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A crise do Brexit.

por Luís Menezes Leitão, em 26.03.19

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O Reino Unido está neste momento a atravessar uma crise constitucional sem paralelo desde a Revolução Gloriosa de 1688. Embora desde sempre o sistema de governo britânico tenha assentado na soberania do parlamento, a verdade é que essa soberania era delegada no governo e no gabinete, criando assim o que se convencionou chamar de parlamentarismo de gabinete. Nem na "hora mais negra", em que as tropas de Hitler arrasaram o exército britânico na Europa, ou durante a batalha de Inglaterra, em que Londres foi sistematicamente bombardeada, alguma vez o parlamento se imiscuiu nas competências do gabinete. Hoje, quando decide tomar o processo do Brexit directamente nas mãos, o parlamento britânico abandona o sistema parlamentar de gabinete para adoptar um sistema parlamentar de assembleia. É extraordinário é que a primeira-ministra se mantenha no cargo depois de ser desautorizada desta maneira.

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12 comentários

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De Anónimo a 26.03.2019 às 10:59

Eu não percebo o que temos nós a ver com assuntos de outros países, nem porque razão temos de comentar o que se passa noutros países enquanto assuntos internos deles.

E tudo isto é ainda mais grave porque não comentamos assuntos importantes nossos e muitas vezes nem sequer os sabemos.

Tudo isto junto são manobras de diversão para afastar as pessoas dos assuntos importantes e uma manipulação grave.

Em relação à frase:
"É extraordinário é que a primeira-ministra se mantenha no cargo depois de ser desautorizada desta maneira."

Porque razão não escreve a ela a dizer que deve sair e candidata-se a um lugar no próximo governo?

Para os que não vêm ou não querem ver, agora as notícias são poucas, o que mais existe são histórias para divertir o povo infantil.
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De Anónimo a 26.03.2019 às 18:55

Não sei se sabe, mas há 140000 portugueses a residir no Reino Unido e que neste momento não sabem que futuro lhes aguarda. Se isso não o preocupa, é porque não é um bom português.
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De Anónimo a 27.03.2019 às 12:15

Talvez, mas em Portugal vivem 10 milhões, ou seja não há qualquer comparação. Se não o preocupa saber o que se passa noutros países mas não saber o que se passa cá, não é um bom português. Se não o preocupa a diversão nos media é porque é infantil.

Então como eu disse escrevam à Theresa May a dizer que como lá vivem 140000 portugueses, Portugal tem uma palavra a dizer em relação ao que se passa lá e ela deve sair.
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De Anónimo a 28.03.2019 às 18:59

Então como são "só" 140000 portugueses, a si não lhe faz diferença? Ganhe vergonha, como pode tratar assim os seus compatriotas... Escumalha!
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De João Pedro Pimenta a 27.03.2019 às 16:25

O caro anónimo já por várias vezes tem vindo aqui perguntar "porque é que não escrevem só sobre o nosso país" ou "o que é eu temos a ver com os outros", inclusive um posts meus (e em breve terá essa oportunidade).
Não sei se percebeu, mas não vivemos propriamente confinados às fronteiras do país, que de resto já nem existem fisicamente. O que acontece "lá fora" tem repercussões em Portugal, e os acontecimentos do Brexit têm particular influência, como já notou o outro comentador. Caso não tenha reparado, o mundo está conectado pela net, coisa que o caro anónimo também usa, fala-se À vontade para outros países, há uma coisa chamada programa Erasmus, etc. E acima de tudo, os autores deste blogue falam do que quiserem.
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De Anónimo a 27.03.2019 às 20:24

Tem razão falam não só do que quiserem mas sobretudo do que lhes convém. ...

WW
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De Anónimo a 27.03.2019 às 20:39

Você tem todo a razão, é tudo importante menos o que acontece cá!

Caso não tenha reparado, o mundo não é quase perfeito mas bastante imperfeito.

Parece que não sabe o que é a proporcionalidade, para si é tudo importante mesmo que seja para apenas para uma pessoa.

Existe a Internet, existe o programa Erasmus, existe a manipulação, e existe no fim de tudo, em ultimo lugar violações de direitos humanos, opacidade, abusos, etc.

Sim, os autores deste blogue falam do que quiserem. Ma os comentários existem só para dizer, concordo!
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De João Pedro Pimenta a 28.03.2019 às 16:58

A prova de que podem discordar à vontade desde que não entrem em grosserias despropositadas é que os seus comentários aparecem aqui. E até têm resposta, veja lá.

Quanto à proporcionalidade, não percebo para que raio é aqui chamada. Mas ó caro anónimo, o seu problema resolve-se rapidamente: se não gosta do conteúdo não o leia e passe a outras leituras unicamente domésticas. Ninguém o prende. A não ser que reclamar do que os outros escrevem seja a sua grande ocupação de vida.
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De Anónimo a 28.03.2019 às 19:00

Se defende o Brexit, pode emigrar para o Reino Unido para ver o que é bom para a tosse! Escumalha!
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De Vento a 26.03.2019 às 11:38

Estou em crer que o que acontece no UK não é novidade. Traduzo: os golpes de estado parlamentares e os golpes da tomada institucional têm sido uma constante nesta Europa. Portanto, o que nos oferece em sua reflexão, meritória, diga-se, faz parte de um processo que só pôde ser travado, como excepções, por Trump e por Bolsonaro.
Concluindo, estamos perante um momento de transformação que oferecerá ao mundo novos Trumps e novos Bolsonaros.
E eu concordo que assim seja, pois acredito nas contínuas destruições criativas.
A título de um entre muitos outros exemplos em Portugal, refira-se o golpe institucional na educação por parte dos novos proselitistas do género e afins. Já não basta ser diferente. É necessário fazer da diferença a norma.
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De Anónimo a 26.03.2019 às 14:52

Eu gosto é destes democratas, adoram a democracia quando ela serve os seus interesses mas quando isso não acontece tentam de todas as formas virar o bico ao prego e conseguem na maior parte das vezes como se tem verificado.

WW
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De V. a 26.03.2019 às 19:16

Pobres diabos — agora é que vão ver o que é ser atirado 50 anos para trás pela macacada. É aonde leva esse tal parlamentarismo de assembleia.

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