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A fé

por jpt, em 13.04.19

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Eis o homem, ocorre-me dizer, no meu ateísmo, e nisso vou indiferente a que possa parecer uma (quase)blasfémia aos crentes - será apenas problema deles. Encontro isto no FB enquanto leio alhures (via Corta-fitas) dois profundos textos do Papa Bento XVI sobre abusos sexuais internos à sua igreja. Nesta conjugação mostra-se um momento difícil mas grande para os vizinhos católicos (e, espero, para uma democracia-cristã europeia, que vai indo invisível e talvez moribunda).

Isto resolve, no imediato? Pouco valerá. Os "senhores da guerra" adiarão por umas semanas as suas induções de execuções. E os prelados malévolos masturbar-se-ão um pouco mais nos próximos meses, dando alguma folga às suas vítimas. Depois tudo continuará.

E entre a gente comum continuará o fel, o seu império. Encontro esta foto num mural-FB: sobre o acto de Francisco o primeiro comentário é de um moçambicano, vituperando o acto, "ele que vá fazer isso ao Trump e outros ..." (outros brancos, claro), e segue num discurso completamente racista. E sobre um dos textos de Bento XVI (esse que todos os cultores do transgenderismo e outras transumâncias identitárias que surjam algo exóticas chamam Ratzinger, neste caso recusando a mudança identitária, e assim negando tudo quanto peroram, e até profissionalmente, tão ufanos seguem na sua mediocridade) logo leio textos de blogs comunistas deturpando-lhe, por reducionismo aleivoso, o conteúdo para o poderem aviltar.

Ou seja, vale a pena beijar os pés a esta escumalha, o intelectual burguesote português tão cioso de si, o racista moçambicano, os títeres sudaneses, diferentes no local mas iguais na miséria que são? Não. Nada os vai mudar.

Mas é isso a fé. Crer no inexistente. De vez em quando fica bonito. Este é um caso desses.

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10 comentários

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De kika a 13.04.2019 às 15:36

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De Bea a 14.04.2019 às 09:35

Acreditar é crer no invisível e não no que não existe. E a humildade do papa ao beijar o chão simboliza exactamente isso, o reconhecimento de si como homem, a compreensão da sua pequenez face ao infinito.
Julgo que nenhum chão é beijado em reconhecimento do poder ou do louvor de outros homens e nem por amor a eles. Além do mais, a aspiração do bem é força que não desanima em face dos erros humanos e antes se fortalece e faz necessária.
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De kika a 14.04.2019 às 12:48

Peço desculpa, o Papa não está a beijar o chão...
Está a beijar os sapatos da outra criatura.
Em breve andamos todos de rabo no ar .
Eu nunca o farei um circunstância nenhuma.
Uma imagem bem triste. Voltamos à idade das trevas.
A meu entender tudo isto é de uma palhaçada e hipocrisia
sem nome. Será que não podem dialogar?
Parece Fátima... tudo a rastejar .
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De Bea a 14.04.2019 às 21:33

Não me parece Fátima. É compreensível que o não faça, mas também nunca chegará a ser papa.
E o papa Francisco não é hipócrita e nem rasteja. Os rastejantes são os bajuladores, os que praticam crimes de colarinho branco e seguem de nariz empinado e sem remorso, os abusadores de crianças, os que praticam violência sobre quem é menos e não pode ou não sabe defender-se. Esses, para mim, são os vermes, aqueles que eu não quereria ser nunca.
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De Anónimo a 15.04.2019 às 15:25

Estarei incluída nessa categoria?
Mesmo que para si seja um verme, ainda consigo interpretar uma imagem que me é dada . O Papa que faça o que lhe der na real gana . ( desculpe a vulgaridade) , o problema é ser o chefe das ovelhas , vive bastante
exposto ao olhar do Mundo .
Até fui simpática e não abordei outros aspectos bem mais incómodos .
Adeus porque tenho pressa de entrar no meu buraco.
Os que tentam andar de cabeça erguida são atacados e discriminados . Acredite que me é completamente indiferente o que os outros possam pensar .
Isto de não entrar no pensamento único tem os seus inconvenientes.
Se em Fátima já ninguém rasteja , é uma excelente notícia.
Passar bem e nada de se sentir ofendida , que direi eu que a seu ver não passo de um verme ! 👀
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De kika a 15.04.2019 às 16:24

Anónima kika
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De Bea a 17.04.2019 às 01:15

Não creio que esteja incluída nessas muitas alíneas, mas como não a conheço não posso ter certezas. O facto de as pessoas serem livres e divergirem da minha opinião não faz delas vermes. Como aliás deve ter lido. Mas, quem pensa diferente e o sabe, tem de aceitar as consequências. E mesmo que não aceite, elas não deixam de existir.
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De kika a 17.04.2019 às 21:00

Eu não teria respondido melhor
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De Vento a 14.04.2019 às 11:29

Muito bem, uma posta oportuna vinda de um ateísta que busca o Hodos (caminho ou caminhos) do cristianismo para nortear sua vida e crença. Permita-me que faça uma abordagem ligeira - isto é, sem recurso a documentos conciliares e outros - para expressar meu pensamento.

Na realidade confundiu-se "autoridade da Igreja" com autoridade dos bispos e dos sacerdotes e etc e tal. Na Boa Nova ou Boa Notícia, isto é, no Novo Testamento, aborda-se esta semântica (autoridade) como atributo único, novo e especifico de Jesus: "Quando Jesus acabou de pronunciar estas palavras, estavam as multidões atónitas com o seu ensino. Porque Ele as ensinava como quem tem AUTORIDADE, e não como os mestres da lei." (Mateus 7, 28-29).
Portanto, a autoridade de Jesus, expressa em seus actos - sinais -, e manifesta em sua palavra e nos resultados de suas palavras, não se encontrava amordaçada aos códigos da lei e às perversas doutrinas morais, cujas práticas dos doutores da lei e de muitos fariseus não as consubstanciavam, e eram, e são ainda, dirigidas com intenção libertadora/purificadora da condição e realidade em que a Pessoa se encontrava e ainda encontra.
O mais belo exemplo para corroborar esta autoridade, para não ir buscar os milagres extraordinários que tanto incomodam os fariseus, isto é, o(a)s avançado(a)s civilizacionais desta época que vivemos, que por lá e aqui pululam, centra-se no episódio da mulher adúltera (distinga-se adultério de prostituição. A prostituição era consentida, moralmente reprovável, mas também dava jeitito a alguns doutores da lei e fariseus e demais. O adultério já era matéria de lei e de lapidação). Adiante.
No referido episódio encontra-se a seguinte narração: "Porém Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2 E, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava. 3 E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. 4 E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio acto, adulterando, 5 e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? 6 Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. 7 E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. 8 E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. 9 Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. 10 E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 11 E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não PEQUES MAIS." (João, 1-11).

Não sabemos o que Jesus escreveu na areia. Podemos especular dizendo que deve ter-lhes mostrado, através do que escreveu na areia, para não os embaraçar dizendo-lhes de viva voz, muitos dos "pecaditos" que haviam cometido, o que os fez retirar em silêncio e evitou que a lei fosse executada (esta acção em si mesma não só revela autoridade como também um grande milagre: a lei foi vencida). Mas também podemos interpretar que o DEDO de Jesus poderia estar conotado com o DEDO de Deus, como aqui se expõe: "Êxodo 31,18: Quando ele terminou de falar com Moisés no Monte Sinai, entregou-lhe as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra escritas pelo DEDO de Deus.
Deuteronómio 9,10: Deus deu-me então as duas tábuas de pedra, escritas pelo DEDO de Deus.", para lembrar-lhes que a lei não só dizia para "amar o próximo como a si mesmos" como também nela constava: "Não matarás".

Fim da Primeira Parte
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De Vento a 14.04.2019 às 11:38

Segunda Parte

Em conclusão da matéria sobre o significado de "Autoridade", permito-me acrescentar que o "BOM PASTOR", termo aplicado a Jesus, é Aquele que serve de alimento para as ovelhas e não o que se alimenta das ovelhas. Alimentar este de ovelhas, que hoje se pode conotar também com os políticos fariseus que se encontram em Portugal, na Europa e no Mundo. Mas também com os cientistas que surgiram em substituição dos doutores que outrora vagueavam por estas paragens.
Sabendo disto, desta nova era, muitos pastores, padres, bispos das diversas confissões cristãs, sabendo-se em perda e também para se armarem em cientistas, atrelaram-se a estes novos cientistas; e os "pequeninos", termo cuja conotação está bem expressa na reflexão do Papa Emérito Bento XVI, continuaram e continuam a ser alimento de uns e de outros.
Felizmente os movimentos de leigos, como exemplo o que ocorreu na Faculdade de Duquesne, surgido nos EUA em medos de 60, permitiu que a acção do Espírito Santo fosse levada às diversa igrejas, em particular à Católica, à sociedade e aos "pequeninos"; e assim pudesse acontecer um Novo Pentecostes por todo o mundo. Pentecostes, ou Shavuot, o quinquagésimo dia, é algo que se celebrará imediatamente a seguir à Páscoa.

Vergar-se e lavar os pés, beijando-os, como Jesus fez com seus discípulos, no médio oriente era um sinal de grande humildade, isto é, de serviço; e Jesus deixou claro que quem quisesse ser o maior no Reino de Deus deveria fazer-se o menor de entre todos. Terminando, ser "Bom Pastor" não só indica ser alimento para as ovelhas, por isto Jesus nasce em uma manjedoura, como também estar ao serviço das ovelhas, libertando-as de toda a espécie de escravidão. A sarça ardente que Moisés viu no monte encontra-se hoje espelhada na Cruz que nos fala não da Ressurreição mas do Ressuscitado.
Quem tiver ouvidos e olhos, escute e leia.
FIM

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