tudo).

Quanto à comida, em nome da treta climática e da sustentabilidade (para quem?), as Nações Unidas vão passar a controlar todos os Oceanos e Todos os seus Recursos e quanto a comer carne já andam a estudar o aumento de preço para ser insustentável a sua compra pelo cidadão comum mas, seja da habitação que querem reduzir ao mínimo e taxar ao máximo, amontoar-nos nas cidades, a água que o World Bank quer privatizar e ser controlada a nível Global, não esquecendo ID ou seja, não haver ninguém sem identificação (como o gado), portanto, nem compreendo o porquê de tanta gente ter morrido na 2ª Guerra Mundial, o Hitler queria controlar o Mundo, agora, acham muito natural, 4 Corporações a nível global irem a caminho de conseguir o mesmo resultado. Google: http://www.forbes.com/sites/brendancoffey/2011/10/26/the-four-companies-that-control-the-147-companies-that-own-everything/#189b97757f3b

Quando sabemos que dentro de meia dúzia de anos, a tecnologia conseguirá reduzir os postos de trabalho a um nível nunca antes visto, se ainda não perceberam, basta ouvir a elite do 1% repetir constantemente que há demasiada gente no Planeta, se calhar andam todos a olhar para as consequências mas, completamente cegos quanto à Causa de todos os males e, ainda agora, vamos só no início porque vos garanto que não faltará muito, para acharem que têm muita sorte, se arranjarem um trabalho em troca de um prato de comida, provavelmente, geneticamente modificada e cheia de químicos, graças a Tratados onde nem os países podem pôr as Corporações em Tribunal e ainda vão ter de pagar sansões se essas Corporações tiverem prejuízo ou seja, podem envenenar-nos à vontade e se nos recusarmos a comer porcarias, pagamos multas (mas sobre esses Tratados, há muito tempo que deixei links mas, o futebol é muito mais importante porque poucos reagiram à leitura de tanta barbaridade que aí vem).

Nunca esquecer que o Terreno para o 1º edifício das Nações Unidas foi doado pelos Rockefeler, o nosso 1º ministro não faltou às reuniões do grupo bilderberg ou como pensam que se arranjam tachos nas Nações Unidas ou na goldman sachs? A defender os interesses dos cidadãos? Estão todos a dormir? No mínimo devem saber somar e, ainda hoje, deu nas notícias que só as obras do Mercado do Bulhão vão custar 27 Milhões, obras em Lisboa 27 milhões, mesquita 3 milhões... 120 milhões, 200 milhões, 60 mil milhões... aqui dá vontade de dizer um grande palavrão porque os portugueses são apenas 10 milhões, onde raio pensam que, com tanta dívida, somos propriedade de quem?

Sobre este New World Order, Nações Unidas e Agenda 21, informação não falta (por enquanto, a net vai passar a ser do tipo chinesa, só coisas que "não nos traumatizem") e, há mais de duas décadas, eram chamados de maluquinhos das conspirações aqueles que nos tentaram avisar, agora, tornou-se tão óbvio que só os estúpidos, os que continuem "com a cabeça enterrada na areia" ou os que nem querem pensar nisso, à espera que o male passe ou que aconteça um milagre, bem podem votar onde quiserem que, por aí, já não há saída. E, se estão à espera que as notícias vos informem da Verdade, perto de 80% da informação que vos dão "a comer" já é controlada a nível Global, pelos que controlam o dinheiro.

Nada acontece por acaso, nem sequer a islamização da Europa e, o pior, vem aí "a galope" porque os EUA, o último bastião da liberdade está prestes a cair nas mãos colectivistas que vão entregar, "de bandeja", o poder Total à elite do 1% e, ficarão felizes, Todos os colectivistas terrestres porque, finalmente, ficaremos todos iguais, pobres e, sem classes, todos escravos, excepto os que sabem, muito bem, o que andam a fazer e a tentar arranjar um lugarzinho, bem pago porque a elite paga bem à sua criadagem.

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