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A entrevista de Passos Coelho.

por Luís Menezes Leitão, em 07.04.17

A entrevista de Passos Coelho à SIC foi um monumental vazio político. É perfeitamente espantoso que perante a desastrada governação do actual governo, o líder da oposição passe o tempo a justificar-se a si próprio, nada tendo para dizer de relevante ao país. A única mensagem efectiva desta entrevista foi para o interior do PSD, ao dizer que não se demite se tiver um mau resultado autárquico. Passos Coelho parece continuar convencido de que ainda é primeiro-ministro, onde de facto faz sentido que não abandone o governo por causa de eleições autárquicas. Só que Passos Coelho, apesar do pin da bandeira nacional que insiste em pôr na lapela, é neste momento apenas um líder partidário. E um líder partidário que não consegue ganhar eleições que utilidade tem para o seu partido?

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2 comentários

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De Vento a 07.04.2017 às 12:02

Colocando as ansiedades partidárias de lado, parece-me que a sua reflexão, por falta de caracterização dessa "desastrada governação do actual governo", cai no mesmo vazio da entrevista de Passos Coelho.

Deixe-me referir, por exemplo, que uma das consequências da desastrada lei das tendas, que há alguns anos referi num de seus posts, está visível no aumento especulativo dos preços do mercado de arrendamento em Lisboa (e não só), bem como os desastrados cortes salariais, com a consequente recessão da economia e a diminuição do investimento produtivo em bens transaccionáveis, são a cara visível do referido anteriormente. Etc. etc. etc.

Todavia permita dizer-lhe que o que é desastroso nesta governação é o ideal fundamentalista de pureza, pretendendo, quais deuses enviados do céu dos céus, regular ou regulamentar a consciência das pessoas: quer em matéria de doces e salgados; quer em matéria que privilegia fumar uns charros em detrimento de uma boa cigarrada ou cigarrilha e até mesmo um belíssimo charuto cubano; quer em matéria de eutanásia em detrimento de um debate sério em torno da distanásia e do apoio à investigação para o tratamento da dor; quer em matéria de direito à diferença e à opinião diferente sobre género e sobre homens e mulheres que são diferentemente iguais - eu sei que é difícil compreender esta diferença igual -; quer em matéria do direito à vida e deixar viver que não tenha como consequência extrema o aborto. Etc. etc. etc.

Já agora permita uma reflexão quaresmal:
Senhor, que habitas o céu dos céus, não há ninguém como Tu. Porém, andam por aí umas aves a querer destronar-Te de onde não é possível. Não querem compreender que Tu governas sobre a miséria e não sobre a pureza, porque só Tu és puro.
Estranho que tendo Tu enviado para habitar entre os homens (só para chatear não escrevo e mulheres) o Alfa e o Ómega, esse Princípio e Fim que é expressão eterna da Sabedoria que habita o céu dos céus, ainda não tenhamos consciência que aquilo que vamos produzindo em matéria de ideias, que são só nossas, não passam de uma merdice que reflecte a idolatria do saber e nega a importância de sermos alcançados por essa mesma Sabedoria, fruto de uma distinta e igual Unidade ou de uma Unidade igual e distinta.

No Princípio, criaste o céu e a terra. Essa terra fez-se carne, e o céu é a Tua Sabedoria. E como assim aconteceu, o propósito era ligar o céu à terra por um só Homem, que é Deus pela Tua Sabedoria e Homem pelo sangue.
Tira de nós, Senhor, o endeusamento de nossa vaidade. Mas não vos esqueçais de tirar de nós em primeiro lugar a vaidade.

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