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A direita em Portugal

por jpt, em 09.11.18

Tal como Luís Aguiar-Conraria, o autor deste texto que bem recomendo, contactei (e saudei) - vivendo então no estrangeiro - com a explosão do discurso liberal português, no início de XXI, através dos blogs. E tal como ele "Com o passar do tempo, fui-me apercebendo que o liberalismo muitas vezes mais não era do que uma fachada para dar um toque de modernidade ao que não passava de conservadorismo, quando não reaccionarismo.". Deixo a ligação pois é mesmo um bom diagnóstico sobre o que se passa entre o (decadente) PSD e o apardalado CDS. 

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64 comentários

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De Fernando Sousa a 09.11.2018 às 18:54

Muito oportuno. Mas vais atrair raios e coriscos.
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De jpt a 09.11.2018 às 19:53

Não me parece, isto anda tempo de acalmia nos comentadores. Irão ler o texto e terão que assumir - até porque os "raios e coriscos" estão mesmo a sair do armário.
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De Anónimo a 09.11.2018 às 20:35

Haverá grande diferença entre a direita dita moderada e a extrema-direita? Não me parece.
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De jpt a 09.11.2018 às 21:40

Sempre há alguma diferença. São todos uns porcos fascistas, claro, mas há aqueles nazis mesmo, os das camaras de gás. O que vale é que temos o Robles e o Augusto Santos Silva para nos defender.
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De Sarin a 12.11.2018 às 01:19

Um fascista que tome banho todos os dias também é porco?


Vá lá, jpt, o que o anónimo escreveu pode ser lido como apenas um corolário mal-amanhado para a sua tese, minha também que já a discutimos várias vezes, de que os partidos estão fracturados no que a ideologias e projectos diz respeito.
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De jpt a 12.11.2018 às 09:00

Um fascista é sempre um porco. E todos os que estão à direita do PS (ou do BE, consoante os dias) são uns fascistas, porcos por definição. O professor Boaventura explica filosoficamente assim: do PS para a direita desconhece-se o conceito de "dignidade humana".
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De Sarin a 12.11.2018 às 09:29

Pensei que o lema era "um bom fascista é um fascista abatido", até porque a maioria dos facistas de agora não passa de pára-quedistas a aproveitar as brisas ascendentes. Mas é lógica, tal fronteira ser no PS, pois se desde a Geringonça, ou talvez antes, à esquerda do PSD é tudo comunada e comedores de criancinhas, por que diabo haviam os fachos de esperar rindo?
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De jpt a 12.11.2018 às 09:51

Nunca li, nem ouvi, nem nestes tempos de costismo, nem na era socratista, nem mesmo antes, que o PS e todos os outros partidos à esquerda do PSD fossem constituídos por pedofagos e comunistas. Mas li que todos os apoiantes do PS e dos partidos à sua direita desconhececem o que é "dignidade humana" - não posso afiançar que isso tivesse um corolário quanto à sua dieta.
Quanto ao resto é sabido que Merkel era nazi e já não é. E que tudo o que não seja da esquerda é da direita e que toda essa direita, como diz o comentador anónimo que V; decidiu secundar, é igual à extrema-direita e que esta é aquilo que a Merkel era há dois ou três anos, uma horrível comunidade nazi. Não vou repisar sobre isto - tenho um enorme desprezo pela escumalha lisboeta que se reproduz dizendo isto na sua sanha para delimitar quem tem acesso aos recursos estatais. Não se trata de nada mais do que isso. Quando eu era miudo chamava-se a isso "putedo" Hoje já não se pode dizer isso, fala-se em "solidariedade social". Cumprimentos
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De Sarin a 12.11.2018 às 10:28

Suponho que leu a ironia no meu comentário, certo?
Leio todos os dias tais divisões, jpt, entre ilustres e anónimos - raro o dia em que navegue que me não depare com tais classificações, pois que não apenas os colunistas fazem história... pensei que a divisão da sociedade em fachos e comunas havia ficado pelo PREC, período de que a minha tenra idade não guardou memória mas sobre o qual li e ouvi muito; parece que nestes últimos anos pós PáF vs Geringonça os estigmas foram recuperados, revestidos e exacerbados. São profusamente utilizados, acredite.

Não leio/ouço o prof. Boaventura, mas não compreendia que um academista dissesse tais alarvidades - este ano tem-me demonstrado que a emoção tem prioridade sobre a razão em qualquer actividade.

Já sobre a escumalha lisboeta e os acessos aos recursos estatais, desconfio que esteja aí ressentimento profissional por via dos apoios a projectos de amigos, e oxalá me engane na leitura e nada disto pois que ainda gostava de acreditar que a investigação em Portugal não obedece a agendas partidárias, apesar da minha (má) experiênciazinha na matéria.
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De jpt a 12.11.2018 às 11:45

Não, falha no último ponto - e deixa-se cair no malvado psicologismo, o ponto mais baixo da pretensão analítica. E é aquilo que domina o discurso "redes sociais" no Portugal actual, eu já referi num postal qualquer como essas invectivas ou reduções das críticas a estados pessoais (doentios) subordinados ao "ressentimento", "ressaibo", "inveja" é algo relativamente novo no debate - não existia como dominante na era blogal, por exemplo, na década passada - e é uma refracção do estilo bolchevique de pensar. Que lhe fique explícito, nenhum insucesso pessoal ou profissional meu se deveu a enquadramentos políticos, mesmo que meramente opinativos ou a "agressões" corporativas. Mas isso não me reduz a repugnância pelo discurso, principalmente socialista, dos apoiantes do degenerado amplexo da corrupção socialista, do qual nenhum dos apoiantes de socrates e costa deixa de ser conivente e sociologicamente cumplice, a que você se filia aqui - macrodesprezo para falar melhor. Um psicologista não é interlocutor, ou é um avençado miserável ou um medíocre.

Há uma camada, de geração, pequeno-burguesa, lisboeta ou lisboetizada (e a repugnância que ela causa notou-se nas apatetadas criticas a Manuel Reis aquando da sua morte) que tem acesso a recursos sociais por vias estatais, directas e indirectas. São redes sociais (não, não é o FB) que se configuram por motivos ideológicos. Não são os possidentes mas são particularmente activos na palavra pública, entre funcionários e liberais, transumando entre formações políticos e apoios fluídos até ao amadurecimento socialista. Só não vê quem não quer. E quando se diz isso há sempre um escroque ou uma besta que vem dizer "ah, invejoso". Sem sequer conhecer o percurso do locutor. Apenas por serem o que são. Clientes. Ou aspirantes a isso.
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De Sarin a 12.11.2018 às 12:11

Falei em ressentimento profissional, não pessoal - abstenho-me de interpretar as vidas de cada um, não tenho nem pretensão nem interesse.

E falei em ressentimento profissional porque lhe li diversas vezes sobre o tema, incluindo sobre os 5000€ que seriam necessários para reabilitar, à falta de melhor termo, os mortos de Pemba - independentemente de ser o José Pimentel ou outro.

É o jpt quem se deixa cair na malvadez que me atribui, olvidando o que escreveu diversas vezes sobre a arbitraridade na atribuição dos fundos estatais para, entre outros destinos, investigação, e lendo-me palavras que não escrevi ou interpretações que não induzi. Sirva-se como entender das palavras que quiser para a mim se referir; solicito-lhe que releia estes comentários num dia em que se sinta menos focado. Até lá, boa continuação do psicologismo.
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De jpt a 12.11.2018 às 12:24

Se eu for um agricultor bem sucedido e fizer criticas à politica agrícola as pessoas considerarão isso uma posição assente numa situação pessoal/profissional? Talvez sim, talvez não. Quando algum médico considera que o SNS está a ser mal gerido isso é porque a sua situação profissional está apoucada? Se um português acha uma vergonha que os quadros dirigentes da função publica considerem desnecessário tratar dos cemitérios militares (friso, os militares) no estrangeiro é devido ao seu enquadramento profissional? Etc. ?
Quando conhecemos algo e falamos criticamente é por causa desse conhecimento e da reflexão que provocou. A reflexão pode ser correcta, fundamentada ou não. Mas não é obrigatoriamente reflexo directo da posição profissional, pessoal de alguém. É-o, sim, no reino dos clientes. E dos candidatos. Eu sou cidadão de uma república.
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De Sarin a 12.11.2018 às 13:23

Nada apontei à reflexão crítica mas ao uso reiterado do "escumalha lisboeta" que, mais do que o Terreiro do Paço, evoca as Academias, logo a investigação, porque jpt normalmente fala também da "escumalha intelectual". Sendo esta, assim, que delimita quem tem acesso aos apoios estatais - no caso, investigação.
E faço a devida ressalva sobre tal evocação, pois que há muita e muito boa investigação fora de Lisboa. Com uma declaração de desinteresse: nada tenho a ver com academias e a única vez em que estive envolvida (directa e activamente, devo dizê-lo) na busca de financiamento para projecto de investigação estava Cavaco Silva a meio do último mandato como PM. Não certamente por causa dele, aprendi que a investigação seria financiada se chovesse no molhado, pelo que nem tive oportunidade de perceber se havia agendas partidárias. E talvez nem o percebesse, na ânsia produtiva dos 21 anos.
Pode não ser a leitura que jpt pretendia, mas é uma leitura legítima e consequente com os seus escritos - e que nada tem a ver com o seu percurso mas com o clientelismo que suponho menos partidário do que talvez seja.


Sobre a reflexão crítica, não será apenas o clientelismo a direccionar o seu, da reflexão, exercício: basta relembrar quantos católicos afirmam que os padres não devem perorar sobre o matrimónio.
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De Fernando Sousa a 09.11.2018 às 21:05

Sim, é verdade, é verdade.
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De lucklucky a 10.11.2018 às 21:47

Raios e Coriscos merecidos. É um artigo desonesto.

Começa com palavras caras ao jornalismo Marxista como "reaccionários" quando o reaccionarismo é intrínseco ao Marxismo, é só o seu objectivo mais perene a discricionariedade do poder.

O autor até tenta a ligação desonesta ao Jaime Nogueira Pinto para depois dizer que afinal não deveria fazer parte do artigo que o próprio escreveu.

Outro exemplo do ataque que o autor faz mais de pois retira:

" A forma como bloggers da nossa praça blogosférica liberal se opuseram à sua liberalização surpreendeu-me. Apesar de tudo, considerei compreensível. Neste assunto, é muito difícil definir o que é uma posição liberal, dado que há um conflito de direitos entre a mãe e o feto. O estatuto que atribuamos a este último poderá fazer pender a balança para um lado ou para o outro."

Mais uma vez critica mas depois diz que não devia criticar.

E depois o autor ainda tem a lata de não explicar porque é que esta direita conservadora católica "liberal" apoia Bolsonaro que vai na 3º mulher e Trump...
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De Fernando Sousa a 11.11.2018 às 10:09

Tecnicamente devia ser eu talvez a responder-lhe mas considerando o alvo das críticas passo a bola ao jpt.
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De jpt a 12.11.2018 às 09:01

que simpatia ... (nestes casos um bocadinho de tecnocracia era bem-vinda)
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De Fernando Sousa a 12.11.2018 às 11:58

Foi de boa-fé, jpt. Mas pronto, não caiu noutra.
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De Anónimo a 11.11.2018 às 21:09

Marxista era a sua mãe.
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De jpt a 12.11.2018 às 09:25

Ok, Eu explico o meu interesse no artigo - que você acha desonesto (esta cena de considerar desonesto aquilo com que se discorda é um tique tão tuga que os tugas nem percebem o quanto caíram nisso, mas enfim, isto é sensabilidade de emigrante). O Independente foi o jornal da minha geração, interessantíssimo culturalmente (com excelentes pessoas a escrevem todas as semanas), assumidamente à direita, saindo do espartilho marxista ou quase-marxista da opinião publicada durante a década anterior. Deixei de o comprar quando, com Paulo Portas a dirigir, no início de 1990s publicaram uma manchete a dizer "gangs de negros atacam nos comboios". Achei que era demais. V. achará que é uma memória desonesta.
Depois emigrei: em inícios de 2000 (3/4) aparecerem os blogs. E em alguns deles reencontrei um tom nada "respeitador" da "grandeza" de um putativa esquerda, ciosa da sua superioridade moral e intelectual. E mais ainda encontrei um pensamento liberal, já então urgente em Portugal, para opor ao estatismo cultural (existencial mesmo) que amarfanha o país e tantas boas mentes. Há nesse eixo blogal tipos fantásticos - um dos meus dois bloguistas portugueses preferidos é um deles, fartei-me nestes 15 anos de o referir, o João Caetano Dias que desmontava o nascente BE como ninguém no seu magnífico Jaquinzinhos e que depois entrou no Blasfémias. Era uma lufada de ar fresco na opinião publicada em Portugal, onde os jornais eram muito presos à política partidária - e do qual eu não via a tv pois emigrado - e onde a dimensão opinativa e as secções não políticas (não apenas "culturais") estavam espartilhadas por esse serôdio "respeitinho" pela tal propalada "grandeza" (neo/pós)marxista.
Acontece que muito rapidamente muitos desses blogs (e os 2 que o L A-C são casos disso) entraram num registo até apatetado, ou pelo menos vários dos seus autores. Seja num radicalismo dito liberal mas que não o é, é apenas sectarismo (ser liberal sectário é uma contradição, coisa que outras teorias não convocam obrigatoriamente) seja naquilo que era um verdadeiro reaccionarismo - seja sob o ponto de vista de "reacção" a formulações sociais contemporâneas (tem algum sentido em XXI continuarmos a olhar os homossexuais como em séculos anteriores?) seja em termos de leitura de história (eu deixei de ler o Blasfémias tanto pelo abrasivo inintelectual do João Miranda, um tipo talentoso mas verdadeiramente sectário, que tudo torcia para caber no seu argumento, e pelo verdadeiro ogre que é o Arroja). Isto não tem nada a ver com uma direita liberal - porque não o é polliticamente (veja-se o encanto de alguns "liberais" económicos com Bolsonaros) e porque não o é ... economicamente (para não falarmos dos anos 2000s veja-se o encanto dos liberais económicos com ... Trump. Ou como abominam o ... "mercado comum".

Quando v; quer desvalorizar (e logo como desonesto) o texto do L A-C para além de ter uma diferente sensibilidade, o que é legítimo, e de não partilhar da experiência biográfica com a expressão pública desse "liberalismo" português, o que é natural, está também, prendendo-se à questão do aborto, a não ver o relevante. No texto. E, francamente, ler apenas para poder discordar é uma mera perda de tempo.
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De lucklucky a 13.11.2018 às 02:58

Considero desonesto porque o autor refere-se aos blogues liberais e passa o artigo todo a nomear pessoas que não fazem sequer parte dos blogues liberais para demonstrar que os ditos blogues são falsamente liberais.

Quem é que dos blogues liberais foi nomeado por LAC?

Pedro Arroja já há muito que não é liberal nem se considera tal. Basta ler o que escreve desde há bastante tempo.


"Ou como abominam o ... "mercado comum"."

O mercado comum tem pouco de liberal, é hiper regulado, com significativos impostos e custos burocráticos e claro tem taxas alfandegárias com o resto do mundo. Pode-se dizer que é mais mercantilista que liberal.



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De jpt a 13.11.2018 às 07:16

Arroja já não é liberal? Uma novidade. Eu deixei de o ler passado pouco tempo de ter sido elevado a ícone do blogoliberalismo português de então, quando, de dislate em dislate, veio escrever que os escravos africanos exportados para a América tinham tido sorte, escapando às guerras, pobreza e doenças do seu continente e ido para um continente que lhes dava mais hipóteses de sobrevivência. Ainda o outro dia, quando aquele rapaz professor universitário, veio clamar contra os beijos aos avós e lhe caiu o Carmo e a Trindada em cima me lembrei do silêncio com que uma alarvidade destas botada por um professor universitário - uma alarvidade com historial, entenda-se, não é apenas uma "boca" meio alcoolizada - passou sem qualquer remoque pelo crivo dos moralistas.
Quanto ao que diz sobre o "mercado comum" tem alguma razão - mas o mercado livre não é obrigatoriamente o mercado desregulado (a doutrina divide-se, e muito, sobre isso). Mas, já agora, veja lá o fascínio por Trump em vários dos (antigos?) liberais portugueses. Um liberal? Note, não que eu seja contra a política económica internacional de Trump (não opino, falta-me saber) nem que seja paladino de um liberalismo internacional. Mas de facto o que este fascínio por políticos proteccionistas (legitimamente que o sejam) mostram um ponto deste liberalismo a la portuguesa actual, que é aventado no texto: são liberais no sentido em que refutam a legitimidade de políticas sociais estatais. De facto é esse o verdadeiro sentido do seu "liberalismo". Não é preciso ser druida para entender que poção é essa: a do conservadorismo social, travestido (em versão drag queen se nos referirmos aos velhos blogs liberais) de vibrante liberalismo.
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De Justiniano a 13.11.2018 às 13:43

Mas o conservadorismo social está excluído das inspirações do liberalismo, caro jpt? Acho que temos de definir o liberalismo, para podermos discutir empregando conceitos congruentes!!
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De jpt a 14.11.2018 às 20:43

O liberalismo é abrangente. Tal como o conservadorismo. Mas são árvores de diferentes raizes, ainda que as sombras possam confluir. Julgo que a história é suficiente para sabermos distinguir semelhanças, confluências e distinções. E nisso bem perceber que a aragem da retórica modernaça, entre Hayek e Schmitt - ui, que tanta polémica deram nesses blogo-tempos - deu para encapuçar o que de facto não passa de um enorme conservadorismo que, lido e visto em pleno XXI não passa de um reaccionarismo (na maioria dos casos muito inculto, diga-se)
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De Pedro a 09.11.2018 às 21:49

Podíamos dizer o mesmo do PS, onde o socialismo não foi mais que uma fachada para dar um toque de modernidade ao que não passava de nepotismo e oligarquismo.
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De jpt a 09.11.2018 às 23:12

Sim. A gente diz. Eu, esta modesta pessoa, ando a blogar isso há década e meia. E a vivê-lo há duas. Isso não impede de saber ler, e ver os patetas reaccionários a la Arroja e quejandos, e o reaccionarismo daquilo tudo. Exactamente como o texto o narra.
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De Pedro a 09.11.2018 às 23:43

De acordo
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De Sarin a 12.11.2018 às 01:28

Pedro, o partidarismo sobrepôs-se à ideologia, ao projecto, à missão dos próprios partidos.

Haverá alguns incautos que ainda suportam os alapados políticos profissionais por militância ideológica, mas já pouca força terão.


A questão que coloco, a mim desde os meus 12 anos e à sociedade desde os 18, é apenas uma: onde posso assinar para alterar a lei eleitoral?
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De Pedro a 12.11.2018 às 12:05

A questão que coloco, a mim desde os meus 12 anos e à sociedade desde os 18, é apenas uma: onde posso encontrar deus?

Não é a lei. São os legisladores. Não é o papel. São as pessoas….e não podendo despachar o povo, é mais razoável despacharmo-nos.
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De Sarin a 12.11.2018 às 12:22

Perguntas por deus à pessoa errada... Essa coisa do divino só uso para designar Divas e Musas, e mais por limitação lexical que por fé

Claro que são os legisladores. E por isso a lei e nós. Mas pergunto: foram sempre assim?

Sobre o despacharmo-nos, tenho assuntos a resolver antes disso. Este seria um dos que me mostraria que a minha geração não se limitou a olhar, daí que ainda procure soluções. Enfim, recuso ainda que o comboio seja a luz no fundo do tunel
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De Pedro a 12.11.2018 às 13:07

Sarin, no final tudo acabará como deve acabar...valha-nos este optimismo, amiga.


A politica resume-se ao poder e não há justiça. E nos intervalos caem-nos sobras da mesa….há quem as cuspa, há quem se lambuza….somos o que comemos...não espero grande coisa, nem me surpreendo com coisa alguma. O que vier virá por bem...Amén
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De Sarin a 12.11.2018 às 13:29

A política é mais nobre do que isso, Pedro, mas terá que ser exercida por espécie mais nobre do que esta que somos, meu amigo... depois das Luzes, o ocaso? Ou terão as Luzes sido meros fogachos?

Gosto do banquete; andaste a rever filmes velhos?

O que vier, apenas virá. Fiat.
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De Anónimo a 09.11.2018 às 22:15

Vai-se a ver e o liberalismo quer conservar os impostos mais as mamas d'Estado, mais o peso do Estado mais a tralha esquerdalha, enfim, reacionário a toda a mudança!
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De jpt a 09.11.2018 às 23:13

O liberalismo é a sociedade aberta, democrática. Onde as pessoas assinam o que escrevem. O resto é tralha.
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De JgMenos a 10.11.2018 às 00:06

Isso é fácil se o blog sabe ler e tiver memória.


Sendo a sociedade aberta e democrática está impedida de ser conservadora e de reaccionar quanto queira?.
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De jpt a 12.11.2018 às 09:29

Sendo aberta e democrática está aberta e democraticamente acolhedora dos conservadores e reaccionários. E está, é esse o sentido do meu comentário, ligada de modo essencial a quem escreve opiniões o faça de modo aberto e democrático. Ou seja, que assine. Isto vale tanto para um escroque amigo da Cancio, da Palmira e do Querido, que escreve aleivosias anónimas a soldo do amigo do José Sócrates, como para um mero comentador de blogs que bota opiniões contrárias ou favoráveis a outrem - sejam elas conservadoras; libertarias, anarquistas ou revolucionárias ou social-democratas ou o diabo que o valha
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De lucklucky a 10.11.2018 às 21:53

Hahah! "sociedade aberta e democrática" com a violência da Democracia a obrigar as pessoas a serem o que não são?

Se uma sociedade não pode obrigar um homosexual - para usar um dos temas do texto - a ser heteresexual então também não deve poder obrigar um liberal as ser socialista.
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De Anónimo a 11.11.2018 às 21:10

Ó lucklucky, alguém o obrigou a ser socialista? Já para não falar que você de liberal não tem nada.
A única coisa que o devem ter obrigado foi a ser parvo...
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De jpt a 12.11.2018 às 09:31

como diz o anónimo que já lhe respondeu ninguém o obriga a ser socialista. Ele há quem queira. E a gente está cá para lhes dar caneladas. O que não quer dizer que tenha que aceitar que um reaccionário do piorio, autoritário, rato de sacristia, nacionalista bacoco, racista mais ou menos disfarçado, etc e tal, venha dar ao rabo dizendo-se "liberal".
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De Justiniano a 10.11.2018 às 09:12

Não tenho troco, caro jpt, adiante, sff, aí uns 5 escudos, que depois eu pago!
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De jpt a 10.11.2018 às 09:21

eu? Nem tenho onde cair morto, estou à espera da ajuda do estado, quanto mais andar eu a esmolar os liberais
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De Justiniano a 10.11.2018 às 09:53

São tão poucos, os liberais! Acho que cabem todos no 33. fica barato!! (não sei se não serão criaturas mitológicas que vivem na blogosfera e que, como sabemos, não ocupam espaço)
Mas os 5 escudos eram para o Conraria, que diz ser de esquerda, liberal, arejado, moderno e tal e mais. Eu, como não sei o que será, hoje, um liberal, um esquerdista ou um conservador, quedo-me pelas esmolas, um singelo contributo, a pequena ajuda ao meu alcance!!
Isto porque, no fundo, sou um sentimental!!
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De jpt a 12.11.2018 às 09:32

disso não sei nada, apenas que o uso aparta "ser de esquerda" e "esquerdista". Você também sabe disso e ao confundir os termos para fazer piada perde qualquer relevância no comentário
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De Justiniano a 12.11.2018 às 10:31

Não lhe percebi a mesma inquietação face à crónica do Conraria, onde se equivale conservador e reacionário, por entre outras equivalencias!! Pelo contrário!!
A adjectivação do nome induziu-o em erro, meu caro jpt! Não pretendi fazer piada com os termos, uma vez que não teria piada nenhuma!
Tentei, sim, fazer piada com as certezas do Conraria!!
Era uma piadinha, em cima do joelho, porque o assunto não me merece muito mais!!

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De jpt a 12.11.2018 às 10:43

Eu não apostolo do L A-C, que leio alguma regularidade desde o bloguismo, às vezes gosto, outras desgosto, por vezes aprendo. Insisto no que me parece relevante neste texto, e que pus no postal: o mais importante, revi-me no escrito ("eu podia ter escrito isto", é o meu comentário). E é acertado (e deveria ser pacífico aceitar isso) a distinção entre o parlapié "liberal" e a defesa de princípios e práticas que nada têm de liberais.
O L A-C distingue conservador de reaccionario - diz que a torrente de escritos mostravam os aparentes liberais afinal meros conservadores ou até reaccionários. Só para referir a tal distinçõ que V, inexistir
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De Justiniano a 12.11.2018 às 11:05

Quedo-me intrigado, caro jpt!!
Quem, como o meu caro, declara abominar sectarismos e generalizações vulgares, parece-me, subscreve um paleio, que pretende ter piada, do Conraria que mais não faz do que pintar de cinzento tudo o que se afasta do seu entendimento de arejado, moderno, cosmopolita e tal e mais.
Sim, distingue entre conservador e reacionário, como quem distingue entre um vesgo e um zarolho!! Ou, entre um tipo doente e um tipo muito doente!!
E já sabemos que de reacionário a nazi, vai a mesma vírgula que distancia o conservador do reacionário!
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De jpt a 12.11.2018 às 12:04

Sobre as intenções mais profundas do texto de L A-C só o homem poderá responder e não vou elaborar sobre isso. Tal como não vou debater a sua vontade interpretativa, ainda que me pareça coxa como ó caraças, pois hoje em dia não devemos apontar os coxos, perdão os deficientes andarilhos.
Quanto ao que retirei do texto fará o favor de subir um pouco nesta caixa de comentários, por aqui explicitei o melhor que posso - exemplifico: uma coisa é ser liberal (na amplitude que isso significa) outra coisa é ser um imbecil como Pedro Arroja a repetir os discursos anti-abolicionistas de XVIII (e até antes). É uma besta, um reaccionário imundo e era aclamado no bloguismo da década passada. É desses "liberais" reaccionários e hiper-conservadores que se fala. Se o ofende fazer essa destrinça paciência
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De Justiniano a 12.11.2018 às 13:30

Já dei bem mais que os 5 escudos!!
Estou-me borrifando para as intenções mais profundas do LAC! Tomo-lhe o texto pelo seu valor facial e atenho-me ao elemento literal! O meu caro exulta em desdém a um tal Arroja que não sei quem seja nem o que representará, mas que tudo justificará!!
O texto, caro jpt, pelo prisma que quiser, é simplista e medíocre! Não passa de uma compilação de clichés vertidos à laia de um marialva!! (causinhas arejadas em cima do joelho)
Se um imbecil quiser equivaler, liminarmente, a reacionários todos os que se opõem à adopção por casais homossexuais, e sobre isto, constitucionalmente, muito haveria a esclarecer, não aplaudo nem calo! Colocar no mesmo plano, a eito, o casamento homossexual, a descriminalização do aborto e adopção homossexual é a melhor ilustração da seriedade intelectual e do arejo de espírito (perdoa-se a um arejado de 15 anos).
Está ao mesmíssimo nível dos que equivalem os direitos universais de acesso a cuidados de saúde como socialismo! É este o nível que V. vem aqui enaltecer, recorra aos elementos da hermenêutica que quiser. E tudo porque, diz, virtuosamente malha num Arroja, que deve ser uma espécie de fariseu dos tempos modernos!!
Valha-nos que o mundo é suficientemente grande para que ambos possamos estar errados!!
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De jpt a 12.11.2018 às 13:52

por falar em vinte e cinco tostoões, o texto que tanto o ofende é sobre bloguistas liberais que apareceram no início do século. V. abespinha-se sobre um tal de Arroja que jura não conhecer - ou seja, não conhece o contexto sobre o qual se fala, o objecto do texto. A partir daí resmunga que se farta ... que é quer que eu lhe diga mais? Cumprimentos, passemos a outro postal
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De Justiniano a 12.11.2018 às 14:19

Sim, acho que o texto começa e acaba no tal Arroja, criatura mitológica que tanto o amofina, tudo o resto são apêndices que se esgotam no mesmo Arroja, sem dúvida!!
Erro meu, estava a ler o texto ao lado, com os catálogos de armários do Ikea!! Dá-me para resmungar com armários, podia ser pior!
Adiante!!
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De Justiniano a 12.11.2018 às 13:52

E acho que escriba se esqueceu da lei da procriação medicamente assistida, um arejo!! Ou então leu o último acórdão do TC, sobre o assunto, e fechou a janela, estava demasiado arejada!!
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De Miguel a 10.11.2018 às 11:09

Se fosse para o levar à letra, teria de concluir que o LA-C é de uma ingenuidade inusitada. Até eu, que não sou especialmente esperto, já os tinha topado há quinze anos, isto é, desde o princípio. E lia-os de longe, tal como ele.
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De jpt a 12.11.2018 às 09:34

Ok Você é esperto e percebeu há quinze anos. Ele percebeu dois ou três anos depois (percebe-se pelo conteúdo do texto). É um bocadinho menos esperto do que você. Julgo que não será o único. Eu sobre isso não posso adiantar, nem o conheço nem a si
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De Anónimo a 14.11.2018 às 09:19

É relativamente simples. Em abstracto, aa essência do liberalismo clássico é o ideal de autonomia dos indivíduos, autonomia como uma condição necessária para que possam realizar plenamente as suas potencialidades. Depois, a traço grosso, existem na prática duas declinações, uma que é reaccionária e outra progressista. Os que são progressistas (e isto serve de definição) consideram que esta autonomia se deve aplicar e estender a todos; para os reaccionários essa autonomia apenas interessa para uma elite restrita. Tudo o resto segue daqui.

Era óbvio desde o princípio a que grupo, na melhor das hipóteses, pertencem esses "liberais" portugueses. Acresce que nem que seja pelas questões dos costumes depressa se percebeu que nem ao grupo reaccionário pertenciam como bem lembrou o LA-C.
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De Miguel a 14.11.2018 às 12:43

O anónimo era eu outra vez.
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De jpt a 14.11.2018 às 20:46

e ainda bem que voltou, que o resumo é mais do que explícito para os mais renitentes
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De Luís Lavoura a 10.11.2018 às 17:05

Não dá para eu ler o artigo no Observador, tem acesso restrito.
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De Luís Lavoura a 10.11.2018 às 17:16

A crítica do LA-C aos blogues supostamente liberais é apropriada, mas vem muito atrasada: esses blogues estão agora pela hora da morte, e a ideologia que veiculavam com tanta convicção aparece agora muito enfraquecida.
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De jpt a 12.11.2018 às 09:38

é possível que estejam pela tal hora da morte. No sentido de haver menos leitores de blogs, isto já não é como há dez anos. Mas a questão é que a tal "ideologia" a que se refere era uma grande confusão - por mais doutos textos que alguns achassem necessário colocar (lembro, ainda por cima como professor, ainda que modesto, de disciplinas que cruzavam algumas temáticas abordadas, que havia um tom pedagógico, pomposo e verdadeiramente paroquiano em vários dos bloguistas "liberais") -, qlgo que o L A-C refere, essa mastangada entre um extremo conservadorismo social e um desbragado e manualesco liberalismo económico, que depois chocava com as historiestas políticas - V. lembra-se do encanto dos bloguistas liberais com Bush? Bush é um liberal?
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De Luís Lavoura a 12.11.2018 às 09:52

lembra-se do encanto dos bloguistas liberais com Bush? Bush é um liberal?

Eu lembro-me mais do encanto deles com Ronald Reagan, o presidente que aumentou desenfreadamente o orçamento da guerra dos EUA, causando um maciço défice orçamental e um peso nunca visto do Estado federal na economia.

Há que ver que grande parte da propaganda que os blogues liberais debitavam provinha diretamente dos EUA. Esses blogues eram a coluna portuguesa (ou a tradução para português) do Tea Party. Com o enfraquecimento dessa fação (Tea Party), os blogues portugueses também definharam.
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De jpt a 12.11.2018 às 10:03

Tem toda a razão nessa associação ao ambiente tea party (esse que, com Trump, até parece civilizado) Era disso que se tratava - e até por isso o espantoso conservadorismo, de facto reaccionarismo, que nem sequer derivava de uma igreja católica mais conservadora portuguesa ou europeia, mas sim era reflexo (nem sequer refracção) dos evangelistas americanos - e também por isso o ar de incompetência intelectual que muitos desses "liberais" tinham por mais prosápia académica afixassem nos seus blogs. Quanto ao apreço por Reagan será necessário matizar - valorizava-se o facto do esforço governamental americano ter derrubado o oponente sovietico. Mas sim, nem uma crítica ao republicanismo gastador americano. Referi Bush pois era contemporâneo - a mim fazia-me impressão o ar americanófilo com que o bloguismo português discutia as eleições e política americana. Estes liberais gritavam e urravam por Bush tal como hoje são trumpianos - tipos que se fartaram de tecer loas a McCain como se fossem americanos (patetas) apareceram agora a desdenhar do homem na sua morte ... porque ele se afastou de Trump. (do outro lado há uma mole de pseudo-gringos que alimentaram a vida sexual durante uma d´€cada com Obama, vão no mesmo caminho)
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De Luís Lavoura a 12.11.2018 às 10:12

"pseudo-gringos", uma excelente designação.
De facto, há em Portugal uma data de pessoas, tanto à esquerda como à direita, que parecem ser americanos, tal o empenho, a militância e o cuidado com que debatem a política americana e/ou defendem ou atacam cada um dos seus lados.
(Recentemente, esses pseudo-gringos parecem ter-se transformado em pseudo-brasileiros.)
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De jpt a 14.11.2018 às 20:47

eu acho que se sentem um bocadinho sozinhos, aí em Portugal
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De Anónimo a 12.11.2018 às 08:10

Presumo que sabe, mas em todo o caso basta aceder ao link em modo privado no navegador.

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