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A China e o país inibido

por jpt, em 05.12.18

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Em 2005 o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao visitou Portugal. José Socrates, então recente primeiro-ministro, incentivou o visitante a usar Portugal como intermediário nas crescentes relações sino-"palop". Na época eu trabalhava na área da "cooperação" (ajuda pública ao desenvolvimento) e muito me chocaram aquelas declarações do ainda relativamente desconhecido Sócrates (não se perspectivava tamanho descalabro),  por razões subjectivas e objectivas.

 

As subjectivas eram algo óbvias. Qualquer pessoa da minha geração se poderá lembrar o que foi o governo de Macau nos últimos quinze anos de tutela portuguesa. A coabitação entre os governos de Cavaco Silva e as presidências de Soares e Sampaio - sendo a presidência da república a responsável por aquela região - significaram que Macau foi administrado, num período de grande crescimento infraestrutural, pelos quadros socialistas. E foi público que se o PSD (e não só) se conspurcou na gestão da inserção europeia, o PS saiu profundamente lesionado da "coisa macaense", no afã da "árvore das patacas". Infecção que levou para os governos de Guterres e que este, criticável político mas homem honrado, deixou transparecer com o rebuço retórico do "pântano" quando se demitiu. Por isso, quando em 2005 Sócrates ofereceu os préstimos do país, e da sua administração, para facilitar a extroversão africana da China tudo indiciava que o PS não fizera qualquer "julgamento ético" (como Augusto Santos Silva reduz agora a avaliação da política) do seu percurso recente. Como se veio a comprovar, tanto pelas más-práticas dos governantes como pelo apoio cúmplice da generalidade dos profissionais da palavra pública, jornalistas e académicos, durante o consulado socratista. E hoje.

 

Mas as razões objectivas eram ainda mais óbvias. Num breve texto de Dezembro de 2007 eu resmungava isso, ecoando várias conversas em Maputo. Desde finais de XX que a China hiper-desenvolvera as suas relações comerciais e políticas com os países africanos. Com propósitos e estratégias bem diversos dos da União Europeia, e de Portugal nas suas relações soluçantes com as antigas colónias. O evidente falhanço dos desenvolvimentos africanos (já elencado nos 1960s pelo nada pró-colonial René Dumont) conduzira, desde os 80s, a alterações nas formas de "cooperação" entre a UE (e de países aliados, como EUA, Canadá, Suíça ou Noruega) e África. Grosso modo subordinando doacções, ajuda técnica e empréstimos bonificados a uma "condicionalidade política". Ou seja, à aceitação de boas práticas estatais, de uma democratização assente na "boa governança" (tétrico jargão), do incremento e autonomização da "sociedade civil", da descentralização avessa à opacidade dos poderes, da protecção ecológica, no fundo ao chamado "desenvolvimento sustentável", crente que a democracia é desenvolvimento, uma ideia consagrada no Nobel da Economia então atribuído a Amartya Sen. Muitos criticam este paradigma, dizendo-o neoliberal, exportação do modelo "ocidental" e neo-colonial. Poderá também ser tudo isso, e com toda a certeza contém a defesa dos interesses dos países doadores ("ocidentais"), que é esse o princípio das relações internacionais. Mas também não era só isso, pois fruto de transformações demográficas, socioeconómicas e ideológicas nos países europeus, que haviam promovido genuínas preocupações ideológicas e técnicas de promover algo melhor do que vinha acontecendo no desenvolvimento africano, combater o malvado "afro-pessimismo" (o aggiornamento do racismo), e procurar a defesa do meio ambiente, triturado alhures.

 

A chegada dos interesses chineses tudo alterou. Neles inexiste qualquer intuito democratizador ou sensibilidade ecológica, ou objectivo desenvolvimentista - há uma preocupação na construção de infraestruturas viárias que promovam o comércio de matérias-primas (e a seu tempo de produtos industriais imensamente sub-remunerados) para a China, algo que as burguesias africanas vêm considerando "desenvolvimento". Estas enormes construções infraestruturais são entendidas localmente como "ofertas" (basta conversar em Maputo com a burguesia letrada para ouvir isso), quando são obras basto sobre-orçamentadas e sob empréstimos chineses, para além de muitas vezes serem de duvidosa urgência (caso exemplar é a recente ponte de Maputo, uma verdadeira excentricidade se sopesadas as necessidades infraestruturais do país, e uma total aberração se considerado o preço astronómico e sobredimensionado da obra). Ou seja, a China financia directamente a sua indústria, construindo em África através de empréstimos contraídos pelos poderes africanos; e indirectamente, através do estabelecimento das infraestruturas de aquisição de matérias-primas baratas.

 

Questões como o desenvolvimento tecnológico ou empresarial africano (a transferência de saberes) é de nula relevância, o desenvolvimento social é inconsiderado - e nesta área será importante discernir quais as concepções dominantes na China sobre "África" e os "africanos", principalmente se pensarmos no rolo auto-crítico que os europeus fazem sobre o "paternalismo" e o "racismo" com que as suas sociedades interagem com África e seus habitantes. O resultado destes últimos anos é tétrico: países africanos imensamente endividados, ainda que com diferentes conteúdos (países como a África do Sul - mas que outros? - têm alguma maior capacidade de resistência). Dívidas que têm penhores, os recursos naturais, que assim vão passando explicitamente para o manuseio chinês. A razia ecológica, em particular a desflorestação é quase incomensurável. E a corrupção das elites exponenciou-se, num verdadeiro sublinhar da velha definição marxista de "burguesia compradora". É um neo-colonialismo radical, um neo-colonialismo selvagem, para glosar a expressão "capitalismo selvagem". (Abaixo deixo um programa da Al-Jazeera, que não é a "Voz da América" nem qualquer "Canal de Bruxelas" sobre o assunto, para quem tiver interesse).  

 

Para qualquer tipo que tivesse dois dedos de testa e uns centímetros de conhecimento esta via era já óbvia em 2005. O poder português, o PS de Sócrates, preferiu a obtenção de migalhas - no seio do que agora se sabe serem interesses esconsos das articulações político-económicas: por exemplo, em 2006 noticiava o Público que o Espírito Santo ajudara a entrada chinesa no petróleo angolano (alguma ideia sobre a situação actual?, é a pergunta sarcástica necessária). Ou seja, refutando a nossa inserção nas políticas desenvolvimentistas europeias (os célebres acordos de Lomé e Cotonou) e toda a retórica que acompanhara o estabelecimento da CPLP na década anterior. Nada disto importou, apenas a miragem de alguns ganhos como intermediário da entrada triunfal da política económica chinesa em África. E, ainda mais ridículo, com promessas de abertura do enorme mercado chinês aos produtos portugueses, pomposamente anunciada na imprensa aquando da visita do PM chinês em 2005: 13 anos passados seria interessante ver os dados reais dessa abertura, e o impacto na economia portuguesa. 

 

Alguns dirão que nada havia a fazer, que a dinâmica africana da China foi tão possante que uma pequena economia como Portugal nada poderia fazer em contrário, clamando assim a subordinação à "razão de Estado" e à obtenção de ganhos para o país. É uma paupérrima concepção de Estado e de mundo, bem como da política africana portuguesa. Mas mesmo que nesse registo rasteiro, de avaliação política sob estritos critérios de contabilidade nacional, será importante questionar: que ganhos económicos teve o país na sua extroversão para a China? E qual a situação das relações económicas com África, em particular com as duas grandes ex-colónias? E as relações políticas (catalépticas as com Moçambique, apesar da retórica do nosso PR, gélidas as com Angola, apesar do fogareiro agora aceso pelo PR angolano)? Outros, com mais memória, dirão que o governo de Sócrates teve o sucesso de conseguir realizar a cimeira Europa-África, em plena crise diplomática devido à oposição Reino Unido - Zimbabwe. Foi um facto, mas isso ter-se-á devido aos méritos da equipa do MNE da altura, Amado e Cravinho (este agora em rota para MNE do próximo governo). E deixa a pergunta fundamental: quais os benefícios reais obtidos, tanto para África como para Portugal, e já nem falo da política desenvolvimentista da UE? Ou seja, a sinofilia do governo português mostrou bem o quão de cabotagem era o seu rumo. Em termos internacionais. E em termos nacionais. Foi anunciado, de modo evidente, em 2005. Tornou-se evidente nos anos subsequentes.

 

Quinze anos depois se a situação das relações africanas com África é esta, também o é a relação de Portugal e de alguns países europeus. A influência chinesa está a crescer na Europa austral, de modo avassalador. Aqui não há matérias-primas, das quais a indústria chinesa necessita. O objectivo são os mercados, o "mercado europeu", necessários à indústria e à finança daquele país. Mas o tipo de abordagem predatória será o mesmo. As sociedades europeias amortecerão o impacto socioeconómico de maneira mais protegida, mas o impacto desdemocratizador talvez venha a ser mais sentido (não se está já a sentir?). Não se trata de ser sinófobo, ou de clamar "Vêm aí os Chineses". Mas de perceber, passado este tempo e sendo explícito o que já era óbvio, que quando se vê um governante português como a actual Secretária de Estado do Turismo choramingar a um grupo económico chinês "…por favor, usem-nos, como porta de entrada, como cobaias, para testar a forma de entrarem na Europa" estamos no "grau zero" da política. E que as nossas elites políticas nada aprendem com a história recente. Os socialistas (e o bloco central por definição) na sua cabotagem, na busca de restos disponíveis. Os comunistas presos a uma patética solidariedade com um poder que de "comunista" tem o nome e a foice e o martelo - lembram-se as pessoas da sabujice do parlamento português ao recusar receber o Dalai Lama em 2001, por pressões chinesas, e do texto do velho dirigente comunista Aboim Inglez, esse que fora em tempos de conflito sino-soviético muito adversário da China, a esse respeito? Rezava assim: "Tivemos entre nós, uma semana, o sr. Kenzin Gyatso, mais conhecido pelo título do 14º Dalai Lama, numa das suas constantes itinerâncias pelo mundo, na condição de cabecilha do que resta da clique reaccionária e retrógrada tibetana, conluiada com o imperialismo para atacar a China pela via da mentira e do separatismo". À direita os liberais, cegos e sonâmbulos, a quererem crer que isto é o "mercado" - quando "isto" é o capitalismo de Estado, de que se falava sobre o bloco soviético, mas agora super-competente. E o BE sempre relativamente simpático com quaisquer laivos de "alterglobalização" (entenda-se, antiamericanismo) que surja no horizonte. 

 

Nenhum destes partidos,  nenhuma das fracções desta "burguesia compradora" portuguesa, se opõe ao verdadeiro imperialismo chinês, voraz que é. E os governantes pedem "por favor" para que os interesses chineses sejam mais céleres e intensivos na sua intervenção. É a mesma mediocridade, ininteligente, cleptocrática e anti-patriótica que reconhecemos em tantos dos poderes africanos. Sem qualquer projecto de país, plano ou estratégia de desenvolvimento. E depois, sabe-se lá porquê, dizem-se, ufanos, de "esquerda", símbolo do progressismo e desenvolvimentismo. 

 

E um povo que a apoia. Nessa confluência um país inibido de o ser. Nada mais do que isso.

 

(Então aqui fica o programa a que aludi, vinte minutos sobre o presente de África. E o futuro de Portugal).

 

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47 comentários

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De lucklucky a 05.12.2018 às 12:37

A resposta está no porquê Portugal ter entrado na CEE que depois se transformou UE

Portugal entrou na CEE-UE também para não ter de pensar.
Pensar tem riscos, e muitos dos que supostamente pensam em Portugal como a Extrema Esquerda só querem é exterminar socialmente os outros...
Supremacistas Sociais.
Para mais a história recente de Portugal nos últimos centénios foi quase sempre uma história de más decisões por isso o pais não tem confiança em si desde há muito.

Assim entrámos para o clube dos ricos da CEE, seríamos "bons alunos" e pronto somos ricos. Depois claro não fomos bons alunos....Mas o Clube agora também está perder o lustre...o socialismo moral -nem sequer o económico- leva à decadência ética, civilizacional.

Agora o clube dos ricos são os chineses, portanto...vai-se atrás do cavalo mais forte. É aliás como funciona o mundo Árabe.

Mas socialmente o mais importante é o nosso regime continuar a ver-se ao espelho como socialista. Se essa parte estiver salvaguardada não há problemas, tudo pode acontecer.


"...quando "isto" é o capitalismo de Estado, de que se falava sobre o bloco soviético, mas agora super-competente..."

É muito mais que capitalismo de estado. Há milhões de empresas privadas na China que fornecem produtos a todo o mundo.

O Capitalismo de Estado que existe não é assim tão competente - é só enumerar a lista de falhanços Chineses- , mas como em terra de cegos em que a lógica ainda é a da Guerra Fria...
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De jpt a 05.12.2018 às 17:20

Claro que há imensas empresas e empresários e gestores chineses. Mas desengane-se, estas enormes dinâmicas de extroversão da economia chinesa não é o fruto de simpáticos empreendedores que arriscam mundo fora. É uma cuidadosa e planificada política nacional, estatalmente induzida, delineada e controlada. É nesse sentido que a digo - e não o inventei - um capitalizo de estado. E nesse sentido um verdadeiro imperialismo
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De lucklucky a 05.12.2018 às 18:30

O que eu contestei é que o Capitalismo de Estado Chinês seja comparável ao da URSS. O Capitalismo de Estado Chinês tem muito mais força.

A China faz produtos que todo o mundo quer porque tem uma iniciativa privada forte para lá do Estado. É esse não Estado que reforça a força do Estado Chinês.

A única coisa que a URSS fabricava que interessava ao resto do mundo era armamento e mesmo assim...

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De jpt a 06.12.2018 às 07:36

O que eu escrevi foi isto ""isto" é o capitalismo de Estado, de que se falava sobre o bloco soviético, mas agora super-competente." Tentei ser explícito mas não o terei sido - o termo "capitalismo de Estado" era atribuído ao bloco soviético no sentido sociológico, estrito, no sentido de uma burguesia possidente que controlava os meios de produção por via de funções políticas e que geria a economia por meio da planificação administrativa. O termo não era correcto, era mais uma invectiva que se queria desmistificadora da socioeconomia comunista. E agora para o caso chinês tem muito mais acuidade, no seu sentido literal - julgo que estamos de acordo nisso.
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De Anónimo a 05.12.2018 às 18:45

Ora vamos lá:
"Claro que há imensas empresas e empresários e gestores chineses. Mas desengane-se, estas enormes dinâmicas de extroversão da economia chinesa não é o fruto de simpáticos empreendedores que arriscam mundo fora."

60% do GNP (Produto Nacional Bruto - nacional, não interno!) vem de empresas privadas.
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De jpt a 06.12.2018 às 07:42

Agradeço-lhe o contributo. Mas será que escrevi assim tão mal que não me faça compreender. Está no texto que a China de comunista tem o nome do partido e a foice e o martel - ou seja, é óbvio que não estou a dizer que a economia estatal é estatizada. O que estou a dizer é que o projecto de extroversão económica é uma política estatalmente coordenada, estipulada e induzida. De uma forma que ultrapassa, e em muito, a normal política económica externa das sociedades liberais. A produção interna chinesa é no âmbito privado (também privado), os agentes que exportam e que investem no estrangeiro também o serão (mas também há grandes empresas estatais a fazê-lo, como sabemos). E também haverá articulações - que desconhecemos - entre empresas privadas (exportadoras, investidoras no estrangeiro, internalizadas) e Estado e Partido. Agora a política externa é conduzida, de modo articuladíssimo, pelo Estado.
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 14:00

Claro que há iniciativas privadas sobretudo do Estado Chinês sobre iniciativas que não vão ao encontro dos interesses do partido. Porventura alguém que queira investir nas tecnologias de informação livre terá todo o apoio do Estado Chinês.

Quantas empresas privadas terão como accionistas membros do "politburo"?
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De jpt a 07.12.2018 às 14:18

Sim, a grande questão a colocar aos que olham para esta extroversão chinesa sob o prisma das loas ao mercado e seu avatar iniciativa privada é mesmo essa, o quanto é que essa "iniciativa privada" é dependente (política e economicamente) do Partido-Estado.
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De Buiça a 07.12.2018 às 17:25

Vejamos, o Estado chinês procura o desenvolvimento do país deles, acordos comerciais, estratégicos, etc. As empresas procuram o lucro. Naquilo em que colidirem com os interesses do estado chinês entram em apuros, como em qualquer país decente.
Julgo que abusamos um pouco do conceito de liberdade também: a REN, a EDP, a Galp, os correios e a seguir as águas e os comboios em Portugal foram "libertadas" das grilhetas estatais e ninguém parece muito satisfeito com isso... em que ficamos?
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De André Miguel a 05.12.2018 às 12:41

Excelente post.
Falo de Angola que é o país que conheço melhor. Alguns factos: Angola deve à China algo como 25 mil milhões (25% do PIB!) e paga com petróleo, como resultado disso quase metade da sua produção petrolífera vai para o país asiático. Ou seja: à redução do preço do (pouco) petróleo que é vendido, junte-se a redução das receitas para pagar esta divida colossal.

https://www.reuters.com/article/angola-oil-finance-idUSL5N16H3EV

Resultado: um país de rastos e com uma crise sem fim à vista.

O desfecho? Temo que o mesmo que aconteceu p.ex, à Zambia ou Sri Lanka:

http://www.cadtm.org/China-to-take-over-Zambian-international-Airport-for-debt-repayment-default

http://www.atimes.com/article/sri-lanka-latest-victim-chinas-debt-trap-diplomacy/?fb_comment_id=1246938308739604_1246974655402636

É entregar os anéis se não quiser declarar falência...

A continuar assim o "investimento" Chinês em Portugal, qualquer dia espera-nos o mesmo desfecho.
O que nos leva a perguntar: ninguém percebe que o pretendido é a armadilha da divida? Quantos milhões circulam por baixo da mesa para nos fazer cair nesta esparrela?!
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De jpt a 05.12.2018 às 17:24

Obrigado pelo comentário E pelos dados. É verdade, há já vários países em incumprimento e a prescindirem de factores econômicos soberanos Eu imagino o que seria se este tipo de notícias adviessem de práticas econômicas de interesses ocidentais, o que a imprensa africana e europeia não protestaria
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De jpt a 05.12.2018 às 17:27

E sim, quanto às elites nacionais haverá muito de incompetência mas há, com toda a certeza, muito conluio - caramba, deixei até a ligação à notícia do BES em Angola, de 2006. Ainda haverá dúvidas sobre a teia de então? E sobre como ela, polimorfa que seja, perdura?
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De Anónimo a 05.12.2018 às 18:47

Os países soberanos não vão à falência.
E podem sempre restrururar a dívida, não é?
Pergunte a um dos 74 do manifesto que eles explicam.
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De jpt a 06.12.2018 às 07:45

Errado, os países soberanos, muito extraordinariamente, também abrem falência. Os exemplos do comentário acima estão perto disso. E imensamente errado, no tom e no conteúdo (se está diante de pessoas que estão a falar a sério e que você não conhece e nem sequer se apresnta, com que direito se julga para vir malcriadamente usar o sarcasmo? raios partam esta gente sem educação): há imensos países com dívidas reestruturadas. Se não sabe para que fala, ainda por cima nesse tom?
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De Anónimo a 05.12.2018 às 14:35

Para descontrair...

Na recepção ao P Chinês:

Ching diz ao amigo Pedro: --- Orgulho-lhe de ver tantas e tantas bandeiras....

.-- .Mas, Ching ... são bandeiras portuguesas....
-- Claro, Pedro.... me orgulha as etiquetas!

Am
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De jpt a 05.12.2018 às 17:29

É mesmo isso, e com os castelos reduzidos a estranhos pagodes, distribuídos com logotipos do BES - como a instituição Expresso, se não estou em erro, chegou a fazer durante um torneio de futebol
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De Buiça a 05.12.2018 às 15:22

Algum contraditório talvez ajude à discussão:
Não consta que Africa se tenha desenvolvido muito entre as descolonizações e a chegada (regresso) da China.
Ou que as potencias ocidentais tenham deixado de extraír todos os recursos que quiserem ao preço da uva mijona durante esse período.
A China está a ultrapassar os EUA em dimensão económica e até agora não ameaçou porrada nem invadiu ninguém e tem a vantagem de não ter o lindo historial explorador das potencias ocidentais em Africa. É a vida. Salvo guerras a seguir vem a India, o mundo multipolar está aí e o que não faz sentido de todo é uma fidelidade canina ao país do sr. Trump.
Não são "democráticos"? Nunca foram. A "democracia" americana alguma vez impediu a industria petrolifera e de armamento fazer o que bem entende por todo o mundo?

Sobre Angola vendeu o seu petróleo (e não foi só à China) a preços de mercado. Se os angolanos gastaram o dinheiro adiantado em BCP, Galp, BPI e quintas no Douro em vez de no povo angolano, é um problema politico interno.
A China não tem o menor interesse na instabilidade da colónia, como é óbvio.
Zimbabwes e afins só acontecem se o Angolano descumprir os contratos ou quiser confiscar alguma coisa.
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De jpt a 05.12.2018 às 17:39

Perigoso regicida, julgo que o postal não será apreensivel como o elogio do modelo desenvolvimentista ocidental. Mas também sei que cada vez que se alerta e/ou lamenta para o estado actual da coisa alguém surge com o discurso que V. enuncia. Sejam africanos, hipervalorizando a responsabilidade ocidental, sejam europeus, na constante autoflagelação historicista do tardomarxismo. Os obstáculos ao desenvolvimento africano são imensos e se eu os soubesse elencar de modo produtivo (ou seja, útil) faria um relatório e vendê-lo-ia, que bom jeito me faria. E no rol incluiria muito do que V. diz. Mas há um ponto que eu quero realçar sobre África, relativo ao meu postal, e o qual nós portugueses deveríamos integrar na nossa reflexão sobre o nosso país: os países africanos têm trocado o mau pelo (imenso) péssimo. E não é preciso ser um mercenário da Total ou Exxon ou BP para o perceber.
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De Buiça a 05.12.2018 às 23:15

Sem qualquer polémica é nessa falácia dicotómica que discordamos. A emergência de novas e riquissimas nações no planeta não me atira para ter que escolher uma favorita entre elas, mas antes para diversificar ao máximo as relaçoes bilaterais com cada uma delas e por esse meio reforçar a minha soberania.
Afinal de contas, retóricas à parte, muitos prédios de NY são de russos, o Canadá recebe biliões de investimento Chinês também em matérias primas e a BP continua na russia a meias com a rosneft... se há angolanos riquissimos com dinheiro para gastar/investir vou usar a vantagem da lingua e proximidade para o captar ou ver a banda passar sentadinho em elevados padrões ético-sonsos?
Outra coisa é como cada país lida com a corrupção pura e simples e nesse capítulo Portugal é mais Africano do que "ocidental", continua a bastar untar uns quantos intermediários para se conseguir comprar a EDP ou a rede elétrica nacional sem qualquer salvaguarda de soberania em vez de haver regras claras e regulação soberana.
É nestes termos que prefiro colocar a tal reflexão sobre o nosso país.
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De jpt a 06.12.2018 às 07:49

Mas eu não estou a escolher entre "nações". O que estou a dizer é que o processo africano - que conheço melhor do que os acontecidos noutros locais - é demonstrativo das dimensões da extroversão chinesa. E que comparativamente a outras pressões e influências externas tem componentes actuais bem mais lesivas, das soberanias, das ecologias, das perspectivas futuras. E que é lamentável o tom voraz e festivaleiro, acrítico e descuidado, do nosso poder face a isto.
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De lucklucky a 05.12.2018 às 18:09

E tivemos o chorrilho de mentiras Marxista.

"Ou que as potencias ocidentais tenham deixado de extraír todos os recursos que quiserem ao preço da uva mijona durante esse período."

Sabe a variação de preços das matérias primas nos ultimos 20 anos? O típico "potências Ocidentais" não faltou.


"até agora não ameaçou porrada nem invadiu ninguém"

Que o digam as Filipinas, Taiwan, Vietname, mais as águas internacionais...
Não invadiu ninguém.

"A "democracia" americana alguma vez impediu a industria petrolifera e de armamento fazer o que bem entende por todo o mundo? "

Que tal descobrir quais companhias petrolíferas nasceram nos últimos 50 anos e onde...
A industria de armamento americana é só para países ricos e é a industria que sofre mais volatilidade nos orçamentos.
Já a industria de armamento chinesa vende a qualquer um.

Oops, já me esquecia que na narrativa Marxista, só existem industrias de armamento no Ocidente...


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De Buiça a 06.12.2018 às 14:07

"Marxista"...? De que século nos fala...?

Incomoda-o assim tanto a Alibaba ser maior que a Amazon, ou a China ou a India ou quem quer que seja crescerem e desenvolverem-se sem lhe pedir autorização?
As filipinas, taiwan, vietname foram invadidos...?
A industria de armamento americana só vende a países ricos...?
Não acerta uma...
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De lucklucky a 07.12.2018 às 15:27

Incomoda-o assim tanto a Alibaba ser maior que a Amazon, ou a China ou a India ou quem quer que seja crescerem e desenvolverem-se sem lhe pedir autorização?

Típico desviar de conversa. Ninguém falou sobre tal coisa.

"As filipinas, taiwan, vietname foram invadidos...? "

Vá-lhes perguntar o que aconteceram as várias ilhotas tipo Selvagens. Não sabe? não admira, o Jornalismo Marxista não deixa. E como nem sequer referiste as águas internacionais...
E o Tibete é o quê? Atacou a China para ser invadido?

"A industria de armamento americana só vende a países ricos...? "
Também deves ser daqueles que julga que Saddam não tinha as forças armadas com maioria de armamento Soviético...
Põe aí a lista de países Africanos que são na maioria armados por americanos? Tirando o Egipto quais tens?


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De Buiça a 07.12.2018 às 21:01

Mas porque raio agora quer discutir quem vende mais armas a países Africanos...?
As lindas toyotas e artilharia do estado islâmico também eram chinesas? E as munições portuguesas na guerra irão-iraque eram porque o conflito nos interessava à brava?
Mas sobretudo que raio tem isto tudo a ver com a China se desenvolver e estabelecer relaçoes comerciais com o mundo inteiro?
Por falar em Taiwan até já elegem governos pró-chineses. Se calhar tem a ver com terem todos familia no continente, se fartam de ir e vir debum lafo para o outro e o que antes era uma visita ao gulag agora é tudo igual, até bem mais moderno. Pergunte lá aos chineses formosos se os incomoda muito passarem a ser chineses como os outros todos...

Ou aliás, deixe lá isso que depois do "marxista" não se aproveita nada.
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De jo a 05.12.2018 às 19:11

A descolonização foi há 48 anos, após uma guerra de 13 anos que perdemos, e ainda há quem pense que temos de ir para África combater a China.

Deixem lá os africanos e os chineses entenderem-se (ou não), ambos são crescidos e nenhum deles é província ultramarina portuguesa.

Citou tantos governos que se esqueceu do governo da Troika que deixou os chineses nacionalizarem empresas portuguesas. Acho que o primeiro ministro da altura não é o que foi preso, era o rapaz da Tecnoforma.
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De jpt a 06.12.2018 às 07:50

Ok, a partir deste seu comentário eu deixarei África e a China fazerem o que bem entenderem, dar-lhes-ei autorização.
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De jo a 06.12.2018 às 14:24

Eles não precisam da sua autorização.
Ai está o ponto, seguem os seus interesses.
Dito de outra maneira: Não me parece que o preto precise do branco para não ser enganado pelo amarelo.
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De jpt a 06.12.2018 às 16:50

O que tenho eu menos que os outros com quem você fala? Primeiro diz "deixem lá os tipos entenderem-se (ou não)". Eu acedo nisso. E depois diz-me que eles não precisam de mim para isso. Então estava você a falar com quem, a instruir quem?
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De jo a 06.12.2018 às 20:55

Remeto-o para o dicionário Priberam, (mas os outros dicionários tem a mesma definição)

pergunta retórica
• A que se destina a criar um efeito enfático, não visando necessariamente uma resposta.

"pergunta retórica", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/pergunta%20retórica [consultado em 06-12-2018].

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De jpt a 07.12.2018 às 07:32

Obrigado pela ligação ao dicionário, sempre uma leitura recomendada (ainda que o Priberam não seja apontado pelos especialistas como exemplar). Quanto ao "pergunta retórica" que refere dado que não o encontro nos seus comentários presumo que o esteja a identificar entre aquilo que lhe respondi. Desengane-se, não usei esse instrumento: você deu-me uma instrução, eu disse que a acataria, devido ao tom sábio que você brandiu. E depois você negou a relevância da sua instrução. Fico desorientado, onde está a propalada sageza?
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De Cristina Filipe Nogueira a 05.12.2018 às 20:19

Tenho seguido a “invasão chinesa” em África, máxime em Moçambique, com alguma perplexidade. A mesma perplexidade que senti quando lentamente vi serem vendidas empresas portuguesas estruturais como a EDP ou a REN e que julgo serem as únicas que, ao nível da UE não são detidas maioritariamente pelo estado.
Num e noutro país, como bem explana o jpt, são fáceis de ver os motivos.
Para mim, já não foi tão fácil perceber os investimentos massivos na ilha de Santiago, em Cabo Verde. Toda a ilha é um enorme estaleiro. Estão a ser construídos todo o tipo de infra-estruturas em que a ilha é deficitária: estradas, aeroporto, hospital, universidade, saneamento, estações de desalinização de água e tudo mais que nos possa ocorrer. O reduzidíssimo comércio existente na ilha, está invariavelmente nas mãos de chineses, desde as pequenas mercearias em aldeias recônditas até às lojas de utilidades, mais “típicas”. As pessoas estão contentes, porque a ilha está a modernizar-se, nada mais importa.
Com uma diferença de poucos meses, estive, também no Nepal, mais concretamente em katmandu. O cenário é o mesmo, com o acrescento de katmandu estar a ser totalmente recuperado do forte sismo de 2016. Uma vez mais, são omnipresentes os placards gigantescos que assinalam que abrecuperaçao dos templos está a ser oferecida por Pequim (pelo meio, alguns, poucos, fazem a mesma propaganda aos EUA. No Nepal, perguntei directamente a várias pessoas, se não tinham medo de uma invasão como a que aconteceu no Tibete. A resposta era invariavelmente a mesma. A China não tem interesse em invadir-nos, mas se o fizesse, ficaríamos muito melhor.
É uma reflexão simplista a minha, mas confesso ter ficado espantada com a forma como populações tão diferentes e com passados históricos mais ou menos recentes tão diferentes, aceitam com os mesmos argumentos a entrada da China, independentemente do preço a pagar.
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De jpt a 06.12.2018 às 07:50

Em Moçambique idem, face às infraestruturações. Os custos no futuro? Logo se verão ...
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De Buiça a 07.12.2018 às 00:58

Excelente este retrato de 3 cantos do globo e de como a China vai estabelecendo relações por todo o planeta.
Não têm fama de serem parvos a negociar, se numa região for mais eficaz pagar a uns intermediários e DDTs para o negócio se fazer nao se fazem rogados; se houver capitalismo e estado de direito concorrem com os demais; da cultura de cada um sabe cada um; se houver carvão querem carvão; se houver eólicas querem eólicas.
O que interessa parece ser garantir para eles acesso a...bom, a um pouco de tudo o que precisa um povo de mil milhoes em que ha poucos anos ninguem tinha nada e agora gera 100 milionários novos por mês.
Há quase 20 anos alguém me disse que quando os chineses todos atingissem o nivel de consumo/desperdicio de água potável de um europeu toda a água do planeta talvez não chegasse. A ideia era investir em empresas que fossem donas de reservas de água e não se tem dado mal.

Nada sabemos do "preço a pagar" porque ainda nada foi cobrado, tudo o que temos são suspeitas, medo e preconceito. Se a nova rota da seda se chamasse plano Marshal e falasse inglês talvez fossemos mais compreensivos...
Incompetentes para nos governarmos a nós próprios temos esta tendência para culpar os de fora. Vou culpar quem de repente nos quer comprar tudo o que tenhamos para vender exactamente do quê...? De nos comprarem casas ao triplo do que valem? De se numa só cidade chinesa virar moda beber vinho português a produção do país inteiro não chegar?
Tenham santa paciência.
Se querem a rede elétrica comprem-na de volta ou legislem de modo a que tenha de ser devolvida com dia marcado e preço justo (10 anos para não ser muito rude). Ou nem isso, regulem bem e fortemente a favor do utente desses serviços. São todos portugueses os eleitores e os eleitos e os que governam e os que se governam e os corruptos.
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De jpt a 07.12.2018 às 14:16

Há uma questão que deixa implícita e que ninguém trata, pois logo que se levanta a questão logo aparece gente a dizer "então os americanos" e etc. Primeiro é que isto é uma mega-operação imperialista, e tem que ser encarada como tal. E depois é que um projecto completamente à margem de dimensões democráticas e democratizadoras (o Plano Marshall tinha-as, tal como os modelos desenvolvimenistas a que aludi). Ora para quem tem algum vínculo com isso seria de ter em conta. Mas parece que nesta era os partidos "democráticos" da "política real" e os paladinos do mercado se estão completamente nas tintas para esta agressividade toda anti-democrática
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De Buiça a 07.12.2018 às 14:39

Imperialismo parece-me muito mais um país ser dono do mundo, ter bases militares por todo o planeta, bombardear indiscriminadamente quem bem lhes apetecer ou mandar a europa fazer um avião que vai de moscovo para a américa latina aterrar à força.
Eu só peço para repararem que nessa tal de "democracia" mundial 2/3 da população e em breve do PIB mundial estarem severamente subrepresentados nas instituiçoes criadas no final da 2a guerra mundial.
A China segue o seu caminho e até ver só está a estabelecer relaçoes comerciais com quem quer, sem invadir ou ameaçar ninguém.
O mundo está a mudar de unipolar para multipolar e todos têm que se adaptar. Chamar-lhes nomes acabados em ismos ou istas é um benfica-sporting que não adianta nada...
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De jpt a 10.12.2018 às 08:38

Isso é reduzir o imperialismo a um imperialismo. É um sossego.
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De Pedro Vorph a 07.12.2018 às 14:50

A desmotivação do povo, associada a uma desmobilização da sociedade civil , vê no "estrangeiro" a sua salvação. Também aconteceu aqui , com a vinda de troika , pois sendo 'estrangeira" merecia-lhe mais credibilidade que os políticos nacionais. Porventura essa aceitação de assimilação é própria de países pobres e corruptos.

Vamos ver se essas estruturas são essenciais aos países ou se são uma forma de os endividar - as empresas de construção e o investimento são ambas chinesas.
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De Sarin a 07.12.2018 às 00:04

É muito pertinente a comparação com África: o expansionismo chinês é um só, adaptando a estratégia ao alvo - o objectivo é únicamente comercial, sem vestígios de simbiose.

Entre a iniludível história das relações sino-portuguesas e a alienável força que temos em tal bilateralidade, o problema maior é mesmo o que tão bem sintetizou: somo um país "Sem qualquer projecto de país, plano ou estratégia de desenvolvimento."
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De jpt a 07.12.2018 às 14:12

É isso, as "coisas" não são iguais mas "China em África" é um item, a ver com muita atenção, do plano global
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De Sarin a 07.12.2018 às 14:18

Suspeito, e por ser suspeita não divulgo com frequência, que, mais do que preparar caminho para retirar ou escoar bens, a China prepara a instalação de chineses em África. Num médio prazo muito suave, como suave foi a venda das quotas de carbono africanas aos americanos , alemães e franceses. Ou a apresentação dos protocolos por Lisboa.
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De jpt a 07.12.2018 às 22:51

em África? o plano estatal de emigração chinesa vê-se em cada aldeola portuguesa (ou de alhures).
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De Sarin a 07.12.2018 às 23:07

Em Portugal, os que por cá vivem ainda não são donos de nada, e os donos de tudo passam por cá em viagem.

Tanto quanto vou sabendo - mas as minhas fontes são reduzidas, distantes e quiçá parciais - em África são os donos que se instalam já, lentos mas firmes feitores...
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De Pedro Vorph a 08.12.2018 às 00:03

Duvido. As elites nunca se deram bem com o clima africano. Preferem o clima europeu. Aliás ambicionam o estilo europeu.
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De Sarin a 08.12.2018 às 00:40

Não me é questão de fé mas de ouvir dizer...
Por cá não se instalaram ainda, só a arraia-miúda. Por lá, consta que se vão instalando.
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De Sarin a 10.12.2018 às 00:46

Provavelmente já sabe, mas arrisco a repetição porque a propósito

https://cartamz.com/index.php/economia-e-negocios/item/300-assalto-chines-aos-mares-de-mocambique?fbclid=IwAR3yaI0T-Alrvepuv8VSeAXnsCtJb5x7z6EgbwfoQ5sHgFH6zL5BZ-bYlYg


As implicações económicas nada são perante as sociais e ambientais no curto prazo. Mas eu da zona pouco mais que nada pesco, e talvez não seja o desequilíbrio que suspeito.
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De jpt a 10.12.2018 às 08:41

Obrigado pela partilha. Eu recebo os textos do Mosse, de quem sou amigo (não partihei aqui pois julgo que os leitores do DO não tëm grande interesse em coisas sobre Moçambique - basta ver os comentários tipo "deixem lá os moçambicanos tratar da sua vida" ... Este é particularmente demonstrativo do que se está a passar em Moçambique - antes já as frotas pesqueiras japonesas e espanholas acamparam nas águas moçambicanas. O que vai acontecer agora será devastador, não há outro termo.
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De Sarin a 10.12.2018 às 08:48

Pois faz muito mal em não partilhar, muitos poderão não gostar mas os que se interessam pelo mundo agradecerão todas as ligações a outras fontes de informação. E nem todos abrem as letrinhas a vermelho (mas bem que podia o jpt colocar as ligações a abrir noutra página, isto no telemóvel chateia para caramba :))

As frotas portuguesas e espanholas, mesmo que abusando, não têm esta escala... preocupa-me o desvio do peixe para outros mercados, mas preocupa-me ainda mais o ecossistema do Índico naquela área.

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