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A estratégia do PSD.

por Luís Menezes Leitão, em 16.09.18

Primeiro eram "fake news", depois foi alguém que deu com a língua nos dentes. Mas isso é acessório perante o principal. O principal é a Direcção achar que é normalíssimo o PSD andar de mão dada com o Bloco, avalizando uma proposta deste completamente absurda e que tinha sido arrasada por todos os outros partidos. Para logo a seguir assistir-se a ser a proposta do PSD a ser arrasada por todos os outros partidos, incluindo o próprio Bloco, que pelos vistos nem foi capaz de lhe agradecer o favor… Pode a Direcção achar que pôr o PSD a fazer um discurso ideológico de extrema esquerda contra os especuladores e o grande capital é uma jogada política genial. Eu digo que isto é jogar à roleta russa com uma metralhadora pesada. Vamos ver quem tem razão.


1 comentário

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De Vento a 16.09.2018 às 13:51

O que pretende dizer o LML com o grande capital e os especuladores? Pode materializar seu pensamento?
Eu posso dizer-lhe o que é o grande capital. O grande capital traduz-se no facto de transformar o capital em riqueza social, onde os cidadãos e as localidades em que se investe também capitalizam e, em "explosão por simpatia", multiplicam e distribuem os resultados desse investimento. Aqui os cidadãos não são empurrados para as periferias da sociedade.

A especulação é uma habilidade que procura secar o mercado - consequentemente, o interesse e o bem-estar dos cidadãos - e transferir a bolha que se gera para um processo de socialização, mantendo-se o lucro colectado privado. Imputa, por outro lado, custos sociais públicos e privados, fazendo do endividamento um modo de vida e aumentando a carteira de risco financeiro que nunca o tal capital pagou, ou por motivo de falência individual ou para que não ocorram as denominadas falências sistémicas.
É de facto este movimento especulativo que permite aferir que em Portugal existam aproximadamente 3 milhões de miseráveis, outros tantos com a água pelo nariz, o desemprego encapotado de liberalização laboral, os serviços públicos em ruptura nas obrigações para com os seus cidadãos; e corporações públicas e privadas disputam o bolo do contribuinte. E a nação paga e sofre para ver.

A riqueza nacional não se mede em siglas como o PIB, mas pelo bem-estar e bem-viver de seus cidadãos.
Tudo isto para dizer que Rio tem razão nesta matéria. Santana Lopes também tem. Este último prova que tem razão pelo facto de ninguém, até mesmo as ditas sondagens, o incluir em suas análises. A surpresa eleitoral será grande; e Costa continua embrulhado em um molho de brócolos, sem nutrientes. A maioria absoluta que dão para o PS é mais uma miragem dos ditos analistas.

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