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A entrevista de Passos Coelho.

por Luís Menezes Leitão, em 07.04.17

A entrevista de Passos Coelho à SIC foi um monumental vazio político. É perfeitamente espantoso que perante a desastrada governação do actual governo, o líder da oposição passe o tempo a justificar-se a si próprio, nada tendo para dizer de relevante ao país. A única mensagem efectiva desta entrevista foi para o interior do PSD, ao dizer que não se demite se tiver um mau resultado autárquico. Passos Coelho parece continuar convencido de que ainda é primeiro-ministro, onde de facto faz sentido que não abandone o governo por causa de eleições autárquicas. Só que Passos Coelho, apesar do pin da bandeira nacional que insiste em pôr na lapela, é neste momento apenas um líder partidário. E um líder partidário que não consegue ganhar eleições que utilidade tem para o seu partido?

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13 comentários

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De isa a 07.04.2017 às 10:04

"um líder partidário que não consegue ganhar eleições que utilidade tem para o seu partido?"

Também gostava de fazer uma pergunta porque se a política do país, tirando meros detalhes, está completamente condicionada a ordens vindas do exterior, qual a importância, relevância ou urgência em mudar os líderes dos Partidos políticos?

Mudar líderes só para fazer tipo publicidade que, agora, com o novo ingrediente X o meu detergente passa a lavar melhor do que o teu? Ou será, apenas, ganhar para ir rodando "tachos"?
Até nas políticas locais a UE começa a "meter a colher" e, com Parlamentos cujos orçamentos têm de ser aprovados por Bruxelas, euro-deputados que não podem propor ou vetar leis que mais será preciso, para ver que "alguém, algures" controla, por mais que ganhe o A ou B? Ganhar para quê? A dívida continuará a aumentar com o respectivo aumento da subserviência e submissão.

Estou mais preocupada com os "fabricantes" do dinheiro que, no fim de cada ciclo económico e, quando já compraram praticamente tudo, precisam de uma guerra bem grande para destruir o mais possível e voltarem ao negócio.
Parece que, com ou sem populismo, nada se alterou mas, já seria de esperar, quem tem triliões compra tudo e todos e, já temos um primeiro mau sinal que poderá servir para começar outra guerra mundial.

Mas isto sou eu a pensar, completamente fora da mentalidade partidária porque me preocupa mais o Todo do que as Partes porque, para outros, nada é relevante, para além dos países continuam entretidos e devotados, à insignificância, de rodar líderes, tachos e benesses.

Há muito tempo que já passámos a fase "caseira", hoje as preocupações vêm de fora porque quem controla o dinheiro controla a política dos países, só falta (com guerra ou inflação) controlar o fornecimento de comida para controlarem as populações e, estas, ""voluntariamente"", aceitarem o "resto" e, quem não questionar nada sobre qual será esse "resto", acabará por fazer ou reagir, exactamente, como está previsto na continuação do "Programa".

https://www.youtube.com/watch?v=ER3Xlpq0rmc
BREAKING: US Strikes Syria, Russia Set to Respond
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De campus a 07.04.2017 às 12:32

Não consegue ganhar eleições ? A pós verdade é um espanto.
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De isa a 07.04.2017 às 14:25

Mas Qual ganhar eleições?

Quando fiz um comentário, precisamente, sobre a Irrelevância das eleições.
Nem sabe quanto essa da pós verdade o vai surpreender, quando deixar de viver numa perfeita ilusão, fabricada de mentiras. Só se está interessado num concurso sobre qual deles, todos, mente melhor.

Devia experimentar tirar a venda partidária com que, muito convenientemente, nos tapam os olhos ou, se calhar, até não a tem mas, até lhe convém pessoalmente que a maioria não a tire.
Escusa de vir com dilemas partidários porque, conforme já expliquei, algures, num outro comentário, vou às urnas para Votar BRANCO, comigo só podem contar para o Partido a que pertenço, desde que nasci mas, só tarde descobri, o da Espécie Humana que tanto querem dividir para Reinar, particularmente, aqueles que verdadeiramente controlam, nos bastidores internacionais.
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De frt a 07.04.2017 às 23:27

Também fiquei de boca aberta! Além do mais, já percebemos que perdendo eleições, em Portugal, não é óbice a que se arruine o país como chefe de governo - tal como está a fazer o nº 2 de Sócrates, que as perdeu. Às leições.
Quem as ganhou foi... Pedro Passos Coelho, remember?
Vale tudo?
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De Luís Menezes Leitão a 08.04.2017 às 11:12

Estamos num sistema parlamentar e as eleições são para o parlamento. Ganha eleições que consegue ter uma maioria no parlamento para formar governo. Quem não o consegue, perde-as. Aqui nem há "ganhar por poucochinho", há ganhar ou perder. Sá Carneiro e Cavaco Silva, quando exigiram a maioria parlamentar, sabiam-no bem. Se estivessem à espera que a esquerda, com maioria no parlamento, deixasse a direita governar, bem podiam esperar sentados.
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De Anónimo a 07.04.2017 às 11:09

Infelizmente, para o PSD, e para o País, esta é a verdade.
Este regime eleitoral, para a AR, em 40 anos estiolou o aparecimento de personalidades -e de uma consequênte classe política- com comprovada carreira política, nominalmente sufragada fora dos partidos. Ao longo de anos.
PPC, AC, CM, JM, são os actuais frutos deste sistema.
São apenas os que venceram em eleições internas, no seu clube. Óbviamente representam um assáz reduzido círculo de interesses.
Foram apresentados ao eleitorado como escolha exclusiva. Constitucionalmente. Não admira que na prática política demonstrem limitações. Não admira o que aconteceu ao País durante estes 40 anos.
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De Jorg a 07.04.2017 às 11:25

.. A bandeira na lapela pode simplesmente querer ilustrar, nesta bazófia lúgubre dos farsolas geringonços, que alguém ainda se lembra de uma ou outra coisa mais perene, e.g.
"Gave proof through the night
That our flag was still there"..

Nos tempos de patrioteiros da treta que julgam prova de vida andar a assanhar-se em fanfarra quase de "hoolingans" contra o Dijselcoiso das Terras Baixas ou a auto-elogiar-se por "deficits" (que, até um ano atrás abominavam) como o "maior da democracia",
o quase mono-tom de PPC (sedimentado na resiliência da sua acção como chefe de Governo de gestão de bancarrotas da xuxalada) não dá para grande farra, nem estardalhaço. Politicamente, parece aparentemente acrescentar solidão (que até poderá ser fatal) - mas, num quadro de pragmatico pessimismo, não desdenho tal distãncia do arraial presente que fumega demasiada, ampla, baixa e opaca nebulosidade que permite apenas vislumbrar (ou ouvir) a passarada de bandos com "low range". Mas como dizia Luchino Visconti ""i corvi vanno a schiere, l'aquila vola sola".. e acho que aprendi qualquer coisa parecida com isto com Francisco Sá Carneiro ou Mário Soares...




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De Vento a 07.04.2017 às 12:02

Colocando as ansiedades partidárias de lado, parece-me que a sua reflexão, por falta de caracterização dessa "desastrada governação do actual governo", cai no mesmo vazio da entrevista de Passos Coelho.

Deixe-me referir, por exemplo, que uma das consequências da desastrada lei das tendas, que há alguns anos referi num de seus posts, está visível no aumento especulativo dos preços do mercado de arrendamento em Lisboa (e não só), bem como os desastrados cortes salariais, com a consequente recessão da economia e a diminuição do investimento produtivo em bens transaccionáveis, são a cara visível do referido anteriormente. Etc. etc. etc.

Todavia permita dizer-lhe que o que é desastroso nesta governação é o ideal fundamentalista de pureza, pretendendo, quais deuses enviados do céu dos céus, regular ou regulamentar a consciência das pessoas: quer em matéria de doces e salgados; quer em matéria que privilegia fumar uns charros em detrimento de uma boa cigarrada ou cigarrilha e até mesmo um belíssimo charuto cubano; quer em matéria de eutanásia em detrimento de um debate sério em torno da distanásia e do apoio à investigação para o tratamento da dor; quer em matéria de direito à diferença e à opinião diferente sobre género e sobre homens e mulheres que são diferentemente iguais - eu sei que é difícil compreender esta diferença igual -; quer em matéria do direito à vida e deixar viver que não tenha como consequência extrema o aborto. Etc. etc. etc.

Já agora permita uma reflexão quaresmal:
Senhor, que habitas o céu dos céus, não há ninguém como Tu. Porém, andam por aí umas aves a querer destronar-Te de onde não é possível. Não querem compreender que Tu governas sobre a miséria e não sobre a pureza, porque só Tu és puro.
Estranho que tendo Tu enviado para habitar entre os homens (só para chatear não escrevo e mulheres) o Alfa e o Ómega, esse Princípio e Fim que é expressão eterna da Sabedoria que habita o céu dos céus, ainda não tenhamos consciência que aquilo que vamos produzindo em matéria de ideias, que são só nossas, não passam de uma merdice que reflecte a idolatria do saber e nega a importância de sermos alcançados por essa mesma Sabedoria, fruto de uma distinta e igual Unidade ou de uma Unidade igual e distinta.

No Princípio, criaste o céu e a terra. Essa terra fez-se carne, e o céu é a Tua Sabedoria. E como assim aconteceu, o propósito era ligar o céu à terra por um só Homem, que é Deus pela Tua Sabedoria e Homem pelo sangue.
Tira de nós, Senhor, o endeusamento de nossa vaidade. Mas não vos esqueçais de tirar de nós em primeiro lugar a vaidade.
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De Vento a 07.04.2017 às 22:22

Para a totalidade ou para uma parte do comentário?
;-)
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De Manuela a 07.04.2017 às 12:30

Coitado do ex PM! Na verdade, ganhas que foram as últimas legislativas, ele viu (todos nós vimos), engendrarem uma tal "geringonça" que nos leva a sustentar que nem sempre vai para o poleiro o vencedor das ditas.
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De Vento a 07.04.2017 às 22:18

E sobre a anterior coligação, feita após eleições, não tem nada a dizer? Em que quadro constitucional se estabeleceu a mesma? Esse quadro era diferente do actual?
Quem convidou Costa a formar governo, terá sido um outro PR? Ganhar eleições não é o mesmo que chegar à frente à casa da partida.

https://www.publico.pt/2011/06/07/politica/noticia/primeiro-encontro-de-passos-e-portas-nesta-quartafeira-1497917

http://www.mundoportugues.org/article/view/58782
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De lucklucky a 08.04.2017 às 11:06

O PSD de Passos resume-se a um partido de gestores do Socialismo.
Não têm ideia de coisa alguma fora disso como se viu quando Passos esteve no Governo.

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