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A estratégia do PSD.

por Luís Menezes Leitão, em 16.09.18

Primeiro eram "fake news", depois foi alguém que deu com a língua nos dentes. Mas isso é acessório perante o principal. O principal é a Direcção achar que é normalíssimo o PSD andar de mão dada com o Bloco, avalizando uma proposta deste completamente absurda e que tinha sido arrasada por todos os outros partidos. Para logo a seguir assistir-se a ser a proposta do PSD a ser arrasada por todos os outros partidos, incluindo o próprio Bloco, que pelos vistos nem foi capaz de lhe agradecer o favor… Pode a Direcção achar que pôr o PSD a fazer um discurso ideológico de extrema esquerda contra os especuladores e o grande capital é uma jogada política genial. Eu digo que isto é jogar à roleta russa com uma metralhadora pesada. Vamos ver quem tem razão.

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26 comentários

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De Rão Arques a 16.09.2018 às 09:29

Que viva o Delito, seus colunistas e comentadores, onde nunca vi tiques censórios.
Não correspondendo ao tema proposto tomo a liberdade de deixar desabafo sobre nova lei eleitoral.
O "Observador" de garras afiadas censurou-me isto:

REPESCADO DE 2012
– Sistema eleitoral que contemple conjugação com círculos uninominais
– 99 a 180 deputados no máximo, e acabar com os votos em manada na AR.
– Ninguém deve poder concorrer fora do distrito ou concelho onde resida ou exerça actividade regular pelo menos nos últimos três anos. Válido para autarquias.
– Todos os eleitos pelo menos para os mais altos cargos poderem ser considerados, só seriam reconhecidos com bom comportamento moral e cívico, por obrigatórios testes de apuramento de efectiva idade adulta e comprovada sanidade mental.
– Acabar com o exclusivo das ditaduras partidárias (onde os medíocres afastam os melhores para sobrevivência indigente) na participação e representação política do País, deixando espaço para iniciativas da sociedade civil que contemple participação e representação efectiva, nomeadamente, na AR.
– Assim, considerar representação política fora da alçada dos partidos, nomeadamente, no parlamento, começando por contemplar o direito a assento por inerência a representantes de organizações sindicais, patronais e outras não estatais com expressão efectiva na sociedade, e ainda por profissões como operários, engenheiros, médicos, professores, jornalistas, trabalhadores, empresários …………….
– Da obediência aos partidos só entraria gente por eleição mas com ligação efectiva ao eleitor. Regra dos 3 x 33 = 99 deputados. 1/3 Por inerência para autarcas, 1/3 ainda por inerência aos grupos e profissões atrás assinalados e, finalmente, 1/3 para eleitos em nome dos acantonamentos partidários.
– Deixar uma cota ainda que residual para representação dos considerados analfabetos estruturais à antiga, que se ainda existirem, fácilmente podem provar que muito frequentemente possuem mais cultura geral e conhecimentos de vida de que muitos doutores novos que por aí passeiam a ignorância.
-Reformular o conceito de abstenção, não a confundindo com insondáveis razões de ausência nas urnas. Criar um campo (X) para esse efeito em cada boletim de voto. Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção merece e deve exigir a dignidade de voto válidamente expresso. Uma civilizada, consciente e ponderada escolha não pode ser obrigada a ficar na rua em vala comum de incertos. Os nossos deputados, na Assembleia da República, apesar da aviltante disciplina partidária a que se submetem, para se abster tem que marcar presença. Quero lá uma cruzinha para me abster, querendo
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De Anónimo a 16.09.2018 às 22:45

Rão Arques. No "Politeia" algo de interessante sobre o seu ex-censurado desabafo.
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De Rão Arques a 18.09.2018 às 10:03

Já fui ver e voltarei.
Na América é o dinheiro, em Portugal é a palha do palheiro.
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De Anónimo a 16.09.2018 às 10:27

O LML fazia bem em citar a última sondagem do Expresso e escrever um post a explicá-la como fez com a anterior.
A actuação dos restantes partidos só dá razão a Rui Rio, a proposta que eventualmente apresentar é diferente e nada tem a ver com a do BE.

WW
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De Pedro a 16.09.2018 às 11:06

Qual a razão para tanta celeuma se na Bolsa os accionistas que visam a especulação mobiliária já são tributados de modo diferente dos outros accionistas?

Aliás penso que a esmagadora maioria concorda em combater por via fiscal a especulação financeira, a grande causa da Crise de 2008.

Os sindicatos dos trabalhadores europeus do Fisco querem que a Comissão Europeia introduza um imposto sobre a especulação financeira.

O princípio que visa combater a especulação mobiliária e imobiliária é exatamente o mesmo.
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De António a 16.09.2018 às 13:47

A bem da verdade vamos lá desmontar isto.

Os accionistas são tributados igualmente. Há distinções entre accionistas individuais, que pagam sempre 28% sobre mais-valias e dividendos, e SGPS, Holdings, Fundos, e Entidades Financeiras, que não pagam. Traduzindo: os maiores especuladores são os mais beneficiados actualmente. E acho bem que essa isenção se estenda a todos.

Duvido que a esmagadora maioria (Que maioria? Economistas? Padeiros?) concorde em combater, e logo pela via fiscal (Porque não regulatória?), algo que a esmagadora maioria nem faz idéia do que seja, e que não foi decerto a causa da crise de 2008 (a causa foi a política social que obrigou entidades privadas a prover casas a gente sem meios). A minha dúvida é tão legítima como o “penso que”.

Os sindicatos dos trabalhadores europeus do fisco representam apenas e só os trabalhadores europeus do fisco, que são uma escassa minoria face a quem trabalha em serviços financeiros, ou quem investe - qual é a opinião desses?

O princípio que visa combater a especulação, qualquer especulação, é o princípio que nega o direito do indivíduo à propriedade, qualquer propriedade.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 11:56

" e que não foi decerto a causa da crise de 2008 (a causa foi a política social que obrigou entidades privadas a prover casas a gente sem meios) "

Como a situação vivida na altura deixou marcas indeléveis na sociedade e que continuam a abrir feridas ainda mais profundas esta sua afirmação só serve para gozar com quem ainda está na mó de baixo. Penso que não será preciso dar exemplos de entidades privadas que foram ao charco e começaram logo a pedir batatinhas aos estados.
A fannie mae e fredie mac não devem ser exemplos e muito menos a CGD atolada nos investimentos mirabolantes do 44.
Já agora se você pensa que um casal que tem um rendimento médio bruto de 1500€-1700€ e um filho não tem capacidade e discernimento para pedir um empréstimo de 100 mil euros a 30 anos para um T2 na periferia de uma cidade média então você deve ser riquíssimo ou sabe alguma coisa que os gestores bancários não sabem e então você devia começar a enviar currículos nomeadamente para consultoras e agências de rating que classificavam toda a banca intervencionada pelos Estados com TRIPLO AAA, os bancos que não o foram directamente, foram-no indirectamente através das injecções de capital dos Estados nos bancos adjacentes. Quanto á eventual taxa robles versão PSD esperemos para ver.
Finalizando e falando por mim, se eu tivesse 150 mil euros disponíveis também não os punha num banco a render 0% ou menos, comprava um apartamento que o dinheiro estava bem mais seguro e é isso que os fundos de investimento têm feito em larga escala o que leva a graves distorções do mercado e quando o mercado não se consegue regular (nunca conseguiu como sabemos) é obrigação o Estado intervir e a maneira mais fácil e eficaz é criar ou alterar impostos, que você me diga que temos uma carga fiscal elevadíssima concordo mas isso é outro problema distinto.

WW

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De António a 17.09.2018 às 22:06

Eu estou na parte da mó de baixo. Ok?
No que diz respeito aos derivados, concordo que alguns são, como disse Buffet, armas de destruição financeira maciças. Amplificaram o facto de as prestações das casas terem deixado se ser pagas, e essa é a origem da crise - eu não considero um megafone responsável pelo que diz o gajo que fala através dele. Agora se você diz que os derivados tornaram uma crise numa catástrofe, 100% de acordo. Mas não a iniciaram. Foram combustível, não a faísca.
As agências de rating falharam, ou foram coniventes? Sim, e sim. A Enron faliu com AAA dois anos antes da crise. Alguém devia ter tomado nota. Os americanos venderam o lixo como ouro, mas também nenhum comprador olhou para aquilo. Ou olhou, e passou a batata quente a outros.
Não percebi essa relação entre a minha riqueza e o discernimento financeiro das famílias. Estamos certamente em páginas diferentes. Falamos de derivados, ou de taxas de esforço? A maioria sabe fazer contas à vida, mas a evolução do crédito pessoal mostra que muitos não as fazem. Quanto a ler contratos, olhe, eu li as propostas que o BES me apresentou. Não assinei de cruz - não assinei, ponto. Não fui lesado. É dessa iliteracia que falo. Você pode saber o que é um CDS, um MBS, um ABS, um CDO, um CFD, uma Callable Note, mas sinceramente, acredita que é conhecimento geral?
Deixe-me dizer que apreciei a sua resposta. Se calhar somos mais parecidos do que julga. Eu quando não posso não compro, e se aceito endividar-me para os meus filhos terem uma educação, nunca o faria para ir de férias. O meu carro tem 12 anos, o meu computador já nem aceita os sistemas operativos actuais - mas funcionam os dois, e estão pagos. E talvez esteja a ser parvo. Quando outros não conseguirem pagar o crédito fácil, os bancos estouram, o Estado resgata, os impostos aumentam, e eu tenho um carro velho.
Abraço.
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De Anónimo a 18.09.2018 às 17:47

Eu não falei em derivados nem em CDS, MBS ou os restantes que mencionou, digamos que a minha cultura financeira é zero mas percebo ou penso que percebo um pouco de economia embora a matemática nunca tenha sido bom aluno. O que foi feito pela banca e permitido pelos Estados foi enganar accionistas e outros bancos, o caso grego é mesmo a cereja no topo do bolo em que o próprio Estado recorreu a esquemas para enganar os seus "parceiros" com a complacência dos mesmos, não acredito que não soubessem pelos menos os mentores do euro (Alemanha e França).
Em relação ao caso Enron, ainda bem que o referiu, trata-se do mesmo tipo de crime e ainda por cima em ambiente sem concorrência, será como a EDP falir e ficarmos todos sem electricidade, o que pode acontecer - a EDP falir em virtude da sua elevada divida e/ou a China entrar em crise, algo impensável mas Angola também foi ao charco ou a Venezuela e são países riquíssimos daí entender que o Estado Português deve voltar a ter golden shares (ou mesmo participações maioritárias) em empresas que actuam em monopólios naturais ou em oligopólio. Quanto ao caso do BES, só se descobriu porque um Grande Empresário deu conta mas daí a achar que os lesados dos BES foram enganados vai um longo caminho, qualquer pessoa minimamente sensata nem precisaria de ler os contractos bastava aperceber-se que o BES dava 4.5% enquanto os outros davam 1.5% (se tanto), as pessoas / clientes apostaram e perderam, simples, nada mais do que isso, embora os grandes tenham sacado o seu dinheiro a tempo e só isso lhes confere (aos lesados) alguma autoridade moral para entenderem que deviam ser de alguma forma ressarcidos.
A faísca foi o próprio combustível e engane-se quem pensar que o problema foi resolvido daí a cada vez maior procura por bens tangíveis que é o que está a acontecer (agora o imobiliário) antes de 2008 o ouro, por ex. quem comprou ouro a 1500Uusd em 2011 só perde 300usd se vender agora mas também pode não perder nada se não vender ou até ganhar, quem compra agora um apartamento a pronto por 150 mil euros está a trocar um garantia de confiança por uma garantia certa e isso na minha opinião vale mais do que por exemplo 90 mil euros na conta "garantidos" pelo BP/BCE.
No entanto o cerne do post em causa é o que o "actual" PSD possa apresentar como proposta, ainda não se conhece apesar das estórias que se vendem na "imprensa" mas o que realmente se deve salientar é que Rui Rio disse o que realmente importa, não se devem descartar ideias em função de quem as propõe.
Cumprimentos

WW
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De António a 18.09.2018 às 22:04

Nem se trata de descartar idéias em função de quem as propõe. Já pagamos impostos a mais, já basta. Qualquer proposta de novo imposto, ou, como agora se diz, “adicional”, é demais. Falta pouco para duplicar os impostos à conta dos “adicionais”.
E depois, é esta mesquinhez. Ontem apareceram notícias da “epidemia de lixo” em Lisboa. O Sr. Abílio acha que devia haver multas - e eu acho que deviam recolher o lixo.
Hoje as notícias eram sobre os carros que não cumprem as normas de emissões. E mais uma vez as multas. O meu carro já não deve cumprir as normas - mas cumpria quando o comprei. Um carro comprado hoje não vai cumprir as normas daqui a 4 anos. Dão-me um novo? Não. Podem arranjar um esquema de subsídios, quando o mais simples era tirarem o imposto - os carros ficavam a metade do preço.
Mas por aqui é tudo corrido a multa, taxa, coima, derrama, imposto. Não me interessa donde vem a bordoada, se do Rio se do esgoto, já chega. Em vez de me roubarem mais comecem mas é a gastar menos.

Ouça, a literacia financeira é simples, os experts gostam de falar em código para não percebermos. Você percebeu que eles no BES estavam a dar demais. Eu também, não era difícil. Propuseram-me 11% em obrigações perpétuas. Mas lá no prospecto - o grande, que ninguém lê - dizia que podiam ser convertidas em capital. Ora o capital duma cotada são acções. E foi o que aconteceu, e depois as acções foram a zero.
Um CFD é o equivalente a você alugar acções por um período, e devolvê-las no fim desse período. Uma opção é o equivalente a dar um sinal para comprar um carro - se não o comprar fica sem o sinal. Um CDO é uma dívida de alguém, que agora lhe paga a si (se pagar). É tudo incrivelmente simples.
Você está a pagar uma casa de 100000 a 30 anos ao BCP. O BCP não espera 30 anos pelo dinheiro, tira a sua margem e vende a sua hipoteca por 80000 à Allianz - é um MBS. E a Allianz junta tudo num fundo, por exemplo um PPR, e você faz um PPR à Allianz (compra um CDO). Se você deixar de pagar fica sem a casa e sem PPR. Grosso modo é isto. Se a Allianz fôr ao charco por outras razões, você pode ficar sem casa, mesmo pagando pontualmente a prestação. Que você julgava ser ao BCP, e o BCP nem faliu. Mas a casa agora já é do Fundo Soberano do Dubai, e como a Allianz lhes ficou a dever, você é despejado e a casa vendida por tuta e meia. Não é bem, bem assim, mas não anda longe.
Abraço.
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De Pedro a 17.09.2018 às 14:37

"a causa da crise de 2008 (a causa foi a política social que obrigou entidades privadas a prover casas a gente sem meios). A minha dúvida é tão legítima como o “penso que”.



Tornou-se comum no meio financeiro a adoção de práticas cada vez mais irresponsáveis, com a criação de inúmeras "inovações financeiras" de alto risco, muitas das quais aliadas a práticas de irregularidades, como fraude financeira na avaliação de risco dos chamados títulos podres, derivativos, CDO baseados nas hipotecas subprime, que foram avaliados com o grau máximo de segurança de investimento (AAA), por agências de avaliação de risco acima de qualquer suspeita (até então), como a AIG e a Standard & Poor's. É o que explica como tais títulos se espalharam pelo mundo inteiro, intensificando a vastidão da crise.

A culpa foi do reformado
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De Anónimo a 18.09.2018 às 23:04

A causa da crise do subprime foi 10 milhões de famílias deixarem de pagar as casas. Porquê tanta gente quase ao mesmo tempo? Por causa das taxas bonificadas, e dos períodos de carência. O que alguns viram foi que o rendimento das famílias não permitiria que pagassem as prestações quando terminassem as benesses, e shortaram o mercado.
Para agravar, e como o preço das casas subiu muitíssimo, muitas famílias usaram as casas como caixas multibanco, refinanciando hipotecas - algo que em Portugal não é permitido. Quando o preço das casas caíu a pique, as casas já não garantiam as várias hipotecas sobre a mesma casa.
Acresce que nos EUA a entrega da casa liquida a dívida, e famílias que podiam pagar entregaram a casa e compraram outra na queda de preços, reduzindo o esforço financeiro.
O castelo de cartas em cima do imobiliário caíu. Mas caíu porque o mercado estourou. E estourou porque venderam casa a quem não tinha meios. Tome-se nota, que o Governo quer entrar no mercado imobiliário, e conhecendo Portugal, o resultado vai ser mau.
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De Pedro a 19.09.2018 às 08:39

Se fosse só uma questão de subprime a dívida tinha sido apenas de alguns bancos americanos


Durante o boom da habitação, a proporção de dinheiro pedida emprestada por um banco de investimento versus os próprios ativos do banco alcançaram níveis sem precedentes. A permuta padrão de créditos (CDS), era aparentada à uma política securitária. Os especuladores poderiam comprar CDSs para apostar contra CDOs que não possuíam. Numerosos CDOs foram apoiados por hipotecas subprime. O Goldman-Sachs vendem mais ações do que valem. Venderam os 3000 milhões de dólares de CDOs na primeira metade de 2006. O Goldman também apostou contra os CDOs de baixo valor, dizendo aos investidores que eram de alta qualidade. As três maiores agências de classificação contribuíram para o problema. Os instrumentos de classificação subiram direto de um mero punhado em 2000 para mais que 4.000 em 2006.

Em 2008 os altos executivos das companhias insolventes afastaram-se com suas fortunas pessoais intactas. Os executivos tinham escolhido a dedo o seu quadro de diretores, que entregava bilhões em bônus após o socorro do governo. Os maiores bancos cresceram em força e duplicaram os esforços anti-reforma. Os economistas acadêmicos tinham defendido por décadas a desregulação e ajudaram a moldar a política dos EUA. Eles ainda se opuseram à reforma depois da crise de 2008. Algumas das firmas de consultoria envolvidas foram a Analysis Group, a Charles River Associates, a Compass Lexecon, e o Grupo Consultivo de Economia e Direito (LECG). Muitos destes economistas tinham conflitos de interesse, coletando dinheiro como consultores de companhias e de outros grupos envolvidos na crise financeira.

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Trabalho_Interno
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De Pedro a 17.09.2018 às 14:41

"O princípio que visa combater a especulação, qualquer especulação, é o princípio que nega o direito do indivíduo à propriedade, qualquer propriedade".

E quando a especulação incide sobre produtos básicos como a alimentação? Acima da propriedade está o Direito à Vida digna.

A especulação e a acumulação ilimitada de dinheiro não deve ser um Direito Absoluto
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De António a 17.09.2018 às 22:12

Não confunda especulação com ganância. E lembre-se que os especuladores nem sempre ganham. Quem investiu em imobiliário em 2006 ganhou o quê?
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De lucklucky a 17.09.2018 às 11:20

E temos mais uma vez o ódio da esquerda fascista à liberdade das pessoas.
O discurso do Pedro parece saído da Itália Fascista dos anos 30.

"Aliás penso que a esmagadora maioria concorda em combater por via fiscal a especulação financeira, a grande causa da Crise de 2008."

Resumindo você quer violência sobre pessoas que negoceiam livremente.

Constroe uma narrativa falsa para justificar ainda mais coerção e dar ainda mais poder ao Estado. Que é obviamente sempre o objectivo.

A Política que teve de criar um bolha especulativa no imobiliário para ter receitas no início do Séc.XX. para comprar votos e mesmo assim não chegou...
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De Pedro a 17.09.2018 às 19:04

Resumindo, quero limites sobre pessoas que negoceiam livremente, quando o negócio é prejudicial ,quer a uma das partes, por ausência de acesso à informação, quer quando as partes visam lucrar à custa do todo.

Luck, vá lá, escreve para "O Diabo"?
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De lucklucky a 16.09.2018 às 11:52

Quando o Marxismo domina o Jornalismo, que é onde a moral é hoje definida, o telejornal são as missas e os jornalistas são os padres, é natural que todos os partidos se tornem Marxistas pois só assim podem ter "notícias" promoção e fotos favoráveis pelos jornalistas.

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De Anónimo a 16.09.2018 às 12:39

Os seus comentários mostram como o SNS anda pelas ruas da amargura.
Até já deixaram de lhe dar a medicação, o que no seu caso dá os resultados que se pode verificar.
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De lucklucky a 17.09.2018 às 11:09

É típico da esquerda querer colocar quem não concorda em hospitais psiquiátricos.
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De Anónimo a 17.09.2018 às 18:51

Os tontos gostam muito das generalizações.
E é típico de direitolas tolos como o senhor dizer baboseiras o dia todo.
Como são parolos, reduzem tudo a uma simplicidade verdadeiramente confrangedora: é a simplicidade dos ignorantes que julgam que sabem tudo.
Umberto Eco é que vos topou:
«O drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade (...) agora eles [os idiotas] têm o mesmo direito à palavra que um Prémio Nobel. Antes das redes sociais, os idiotas da aldeia tinham direito à palavra apenas na tasca da aldeia, depois de um copo de vinho, sendo imediatamente calados, sem que prejudicassem a coletividade»
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De Vento a 16.09.2018 às 13:51

O que pretende dizer o LML com o grande capital e os especuladores? Pode materializar seu pensamento?
Eu posso dizer-lhe o que é o grande capital. O grande capital traduz-se no facto de transformar o capital em riqueza social, onde os cidadãos e as localidades em que se investe também capitalizam e, em "explosão por simpatia", multiplicam e distribuem os resultados desse investimento. Aqui os cidadãos não são empurrados para as periferias da sociedade.

A especulação é uma habilidade que procura secar o mercado - consequentemente, o interesse e o bem-estar dos cidadãos - e transferir a bolha que se gera para um processo de socialização, mantendo-se o lucro colectado privado. Imputa, por outro lado, custos sociais públicos e privados, fazendo do endividamento um modo de vida e aumentando a carteira de risco financeiro que nunca o tal capital pagou, ou por motivo de falência individual ou para que não ocorram as denominadas falências sistémicas.
É de facto este movimento especulativo que permite aferir que em Portugal existam aproximadamente 3 milhões de miseráveis, outros tantos com a água pelo nariz, o desemprego encapotado de liberalização laboral, os serviços públicos em ruptura nas obrigações para com os seus cidadãos; e corporações públicas e privadas disputam o bolo do contribuinte. E a nação paga e sofre para ver.

A riqueza nacional não se mede em siglas como o PIB, mas pelo bem-estar e bem-viver de seus cidadãos.
Tudo isto para dizer que Rio tem razão nesta matéria. Santana Lopes também tem. Este último prova que tem razão pelo facto de ninguém, até mesmo as ditas sondagens, o incluir em suas análises. A surpresa eleitoral será grande; e Costa continua embrulhado em um molho de brócolos, sem nutrientes. A maioria absoluta que dão para o PS é mais uma miragem dos ditos analistas.
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De Anónimo a 16.09.2018 às 15:06

Caramba o LML a antecipar-se ao Observador mas ao menos "linkou" o texto original e não o estoriou como faz o Observador.
É óbvio para todos que no PSD, existem adversários de Rui Rio, que sabem que vão perder a mama toda especialmente os deputados e respectivos aduladores, agora resta saber quanto tempo irão aguentar-se ao barulho quando os militantes os começarem a chamar a atenção que o interesse nacional é superior aos seus egos.

WW
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De Anónimo a 16.09.2018 às 18:12

O que Rio diz tem lógica. Há mais de 1000 pessoas que têm mais de 2 M €. Se cada um investir em 10 apartamentos e venderem ao fim de 6 meses, têm uma enorme mais-valia. No fundo está-se a formar uma bolha e a distorcer o mercado.
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De lucklucky a 17.09.2018 às 11:12

Então há pessoas que fazem parte do mercado e pessoas que não devem fazer parte do mercado...

Fantástico, diga-me a CGTP deve ser abolida? afinal afecta o mercado de trabalho ajuda a formar uma bolha e a distorcer o mercado.


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De Pedro a 17.09.2018 às 16:04

Qualquer sistema deve ser dotado de feedbacks, de modo a diminuir as imperfeições do mesmo....

O Estado deve regular os vários sistemas incluindo o sistema criminal
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De Anónimo a 16.09.2018 às 21:29

Quando usa termos como "extrema-esquerda", perde toda a razão (se é que alguma vez a teve).

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