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A Europa rendida ao medo (2)

por Pedro Correia, em 24.01.15

Dieu[1].gif

 

O cartunista belga Philippe Geluck, talvez já farto de caricaturar Deus, apressa-se a jurar que jamais desenharia Maomé para não ferir a fé islâmica. Uma forma peculiar de homenagear os seus colegas do Charlie Hebdo, assassinados faz hoje 17 dias.

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30 comentários

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De Vento a 24.01.2015 às 12:18

Mais um que se junta às vozes do bom senso. Com o devido respeito, Pedro. Sei que ao meu amigo não lhe falta bom senso, está somente um pouco equivocado.
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De Pedro Correia a 24.01.2015 às 12:34

"Bom senso", neste caso, é um eufemismo de medo - daí o título que dou a esta série. Cartunista com medo fará melhor em dedicar-se a outro ofício. Os que foram assassinados há 17 dias teriam todos os defeitos do mundo. Mas não tinham medo. E pagaram com a vida por isso.
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De Vento a 24.01.2015 às 12:51

Então concorda comigo que ambos agiram em plena liberdade; não?
Se se vê isto pela perspectiva do medo, os que os eliminaram também foram heróis, porque não tiveram medo e enfrentaram a morte. É isto que quer dizer, Pedro, ou só se aplica aos cartunistas?
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De rmg a 24.01.2015 às 13:27


Caro Vento

Não o compreendo, cada vez o compreendo menos.
Defeito meu, decerto.

Lamento-o sinceramente, como imagina dadas as nossas conversas passadas.
E que passadas são.
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De da Maia a 24.01.2015 às 19:56

Caro RMG, concordo consigo.
Pelo que li, o Vento semeou ali um vendaval, que é melhor deixar passar a Tempestade.
Está a soprar numa estratosfera própria que nunca poderemos alcançar - a sua cabeça. As suas palavras nunca as poderemos compreender. Como dogma, de que o vazio é maior que a substância, será sempre defeito nosso.
Mais umas imagens do Sun, e isso passa...
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De rmg a 24.01.2015 às 21:34


Caro Da Maia

Gostei muito de o reler por cá, tem feito falta com as suas análises terra-a-terra, isto tem andado cheio de teóricos.

Reconheço a inteligência e a cultura do Vento mas cada vez o compreendo menos, como disse. É assim.

De facto no caso das imagens do Sun é indiscutível que a substância é bem maior que o vazio.

Abraço
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De da Maia a 25.01.2015 às 15:30

Caro RMG, não há como missivas terra-terra para saber quem tem os pés assentes.
Ao prazer de nos voltarmos a escrever. Abraço.
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De Vento a 24.01.2015 às 22:57

Tive oportunidade de explicar, e reitero, que em matéria de liberdade existe o livre-arbítrio. Este livre-arbítrio sobrepõe-se a lei. Quando mal usado podem acontecer desgraças.
No caso concreto, desde antes de 2009 existia uma contenda, que chegou a tribunais, entre membros da comunidade islâmica e a CH. Esta contenda também levou a que uma vez a sede da CH tivesse sido incendiada, como aviso. A razão evocada por membros da comunidade islâmica centrava-se nas ofensas à sua crença pelas caricaturas ousadas que a CH publicava. Recordo que uma dessas caricaturas apresentava o traseiro nu do profeta, o que indicava um acto de sodomização.

Voltemos agora à liberdade e ao livre-arbítrio. Se eu estiver consciente que o meu acto perante a fé de outro pode ocasionar a desgraça que ocorreu, então eu sou responsável por todas essas consequências também, ainda que caucionado pela lei. A lei não liberta.
Por outro lado, se tivermos em conta que estamos no domínio das convicções, o acto dos carrascos às pessoas da CH também traduz a sua liberdade. Só que este acto, segundo suas convicções na questão em apreço, não lhes confere a mesma gravidade que nós conferimos a um acto de morte aqui no Ocidente. E o seu fim, isto é, a sua morte é considerada como de mártires que serão recompensados no Além.

Se estamos perante duas culturas que supostamente deviam conviver com base no respeito mutuo, eu concluo que ambos quebraram gravemente este princípio. Logo, ambos foram livres e destemidos na luta que travavam, e as consequências são a reprodução desta liberdade que lhe dou conta.

Por outro lado, entendo que perante estes princípios, e sabendo como a natureza humana também reage, considero um acto de bom senso não provocar o que não se deseja.
Os autores do atentado eram franceses, e como franceses que eram era-lhes também devido o respeito pela sua fé e crença.

Será necessário esmiuçar mais para me fazer entender?

Finalmente, o meu comentário centrou-se em torno da perspectiva do Pedro; e eu volto a colocar a mesma questão.
E tudo quanto comentei em torno desta ocorrência, mantenho no CONTEXTO EM QUE O FIZ. A minha liberdade dá-me autonomia para compreender o que é a minha cultura e o que são as demais culturas, e também distinguir os erros de ambas. E não considero que a minha deva ter uma postura imperialista face às demais, e ainda mais quando essas outras também convivem porta com porta.
Acrescento que não possuo a mesma perspectiva perante as mortes dos membros da comunidade judaica em França. Nenhum deles provocou essa ocorrência.
Refiro-me e sempre me referi somente à questão da CH sem legitimar qualquer acto de um ou de outro lado (interpreto somente as circunstâncias e procuro demonstrar aquilo que parece ninguém querer falar. Também à vida e convicções do outro lado). Mas também não acredito em mártires deste tipo de liberdade de expressão. Isto é tão fundamentalista quanto é o fundamentalismo oposto; e se não mata pode levar ao crime. Mas crenças são crenças, e quem sou eu para dizer como se deve morrer e viver por elas (?). Eu partilho conceitos, não imponho atitudes.
Se entender que as conversas são passadas, não responda. Eu, até que me demonstrem o erro nestas apreciações, não sairei daqui um só milímetro que seja. Não sou homem para pseudo-indignações. E espero que este infeliz fim possa levar a reconsiderar posturas.

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De rmg a 24.01.2015 às 23:39


Caro Vento

Agradeço a sua resposta.

Também não sou dado a pseudo-indignações nem sou dado a vastos conceitos filosóficos, acho que já sabia disso, não tive e não tenho nem vida nem jeito para tal.

Como conheço o CH desde sempre, isto é, desde que sucedeu ao Hara-Kiri que eu também conhecia e cheguei a coleccionar (a minha 2ª língua "materna" é o francês) posso afirmar que não cheguei ontem a este "filme" nem vou saír dele amanhã.

E que não comungo portanto de todas as indignações que vão por aí, ainda que comungue de algumas menos mediáticas.

Mas também não o compreendo a si e, como não o compreendo, não posso sequer concordar ou rebater nas ideias, como é óbvio.
Como não me deixo ficar pelas suas conclusões e quero tirar as minhas, fico sempre com a sensação de que tiro uma conclusão à 1ª leitura e uma outra à 2ª leitura.

Portanto: defeito meu.
Era só isso.

Abraço

PS - Vivo numa zona de Lisboa que me permite descer a pé à Baixa e tomar o meu café da manhã, calmamente, numa ruazita da Mouraria, o que faço todos os dias que cá estou (metade do mês).
Suponho que o único não islâmico que lá entra sou eu.
Falo a toda a gente e toda a gente me fala mas, curiosamente, acabo a receber "lições de convivência" de conhecidos que encontro no Chiado mas a quem nunca passaria pela cabeça meterem-se por aquelas ruelas e cafés.

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De Vento a 25.01.2015 às 21:19

Caro rmg,

ao menos chegou a uma conclusão a respeito do que penso, não me compreende no pensar.
O meu caro fala com muita gente, mas eu também vivo neste mundo:

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/soldados-do-califado-7005026#comentarios

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/a-guerra-contra-o-terror-7020853#comentarios

http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-mundo-complicado-7023357#comentarios

Vá lendo o que eu penso.

Gostaria de dizer-lhe que não é meu hábito dar muitas oportunidades a respeito do que penso. Considere este meu gesto como um acto de memória passada e uma prova de respeito.

P.S. A zona em que vive conheço eu muito bem de olhos fechados, e Lisboa, assim como outras terras do país, com a palma das minhas mãos.

Abraço
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De lucklucky a 25.01.2015 às 03:38

Já esmiuçou tudo bastas vezes, já sei que é a favor do terrorismo islâmico.

Será também a favor desde as vergastadas até à pena de morte no caso de ofensas contra o Islão, afinal está num patamar acima, é dado por tribunal.

E legitima o ataque terrorista contra os cartoonistas cada vez que escreve, acabou agora de o fazê-lo como você bem sabe, a não ser que sofra de dissonância cognitiva.

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De Terry Malloy a 24.01.2015 às 15:28

É evidente que os terroristas não tiveram, nem têm, medo. É, manifestamente, uma dimensão em que têm superioridade de forças relativamente aos povos ocidentais.
Não ter medo, contudo, não se confunde com heroicidade. Terão outros defeitos, possivelmente.
Tal como o cartoonista belga terá muitas qualidades, certamente. Mas ao divergir de critérios por causa do medo - o Deus católico ridiculariza-se, porque os beatos não ferem ninguém, em Alá não se toca - comporta-se cobardemente.

Claro está que se comporta cobardemente em plena liberdade. Muitos homens haverá que não terão incómodo algum em serem - e em que os outros constatem que o são - cobardes.
Não é motivo de preocupação - cá estarão outros, mais valentes, para os defenderem.
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De Anónimo a 24.01.2015 às 15:35

Não ter medo é virtude ou defeito?
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De Pedro Correia a 24.01.2015 às 22:25

Virtude é ter coragem. Como Churchill teve, na década de 30. E em 1940 ao assumir a defesa do mundo livre contra a besta totalitária.
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De Marquês Barão a 24.01.2015 às 12:30

Ponho-me a pensar tentando perceber argumentos distintos e até contraditórios que possam dar sustentação, no mínimo racional, á condição assumida sem peias por uns e outros de ser ou não ser charlie . Saiu-me disparada a ideia de levar á prática um exercício de liberdade de expressão quase caseiro, para testar a aceitação desses limites pelo comum dos mortais. Ao passar por alguém com falta de cabelo que conheça só de vista ou nem ao menos isso, valendo-me de uma quadra do poeta Aleixo atiro: “Uma mosca sem valor, poisa com a mesma alegria, na cabeça de um doutor, como em qualquer porcaria”. Veremos o que me vai acontecer.
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De Vento a 24.01.2015 às 13:22

Por que havia de lhe acontecer alguma coisa, Marquês? Não será mais fácil acrescentar: Há por "aí" muito doutor que nesta e outras matérias necessita dar os passos das primeiras letras.
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De Marquês Barão a 24.01.2015 às 20:13

As facilidades ficam entregues ao Vento, e a primária também.
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De Vento a 24.01.2015 às 12:45

Na realidade Deus criou o Homem à Sua imagem e semelhança. Mas uns são mais Homens que outros, aqueles que aceitam que a Palavra se faça carne. Na realidade há uma condição humana e uma condição divina; e na mistura das duas se faz Pessoa.
Uma coisa é ser humano outra é ser Pessoa. Alguns ateus e agnósticos, que julgam entender destas coisitas, nada mais reflectem que a sua pouca evolução. Associado a estes, surgem também na esfera do cristianismo outros dois tipos de crentes: os que crêem na lei, no fado e no literalismo bíblico e os que sentindo-se órfãos associam-se a correntes ditas racionalistas para tentar parecer o que não são. São iluminados pela ortodoxia do iluminismo que tem vindo a bater com os burros na água desde o seu aparecimento.

Concluído o comentário aos cartoons de Geluck desejo um bom fim-de-semana.
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De Bacorada a 24.01.2015 às 16:50

Bacorinhos a falar
Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros.
O Triunfo dos Porcos - http://www.infopedia.pt/$o-triunfo-dos-porcos
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De Costa a 24.01.2015 às 13:22

É desgraçadamente uma consequência natural em quem tem por objectivo viver tão tranquilamente quanto possível, cuidar dos seus e procurar ajudá-los a morrer em paz ou a crescer saudáveis (física e moralmente), quando em confronto com aqueles que têm por objectivo morrer num ansiado e glorificado "martírio".

E estes últimos entraram por aqui dentro - ou aqui dentro se criaram - com o objectivo confesso, reiterado e largamente impune de destruir os primeiros.

Parece que os primeiros - nós, masoquisticamente expiando culpas que já não temos e adormecidos em princípios civilizacionais muito louváveis mas estabelecidos para o convívio entre gente minimamente civilizada e que perante eles se curva - ainda não nos demos conta disso: de que o adversário (o "outro", a quem "há que estender a mão" e "procurar compreender", como por aqui leio tão benigna quanto ingenuamente chamá-lo) é na verdade inimigo confesso e a sua noção de civilização não é diferente da nossa; é incompatível. Visa destruí-la e destruír-nos, e não conhece limites no horror a que se acha legitimado.

Infelizmente a cobardia - ou um instinto de contemporização, de fuga ao conflito - que hoje, no tempo imediato, parece defender o nosso dia-a-dia levar-nos-á a seu tempo à cedência de tudo e mais alguma coisa, perante um inimigo insaciável na sua vontade de conquista, à humilhação reiterada (essa já evidente). E se então se quiser - e for ainda possível, claro - repor os valores que temos por nossos na nossa terra, a violência há-de ser, se calhar, necessária em bem maior grau.

Costa

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De da Maia a 24.01.2015 às 20:58

Muito bom.
Quando se trepam pelos limites, nenhum limite chega, até que fiquemos com medo de falar. Haverá sempre ofendidos que tomam qualquer expressão do seu desagrado como ofensa. Se primeiro foram os cartoons, a resposta foi a repressão a simples frases parvas.
Rir é humano, reprimir o humor é diabólico.
Nota: Dar um murro em quem ofende a nossa mãe, também é humano. Mas isso não é reprimir o humor, é apenas procurar refiná-lo.
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De am a 24.01.2015 às 14:17

O que dizer e fazer aos fanáticos criminosos muçulmanos que destruíram as milenares estátuas de Buda no Afeganistão?
Será que Buda ofende Maomé?
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De Pedro Correia a 24.01.2015 às 19:43

Estes maometanos é que ofendem Maomé. Além de ofenderem a espécie humana.
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De Kruzes Kanhoto a 24.01.2015 às 16:20

O homem criou deus. E agora o criador não pode brincar com a criatura...
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De Pedro Correia a 24.01.2015 às 22:27

Criaturas que adoram disparar kalachnikovs não são para brincadeiras.
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De Reaça a 24.01.2015 às 16:26

A caduca Europa si fodeu! Há muitos anos.
O meu ídolo que repousa em Santa Comba dizia que a II Grande Guerra devia terminar antes do dia D sem vencedores nem vencidos.
Mas ninguém ainda hoje, acredita nele.
Paciência!
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De cristof a 24.01.2015 às 16:50

Com esta forma tão peculiar de homenagear não me admira que ao visitar a campa lhe cuspa para cima (figurativamente foi o que fez ao falar assim)
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De Pedro Correia a 24.01.2015 às 19:33

Nem mais. A expressão inicial que me ocorreu foi mesmo essa. Dispensava-se portanto a hipocrisia das horas iniciais deste e de vários outros que choraram lágrimas de crocodilo pelas vítimas do fanatismo homicida para logo virem "justificá-lo". O respeitinho, neste caso, não é nada bonito. É feio, muito feio.
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De Anónimo a 24.01.2015 às 20:14

O problema não é a fé islâmica, porque esses, não são loucos e não cometem barbaridades, em nome dos seus deuses. O problema, são os loucos que querem matança e para tal, usam e abusam da palavra fé. Temos de ter em conta que esses, existem para matar, tal como afirmou aquele português que ontem mataram que dizia: o que mais gosto de fazer, é treinar para matar. Perante, isto ou ficamos no nosso mundo, onde a loucura não atinge a estupidez deles, ou sujeitamo-nos àquilo que não gostamos e aí..................
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De Pedro Correia a 26.01.2015 às 18:15

Esse tal português, pelo menos, não mata mais ninguém.

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