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A Europa rendida ao medo (11)

por Pedro Correia, em 10.12.15

natal-escola-italia-cristao-vida-crista-cristianis

 

Uma escola da cidade italiana de Rozzano, a 30 quilómetros de Milão, só irá assinalar o Natal a 21 de Janeiro, baptizando-o de "Festa de Inverno", sem cânticos nem símbolos religiosos. Motivo? Segundo o director da escola, após os atentados de Paris, isto poderia ser considerado "uma provocação perigosa" para os cerca de 20% de alunos de origem muçulmana matriculados neste estabelecimento de ensino.


40 comentários

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De João de Brito a 10.12.2015 às 18:30

Isto é o cúmulo do medo.
Mas, se os atentados prosseguirem, atitudes do género multiplicar-se-ão.
Deveríamos ter isso em conta, antes de enveredarmos exclusivamente pela via da guerra.
Dialogar, por exemplo, não seria simplesmente ceder à chantagem.
Seria uma atitude inteligente e nobre, por parte de quem também não possui um histórico e uma história impolutos.
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De Pedro Correia a 10.12.2015 às 23:08

Ninguém nos respeitará se não formos os primeiros a honrar e respeitar as nossas tradições.
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De Luís Lavoura a 11.12.2015 às 09:54

O Pedro pode e deve respeitar as suas tradições. Em sua casa.
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 23:25

Fechado em casa? Como se tivesse vergonha dessas tradições?
Não posso sequer assumi-las no espaço público?
Isso é o princípio de qualquer sociedade antiliberal. Ou seja, de qualquer sociedade totalitária.
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De lucklucky a 11.12.2015 às 00:07

É isso João de Brito vamos "dialogar" e assim entregar a representação de todos os Muçulmanos aos tipos do Estado Islâmico.
Brilhante, estás em boa companhia o Mário Soares teve semelhante ideia!

Há pessoas que não aceitam o Não, não aceitam a diferença. Como o João de Brito.
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 00:18

O doutor Soares queria "dialogar" com o Bin Laden.
Faltava-lhe uma Kalachnikov à bandoleira para o "diálogo" ser profícuo.

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De lucklucky a 11.12.2015 às 12:58

Para lá da estupidez cretina de entregar a representação dos Muçulmanos à Al Qaeda ou ao Estado Islâmico e assim ajudar a definir o que é um Muçulmano de acordo com os valores dessas organizações.

Pergunto-me se quem defende o diálogo com gente completamente nos antípodas e que por exemplo cruxifica cristãos que se recusam a converter está só a ser desonesto ou pensa mesmo assim.
O acordo em que consistirá ? em vez de cruxificação corta-se um braço ou uma mão do cristão?

Inclino-me para a primeira. Desonestidade.
Normalmente esta gente nunca defendeu o diálogo com o Ditador Salazar e Estado Novo que não chegavam aos calcanhares da Al Qaeda e do Estado Islâmico.
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De Lufra a 10.12.2015 às 19:14

Tristeza ou será covardia!
Na minha casa mando eu, quem não gostar que não entre!
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De Pedro Correia a 10.12.2015 às 23:08

Tempo de invertebrados, este. De gente que se agacha mesmo quando ninguém lhes pede que façam isso.
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De Luís Lavoura a 11.12.2015 às 09:55

Exato, na sua casa manda Você. Mas a escola pública não é a sua casa.
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 11:30

Você defende o indefensável: cancelar uma festa de Natal para "não provocar os muçulmanos".
Você e os outros "multiculturalistas" politicamente correctos, sempre prontos a aderir à última moda Outono/Inverno, não entendem uma coisa fundamental: os muçulmanos só respeitam quem sabe honrar as tradições. E desprezam profundamente a correcção política que vos serve de bandeira.
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De Luís Lavoura a 11.12.2015 às 11:43

Pedro, acalme-se. Você parece estar muito excitado, o que não lhe fica bem.

Eu não defendo que se cancele a festa para não provocar. Eu defendo que se cancele a festa para não excluir. A festa seria exclusiva, na medida em que 20% dos meninos não estariam nela. Num momento em que se fala de integração é bom evitar festas que são exclusivas.

Quanto a honrar tradições, é claro que sim. Eu honro o Natal, honro a matança do cabrito dos muçulmanos, honro os candelabros judaicos e tudo o mais. Acho bem que cada pessoa mantenha as suas tradições e eu honro-as a todas. Mas essas tradições devem ser honradas dentro de casas privadas ou, eventualmente, em escolas confessionais (em yeshivas judaicas ou madrassas muçulmanas ou escolas católicas, etc). Não em escolas públicas e não-confessionais.
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 12:11

Espero - sentado - que você exija o cancelamento imediato dos feriados religiosos adoptados pelo Estado laico (Natal, Sexta-Feira Santa, Imaculada Conceição, Dia da Assunção de Maria). E um protesto firme e vigoroso da sua parte contra a intenção "confessional" já proclamada pelo PS, PCP, BE e PEV de reposição dos feriados religiosos do Corpo de Deus e Dia de Todos os Santos, suprimidos pelo Governo não-confessional do PSD/CDS.
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De Luís Lavoura a 11.12.2015 às 12:20

Sim Pedro, eu sou a favor da eliminação de todos os feriados religiosos, com a possível exceção do Natal e do Dia dos Mortos (1 de novembro). E sim Pedro, eu protesto contra a intenção desses partidos de restaurar o Corpo de Deus, um feriado ridículo. E já por várias vezes disse isto no meu blogue.
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De lucklucky a 11.12.2015 às 13:14

"Eu defendo que se cancele a festa para não excluir."

Eu defendo que as escolas deixem de organizar jogos de futebol para não excluírem. Os gordos e os caixas de óculos não jogam.
Eu defendo que a Escola deixe de organizar o que quer que seja que implique escolha.
Afinal a Escolha é Exclusão.

Aliás todos devem ir às mesmas disciplinas porque senão existe exclusão.
Quando um tipo estuda para médico está a excluir engenharia. Quando uma criança prefere desenhar está excluir a língua.
Estes miudos ( e miudas e sisters e gays e trans e lorettas- esqueci-me de alguém? ) têm de ir toda para o campo de reeducação para entenderem a Igualdade Totalitária do Lavoura.

Quando virem o Lavoura a escrever qualquer coisa sobre tolerar a diferença já sabem o que ele pensa da dita. É exclusão.
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De Lufra a 11.12.2015 às 17:33

É, é minha e dos PORTUGUÊSES! (com letra grande, e talvez não de covardes)
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De cristof a 10.12.2015 às 19:40

Vergonhoso. Há muito que os credos deviam/devem estar fora da esfera publica; mas deixar de comemorar seja o que for para não irritar seja quem for é assustador; esperemos que não doa nunca a voz ou os dedos aos jornalistas para denunciar estes atentados contra a humanidade.
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De Pedro Correia a 10.12.2015 às 23:07

Devia haver limites para os gestos politicamente correctos. Mas parece que não há.
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De lucklucky a 11.12.2015 às 00:17

Jornalistas? Falou em jornalistas!?
Sem os "jornalismos" dos Le Monde, Le Figaro, The Telegraph, la Reppublica, Corriere della Sera, La Stampa , El Pais etc etc... nada disto teria acontecido.

Isto que só tem esta dimensão por causa do jornalismo. Foi, é, o jornalismo marxista que instilou a eterna culpa no mundo Ocidental para o dominar. A culpa de ser, a culpa de defender o que é seu.

Já notou como é que um jornalista usa a palavra "orgulho" . É sempre para um pobre ou um estrangeiro. Qualquer outra pessoa ter orgulho é mau.
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 00:45

Você risca a melhor imprensa. Fica com o quê, então? Com o 'Avante'?
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De Octávio dos Santos a 10.12.2015 às 20:02

Cambada de invertebrados. E, infelizmente, não faltam exemplos semelhantes a este...
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De Pedro Correia a 10.12.2015 às 23:04

Não faltam. Felizmente as reacções que geram demonstram que nem toda a gente anda de cócoras. Este caso mereceu até críticas do primeiro-ministro Renzi.
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De isa a 10.12.2015 às 21:23

O maior problema, nem sequer está no medo porque, com o tempo, até poderia acabar por desaparecer... a questão é outra...
De um, longo, comentário que deixei no poste do Luís Naves - Sismo eleitoral em 07.12.15, vou só repetir duas linhas:
Quantos migrantes, pode uma Nação receber, até que essa Nação deixe de ser o que era antes?
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De Pedro Correia a 10.12.2015 às 23:05

Essa é uma questão crucial na Europa contemporânea. E não é uma questão fácil.
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De isa a 11.12.2015 às 11:14

Podemos começar, por ver as consequências de certos exemplos, aliás, há anos que alguns países europeus, têm tido muita experiência neste assunto mas, nunca em proporções bíblicas portanto, nesta escola podemos ver as consequências de, apenas... 20%
Relativamente aos "refugiados"(muitos não o serão), li um caso que, numa aldeia alemã, vão ser obrigados a aceitar mais do dobro dos habitantes locais... imagino que, depois de instalados, a seguir venha a mesquita e, como não têm uma religião, muito dada à liberdade individual... dá que pensar sobre o futuro da população local...

A superficialidade com que, muita gente, trata este assunto é deveras aflitiva, não conseguem vislumbrar, minimamente, as consequências "dos números"... são daquelas que, só vão acordar... quando se derem conta que, num futuro próximo poderão ser, eles próprios, os absorvidos, em que terão que mudar, em muita coisa, até naquelas que julgam ser adquiridas e garantidas...

As Democracias europeias têm destas coisas... a maioria manda e faz as leis em conformidade e, não venham com a conversa que não votam porque, os filhos, nascidos em países europeus, votarão e, curiosamente, já vemos casos desses, em que fundamentalistas nasceram e têm cidadania europeia. Por muito que tentem "tapar o sol com a peneira" há uma grande diferença entre culturas, em que umas, se separaram da obediência cega a uma religião e, outras, onde cada ação da vida individual é comandado pela religião.

Temos várias pistas para conseguir vislumbrar, as consequências no futuro, uma muito óbvia será a taxa de natalidade.
Não estou a fazer juízos de valor, apenas a tentar analisar factos. A liberdade que hoje usufruímos, resultou de um longo caminho percorrido e, como tudo na vida, nada está garantido para sempre e, em todos os momentos, podem ser tomadas decisões que nos podem fazer recuar nessas conquistas.
Não sei quantos europeus estariam dispostos a experimentar viver, um tempo, cumprindo os preceitos da religião muçulmana mas, seria bom experimentarem, antes de, eles, os seus filhos ou netos, acabarem por ser absorvidos pelos números ;)

Ainda me lembro do debate "acalorado", no catolicismo, sobre o uso do preservativo... depois, todas aquelas manifestações sobre liberdade de expressão e até, feministas, gays e outras minorias que, com muita luta conseguiram não ser marginalizadas, agora, parecem todos mudos quando, nos nossos dias, o islão, em muitos países, ainda condena à pena de morte, alguém, até pelo simples facto, de querer deixar de ser muçulmano, para não falar de coisas simples como, dizer a coisa errada, desenhar o que não se deve ou escrever o livro errado.

Realmente, não estou a ver os cidadãos europeus, de repente, começarem a ter 4 ou 6 filhos porque há, certos assuntos, em que basta, começar por analisar estatísticas e, curiosamente, até aí, como vivemos em democracia, há países que proíbem, nessas estatísticas, a separação dos nascimentos por religiões, no entanto, passada essa barreira, começaríamos a ter, mais uma pista, muito interessante, sobre o futuro da Europa...
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De isa a 10.12.2015 às 21:30

Por acaso a palavra que utilizei no meu outro comentário nem era "receber" mas, "absorver"... uma pequena diferença... mas, a meu ver, importante.
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De Pedro Correia a 10.12.2015 às 23:06

Absorver, sim. Há desde logo que distinguir os refugiados de guerra dos imigrantes económicos que vêm à boleia dos primeiros.
Esta distinção é fundamental.
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De JS a 11.12.2015 às 00:20

A palavra correcta não é migrantes. É invasores.
Invasores culturais ao imporem restrições às tradições culturais dos autocnes.
Invasores violentos ao tentar, pelo terror, de forma violenta, subjugar os povos para onde "migram", como se está já a assistir.
Vai acabar mal para os filhos e netos dos ingénuos "acolhedores", como se vê no Reino Unido e em França.
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 00:46

A palavra correcta, nuns casos, é refugiados. Noutros casos é imigrantes.
"Migrantes" é uma coisa em forma de assim, como diria o Alexandre O'Neill.
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De JS a 11.12.2015 às 19:32

Migrantes, talvez, porque atravessam regiões, Países, aonde nem sequer estão interessados em se enraizar, de se aculturar. Almejam alemanhas e países nórdicos. Migração "gourmet" com consequências não lineares.
No último destino serão imigrantes.

Os refugiados apenas pretendem refúgio temporário. Quando as condições nos Países de onde fugiram o propiciaram querem regressar ... ao que resta. Muitos vítimas inocentes por terem nascido na etnia ou fé religiosa diferente da do ditador do momento, curiosamente, em imensos casos, ele mesmo de uma gritante minoria.

Consequência, infelizmente muito comum, de haver Países concebidos de forma taticamente artificial, como se sabe, sem observância das àreas culturalmente afins.
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 20:48

O seu último parágrafo vai ao fundo do problema. Infelizmente, no caso dos sírios, a palavra certa é mesmo refugiados. Há cerca de quatro milhões de deslojados (outra palavra que podemos empregar em vez do detestável termo 'migrantes' que nos induz a supor que são pessoas que passeiam pela Europa fora por diletantismo ou vontade de conhecer o mundo), vítimas da guerra civil síria, em países como a Turquia, o Líbano, a Jordânia e a Alemanha.
São, em grande parte, pessoas que perderam todos os bens, todos os haveres, emprego, casa e familiares. Gente da classe média síria que foge de cenários de terror.
Estas pessoas merecem-nos todo o respeito.
Rara é a família síria que não teve alguém vítima da guerra iniciada em 2011. Fontes credíveis internacionais apontam para 250 mil mortos.
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De JS a 11.12.2015 às 23:19

Refugiados de guerra. Absolutamente de acordo. Um drama.

Na Guiné Bissau e em Moçambique segui de perto o triste resultado que é o desprezar etnias e religiões aquando do desenho político de "Países". O resultado ainda está à vista.

Fala-se na reformulação da actual Síria, como solução via "retorno", (esta palavra tem peso, para os portugeses) dos refugiados sírios".
Mas "the powers that be are not powers any more".
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 23:26

Tem toda a razão. Os povos indefesos são as primeiras vítimas das engenharias políticas dos pseudo-iluminados que tomam decisões em nome deles. Sem estarem mandatados para o efeito.
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De JS a 11.12.2015 às 00:24

Autotócnes, obviamente.
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De Luís Lavoura a 11.12.2015 às 09:53

Em minha opinião trata-se de uma decisão correta. Comemorar publicamente algo que nada é para 20% da população equivale a colocar esses 20% da população à margem. É uma forma de os discriminar publicamente, de os exibir como "outros", de os excluir. E isso não se faz em geral, menos ainda a crianças.
Seria como comemorar o Dia do Pai numa escola em que 20% dos alunos não tivessem pai. Como se sentirão esses alunos, que vêem os outros a comemorar algo que eles não têm, que eles não sabem o que é ou não entendem?
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De Costa a 11.12.2015 às 13:37

"(...) equivale a colocar esses 20% da população à margem". Equivale porquê, Lavoura? Não seria - será - antes perfeitamente natural pretender que esses 20% entendam que são isso mesmo, 20%, numa comunidade onde a vastíssima maioria, seja por razões de fé, seja por razões de cultura mais lata, comemora a data? Há centenas de anos, como um dos seus elementos primordiais.

Comemorando-a de uma forma que em nada humilha aqueles que o não queiram fazer, importa notar. Não vejo onde está a pública discriminação, a exibição como "outros", a exclusão. É-lhes vedada a circulação nas ruas, durante a época do Natal? É-lhes interdita a presença nas aulas? É-lhes imposto que assistam aos nossos ritos religiosos? É-lhes forçada a aplicação de um qualquer distintivo de párias no vestuário?

Há polícia que lhes invada o domicílio e se assegure de que lá está o presépio ou a árvore de Natal, que há consoada e esta segue os ditames tradicionais quanto à sua composição? Que se comparece na Missa do Galo, ou - em visão mais laica - a família, reunindo-se, assinala-se "apenas" como tal e busca solidificar os seus laços?

Uma escola com decorações de Natal consiste de facto num intolerável insulto à fé muçulmana, é isso? Então manda a coerência que acabemos com as decorações de Natal nas nossas ruas, montras; nos jornais, emissões de televisão e rádio, cartazes; com todas as alusões à quadra que excedam o interior das nossas casas e templos. E de janelas e portas fechadas escrupulosamente fechadas, pois de outra forma podem ser visíveis do exterior e ofender inaceitavelmente um não-cristão (um muçulmano, na verdade) que passe na rua!

Espero que se forme rapidamente uma "polícia de virtude", ao mais puro estilo muçulmano, por cá. E que actue impiedosamente! Você acharia muito bem.

O meu país, a minha terra, a minha cultura, não começam da minha porta para dentro. E são o meu país, a minha terra, a minha cultura.

Bom senso, Lavoura...

Costa
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De Luís Lavoura a 11.12.2015 às 12:16

Os franceses têm um conceito muito interessante, "laicidade", que diz que todas as pessoas têm direito a ter as suas tradições religiosas, mas que devem tê-las dentro das suas próprias casas, não em espaços públicos.
Os italianos deveriam aprender este conceito de laicidade. Uma escola, a não ser que seja declaradamente confessional (por exemplo, uma escola judaica ou muçulmana ou católica), deve ser laica. O que quer dizer que, dentro dela, não se celebram festas religiosas.
Quem quer ter os filhos a celebrar festas religiosas na escola, que os ponha numa escola dessa religião. Escolas católicas não faltam cá em Portugal, e presumo que na Itália também não faltarão.
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De Costa a 11.12.2015 às 17:56

E assim, nessas escolas, punha-se fim às férias de Natal e Páscoa. Em nome da coerência e que se dane a questão da exclusão. Ou acabavam essas férias em todas, curvando a vasta maioria à alegada sensibilidade de uma minoria. Está certo, Lavoura, está certo...

Fique lá com o seu jacobinismo, homem. Que não será bem a França ou a laicidade o que você admira.

Costa
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De Pedro Correia a 11.12.2015 às 23:27

Pôr fim às férias do Natal e da Páscoa contaminadas pelo "vírus" cristão? Isso nem pensar...
Esse laicismo jacobino é de geometria muito variável.

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